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sábado, 24 de janeiro de 2026

Deus, o nosso pastor

 Texto de referência: Salmos 23

Enquanto o profeta Ezequiel retratava as falhas dos líderes de Israel, denominados pastores (Ezequiel 34:4), vemos tantas referências que retratam o Senhor como o verdadeiro pastor de Israel, inclusive na continuação do capítulo 34 de Ezequiel. 

Também nesse contexto, o Salmos 23, mundialmente conhecido, retrata o pastoreio perfeito do Senhor. Nesse texto, quero demonstrar através deste salmo, as características do Senhor como o pastor que cuida e protege o seu povo.

Versículos 1-3: O verdadeiro pastor é aquele que procura os pastos mais verdes para o sustento das suas ovelhas. Também procura águas limpas para que o rebanho possa beber e se refrescar. Essa função revela o cuidado que o pastor tem com as necessidades básicas das ovelhas. Por isso o salmista diz que, tendo o Senhor como nosso pastor, nada pode nos faltar. Ele conhece as nossas necessidades e já supriu a todas pelo seu poder.

Versículo 4: O pastor também é o responsável direto pela proteção das ovelhas. É ele quem caminha longas distâncias com o seu bordão, seja dia ou noite com as ovelhas, sempre atento para protegê-las de ladrões e animais que possam devorá-las.

Versículo 5: Por fim, o pastor é aquele que, com o seu cajado, cuida do seu rebanho para que nenhuma ovelha se perca e que coloca óleo quando elas estão feridas.

Se as Escrituras retratam a figura do mau pastor, também exaltam como em Deus podemos ser ovelhas seguras, que vivem tranquilas e bem cuidadas.


quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Por que oramos e Deus não nos ouve?

 Textos de referência: Isaías 1.15-16 e Isaías 59:2


O Salmos 141 é uma oração atribuída a Davi, onde ele busca algo que devemos buscar todos os dias: que o Senhor escute a nossa oração.

Logo no início do texto o salmista pede a Deus que ouça a sua oração, que ela suba a Ele como incenso, e que o seu louvor seja como uma oferta agradável. Em síntese, o salmista pede que a sua oração e adoração agradem a Deus.

Nem sempre a nossa oração ou adoração são aceitas diante de Deus e isso ocorre quando há em nós pecado. O pecado nos afasta de Deus, e faz com que ele não ouça a nossa oração ou aceite a nossa adoração.

Como diz no livro do profeta Isaías:

“Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal.” Isaías 1.15-16.

“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” Isaías 59:2

E por isso, nos próximos versículos o salmista pede que o Senhor o ajude a vigiar aquilo que ele fala, que o coração dele não seja inclinado para o mal, que ele não seja influenciado pelos perversos e que ele saiba aceitar a repreensão.

A santidade é o caminho que nós aproxima de Deus. Uma oração feita com uma vida cheia de pecados não confessados é um ato hipócrita. Precisamos viver uma vida reta se quisermos que ele nos ouça. É um despertar contínuo, que exige de nós renúncia diária ao pecado.



terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Um vale seco pode se tornar um manancial?

 Texto-base: Salmos 84:5-6


Todos nós passamos por vales áridos, por momentos difíceis, mas a diferença está na forma como vamos enfrentá-los. O texto de hoje nos ensina que é possível passar por um vale árido (seco) fazendo ele virar um manancial, cheio de águas. A pergunta é: como posso fazer isso?

O texto diz que é bem-aventurado aquele que tem a sua força em Deus. Este é o primeiro segredo. Quando a nossa força está em Deus, as dificuldades não são fardos impossíveis de carregar. A força de Deus está em nós e já não nos sentimos fracos diante das dificuldades.

O segundo passo é ter o nosso coração nos caminhos aplanados, o caminho aplanado é aquele em que não há desníveis, é um caminho plano, reto. Andar em um caminho aplanado é andar nos caminhos de Deus, pois só neste Caminho não há sujeira ou pecado. O nosso coração precisa estar neste caminho, isto é, servir a Deus tem que ser de coração, não apenas de palavras.

Se a nossa força está em Deus e estamos servindo a Ele de todo nosso coração, não há dúvidas de que a cruz não será mais tão pesada.

Um vale árido se torna um manancial quando já não o enxergamos mais como uma pedra em nosso caminho. As dificuldades não vêm para nos derrubar, mas para nos fazer crescer em graça diante de Deus. Não é fácil enfrentar dificuldades, mas se extraímos o melhor delas conseguimos enfrentá-las com muito mais facilidade. 

O deserto vem para nos ensinar, mas quanto mais rápido aprendemos as lições deste deserto, mais rápido o enfrentaremos e ele já não nos será tão penoso. Dá para passar por um vale seco e este se tornar uma fonte de água para nós, basta que nos apeguemos em Deus e na sua força!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

O estado progressivo do pecado

“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” Salmos 1:1


Todo homem é pecador, não há nenhum justo na face da terra, entretanto, apesar da nossa natureza pecaminosa, não precisamos nos entregar ao pecado pois o Senhor é um Deus perdoador, que concede misericórdia àqueles que assim clamam.

Ninguém que tenha se entregado ao pecado o faz repentinamente, as práticas pecaminosas vêm aos poucos, até que o indivíduo deixe completamente o temor a Deus.

No Salmos 1, logo no primeiro versículo, encontramos uma descrição que apresenta de forma simples como o pecado pode entrar na vida de alguém.

Quando ele descreve as formas de alguém praticar o mal, ele o coloca numa espécie de degrau:

Andar no conselho dos ímpios: essa atitude refere-se a seguir conselhos errados, passar a ouvir palavras ao vento, ver o mal e não se desviar dele.

Deter-se no caminho dos pecadores: diz respeito a parar para contemplar o pecado ao invés de abominá-lo, achar que é normal determinados tipos de situações.

Assentar na roda dos escarnecedores: quem para a ouvir os maus conselhos e contemplar o pecado, no fim, acaba se aliando a ele. Assentar com escarnecedores é estar no meio da iniquidade, praticando-a sem se lembrar do Senhor.

Não podemos subestimar o poder do inimigo em nos arrastar para o mal. Ele anda ao derredor, bramando como um leão, buscando suas presas. Devemos nos apegar cada dia à Palavra de Deus para que os nossos olhos sejam abertos e assim possamos estar cada vez mais longe do pecado.

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Salmos 150: um guia para o louvor a Deus

Texto de referência: Salmos 150


O último Salmo da Bíblia, apesar de curto, é uma poesia que exalta o louvor ao Senhor. São seis versículos que falam sobre louvar a Deus em três aspectos:

Por que louvar: o primeiro elemento refere-se ao motivo pelo qual devemos louvar ao Senhor, que é pelo que Ele faz (seus poderosos feitos) e por quem Ele é (consoante a sua muita grandeza).

Como louvar: no segundo elemento, o salmista expressa como devemos louvar a Deus, não economizando os exemplos de todos os tipos de instrumentos e também da dança, que é muitas vezes até criticada no âmbito eclesiástico.

Quem deve louvar: neste último elemento, o salmista também se mostra bastante expansivo, ao dizer que o louvor a Deus deve ser dado por todo ser que respira.

Louvar a Deus é uma forma de expressar gratidão e reconhecimento a Ele. Deve ser uma prática diária e espontânea de todo aquele que diz amar e servir ao Senhor.


segunda-feira, 28 de agosto de 2023

O louvor e a Palavra de Deus: instrumentos poderosos para vencer as guerras

 Nos seus lábios estejam os altos louvores de Deus, nas suas mãos, espada de dois gumes,  para exercer vingança entre as nações e castigo sobre os povos; Salmos 149:6‭-‬7


O Salmos 149 é um lindo convite a louvar ao Senhor com cânticos, com danças e instrumentos. O salmista conclama aos santos para, através do louvor, se alegrarem em Deus.

Ele ressalta que para eles (os santos), o louvor ao Senhor deve estar em seus lábios, enquanto em suas mãos devem estar uma espada de dois gumes, a fim de que povos e autoridades pagãs fossem destruídos.

Assim, o salmo se mescla, passando de um convite ao louvor para um convite também à batalha. Uma batalha não necessariamente precisa estar longe do louvor, pelo contrário, através dele podemos vencer batalhas, como ocorreu com Josafá. Ao lermos a história, vemos que enquanto ele e o seu povo louvavam, Deus concedeu vitória diante dos adversários.

Mas é preciso também usar a espada, que é de dois gumes, conforme destaca o salmista. A Bíblia cita em outro texto uma espada de dois gumes, em referência à Palavra de Deus. Ela é instrumento de guerra, conforme aponta Paulo quando sugere uma armadura espiritual aos crentes (Efésios 6:17).

E assim se descobrem duas estratégias poderosas em Deus para vencermos as batalhas: o louvor e a Palavra de Deus. Enquanto o louvor exalta a grandeza de Deus, Aquele que peleja por nós, a Palavra nos orienta acerca de como nós devemos lutar. A vitória é dada por Deus, mas somos nós que estamos no campo de batalha, e por isso necessitamos da Palavra conosco para guerrear.

O convite neste dia é para nos apegarmos ao louvor e à Palavra, e assim vencermos todas as batalhas.

terça-feira, 1 de agosto de 2023

As bênçãos da união

Texto de referência: Salmos 133


Já dizia o ditado: "Nos pequenos frascos estão os melhores perfumes". Do menor capítulo da Bíblia podemos extrair grandes lições.

O Salmos 133 fala sobre como é bom que os irmãos vivam unidos. E faz duas comparações interessantes sobre as implicações de um viver dessa maneira.

Na primeira comparação, o autor diz que viver em união é como o escorrer do óleo sacerdotal, sobre a cabeça e sobre as vestes. O óleo indica unção, o que nos leva a crer que uma vida em união traz unção e autoridade sobre quem a pratica.

Na segunda comparação, uma vida em união é comparada ao orvalho que cai sobre o monte Hermon e que desce para os montes de Sião. O orvalho representa a vida, pois onde a chuva chega traz vida. Além disso, esse orvalho é abençoador, pois possui capacidade de regar tanto o monte Hermon quanto o monte Sião, mesmo eles estando tão distantes em termos geográficos.

Por fim, o salmista salienta que onde há união, existe bênção e vida, todas decorrentes da autoridade, unção e vida que a união pode nos proporcionar. 

Esse é o precioso ensinamento do Salmos 133, de que vale a pena viver em união, pois é ordenança do Senhor e é feliz quem o pratica.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

Seja grato!

Texto de referência: Salmos 116


O título do Salmos 116 na versão da minha Bíblia ( Almeida Corrigida) é salmo de ações de graças. Pelo título podemos perceber o propósito dessa linda composição, agradecer a Deus.

Os motivos para essa gratidão o salmista explica no decorrer do texto. Em algum momento da sua vida ele enfrentou muitas dificuldades. Ele foi cercado por laços de morte e angústias do inferno que se apoderaram dele, trazendo tribulação e tristeza à sua alma. Em meio a essa prostração o Senhor o livrou e a sua alma pôde voltar a ter sossego.

Ele afirma que teve a sua alma livre da morte, os seus olhos das lágrimas e os seus pés da queda. Ele estava perturbado, aflito, desacreditado das pessoas mas essas cadeias que o prendiam foram quebradas.

É nesse contexto que o salmista começa a expressar a sua gratidão por tantos livramentos, destacando o que ele faria em forma da sua gratidão. Primeiro ele diz que andaria na presença do Senhor enquanto vivesse nesta Terra. O salmista entendeu que o seu socorro veio de Deus e que andar na presença d'Ele era uma forma de expressar o quanto ele era grato a Deus.

Ele viveria uma vida de salvo, não cedendo ao pecado, também cumpriria os votos que fez ao Senhor perante todo povo. Por fim, ele ofereceria um sacrifício de ações de graças, isto é, expressaria a Deus a sua gratidão através de atitudes.

Todos nós temos muitos motivos de agradecer a Deus, todavia, nem sempre agradecemos. Sabemos bem como pedir, mas pouco como agradecer. Se recebemos o nosso milagre, que tenhamos coração grato a Deus, pois Ele se alegra do nosso sacrifício de louvor. 


terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

As consequências do pecado

 Texto de referência: Salmos 38


Em geral é muito difícil reconhecer os nossos pecados, pois ele revela as nossas fraquezas. Somos bons em reconhecer pecados alheios, mas péssimos em reconhecer os nossos. Mas uma das provas de que amadurecemos espiritualmente é quando reconhecemos as nossas falhas. O salmista Davi no Salmos 38 reconheceu, e demonstrou arrependimento (v. 20).

Neste salmo, ele apresenta a Deus o seu pecado e expõe tudo o que ele causou em sua vida. 

Doenças físicas: o salmista diz em algumas partes que o seu corpo físico estava doente como consequência do seu pecado (v. 3, 5 e 7). Apesar de sabermos que nem toda enfermidade tem relação direta com algum pecado, sabemos que de fato o pecado pode causar algumas enfermidades em nosso corpo.

Abatimento e tristeza: o salmista encontrava-se abatido, havia tristeza em seu coração (v. 6, 18). Essa é uma das consequências do pecado, pois sabemos que fomos criados para Deus e quando estamos distantes d'Ele, o nosso prazer interior acaba.

Fraqueza: o pecado suga também as nossas forças, como fez com o salmista (v. 10). Quando nos entregamos ao pecado, perdemos a força que vem de Deus.

Desassossego e aflição: Deus é um Deus de paz. Não há quem queira mais que tenhamos paz do que Deus. Ele é a nossa paz. Quando estamos distantes do Senhor, pois o pecado nos afasta d'Ele, perdemos a nossa paz (v. 8 e 10).

Adversários: outra consequência do pecado é que quando nos entregamos a ele, perdemos a proteção de Deus e ficamos a mercê dos nossos adversários (v. 12).

É importante ressaltar que nem toda doença, tristeza, aflição ou inimigos são consequências diretas do pecado. Outros fatores também contribuem para tais condições e é preciso avaliar cada caso de forma específica. Muitos santos na Bíblia, mesmo vivendo em santidade experienciaram situações bastante adversas.

Apesar disso, sabemos que o pecado é extremamente prejudicial à nossa vida, pois o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23). Dessa forma, cabe a nós ficarmos cada dia mais distantes dele e nos esforçarmos por viver uma vida de justiça e santidade.


sábado, 20 de novembro de 2021

Das portas da morte, para a presença de Deus

Tu, que me levanta das portas da morte, para que às portas da filha de Sião, eu proclame todos os Teus louvores, e me regozije da Tua salvação. Salmos 9:13-14


O livro dos Salmos é um livro muito completo, que expressa de uma maneira muito marcante a realidade do coração do homem, que muitas vezes se sente radiante de alegria, mas outras vezes se afunda em tristezas. E por isso o livro do Salmos é tão real, pois revela a nossa fragilidade enquanto seres humanos.

É essa fragilidade que é expressa no Salmos 9, onde o salmista agradece a Deus um grande livramento recebido contra os seus adversários. Ele exalta a grandeza e a bondade de Deus, e revela que o Senhor o levantou das portas da morte e colocou às portas da filha de Sião, para que ele pudesse proclamar louvores a Deus e se alegrar em Sua salvação.

Esse versículo nos aponta duas situações. Em um primeiro momento, o salmista, cercado pelos seus adversários estava à beira da morte, sofrendo e aflito. Em um segundo momento, aquele homem foi tirado das portas da morte para ser colocado na presença de Deus. A partir desse momento, aquele homem deveria louvar a Deus e se alegrar pela salvação recebida.

Em nossa vida, muitas vezes nos encontramos como o salmista, às portas da morte. São muitas as situações que nos trazem tristeza, sofrimento e dor. Mas o Senhor é poderoso para mudar a nossa situação, e nos tirar de uma vida de dor e nos colocar na presença d'Ele, onde há regozijo e esperança.

Mas é preciso lembrar que todas as bênçãos que recebemos tem o intuito de glorificar a Deus. Nascemos para adorá-Lo, esse é o propósito da nossa existência, mas muitas vezes nos esquecemos disso, e Ele permite situações difíceis para que possamos reconhecer a Sua grandeza e o Seu poder.

A vida do salmista foi transformada, ele saiu das portas da morte para a presença de Deus. Nós também podemos experimentar isso em nossas vidas. O dia que crermos no poder e na grandeza de Deus, poderemos experimentar o melhor que Ele pode fazer em nós.


segunda-feira, 26 de julho de 2021

As bênçãos que recebemos pelo Salmos 91

 Texto de referência: Salmos 91


O Salmos 91 é um salmo conhecido por muitas pessoas, inclusive pessoas que não são adeptas ao cristianismo, mas que o consideram como um "amuleto" de proteção. Mas essa atitude é um terrível erro, pois a Palavra de Deus jamais pode ser reduzida a um amuleto ou um mantra, na qual manuseamos ou invocamos de qualquer forma, para somente atender às nossas necessidades. 

Voltando ao Salmos 91, é importante ressaltar que todas as promessas contidas nele são direcionadas àquele que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente. Se você deseja saber o que fazem esse tipo de indivíduo, leia o texto O verdadeiro sentido do Salmos 91. Mas hoje quero ressaltar as bênçãos recebidas através deste salmo.

Proteção de um Deus que tem poder sobre terríveis adversários (v. 3): ser livre de elementos amedrontadores, pestes, pragas e armadilhas são promessas de proteção que encontramos nesse salmo. Inclusive, são essas promessas que fazem ele ser tão invocado, pois em um mundo de tantos perigos, nada melhor do que saber que temos um ser Onipotente que nos protege.

Cuidado de um Pai que guarda seus filhos (v. 4): cobrir com as penas e nos guardar debaixo das asas nos remete à figura da galinha que coloca seus filhotes sob a sua proteção. Deus não apenas nos protege como um guerreiro em meio a uma batalha. O Seu cuidado por nós é como o cuidado de um pai, que deseja ver seus filhos sempre seguros.

Segurança para a nossa família (v. 10): a proteção do Senhor não se limita apenas a nós, mas se estende a toda a nossa casa, à nossa família e a tudo o que é nosso.

Proteção e direção durante a nossa caminhada (v. 11): Deus não apenas nos protege, mas envia anjos que nos guardem durante a nossa caminhada, a fim de que não venhamos a tropeçar. Isso pode ser entendido como uma direção a seguirmos, a fim de não tomarmos decisões que venham a nos prejudicar.

Autoridade sobre o mal (v. 13): por fim, Deus nos concede através das palavras deste salmo autoridade sobre os nossos adversários. Pisar leões e serpentes indica que o mal está debaixo dos nossos pés. Deus não apenas luta por nós, mas Ele também nos capacita a lutarmos e prevalecermos contra o mal.

Definitivamente, o Salmos 91 não pode mais ser para nós apenas um texto que a gente estampa a parede da casa ou carrega no chaveiro do carro. Precisamos vivê-lo e tomar posse das bênçãos que o Senhor nos concede através dele.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

No momento da dúvida, lembre-se da grandeza de Deus

 Texto de referência: Salmos 76


O Salmos 76 se inicia relatando a história de um homem angustiado e atribulado. Não se sabe qual o motivo das suas aflições, mas sabe-se que era algo muito sério, que deixava o salmista perturbado e lhe tirava o sono.

Mas o salmista, tomado pelas suas angústias, começa a questionar a Deus sobre tudo o que estava vivendo, mas não apenas questionar, ele começa a duvidar da bondade e da graça do Senhor. Nos seus devaneios, ele chega a pensar que o Senhor não é mais aquele Deus cheio de misericórdia e benignidade. Para ele, Deus havia mudado.

Mas ele começa a se lembrar de tudo o que Deus havia operado na trajetória do Seu povo, ele se recorda das grandes obras de Deus, e tudo aquilo vai lhe trazendo o fôlego novamente. Então, o salmista muda a sua perspectiva, e começa a pensar que não há nenhum deus tão grande como o Senhor Deus.

O Senhor é um Deus de maravilhas, que exalta o Seu poder no meio das demais nações, que liberta o Seu povo dos cativeiros e que faz as aflições se abalarem diante da Sua presença.  Não apenas isso, Ele cuida do Seu povo, como um pastor cuida do seu rebanho.

As indagações do salmista não se diferem muito das nossas indagações. Diante das aflições da vida somos tentados a frequentemente questionar o Senhor e o Seu poder, e muitas vezes duvidamos da bondade e misericórdia de Deus, acreditando que Ele nos abandonou e não nos ajudará.

Mas como o salmista, temos que nos voltar para a Palavra, que nos faz enxergar a grandeza do poder de Deus, para percebermos que Ele não mudou, mas aquilo que Ele fez no passado é uma demonstração do que Ele pode fazer por nós também no presente. Pode ser que não entendamos os caminhos pelos quais o Senhor nos conduz, mas se entendemos que o caminhos do Senhor são de santidade, cremos que não há desvios, e portanto, estaremos certos de que estamos vivendo o que Ele traçou para nós.

Viver questionando e lamentando as circunstâncias só contribui para a nossa miopia espiritual. O Senhor não quer os nossos olhos no presente, mas no futuro que Ele tem para nós. A grande questão do futuro é que não temos ele nas nossas mãos, o futuro não chegou e portanto, só podemos nos apossar dele pela fé. Mas isso não é um problema, pois quando cremos em Deus, temos a certeza de que, mesmo não sabendo como será o futuro, sabemos que ele será de paz, pois é isso que nos promete o Senhor, que nunca falhou e jamais irá falhar.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Não inveje a vida dos maus

 Texto de referência: Salmos 73


O Salmos 73 é um cântico escrito há tantos anos atrás, mas que retrata com profunda clareza situações que vivemos rotineiramente. O início deste salmo revela um momento de lamentação de um salmista, que diz quase ter caído em sua caminhada, ao olhar com inveja para os maus e arrogantes. Esse homem estava com a sua confiança em Deus abalada, ao erroneamente pensar que nada acontecia com os perversos, mesmo eles cometendo terríveis erros. Para o salmista, os perversos não eram castigados, pelo contrário, viviam sempre felizes e prósperos. E com esses pensamentos, ele passou a acreditar que de nada havia adiantado viver longe do pecado, servindo a Deus.

Mas uma atitude fez o salmista mudar a sua forma de pensar, quando ele entrou na presença de Deus. Nesse lugar de intimidade, o Senhor fez com que ele entendesse o que realmente acontecia com os arrogantes e maus. 

O Senhor lhe mostrou que, apesar de aparentemente viverem bem, essas pessoas têm um fim desastroso. Eles não são lembrados pelo Senhor, o que faz com que tenham uma vida miserável. Quando o salmista compreende essas verdades, ele passa a enxergar o valor de ter o Senhor do seu lado. Ele percebe que não há bem maior nessa terra do que ter o Senhor, e que apesar de ver o seu exterior muitas vezes desfalecendo, o seu interior é renovado pelo Senhor.

Semelhante ao que ocorreu com o salmista, muitas vezes somos tomados por esses pensamentos, e começamos a acreditar que não vale a pena servir ao Senhor, pois aqueles que não O servem estão vivendo melhor do que nós. Na verdade, estamos olhando apenas para as situações momentâneas, nos esquecendo que o controle de tudo - inclusive do futuro, está nas mãos do Senhor. Ele é o justo juiz, que não se isenta de recompensar a cada um pelas suas obras, sejam elas boas ou más.

Ainda, frequentemente nos apegamos demais às coisas materiais, acreditando que o bem-estar se limita a esse quesito. Na verdade, ter o Senhor conosco é o que realmente faz a vida valer a pena. Ele é o nosso maior bem, e estar perto de Deus é o que traz sentido à nossa vida. O perverso não tem essa dádiva e, portanto, possui um vazio em seu coração que só poderá ser preenchido se ele se arrepender de seus erros e se voltar ao Senhor.

Quando o salmista entendeu o verdadeiro valor do Senhor ao seu lado, ele parou de se importar com os perversos. Essa também deve ser a nossa atitude, de parar de olhar sobre como vive o outro e focar os nossos olhos em nós e Deus. Ele é galardoador daqueles que O buscam, e só quem tem fé pode crer nisso e viver o melhor de Deus.

terça-feira, 8 de junho de 2021

Os passos para a caminhada da nossa libertação

 Texto de referência: Salmos 40:1-3


O Salmos 40, de autoria de Davi, é um hino de libertação. No início do texto, o salmista relata que esperou pacientemente no Senhor e que o Senhor o ouviu, quando ele clamou por socorro. Ele então relata sobre a situação na qual se encontrava, antes de receber o livramento: em um poço de perdição e em um ambiente de sujeira. Após a sua libertação, o Senhor o coloca sobre uma Rocha e lhe firma os passos. Por fim, o salmista foi revestido de atitudes de louvor e as pessoas ao seu redor que viram tudo o que aconteceu com ele, passaram a temer e confiar no Senhor.

Os três primeiros versículos deste salmo nos apresenta de uma maneira bastante sintetizada o caminho da libertação pelo qual muitas vezes percorremos.

O contexto do problema do salmista não é relatado, mas sem dúvida, a comparação da sua aflição a um poço de perdição e tremedal de lama revela que era algo bastante sério e incômodo. Para se ver livre do seu problema, o salmista toma algumas decisões.

A primeira atitude do salmista foi a de esperar com confiança no Senhor. A atitude de espera é uma demonstração de fé da nossa parte, pois revela que cremos que no momento certo Deus irá agir.

Ao esperar em Deus e também clamar por socorro, ele foi ouvido e liberto da sua situação dramática. A partir de então, ele experimenta um novo tempo, onde os seus pés são colocados sobre uma Rocha e os seus passos são firmados. Em geral, o processo de libertação não é restrito apenas ao livramento daquilo que nos aprisiona, mas sempre vem acompanhado de ensinamentos e situações permitidas pelo Senhor para nos fortalecer, a fim de que não sejamos aprisionados novamente. Ter os pés sobre a Rocha indica a confiança de que há alguém que nos guarda, e ter os passos firmes significa que não andaremos mais tropeçando.

Após esse processo, o louvor flui dos nossos lábios de uma maneira espontânea. A libertação tem o poder de despertar em nós atitudes e palavras de gratidão. Se fomos realmente libertos, haverá o reconhecimento da grandeza do Senhor, o nosso Libertador.

E por fim, a nossa libertação deve gerar o fruto do testemunho a fim de que outras pessoas vejam aquilo que o Senhor fez por nós, e sejam tocadas a servir ao Senhor e confiar n'Ele também nas suas adversidades. Isso significa que aquilo que vivemos não pode ficar só para nós, mas deve ser levado a outros que estão passando por problemas semelhantes aos nossos. Quando somos libertos e outras vidas não são edificadas a partir do nosso testemunho, o processo não gerou os devidos frutos.

O Salmos 40 é um hino de encorajamento. Mesmo enfrentando uma situação desesperadora, o salmista colocou sua confiança em Deus, que lhe deu o livramento. A partir de então, a sua vida foi mudada e frutos foram gerados na vida de outras pessoas. Diante das nossas mais terríveis aflições, também podemos agir como o salmista, esperando em Deus e experimentando o trabalhar d'Ele por nós.