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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

O poder da rendição

Textos-base: Mateus 15:21-28 e Marcos 7:24-30

Como cristãos ouvimos muito falar sobre a adoração, e quando nos vem essa palavra à mente logo lembramos de músicas, de expressões como “Aleluia”, ou então de gestos típicos de adoração como levantar as mãos. Todos esses elementos podem ser expressões de adoração a Deus, mas também podem ser apenas simbologias se não forem feitos de coração.

A verdadeira adoração a Deus está na nossa rendição a Ele. Adoramos a Deus quando nos rendemos, quando reconhecemos a nossa condição de fracos, pobres de espírito, pecadores e nos submetemos à sua graça para nos ajudar, nos salvar e nos perdoar. Quando reconhecemos que não temos o controle de uma situação difícil, mas que temos um Deus que possui esse controle.

Muitas vezes pensamos sobre o porquê não temos alcançado ainda o favor do Senhor em alguma área que há tanto tempo temos clamado, orado, jejuado, e talvez o nosso milagre ainda não tenha chegado porque ainda não tomamos uma pequena atitude: nos render verdadeiramente a Deus.

O texto de hoje nos fala sobre uma mulher grega, das regiões de Tiro e Sidom, portanto, estrangeira, mas que mesmo distante dos territórios de Israel ouviu falar e creu no poder de Jesus. O problema daquela mulher era sua filha que estava terrivelmente endemoninhada. Não se sabe quanto tempo aquela mulher passava por aquela aflição, mas era tempo suficiente para que ela estivesse desesperada, a ponto de ao saber que Jesus estava em seu território, sair gritando atrás dele, clamando pela Sua ajuda.

Mas o milagre aconteceu quando aquela mulher se prostrou a Jesus e O adorou. Ela se rendeu a Ele, se submeteu ao Seu poder, e mesmo Jesus sendo aparentemente ríspido com ela, a mulher mostrou a Ele que cria que o poder d'Ele era suficiente para agir independentemente de sua territorialidade e que ela sabia que a misericórdia de Jesus alcançava a todos, independente de seu passado ou de seus erros.

O demônio saiu de sua filha, mas não precisou Jesus mandar uma palavra de repreensão como o fez em outras vezes. O próprio Jesus disse que pelas palavras daquela mulher ela já poderia ir, pois o demônio já havia se retirado. Não pela palavra, mas pela atitude por trás daquela fala. Pela atitude de rendição, de reconhecimento do poder de Deus.

Provavelmente a mulher não disse a Jesus “Aleluia” quando o adorou, ela se rendeu com a sua fé de que havia poder em Jesus e com a sua atitude de se prostrar mesmo Ele não tendo respondido inicialmente seu clamor. Ela se entregou de coração a Jesus, e o milagre na vida dela foi inevitável.

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Quem foi o profeta Habacuque?

 O profeta Habacuque é considerado um dos profetas menores da Bíblia. Ele viveu em Judá no período anterior ao exílio, mas provavelmente num período já bem próximo a este acontecimento.

Não existem outras menções a Habacuque na Bíblia, mas pelas suas profecias descritas, pode-se inferir que a sua atividade profética foi anterior ao exílio.

Seu livro é dividido em três fases, a primeira onde o profeta se indigna contra a rebeldia e perversidade do povo de Judá e questiona a Deus porque Este não ouve a sua petição para cessar toda aquela injustiça.

Deus então responde ao questionamento do profeta, dizendo que enviaria os caldeus para castigar o povo judaico.

Ao saber a maldade dos caldeus contra os seus adversários, o profeta passa a clamar a Deus para livrá-lo, agora, destes inimigos que estavam por vir. Deus também responde ao questionamento, dizendo que daria livramento ao povo. Esta é a segunda etapa do livro.

Por fim, Deus se manifesta de uma maneira teofânica ao profeta, indicando que, de fato, Ele agiria em favor dos judeus. Ao ver a grandeza e o poder de Deus, Habacuque se cala, reconhece o poder de Deus e reconhece que mesmo sendo inevitável que o povo sofresse o exílio, Deus estaria com eles e daria a eles forças em meio ao caos.

O livro de Habacuque nos ensina que muitas vezes o sofrimento vem em decorrência dos nossos pecados, mas nestes momentos podemos nos voltar ao Deus da compaixão e clamarmos ao Senhor que nos perdoa e faz um novo recomeço.

terça-feira, 18 de março de 2025

Resumo do livro de Juízes

 Não se sabe com certeza quem é o autor do livro de Juízes, mas ele é atribuído ao profeta Samuel, o último juiz que a nação de Israel teve. A existência dos juízes era devido ao fato de Israel não ter nenhum rei, então os juízes eram uma espécie de líder moral e espiritual para o povo.

Os juízes julgaram o povo logo após a morte de Josué. O livro relata a existência de 12 juízes no meio do povo de Deus. Dentre os juízes apresentados no livro (Samuel e Eli não foram citados), alguns não tiveram problemas morais ou espirituais relatados, como é o caso de Otniel, Eúde, Sangar e Débora. Outros, todavia, tiveram a sua história manchada por situações de idolatria, imoralidade e desobediência, como Gideão, Sansão ou Jefté. Alguns juízes não são muito citados e pouco se sabe sobre eles, como é o caso de Tola, Jair, Ibsã, Elom, Abdom.

O período dos juízes em Israel relata um tempo triste em Israel, onde o povo vivia em desobediência a Deus, sofrendo as consequências do pecado, e sendo afligidos por nações inimigas crueis.

Quando o Senhor enviava os juízes, eles eram libertos, mas quando aquele juiz falecia eles voltavam a pecar e recomeçava o ciclo de opressão. O propósito do livro de Juízes é mostrar que o pecado gera consequências terríveis, quando desobedecemos a Deus damos legalidade para o inimigo atuar em nossas vidas.


quarta-feira, 1 de junho de 2022

Por que o mundo não foi criado de uma vez só

Texto de referência: Gênesis 1


A obra da criação é algo maravilhoso. É lindo ver como tudo foi criado e hoje podemos desfrutar de tudo isso de uma maneira tão grandiosa. Apesar de ser o Deus todo poderoso, percebemos que Deus não criou o mundo de uma vez só.

Foram seis dias de intensos trabalhos, onde cada dia representou um passo na criação. No primeiro dia foi criada a luz, separando luz (dia), de trevas (noite). No segundo dia foram separados os céus da terra. 

No terceiro dia foram separados a terra dos mares e a terra produziu ervas. No quarto dia foram criadas as luzes dos céus, a saber, o sol, a lua e as estrelas. No quinto dia Deus criou os animais dos mares, dos céus e os que rastejam. No sexto dia Ele criou os demais animais e também o homem.

Deus poderia ter criado toda a Terra em um único dia, não poderia? Então por que Ele resolveu dividir todo esse trabalho? Porque Deus trabalha com processos. Apesar de ter poder para criar tudo de uma vez, Deus escolheu trabalhar por etapas.

Se Deus fez isso na criação que era d'Ele, onde Ele não precisava dar satisfações a ninguém, por que esperamos que Ele faça para nós tudo de uma vez? Ou por que nas coisas nossas queremos fazer tudo ao mesmo tempo e não temos paciência para esperar as etapas?

A história da criação tem muito a nos ensinar e uma delas é termos paciência na elaboração das coisas. Nada é feito de uma vez só, para tudo precisamos de diligência para elaborarmos as coisas com a calma que elas exigem. A sabedoria de Deus nos ensina isso e não podemos negligenciar.