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sexta-feira, 23 de abril de 2021

Arão: o líder negligente

Texto de referência: Êxodo 32:1-6 


Todos conhecemos Moisés e a grande libertação do povo no Egito que o Senhor operou por meio dele. Moisés desde o início do seu ministério contou com uma ajuda, a de Arão, seu irmão. Deus o havia instituído como boca de Moisés, para falar a Faraó a mensagem do Senhor. Mais tarde, Arão foi consagrado como o sacerdote do povo.

Entretanto, como todo ser humano, Arão teve suas falhas. Quando Moisés subiu ao monte Horebe onde Deus lhe falaria os principais estatutos dados ao povo, Arão ficou encarregado de cuidar deles.

Moisés ficou no monte por quarenta dias e enquanto ele estava lá, o povo se incomodou com a demora dele em voltar e pediu a Arão para lhes fazer um deus para guiá-los de volta ao Egito pois não sabiam o que poderia ter acontecido a Moisés.

Esse fato já demonstra a displicência de Arão em liderar o povo, pois se ele desempenhasse bem o seu papel de líder substituto, o povo de forma alguma sentiria falta de Moisés. A fala deles pedindo um deus para guiá-los indica que eles estavam no momento sem liderança.

Arão então, em vez de repreender o povo, os atende e fabrica um bezerro utilizando as jóias de ouro dadas pelo povo. Eles então se prostram perante o bezerro e começam a adorá-lo. Quando Moisés desce do monte, ele se revolta com o povo, que é castigado por Deus pela sua idolatria.

Sem dúvida o povo de Israel agiu completamente errado nessa situação. Todos que lemos a Bíblia sabemos como o povo de Israel era obstinado e rebelde contra Deus, todavia, faltou a Arão a sabedoria de um líder para não deixar que eles agissem daquela maneira.

O relato bíblico diz que Arão os deixou à solta, para vergonha deles (Êxodo 32:25). A atitude de Arão foi de um líder que ao invés de dirigir os seus liderados, se deixou levar pela vontade deles.

Como Arão, temos visto lideranças que não têm dirigido a sua comunidade, pelo contrário, tem se deixado influenciar pelos desejos do povo, e ao invés de fazerem o que é correto perante Deus, preferem se submeter aos desejos dos homens, para atendê-los. Muitos agem dessa forma com receio de perder membros da comunidade.

O papel do líder é central. Todos esperam que ele esteja no comando. Arão foi um líder relapso, que não atendeu às expectativas de Moisés em sua ausência. Não apenas isso, ele não repreendeu o povo em suas práticas pecaminosas, mas compactuou com elas. Enquanto lideranças, Deus espera de nós compromisso com a Sua obra. Temos que ser a voz de Deus ao povo, falando da salvação e do amor mas também pregando a santidade que Ele espera das pessoas.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

As vestes sacerdotais

 Texto de referência: Êxodo 28


Enquanto o povo de Deus estava no deserto, o Senhor lhes transmitiu muitas orientações. Uma delas foi acerca do ofício dos sacerdotes. Um sacerdote era um homem consagrado a Deus para oferecer sacrifícios pelos pecados do povo. Apenas quem exercia esse ofício poderia fazer isso. O escolhido por Deus para esse ministério foi Arão, irmão de Moisés.

A partir da ordenança acerca da criação do ofício do sacerdote, o Senhor também deu orientações sobre as vestimentas desse ministro. Vestir um sacerdote era algo tão sério que as pessoas que fizeram as vestes de Arão foram cheias por Deus do espírito de sabedoria. Todos os detalhes das vestes foram ordenadas por Deus.

Os materiais utilizados na fabricação das peças eram de alta qualidade, inclusive de ouro. Sobre os ombros e sobre o peitoral das vestes do sacerdote deveriam estar os nomes das tribos de Israel.

Sobre a mitra, vestimenta que ficava na cabeça do sacerdote, deveria estar escrito: santidade ao Senhor. 

Os elementos da veste do sacerdote apesar de terem sido reais, hoje nos fornecem uma representação do papel que deveria cumprir alguém que exercia esse ofício.

A primeira coisa é entendermos a responsabilidade dessa missão. Todo o cuidado em como deveria se vestir e se portar um sacerdote era um indicativo da responsabilidade atribuída a essa função.

O fato de levar o nome das tribos nos ombros indicava que era o sacerdote quem levava a Deus as demandas daquele povo. O ato de levar os nomes das tribos sobre o peito indicava que a relação do sacerdote com o povo não era apenas de ofício para Deus, mas um ato de amor ao povo que o Senhor escolheu.

A palavra santidade exposta sobre a fronte do sacerdote indicava o caminho no qual ele deveria andar, longe do pecado e da corrupção do mundo.

Sabemos que hoje não existe o ofício de sacerdote como nos tempos de Arão. O nosso Sumo Sacerdote é Jesus, que já fez de uma vez por todas a expiação por nossos pecados, dando Sua própria vida. Todavia, em Apocalipse 1:6 o Senhor nos diz que, como povo de Deus, somos todos sacerdotes, não mais para oferecer animais em sacrifício pelos pecados, mas para fazermos a obra do Senhor levando o ministério da reconciliação e pregando o Evangelho do arrependimento e salvação. E a responsabilidade que havia sobre o sacerdote também está sobre nós. Que venhamos a cumprir com fervor, amor e santidade essa missão.