sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Não é a autoridade sobre o mal que nos faz entrar no Reino de Deus, mas a obediência

 Texto-base: Lucas 10:17-20 


Além dos doze apóstolos Jesus comissionou outros setenta discípulos para ajudá-lo na evangelização. Estes deveriam precedê-lo nos lugares onde Ele deveria passar, assim, eles deveriam preparar as pessoas desses lugares para que quando Jesus chegasse, o trabalho Dele fosse menor.

Assim como eles, nós também temos a tarefa de preparar as pessoas para a volta de Jesus. O Senhor os advertiu sobre a dura tarefa que eles enfrentariam, de que estariam como ovelhas em meio a lobos.

Mesmo sendo atacados pelo inimigo, não precisamos temer, pois o discípulo de Jesus carrega em si a autoridade da paz. Nada pode nos perturbar.

E então os setenta discípulos voltaram, cheios de alegria, por terem visto os demônios se submetendo a eles. E Jesus confirmou essa autoridade espiritual que o discípulo tem, ao lhes dizer que Ele já nos capacitou para pisarmos em serpentes e escorpiões e em todo poder do maligno, sem que nada nos causasse nenhum tipo de dano.

Mesmo assim, Jesus os adverte que mais alegria do que os espíritos se lhes submeterem, deveriam se alegrar por terem seus nomes escritos no Livro da Vida. É muito bom sermos usados por Deus para desfazermos as obras do mal, mas obedecê-lo é muito mais importante do que isso. É fazer a vontade do Pai que nos faz sermos membros de Sua família.

Jesus adverte que no juízo final muitos se apresentarão dizendo terem expulsado demônios, profetizado, e feito milagres, mas Jesus lhes dirá que não os conhece. Temos intimidade com Deus quando O obedecemos, e entraremos no Reino de Deus não por dizermos Senhor, Senhor! Mas por fazermos a vontade de Deus.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

A difícil missão da evangelização

Texto-base: Lucas 10:1-8


Além dos doze apóstolos, Jesus comissionou outros setenta discípulos. Estes deveriam precedê-lo nos lugares onde Ele deveria passar, para preparar as pessoas dali.

Mas Jesus os advertiu de que a seara era grande, isto é, havia muitas pessoas a serem evangelizadas e libertas. Também os advertiu de que ir às missões é como um cordeiro entrar em um covil de lobos, é preciso se defender a todo tempo do inimigo, sendo que qualquer descuido pode ser fatal.

Jesus também lhes deu algumas orientações sobre como se comporta o verdadeiro discípulo.

Não se preocupa em acumular tesouros terrenos: levar duas túnicas pode simbolizar a falta de confiança no cuidado de Deus. Ele irá prover tudo o que necessitarmos em nossa caminhada de evangelização.

Anda descalço como um escravo: a vida do missionário é pautada no serviço. Como evangelizadores, servir é a nossa principal missão. Jesus nos deu o exemplo ao lavar os pés dos discípulos, cabe a nós apenas seguir.

Não se distrai pelo caminho: ao nos depararmos com uma missão é essencial termos foco. Não podemos nos deixar levar por outras coisas que irão nos tirar do propósito.

Não fica a mudar de casa: se o Senhor nos coloca em um lugar, é porque há um propósito em estarmos ali. Sempre haverá algum aspecto negativo no lugar onde estamos, pois pessoas imperfeitas habitam ali, mas não podemos desanimar diante disso. Devemos crer que Deus está conosco em qualquer lugar para onde formos.

Os discípulos têm em si a autoridade da paz e podem levá-la para onde eles forem. Ainda, a partir do momento que aquele local foi evangelizado, caso ali não haja conversão, futuramente haverá o juízo, pois a Palavra chegou ao lugar e não deram ouvidos.

A missão daqueles discípulos era muito grande, como é a nossa, mas assim como Jesus os revestiu da autoridade do alto, Ele também já nos capacitou. Apesar do árduo trabalho, temos que crer que seremos recompensados, não com tesouros terrenos, mas celestiais. O nosso maior galardão não está aqui.

O reino de Deus


Texto-base: Mateus 13:31-33;44-46


Jesus usou muitos exemplos para demonstrar o que é o reino de Deus. Na verdade, Ele diz em Lucas 21:21 que o Reino de Deus está dentro de nós. Ainda, em Romanos 14:17 diz que o Reino de Deus não consiste em coisas materiais, mas ele é justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

Na verdade, o reino de Deus estava se manifestando com a chegada de Jesus, assim, era um conceito ainda muito novo para as pessoas da época. Todavia, ainda hoje muitos de nós não compreendemos o que é na verdade o Reino de Deus.

A primeira comparação de Jesus sobre o reino é com uma semente de mostarda. É uma semente pequena, mas quando é plantada e nasce, se torna uma grande árvore, útil para os pássaros se abrigarem. Nessa comparação, Jesus diz que o Reino de Deus precisa crescer em nós de tal forma que sejamos úteis àqueles ao nosso redor.

A segunda comparação com o reino é o fermento. A função do fermento é gerar o crescimento da massa. Jesus apresenta o reino como um fermento que uma mulher coloca na massa até que ela fique toda tomada por ele. Novamente, Jesus expõe o reino como algo que gera em nós crescimento. Diferente da semente de mostarda que cresce externamente, virando uma árvore, no fermento o crescimento é interno. Quando nós encontramos o Reino de Deus, ele nos transforma por inteiro por dentro.

Ainda, Jesus compara o reino de Deus a um tesouro escondido em um campo, que quando é encontrado por um homem, este vende tudo o que tem para comprá-lo. Para ele, ter aquele campo era mais importante do que qualquer outra coisa.

Por fim, o reino de Deus é comparado a alguém que compra e vende pérolas de valor. Mas quando ele acha uma pérola muito valiosa, ele vende tudo o que possui e a compra.

As duas últimas parábolas retratam o reino de Deus visto como algo de valor incalculável. Quando realmente fazemos parte do Reino de Deus nada mais nos importa. O seu valor é imensurável e todas as demais coisas se tornam pequenas diante da sua grandeza. Dinheiro, coisas materiais já não suplantam o valor do reino em nosso coração. Quanto às pessoas, não as desprezamos, mas sabemos dar a elas o devido lugar em nossos relacionamentos, sempre colocando o Reino de Deus como prioridade em nossa vida.

E assim é o reino de Deus em nossa vida: transformação, mudança, utilidade, preciosidade. Dessa forma ousamos dizer como Jesus nos ensinou: "Venha a nós o Teu reino" (Mt 6:10).

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

A reação que a Palavra de Deus provoca em nós

 Texto-base: Ezequiel 2:2 “Então, entrou em mim o Espírito, quando falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava.”

A palavra de Deus é eficaz, aquilo que ela se propõe a fazer é executado, sem sombra de dúvidas. Esse versículo que lemos acima nos leva a entendermos a ação que a Palavra de Deus ocasiona em nós. Inicialmente, o profeta Ezequiel declara que, enquanto o Senhor falava com ele, entrou nele o Espírito Santo. É Ele quem nos convence da Palavra de Deus. 

Quando Deus fala conosco o Espírito Santo entra em nós e provoca transformação. Se a palavra é de força, nos sentimos fortes, se a palavra dita é de encorajamento, perdemos o medo, se a palavra é de arrependimento, sentimos o nosso coração contristado. É o Espírito Santo que provoca em nós a reação que a Palavra de Deus espera que nós tenhamos ao ouvi-la. Sem o agir do Espírito, a Palavra não terá vida e será apenas mais uma mera palavra.

Quando essa reação é provocada, nos pomos de pé, aquela pessoa amedrontada, fraca ou rebelde desaparece. O poder de transformação da Palavra é imediato, no momento que escutamos o que Deus fala conosco, nos sentimos renovados. Todavia, depende de nós nos mantermos assim. 

Muitas vezes escutamos a Palavra de Deus e ela nos transforma. Entretanto, se não nos mantermos firmes, logo que a tentação vem para tirar aquela palavra do nosso coração, podemos cair. Portanto, uma vez que a Palavra fala ao nosso coração, temos que ficar firmes nela e não podemos deixar que ela seja roubada do nosso coração.

E, por fim, após o Espírito Santo entrar e nos transformar em nosso interior vem a ação dessa Palavra em nosso exterior, demonstrada pela nossa atitude de mudança. O Senhor já nos deu a Palavra, ela já mudou a nossa reação diante do problema, agora é agir de acordo com o que foi dito. O profeta demonstra isso quando ele diz "[...] e ouvi o que me falava", ou seja, ele deu ouvidos à sua voz. Quando nós demos ouvido a algo, estamos dispostos a praticar o que estamos ouvindo. 

A Palavra tem que frutificar em nossa vida, não podemos apenas escutar, escutar, e nunca dar ouvidos. Quando obedecemos à voz do Senhor, sentimos as coisas em nossa vida mudar.

Pureza de coração: você é por dentro o que as pessoas veem por fora?

 Mateus 5:8 “Bem-aventurados os puros de coração, pois eles verão a Deus”.

A Bíblia diz que os puros de coração são bem-aventurados, pois verão a Deus. Não somente os puros, mas os puros de coração. A expressão "de coração" indica uma pureza que vem de dentro, não somente algo que está no exterior. A palavra pureza nos remete a transparência. Entendemos assim que a pureza é uma qualidade de alguém que age de modo sincero e sem falsidade. A pessoa pura não tem o que esconder, pois é por dentro aquilo que as pessoas enxergam nela por fora.

Quantas pessoas estão vivendo uma vida de mentira, se portando de um jeito perante a sociedade, mas agindo de outra forma quando estão em sua intimidade. Outros se portam de uma forma perante os irmãos da igreja, mas quando estão com pessoas que não são cristãs, abrem mão das atitudes corretas e agem de uma maneira totalmente pecaminosa. Isso é o contrário da pureza de coração, isso é viver em falsidade. O puro de coração não é falso, suas atitudes são movidas pela sinceridade.

A sinceridade é uma das principais causas de bons relacionamentos e a falta dela é também um dos principais motivos dos relacionamentos acabarem. Cônjuges que possuem segredos um com o outro e amigos que mentem entre si possuem problemas de confiança em suas relações, pois não é fácil acreditar em alguém que frequentemente mente ou esconde as coisas das pessoas. Falando metaforicamente, é difícil acreditar em pessoas de várias faces, pois nunca se sabe qual das faces ela está usando.

No versículo que lemos, Jesus diz que os puros verão a Deus. Ver a Deus não significa vê-lo em sua forma sobrenatural, pelo menos enquanto estivermos nesta terra. A expressão ver a Deus quer dizer estar muito próximo Dele, ter intimidade com Ele. E isso só é possível quando temos o coração puro.

A qualidade do puro é reforçada em Salmos 24:3-4 quando o Senhor nos diz: “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade nem jura dolosamente.” Para se achegar a Deus e permanecer em Sua presença, tendo uma vida de intimidade com Ele, é preciso cultivarmos a pureza, pois o Senhor nos esquadrinha e conhece o que está dentro de nós. Diante Dele jamais poderemos ter várias faces, pois ele conhece quem realmente somos. 


Não ande sem azeite

Texto-base: Mateus 25:1-13

Sempre que ouvimos falar da parábola das dez virgens logo fazemos ligação com a volta de Jesus, em estarmos preparados espiritualmente para esse fato, todavia essa história pode nos dar outras lições. Fazendo um resumo da parábola, ela conta a história de dez virgens que carregavam lâmpadas e azeites, se preparando para uma festa nupcial em que se encontrariam com o noivo. Entretanto, cinco virgens, denominadas néscias, levavam lâmpadas, mas não tinham azeite, enquanto que outras cinco virgens, denominadas prudentes, levavam lâmpadas e azeite. Quando as lâmpadas das néscias estavam quase se apagando, elas não tinham azeite em reserva para acender as lâmpadas, e saindo para comprá-lo, acabaram ficando de fora da noite nupcial.

Ao meditarmos nessa parábola percebemos que o problema das virgens não era estarem sem lâmpada, mas sem azeite. Elas até tinham ferramentas para se encontrarem com o noivo caso ele viesse naquela hora, mas não tinham nada para reabastecer a lâmpada caso o noivo se atrasasse e as lâmpadas se apagassem. As virgens prudentes assim foram denominadas porque além de terem lâmpadas, levaram azeite consigo.

Essa parábola nos mostra que apenas ter lâmpadas acesas não é suficiente, precisamos ter conosco instrumentos como o azeite que ajudam essas lâmpadas a estarem sempre acesas. O problema é que muitas vezes só nos preocupamos em acender a lâmpada, sem nos preocuparmos em como faremos para que elas não se apaguem.

Se formos pensar a lâmpada como o nosso relacionamento com Deus, temos que refletir o que o azeite irá representar. Quais instrumentos temos à nossa disposição para mantermos a lâmpada do nosso relacionamento com Deus sempre acesa? Temos cultivado atitudes que reacendam diariamente a nossa intimidade com Ele? Ou será que achamos que apenas no domingo a noite poderemos buscar energias suficientes para enfrentar os outros seis dias restantes? Será que apenas cinco minutos pela manhã e um versículo tirado da caixinha de promessas nos abastecerão de modo suficiente para enfrentarmos a batalha diária?

Lâmpadas acesas não significam presença de azeite. O Senhor nos chama a trazermos azeite conosco. Através da oração, do jejum e da meditação constante da Palavra de Deus podemos andar abastecidos da Sua presença.

Na parábola citada, o noivo tardou, e por não estarem lá no momento em que ele chegou, as cinco virgens néscias acabaram por não ficarem juntas com ele. Este é o perigo de andarmos sem azeite, sermos surpreendidos por alguma situação em que precisaremos estar com as nossas lâmpadas acesas e não termos azeite em reserva para a situação.

As cinco virgens não ficaram de fora da bodas pelas lâmpadas terem se apagado, mas por terem ido buscar o azeite quando não dava mais tempo para adquiri-lo. Não adianta buscarmos nos reabastecer quando a tempestade já chegou, pois nestes momentos, pode já ser tarde demais. Não dá para queremos comprar azeite em cima da hora, o ideal é andarmos sempre com ele.

Dias de aflição podem chegar para qualquer um de nós enquanto caminhamos nesta terra. Importa que estejamos sempre preparados para enfrentarmos essas situações. Estando com lâmpadas acesas e azeite certamente desfrutaremos das bodas com o noivo.

Seu lugar é no palácio ou na batalha?


Texto-base: II Samuel 11

Davi era Rei de Israel. Tudo ia bem na vida dele e o Senhor lhe havia dado descanso de todos os seus inimigos. (II Samuel 7:1). A Bíblia diz que uma certa época, quando os reis saíam para as batalhas, Davi resolveu ficar no palácio real. Isso demonstra um comodismo por parte de Davi, pois ele, sendo o rei, deveria estar em luta pelo seu povo. Com certeza, a ordem de ficar no palácio real não veio de Deus, o que já demonstrava que algo estava errado com Davi.

Em um desses dias no palácio, Davi avista uma bela mulher tomando banho. Ao invés de desviar seus olhos imediatamente, o rei foi adiante, passou a saber quem era aquela mulher e mesmo sabendo que ela era casada, mandou buscá-la para que se deitassem juntos. As consequências dessa decisão de Davi foram um adultério, uma gravidez indesejada, um homicídio causado pelo próprio Davi e a morte de uma criança inocente.

Davi estava onde não devia estar, no palácio, quando o seu lugar era na batalha. Muitas vezes também nos comportamos dessa maneira. Existem guerras à nossa volta, mas ao invés de nos colocarmos como soldados em posição de batalha, preferimos estar no palácio, desfrutando de um falso conforto. Mas as armas da nossa milícia não são carnais (   ). O que Deus espera de nós é que enfrentemos as batalhas com as armas espirituais das quais Ele já nos revestiu. A oração, o jejum e a Palavra de Deus nos darão a força necessária para não desanimarmos.

Em contrapartida, quando ao invés de estarmos na batalha, estamos no palácio, as consequências da nossa atitude virão. Quando fugimos dos nossos problemas, eles só aumentam. Davi deixou de ir enfrentar um problema e arrumou outros piores para si.

Não fuja dos seus problemas, não tente resolvê-los em uma mesa de bar ou em uma "boca de fumo". Não tente esquecer as misérias do seu casamento em um prostíbulo. Não tente se distrair e fingir que nada está acontecendo nas baladas ou até mesmo em casa assistindo televisão. Encare os seus problemas e dê a eles o remédio de que precisam: oração.

Tome uma decisão: resolva acabar com esse problema entregando-o para Deus em oração (Salmos 37:5). Leia a Bíblia e busque a orientação de como agir diante dessa situação. Se preciso for, faça um jejum por essa causa e compartilhe-a com o seu pastor. O que você não pode mais é deixar de encará-lo!