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quarta-feira, 26 de maio de 2021

Os caminhos da obediência

 Texto de referência: Deuteronômio 30:15-20


Dentre os livros do pentateuco o livro de Deuteronômio se destaca por um assunto: a obediência a Deus. Enquanto Gênesis retrata a história dos patriarcas, Êxodo e Números relatam a saída do povo do Egito e a caminhada pelo deserto, Levítico aborda sobre as leis de Deus, Deuteronômio faz uma síntese acerca do povo no deserto e das leis, mas dedica seus últimos capítulos a convocar o povo de Deus à obediência.

Em toda a caminhada do povo pelo deserto, Deus foi lhes dando as suas leis de forma escrita. Eram muitas leis e todas, sem exceção, deveriam ser guardadas. Cada lei, decreto e ordem tinha o seu propósito, tanto em refletir o amor pelo próximo, quanto em refletir a adoração do povo ao Senhor.

A obediência do povo os levaria a uma abundância inexorável, eles seriam abençoados em tudo e essa bênção de Deus seria notória a todos os povos. Por outro lado, a desobediência traria consequências terríveis, inimagináveis, e aquele povo seria envergonhado em tudo o que fizesse.

O Senhor ainda alerta que o povo não teria desculpas para não cumprir a lei alegando estar ela longe deles, pois ela havia sido dada pelo próprio Deus através de Moisés. Todas as palavras foram escritas em pedras para que não se perdessem, então não apenas o povo, mas a sua descendência a conheceria. 

Por fim, Moisés faz um paralelo entre a obediência e a desobediência, comparando-as com a vida e a morte, respectivamente. Ele alerta ao povo de que estava sendo colocado diante deles esses dois caminhos, e que eles eram livres para escolherem aquilo que eles quisessem, conscientes de que ambos lhes trariam consequências, positivas ou negativas.

Apesar de Deuteronômio ser um livro da velha aliança, no tempo da lei, os seus ensinamentos continuam válidos entre nós cristãos. A obediência a Deus não fica ultrapassada e ela é exigida de nós diariamente, nas pequenas coisas.

Se formos notar as leis de Deus descritas em Levíticos há ordenanças acerca de grandes coisas, mas também acerca de pequenas.

Os crimes graves foram citados, mas as práticas cotidianas também. Obedecer a Deus vai além de não matar, roubar, adulterar ou coisas nesse sentido. Implica também em ações do nosso dia a dia, quando por exemplo não entramos em uma roda de conversa que envolve fofoca, não aceitamos "pequenas mentiras" ou deixamos de lado a internet para nos conectarmos mais a Deus.

Obedecer a Deus é uma escolha diária. Todos os dias temos à nossa disposição duas alternativas, o mal e o bem, a vida e a morte. Que possamos escolher sempre o bem e a vida, e assim colheremos todas as bênçãos que o Senhor nos promete através da obediência.


quinta-feira, 22 de abril de 2021

As vestes sacerdotais

 Texto de referência: Êxodo 28


Enquanto o povo de Deus estava no deserto, o Senhor lhes transmitiu muitas orientações. Uma delas foi acerca do ofício dos sacerdotes. Um sacerdote era um homem consagrado a Deus para oferecer sacrifícios pelos pecados do povo. Apenas quem exercia esse ofício poderia fazer isso. O escolhido por Deus para esse ministério foi Arão, irmão de Moisés.

A partir da ordenança acerca da criação do ofício do sacerdote, o Senhor também deu orientações sobre as vestimentas desse ministro. Vestir um sacerdote era algo tão sério que as pessoas que fizeram as vestes de Arão foram cheias por Deus do espírito de sabedoria. Todos os detalhes das vestes foram ordenadas por Deus.

Os materiais utilizados na fabricação das peças eram de alta qualidade, inclusive de ouro. Sobre os ombros e sobre o peitoral das vestes do sacerdote deveriam estar os nomes das tribos de Israel.

Sobre a mitra, vestimenta que ficava na cabeça do sacerdote, deveria estar escrito: santidade ao Senhor. 

Os elementos da veste do sacerdote apesar de terem sido reais, hoje nos fornecem uma representação do papel que deveria cumprir alguém que exercia esse ofício.

A primeira coisa é entendermos a responsabilidade dessa missão. Todo o cuidado em como deveria se vestir e se portar um sacerdote era um indicativo da responsabilidade atribuída a essa função.

O fato de levar o nome das tribos nos ombros indicava que era o sacerdote quem levava a Deus as demandas daquele povo. O ato de levar os nomes das tribos sobre o peito indicava que a relação do sacerdote com o povo não era apenas de ofício para Deus, mas um ato de amor ao povo que o Senhor escolheu.

A palavra santidade exposta sobre a fronte do sacerdote indicava o caminho no qual ele deveria andar, longe do pecado e da corrupção do mundo.

Sabemos que hoje não existe o ofício de sacerdote como nos tempos de Arão. O nosso Sumo Sacerdote é Jesus, que já fez de uma vez por todas a expiação por nossos pecados, dando Sua própria vida. Todavia, em Apocalipse 1:6 o Senhor nos diz que, como povo de Deus, somos todos sacerdotes, não mais para oferecer animais em sacrifício pelos pecados, mas para fazermos a obra do Senhor levando o ministério da reconciliação e pregando o Evangelho do arrependimento e salvação. E a responsabilidade que havia sobre o sacerdote também está sobre nós. Que venhamos a cumprir com fervor, amor e santidade essa missão.