Mostrando postagens com marcador poder das palavras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poder das palavras. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O ressoar da Palavra de Deus em nós

 Texto de referência: Ezequiel 33:30-33


Muitos profetas registraram nas Escrituras a Palavra de Deus ao seu povo. Jeremias,  Daniel, Ezequiel e muitos outros viviam a proclamar a mensagem de Deus, em sua maioria, de condenação ao povo, pois o pecado se agravava muito entre as pessoas. 

Todavia, apesar da mensagem dos profetas, o povo de Israel continuava em sua rebeldia. Em uma de suas mensagens, o profeta Ezequiel relata como o povo estava cego quanto aos seus pecados, acreditando que se Abraão herdou a terra, por serem descendentes de Abraão, a posse deles estava segura, independente da obediência deles a Deus. 

O povo até ouvia as palavras ditas pelo profeta, mas não praticavam. Usando uma comparação, o Senhor disse ao povo que era como se a voz do profeta fosse para eles apenas como uma música suave, boa de se ouvir, mas sem ser colocada em prática. 

Em nossos dias, devido às facilidades geradas pela tecnologia, temos ouvido por diversas formas a Palavra de Deus. Seja de forma online ou presencial, a Bíblia tem sido falada por várias pessoas de diversas maneiras que são bastante atrativas. Entretanto, para alguns a palavra até parece agradável, fazendo se sentirem bem, entretanto não resulta na prática dela.

Mas assim como Deus alertou de que quando a palavra dita por Ezequiel se cumprisse eles comprovariam que aquelas não eram apenas meras palavras, mas a verdade que saía do próprio Deus, nós também podemos refletir que as palavras ditas por Deus não são apenas palavras, mas uma verdade que se cumprirá, independente da nossa vontade.

Nós não podemos negligenciar as Escrituras, mas precisamos nos atentar a ela para a cumprirmos. O apóstolo João caracterizou as palavras de Deus como doces no paladar, mas amargas no estômago (Apocalipse 10:9). A Palavra precisa produzir em nós uma reflexão que culmine em mudança de vida. O incômodo necessário que a Palavra produz é o que nos fará sair do nosso comodismo em busca de viver a santidade das Escrituras.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Cuidando das pessoas com as nossas palavras

 Os lábios do justo apascentam a muitos. Provérbios 10:21


Se perguntarmos às pessoas qual órgão do corpo é o mais difícil de lidar, não tenho dúvidas de que a língua seria uma das principais respostas. Ela é tão pequena, mas pode fazer tantos estragos. A mente é um órgão também difícil, mas se ela tem capacidade de prejudicar a alguém, é apenas a nós mesmos. Com a língua é diferente, pois ela tem a capacidade de prejudicar de uma só vez a muitos.

Não é a toa que o livro de Provérbios concede vários ensinamentos sobre o nosso falar, inclusive o versículo lido no início do texto. Nesse versículo, o sábio nos diz que os lábios do justo apascentam a muitos. Apascentar significa cuidar, nutrir ou vigiar. Esse verbo é muito utilizado para se referir a rebanhos de animais.

Os nossos lábios apascentam a outros quando nós utilizamos as nossas palavras para cuidar das pessoas. As nossas palavras cuidam quando elas instruem, aconselham o bem, quando falamos palavras amáveis, que trazem conforto ao coração desesperançoso, e quando dos nossos lábios saem o alimento espiritual que alguém necessita.

Essa é uma das muitas funções da nossa língua descritas na Bíblia. Mas ela também tem outras funções, como trazer vida, apaziguar e abençoar. O contrário também existe, pois quando não fazemos uso correto da língua, podemos utilizá-la para matar, destruir, desanimar e escarnecer.

Não é minha intenção que esse texto venha a nos desanimar, mas nos fazer pensar como temos usado a nossa língua, se para ser instrumento de cuidado ou de destruição. As nossas palavras podem ser instrumentos de Deus para cuidar de quem precisa. Nós podemos fazer a diferença nessa Terra, e podemos começar escolhendo bem as nossas palavras.


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

O poder da língua

Texto-base: Efésios 4:29 "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem."

Sobre o que devemos falar? Como controlar a nossa língua? Efésios 4:29 diz que não deve sair dos nossos lábios nenhuma palavra torpe, mas somente palavras que transmitam graça e edificação aos que ouvirem, conforme a necessidade. Certamente, os que andam por aí dizendo palavrões não conhecem ou não creem nesta palavra.

Falar palavras que transmitem graça e edificação aos que ouvem não significa bajular, elogiar o tempo inteiro. Significa que não devemos falar coisas que desmotivam, levam ao erro, prejudicam as pessoas. Também não quer dizer que não devemos repreender quando se está errado, mas até a repreensão deve ser feita de modo a não ofender e inferiorizar as pessoas.

Não podemos nos esquecer da expressão contida no versículo de Efésios que diz que devemos falar as coisas boas conforme a necessidade. Em Provérbios 15:23 diz que “O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!”. Entendemos com estes versículos que existe um tempo certo para falar as coisas. O provérbio popular que diz: “Quem conversa demais dá bom dia aos cavalos” diz algo que é certo, quando falamos demais, acabamos falando coisas desnecessárias. O segredo é falar a coisa certa, no tempo certo. E não dizer nada precipitado, pois “Responder antes de ouvir, é estultícia e vergonha (Pv 18:13).”

Mas não é somente palavras obscenas que a Bíblia condena. A maledicência, ou seja, o falar mal dos outros também é condenado por Deus em sua palavra. Em Tg 4:11 o Senhor diz que não devemos falar mal dos outros. Ainda neste versículo, também diz que se falamos mal do outro estamos lhe julgando e não temos autoridade para julgar a ninguém. Também em Mt 5:22 Jesus diz que aquele que proferir insulto contra seu irmão estará sujeito a julgamento no tribunal e aquele que chamar a seu irmão tolo (em algumas traduções idiota) está sujeito ao fogo do inferno. Como podemos chamar ao irmão tolo (ou palavras do gênero) se ele foi feito à imagem e semelhança de Deus? 

Certamente, nada disso é fácil, pois é o próprio Deus quem nos diz em Tg 3:2 que a língua não é fácil de ser controlada, pois aquele que controla a sua língua é capaz de controlar todo o corpo. Entretanto, isso é um motivo para buscarmos a Deus em oração, para que ele nos dirija a fim de evitarmos usar a língua para o que não é bom. Para aquele que evita usar a língua para o mal, o Senhor promete dias felizes (I Pe 3:10).