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segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Os níveis do rio de Deus: a visão de Ezequiel

Texto de referência: Ezequiel 47:1-11


Em uma das muitas visões relatadas no livro de Ezequiel existe a visão de um rio cuja origem estava no templo do Senhor. Essa visão faz parte de algumas que Ezequiel teve relacionadas ao templo.

Nessa visão Ezequiel descreve um rio que saía do solo do templo e que de forma gradativa ia aumentando. A cada mil côvados o nível do rio aumentava, e as águas que se iniciavam nos tornozelos, passavam pelos joelhos, depois pela região lombar, até ultrapassar o limite do corpo, fazendo com que Ezequiel não pudesse mais atravessar o rio caminhando, apenas nadando.

Este rio, denominado um rio que levava vida por onde passava, é uma figura representativa de Jesus, que veio a esse mundo trazer vida eterna com salvação a todos nós. Mas o que significam esses níveis existentes no rio? A cada mil côvados representa fases, isto é, a profundidade daquele rio era indicada por fases, e só era percebida à medida que o profeta avançava. Ezequiel não conseguia enxergar a profundidade do rio a menos que ele continuasse caminhando.

A nossa caminhada com Jesus também é medida por fases. O reconhecimento de Jesus como Salvador é o princípio da caminhada, mas como o apóstolo Paulo ressalta, existe o desenvolvimento da salvação (Filipenses 2:12), indicando que o Senhor não quer apenas que sejamos salvos, Ele tem um plano para todos nós após essa decisão.

E a cada vez que caminhamos com Jesus vamos avançando essas fases, e vamos nos aprofundando mais no conhecimento d'Ele. A intimidade com Jesus que antes era rasa e superficial (tornozelos) pode se tornar profunda e intensa.

Mas isso só é possível à medida que avançamos na caminhada cristã. Parados às margens do rio não conseguimos sentir nada, só ingressaremos para mais perto de Deus no momento que nos dispomos a atravessar o rio. E o nível mais profundo desse rio só é possível atravessar a nado, isto é, mergulhando nele. Só iremos experimentar a real comunhão com o Senhor quando mergulharmos no conhecimento d'Ele.

É preciso entrar de cabeça, encharcar todo o corpo para vivenciar esse rio de vida. A pergunta é: em qual nível nós estamos? Estamos caminhando gradativamente para o nível mais profundo ou estamos estacionados na margem, molhando apenas os tornozelos e vivendo apenas o nível mais básico do que Jesus tem para nós?

Ele nos chama ao nível mais profundo. Jesus nos convida a um relacionamento da mais profunda intimidade na presença d'Ele.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Jesus, o rio que nos traz vida e cura

Texto de referência: Ezequiel 47:1-12


O profeta Ezequiel durante o seu ministério teve uma visão muito interessante. Ele estava no templo quando viu um rio que se originava diretamente do altar. À medida que um Anjo media o rio, o profeta atravessava-o. A princípio, o rio se limitava aos tornozelos de Ezequiel. À medida que ele caminhava, essas águas subiam até o momento que ele não conseguia mais atravessar o rio a pé, apenas poderia fazê-lo nadando.

Mas a visão não terminava aí. Ezequiel foi levado às margens do rio, onde viu muitas árvores. Essas árvores dariam muitos frutos para alimento, e as suas folhas, que não se secariam, serviriam de remédio.

Ele também viu o curso das águas, que tornavam saudáveis qualquer lugar por onde ela passasse. Essas águas também traziam vida a muitíssimos peixes. Junto ao rio estavam pescadores, que tinham muito espaço para estenderem suas redes e pescarem grande quantidade de peixes.

Muitos anos após essa visão, Jesus viria ao mundo e se revelaria como o rio de águas vivas (João 4:14), do qual aquele que bebesse jamais teria sede. Esse rio representa a Jesus, que veio para nos trazer vida, cura e para saciar a sede da nossa alma.

Os que crêem em Jesus são como aquelas árvores, que dão fruto e levam cura. Assim como essas árvores só se sustentam por estarem às margens desse rio, nós só nos sustentamos e produzimos frutos quando estamos ao lado de Jesus.

Mas também somos os pescadores, usados por Cristo para atrair pessoas ao Seu reino. A extensão do seu reino não tem fim, e a quantidade de pessoas que podem crer n'Ele é inumerável.

Da mesma forma que o rio da visão era tão profundo, Jesus nos chama a caminhar e mergulhar nesse rio com profundidade, de forma a desfrutar de tudo o que a Sua presença pode nos proporcionar, a viver a vida que Ele pode nos dar, a receber a cura de que precisamos. O rio de Ezequiel foi uma visão, que já se cumpriu. Jesus já veio, esse rio que flui do trono já está entre nós.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

O ministério do profeta Ezequiel

 

O profeta Ezequiel é um dos grandes profetas que estão na Bíblia. O seu ministério vem descrito logo após o livro do profeta Isaías e Jeremias. Apesar de serem todos consagrados por Deus como profetas, os seus ministérios seguiram rumos diferentes.

Todos eles denunciaram o pecado e anunciaram a restauração de Israel, mas ao lermos o livro de Isaías, percebemos que ele foi um profeta mais próximo a alguns reis da época. No caso de Jeremias, ele foi bastante rejeitado pela realeza e pelo povo. Tanto Isaías quanto Jeremias anunciaram a tomada de Judá pela Babilônia.

No caso de Ezequiel, o seu ministério já se inicia na Babilônia, dessa forma, Ezequiel não foi um profeta que anunciou o exílio. Todavia, apesar de estarem no exílio, alguns que permaneceram em Jerusalém continuavam no pecado, o que levou Ezequiel a anunciar juízo de Deus contra eles.

A narrativa de Ezequiel baseia-se muito em mensagens de juízo de Deus contra o pecado, não como uma tentativa de destruição do povo, mas como forma de levá-lo ao arrependimento. Em alguns momentos, Ezequiel se diz desacreditado pelo povo (Ezequiel 20:49).

Por conta do seu ministério profético, Ezequiel chegou a ficar mudo, isto é, foi impedido de falar por algum tempo (Ezequiel 24:27; 33:22). Ele também foi impedido por Deus de chorar a morte da sua esposa, o que certamente não foi fácil para ele (Ezequiel 24:16).

Apesar das dificuldades do chamado, Ezequiel presenciou momentos preciosos na presença de Deus, onde ele teve visões da glória de Deus e da restauração de Israel. Foi Ezequiel que teve a visão dos ossos secos que voltaram à vida (Ezequiel 37:1-14), e de um rio que saía do templo e não tinha mais fim (Ezequiel 47). 

Embora o seu livro relate muitas mensagens de juízo, o livro de Ezequiel termina com uma mensagem de esperança ao povo de Deus. O Senhor o fez ver um novo templo, dentro de uma nova cidade. Esse templo, apesar de descrito como físico, faz parte da definição de templo da nova aliança, que corresponde ao nosso coração, ele é o verdadeiro templo, lugar de habitação eterna do Senhor.