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sábado, 28 de dezembro de 2024

Rebelião de Datã

Texto de referência: Números 16:1-33


Datã era da tribo de Levi, isto é, pertencia ao grupo que servia na Tenda da Congregação. Junto com Datã, se juntaram cerca de duzentos e cinquenta homens que faziam parte do sacerdócio israelita e iniciaram uma rebelião contra Moisés. Eles alegavam que não apenas Moisés e Arão eram santos, mas toda a congregação, isto é, estavam com inveja da forma como Deus lidava com Moisés e Arão e por isso alegavam que eles estavam achando que eram mais santos que os demais.

Em outro motim de rebelião estavam Datã e Abirão, da tribo de Ruben, que se queixavam de terem saído ao Egito apenas para morrer no deserto, e que não viram "nenhuma terra que manava leite e mel".

O castigo enviado por Deus contra os rebeldes foi duro, pois foram engolidos em uma espécie de terremoto, onde a terra se abriu e eles foram tragados vivos.

Mas o que me chama a atenção nessa revolta de Datã, Corá e Abirão é que os revoltosos eram pessoas do centro da comunidade. Os duzentos e cinquenta homens que acompanhavam Corá eram pessoas escolhidas dentre o povo, líderes que, em lugar de estar dando testemunho, estavam causando divisões entre Moisés e a comunidade israelita.

Nesse sentido, é preciso avaliar muito bem aqueles que estão à frente das lideranças eclesiásticas, os quais muitos têm causado divisões e escândalos. Alguns até colocando em descrença lideranças fidedignas e enviadas por Deus, agindo motivados por inveja, querendo ocupar o lugar deles e utilizando para isso métodos sórdidos.

O juízo de Deus sobre aqueles homens foi severo, pois não estavam prejudicando apenas o líder Moisés, mas o povo israelita, e assim, tentando prejudicar o plano de Deus para eles. Que os nossos líderes sejam homens e mulheres alinhados com o propósito de Deus, que busquem caminhar juntos, sem provocar escândalos e divisões na comunidade cristã.


terça-feira, 10 de dezembro de 2024

As dez pragas do Egito e o que elas representaram


As dez pragas que o Senhor enviou contra o Egito para que Faraó libertasse o povo hebreu é sem dúvida um dos fatos mais impressionantes da Bíblia. Mas por que Deus esperou dez pragas para que só então permitisse que Faraó libertasse o povo?

Os egípcios eram um povo muito idólatra, que cultuavam deuses de todas as formas, e, portanto, algumas dessas pragas vieram para desmistificar a crença daquelas pessoas naqueles falsos deuses e mostrar que o Deus de Israel era (e continua sendo) o único Deus verdadeiro.

Águas transformadas em sangue: para os egípcios o Nilo era um rio sagrado, inclusive havia um deus chamado Nilo, que representava a fertilidade. As águas se tornando sangue enfraqueceram a crença deles nestes mitos pagãos.

Rãs: as rãs eram animais sagrados para os egípcios, pois havia uma deusa cujo nome era Hequet, que tinha a cabeça em forma de rã. Eles foram atormentados por esse animal tão venerado por eles, para que entendessem que as rãs não passavam de meros animais.

Pestes nos rebanhos: a vaca era um animal sagrado aos egípcios, uma deusa cultuada pelos egípcios era Hator, representada por uma vaca ou uma mulher com orelhas de vaca e simbolizava a dança e o erotismo.

Gafanhotos e moscas: os egípcios tinham veneração por alguns insetos, que consideravam sagrados, como por exemplo, o escaravelho. Ter moscas e gafanhotos como pragas também era uma forma de demonstrar a fragilidade destes animais.

Escuridão: por três dias os egípcios não viram o sol e ficaram em uma escuridão total em seu país, enquanto nas casas dos hebreus havia luz. Nem mesmo o deus Rá, deus do sol e a maior divindade egípcia pode ajudá-los.

Morte dos primogênitos: por fim, a morte dos primogênitos egípcios, inclusive do filho do Faraó corroborou o poder do Deus verdadeiro que domina sobre tudo, até mesmo sobre a vida e a morte, pois enquanto entre os egípcios havia um funeral em cada casa, os primogênitos dos hebreus permaneceram vivos.

Em meus estudos sobre as dez pragas eu não identifiquei cada praga como uma representação do paganismo egípcio, como alguns estudiosos apresentam, mas certamente foi uma manifestação do juízo de Deus sobre aquele povo por acreditarem em deuses que não tinham poder.

Ainda hoje, quando o nosso coração se inclina à idolatria, o Senhor busca nos mostrar quão frágil pode ser qualquer coisa que tente ocupar o lugar d'Ele em nosso coração.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

A diferença entre o mundo e o povo de Deus

No dia em que se completaram os quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do SENHOR saíram do Egito. Êxodo 12:41


Deus não esconde que há diferença entre o seu povo e os demais povos. Vemos alguns versículos na Bíblia onde o Senhor revela que o Seu povo é escolhido e é diferente dos demais. Quando o povo de Israel estava no Egito essa diferença também foi notória.

Quando Deus enviou as dez pragas, apenas os egípcios as sofreram. Enquanto eles passavam apuros com rãs, piolhos, gafanhotos, pestes nos animais, trevas, chuvas de pedras e morte dos filhos, o povo de Deus estava em suas casas, vivendo tranquilos. Os egípcios perceberam que havia Alguém Maior olhando pelos hebreus.

Quando os israelitas saíram do Egito, todos os exércitos do Senhor saíram juntos com eles. Isso nos faz perceber que Deus havia colocado o Seu exército em favor do povo, trabalhando em prol deles. Quando eles saíram do Egito, não havia mais razão para aquele exército estar ali, haja vista o Egito ser um povo idólatra e adorador de falsos deuses.

Hoje nós também somos povo de Deus, fomos adotados por Ele e fazemos parte da Sua herança. Como os hebreus, também somos guardados e tratados de forma diferenciada, não porque Deus faça acepção de pessoas, mas porque Ele guarda e cuida daqueles que lhe pertencem.

DA mesma forma que o exército de Deus estava sobre os israelitas, o exército do Senhor também está onde estamos e o mal não tem poder sobre nós. Somos escolhidos, diferenciados, amados por Deus e devemos permanecer nos seus caminhos, para que jamais percamos essa bênção do Senhor.

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Um povo singular

 Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo Senhor , escudo que te socorre, espada que te dá alteza. Assim, os teus inimigos te serão sujeitos, e tu pisarás os seus altos. Deuteronômio 33:29


O povo de Deus é singular. Não existem outros povos como ele, e não existe outro deus que cuide tão bem do seu povo como o Senhor Jeová. Essa singularidade é expressa na própria Bíblia, quando Moisés em seu cântico declara a Israel: "Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu?"

Mas por quais motivos podemos considerar o povo de Deus tão diferente dos demais? A resposta Moisés aponta mais adiante.

Povo salvo pelo Senhor: Deus não apenas procura servos, mas Ele cuida daqueles que andam com Ele. A salvação é um presente de Deus concedido a nós. Somos salvos, pertencemos a Ele e isso é exclusivo do povo de Deus.

Deus é um escudo que nos socorre: o escudo fala de proteção. Nas batalhas da vida, podemos nos refugiar em Deus, certos de que Ele nos guardará dos ataques malignos.

Deus é uma espada que nos dá alteza: Ele não apenas nos protege, mas também nos dá condições de lutar contra os nossos adversários. Deus não nos quer parados, Ele nos capacita a todo momento a lutar. Fazemos parte do Seu exército e Ele nos dá todos os armamentos necessários para a guerra.

Agora fica mais claro o porquê do povo de Deus ser um povo tão especial. O Senhor cuida e trabalha em nosso favor como jamais outro deus faria. Somos salvos, protegidos e vitoriosos. Vale a pena servirmos a esse Deus tão maravilhoso!


segunda-feira, 2 de maio de 2022

O tabernáculo de Deus somos nós

Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Apocalipse 21:3


A palavra tabernáculo em hebraico significa moradia. O tabernáculo nos tempos bíblicos era um local onde eram guardados os utensílios sagrados, como por exemplo, a arca da Aliança. Ele era portátil, portanto, poderia ser transportado para onde o povo fosse.

Em Êxodo 25 Deus ordena a Moisés que levantasse ofertas do povo para construir um santuário, para que Deus habitasse no meio deles. Esse santuário foi denominado tabernáculo. Para a edificação do santuário havia um modelo que deveria ser rigidamente seguido.

Séculos à frente, o rei Davi conservou aquele tabernáculo, sempre adorando a Deus. Mas o seu coração se inquietou e ele desejou fazer para Deus uma morada maior. Apesar de ter dito a Davi que Ele não precisava de nenhuma casa, afinal, o próprio céu é pequeno para Ele, Deus disse a Davi que o seu filho Salomão lhe construiria um templo.

Quando Salomão assumiu o reino, construiu um grande templo para Deus. No dia em que o templo foi inaugurado, a glória de Deus se manifestou de uma forma maravilhosa naquele lugar. Mas, com o passar dos anos, o coração do povo se desviou do Senhor, e aquele grande templo foi destruído pelos exércitos inimigos.

Foi quando Deus revelou aos seus profetas que agora, o templo não seria mais feito de estruturas físicas. O tabernáculo seria o próprio povo. Deus habitaria no meio do povo, através de Jesus encarnado e dentro de cada um, por meio do Espírito Santo.

E agora, podemos afirmar, que o templo de Deus somos nós. Somos morada d'Ele. Quando recebemos o Senhor em nossas vidas, passamos a ser habitação d'Ele. O problema é que Deus não coabita com o pecado. Se desejamos ser a morada d'Ele, importa que vivamos uma vida de santidade e consagração diária. O tabernáculo de Deus agora somos nós.

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Abraão, exemplo de obediência e fé

 Textos de referência: Gênesis 12;15;17;22


Após Noé, Abraão é o primeiro homem na Bíblia do qual se sabem tantos detalhes. Ele era descendente de Sem. Esse homem se destaca na Bíblia pela sua fé. Ele recebeu de Deus uma promessa, de que a partir dele seria estabelecida uma grande nação, e que ele seria engrandecido e abençoado.

Para que isso se cumprisse, Abraão precisava deixar a casa do seu pai. Abraão abandonou toda a sua família, sem saber para onde ia, apenas confiando na Palavra que Deus lhe dera.  Mais a frente, Deus lhe prometeu uma grande descendência. Mas o fato é que Sara, esposa de Abraão era estéril e idosa, e por esses motivos não tinha condições biológicas de lhe gerar filhos. Mesmo assim Abraão creu. 

Ele creu contra todas as possibilidades. Não havia esperança humana nenhuma, Abraão não tinha os testemunhos de fé que temos hoje, mesmo assim ele creu, e por isso Deus se agradou dele.

Todavia ele recuou na fé, quando anuiu ao conselho de Sara, de ter um filho com Agar, uma das suas servas. Esse fato pode tê-lo distanciado do Senhor, pois dos oitenta e seis anos até aos noventa e nove não há registros de diálogos entre Deus e Abraão. Quando Deus chama novamente Abraão, Ele o convida a voltar à Sua presença e mudar os seus caminhos. Abraão se rende ao Senhor, e a partir dali, passou a ter sempre comunhão com Deus.

Outra característica da vida de Abraão era a sua obediência. Quando ordenado por Deus a circuncidar todos da sua casa, Abraão prontamente obedeceu. Mas a principal prova de obediência de Abraão foi não ter negado a Deus o seu único filho. Esse ato de obediência selou a promessa de Deus na vida de Abraão, que recebeu a promessa de uma descendência vitoriosa e grandiosa.

Abraão é para nós um exemplo de obediência e fé. Ele obedeceu mesmo sendo confrontado com um pedido doloroso. Teve fé mesmo não tendo nenhuma condição favorável. Temos muito o que aprender com ele.