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sábado, 18 de abril de 2026

As palavras jogadas ao vento

Texto de referência: Malaquias 3:13-16


As nossas palavras ditam o nosso futuro. Tenho refletido muito nos últimos dias sobre como as nossas palavras influenciam o nosso futuro. É a palavra de Deus que diz que os nossos lábios podem produzir vida ou morte (Provérbios 18:21).

O cuidado com o que dizemos deve ser constante para evitar palavras jogadas ao vento. Eu denomino assim frases sem sentido, que falamos sabendo que não são verdade, todavia, gastamos a nossa saliva pronunciando.

O problema é que a palavra dita não pode ser apagada. Se falamos, de alguma forma aquilo nos influenciará, seja para o bem ou para o mal, sejam para grandes ou pequenas consequências. 

O livro de Malaquias aponta algumas indagações do povo de Israel ao Senhor, onde eles dizem ser inútil servir a Deus porque quem na verdade prospera são os ímpios. O profeta retrata essas palavras como sendo duras aos olhos de Deus, não porque Ele precisa da nossa aprovação, mas pela ingratidão que elas carregavam.

O Senhor cuidou daquele povo o tempo todo, inclusive durante o exílio, onde eles estavam em decorrência da desobediência deles próprios. Eles sabiam o caráter santo de Deus e conheciam as suas leis. Mesmo assim, jogavam palavras ao vento.

Mas as palavras que Deus ouvia atentamente eram dos que temiam ao Senhor, que são para Deus um tesouro particular, do qual Ele cuida e guarda.

Esse texto de Malaquias nos ensina que quando os nossos lábios se abrem para falar inverdades acerca de Deus, essas palavras se perdem no vento e prejudicam a nós mesmos. Quando tememos ao Senhor, nossos lábios produzem vida, e a essas palavras Ele ouve.


sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Cuidando das pessoas com as nossas palavras

 Os lábios do justo apascentam a muitos. Provérbios 10:21


Se perguntarmos às pessoas qual órgão do corpo é o mais difícil de lidar, não tenho dúvidas de que a língua seria uma das principais respostas. Ela é tão pequena, mas pode fazer tantos estragos. A mente é um órgão também difícil, mas se ela tem capacidade de prejudicar a alguém, é apenas a nós mesmos. Com a língua é diferente, pois ela tem a capacidade de prejudicar de uma só vez a muitos.

Não é a toa que o livro de Provérbios concede vários ensinamentos sobre o nosso falar, inclusive o versículo lido no início do texto. Nesse versículo, o sábio nos diz que os lábios do justo apascentam a muitos. Apascentar significa cuidar, nutrir ou vigiar. Esse verbo é muito utilizado para se referir a rebanhos de animais.

Os nossos lábios apascentam a outros quando nós utilizamos as nossas palavras para cuidar das pessoas. As nossas palavras cuidam quando elas instruem, aconselham o bem, quando falamos palavras amáveis, que trazem conforto ao coração desesperançoso, e quando dos nossos lábios saem o alimento espiritual que alguém necessita.

Essa é uma das muitas funções da nossa língua descritas na Bíblia. Mas ela também tem outras funções, como trazer vida, apaziguar e abençoar. O contrário também existe, pois quando não fazemos uso correto da língua, podemos utilizá-la para matar, destruir, desanimar e escarnecer.

Não é minha intenção que esse texto venha a nos desanimar, mas nos fazer pensar como temos usado a nossa língua, se para ser instrumento de cuidado ou de destruição. As nossas palavras podem ser instrumentos de Deus para cuidar de quem precisa. Nós podemos fazer a diferença nessa Terra, e podemos começar escolhendo bem as nossas palavras.


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

O poder da língua

Texto-base: Efésios 4:29 "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem."

Sobre o que devemos falar? Como controlar a nossa língua? Efésios 4:29 diz que não deve sair dos nossos lábios nenhuma palavra torpe, mas somente palavras que transmitam graça e edificação aos que ouvirem, conforme a necessidade. Certamente, os que andam por aí dizendo palavrões não conhecem ou não creem nesta palavra.

Falar palavras que transmitem graça e edificação aos que ouvem não significa bajular, elogiar o tempo inteiro. Significa que não devemos falar coisas que desmotivam, levam ao erro, prejudicam as pessoas. Também não quer dizer que não devemos repreender quando se está errado, mas até a repreensão deve ser feita de modo a não ofender e inferiorizar as pessoas.

Não podemos nos esquecer da expressão contida no versículo de Efésios que diz que devemos falar as coisas boas conforme a necessidade. Em Provérbios 15:23 diz que “O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra, a seu tempo, quão boa é!”. Entendemos com estes versículos que existe um tempo certo para falar as coisas. O provérbio popular que diz: “Quem conversa demais dá bom dia aos cavalos” diz algo que é certo, quando falamos demais, acabamos falando coisas desnecessárias. O segredo é falar a coisa certa, no tempo certo. E não dizer nada precipitado, pois “Responder antes de ouvir, é estultícia e vergonha (Pv 18:13).”

Mas não é somente palavras obscenas que a Bíblia condena. A maledicência, ou seja, o falar mal dos outros também é condenado por Deus em sua palavra. Em Tg 4:11 o Senhor diz que não devemos falar mal dos outros. Ainda neste versículo, também diz que se falamos mal do outro estamos lhe julgando e não temos autoridade para julgar a ninguém. Também em Mt 5:22 Jesus diz que aquele que proferir insulto contra seu irmão estará sujeito a julgamento no tribunal e aquele que chamar a seu irmão tolo (em algumas traduções idiota) está sujeito ao fogo do inferno. Como podemos chamar ao irmão tolo (ou palavras do gênero) se ele foi feito à imagem e semelhança de Deus? 

Certamente, nada disso é fácil, pois é o próprio Deus quem nos diz em Tg 3:2 que a língua não é fácil de ser controlada, pois aquele que controla a sua língua é capaz de controlar todo o corpo. Entretanto, isso é um motivo para buscarmos a Deus em oração, para que ele nos dirija a fim de evitarmos usar a língua para o que não é bom. Para aquele que evita usar a língua para o mal, o Senhor promete dias felizes (I Pe 3:10).