sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O que a ressurreição de Lázaro nos ensina

 Texto de referência: João 11:1-45

A ressurreição de Lázaro é um texto muito conhecido e pode nos trazer muitas reflexões.

1) Alguns problemas não vem para nos matar, mas para que o milagre proveniente dele glorifique a Deus.

2) Às vezes parece que Jesus está demorando, mas a verdade é que ele está dando tempo para que a situação fique tão complicada que você de fato perceba que não tinha como sair daquela situação se não fosse a mão de Deus.

3) Jesus sente a tua dor. Em todo o tempo que Jesus viveu nesta terra ele não negou seus aspectos humanos como sono, cansaço ou fome. Mas na morte de Lázaro ele expressa o ápice da sua humanidade ao chorar pela morte do amigo.

4) Jesus não vai fazer aquilo que você pode fazer. Tirar a pedra e desenfaixar Lázaro foram tarefas daqueles que estavam ao redor dele. Não espere milagres sobrenaturais se coisas simples que você pode fazer não estão sendo feitas.

5) Jesus tem o domínio sobre todas as situações. A morte é a única situação da qual o homem não tem nenhum controle. Ao ressuscitar Lázaro Jesus provou que o impossível ao homem não é nada diante do poder dele.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Portas abertas e portas fechadas

 Costumeiramente costumamos atribuir portas a oportunidades. Por exemplo, é comum dizermos que uma porta de emprego foi aberta, isto é, surgiu uma oportunidade de emprego.

Na Bíblia não vemos muitos versículos contendo a palavra porta com esse significado. Jesus intitulou-se como a porta onde o seu rebanho (discípulos) encontra salvação e segurança. Também falou sobre as portas estreitas e largas, na qual temos a oportunidade de escolher entrar, seja pelo caminho da santidade ou do pecado.

O apóstolo Paulo utiliza a palavra porta como símbolo de oportunidade ao dizer: “porque uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu; e há muitos adversários.”(1 Coríntios 16:9).

Hoje eu quero falar sobre portas que são abertas e portas que são fechadas para nós. Todo indivíduo já enfrentou situações em que precisou de alguma porta de oportunidade. Todavia, todas as vezes que precisamos de portas serem abertas, também nos deparamos com portas sendo fechadas.

Existe um ditado que diz que a porta que Deus abre ninguém fecha, mas também diz que a porta que Deus fecha ninguém abre. Deus é aquele que sempre nos trará diante das melhores oportunidades, mas também é quem nos livra daquelas que não nos convém. Algumas portas que reclamamos que foram fechadas são na verdade um livramento de Deus acerca de algo que estávamos correndo atrás, mas que não era para nós. 

Por outro lado, através do Seu favor, Deus é aquele que abre oportunidades que nós nunca acreditamos que pudessem existir. Tudo porque ele tem chaves (acessos) a locais e pessoas que nós não temos.

Essa reflexão é para nos instigar a acreditar que Deus tem o poder sobre todas as oportunidades da nossa vida, seja para nos dar acesso a elas, seja para nos livrar quando essa oportunidade não é para nós. 

As portas abertas e fechadas estão no controle Dele, temos apenas que descansar no Deus que governa a nossa vida.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Plantados junto às águas do Espírito

Texto de referência: Ezequiel 47:12


Um dos significados de água na Bíblia refere-se à presença do Espírito. O próprio Jesus referiu ao Espírito como um rio de águas vivas (João 7:38).

Quando o profeta Ezequiel teve uma visão de um templo futuro de Israel, ele mencionou um rio de águas que saíam desse templo. Eram águas que começavam rasas, mas que iam ficando cada vez mais profundas. Um rio que produzia vida por onde as águas derramassem e abrigava em si peixes de muitas espécies. 

À margem desse rio ficavam muitas árvores, as quais produziam muitos frutos, que sempre se renovavam, nunca faltavam e serviam de alimento. As folhas dessas árvores não murchavam e serviam de remédio.

Quando vamos analisar essas árvores, vemos o retrato de uma árvore perfeita, que está sempre dando frutos e cujas folhas não secam. A resposta para tanta abundância o próprio texto nos traz, que é ser regada pelas águas que saem do santuário. 

Outros dois textos da Bíblia fazem analogias semelhantes a essa, comparando o cristão com árvores plantadas junto à fonte de águas, os quais são o Salmos 1:1-3 e Jeremias 17:7-8. Em ambos os textos estão descritas atitudes que fazem o cristão ser como essas árvores, as quais são citadas como viver uma vida de retidão, longe do pecado e confiar no Senhor de todo coração. 

O texto de Ezequiel não menciona atitudes que fazem o cristão ser como uma árvore plantada junto às águas, somente o fato destas águas brotarem do santuário. Se nos demais textos podemos inferir que atitudes louváveis nos fazem ser como essas árvores, como podemos ter um agir correto senão pela ação transformadora do Espírito em nós? Por isso eu acredito que essas águas de Ezequiel se referem ao Espírito Santo. Além disso, o fato delas se aprofundarem à medida que o homem da visão caminhava, também remete ao fato de um mergulhar contínuo e profundo do Espírito. 

Dessa forma, podemos presumir que a ação do Espírito em nossas vidas nos faz ser como árvores plantadas junto às águas. Jamais iremos murchar ou secar, mas estaremos sempre renovados, sempre dando frutos por onde passarmos. Além disso, as nossas folhas servirão de remédio, isto é, podemos ser instrumentos de cura para outras pessoas. 

Esse é o poder do Espírito habitando em nós. Através dele somos transformados em nosso interior para gerar transformação na vida das pessoas ao nosso redor. 


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Os três templos na Bíblia

 Deus não precisa de templos feitos por pessoas, essa foi uma declaração dita pelo próprio Deus ao rei Davi. Apesar disso, Ele ordenou a construção do tabernáculo por Moisés, para que Ele habitasse no meio do povo de Israel (Êxodo 25:8).

Todas as orientações para construção foram dadas por Deus a Moisés no monte Sinai. O tabernáculo era um espaço simples, coberto por apenas por cortinas, mas cheio de rituais e objetos sagrados, cuja presença de Deus emanava de forma poderosa e visível. 

Após centenas de anos da construção desse primeiro templo, denominado tabernáculo, veio o segundo templo, idealizado por Davi, mas construído por seu filho Salomão. Esse local também teve todas as orientações dadas por Deus para a sua construção, e uma inauguração marcada pelo poder de Deus, mas infelizmente foi sendo saqueado aos poucos, por cada adversário que guerreava contra Israel, até a sua completa destruição pelos babilônios, 374 anos após a sua construção. 

Foi reconstruído 70 anos depois pelo escriba Esdras, junto com Zorobabel e o sacerdote Jozadaque. Com uma estrutura muito mais simples, afinal, Israel não era uma nação independente, mas estava debaixo do domínio dos persas. Alguns israelitas choraram ao ver este último templo, mas Deus trouxe o consolo ao povo dizendo que a glória da segunda casa seria maior do que a primeira (Ageu 2:9).

Mas ele não se referia ao espaço físico, mas ao espiritual, pois quem um dia pisaria naquele templo era o próprio Deus feito homem - Jesus.

Este último templo foi reformado séculos depois por Herodes. Mas poucos anos depois foi completamente destruído pelos romanos. Após essa destruição nunca mais houve a sua reconstrução. 

Este foi um pequeno resumo da história dos templos que os israelitas tiveram e a sua importância no nosso entendimento da importância que tem a casa do Senhor.

Ainda que exista a promessa de que Deus habitará em nossos corações, precisamos entender a importância do templo. Apesar de não ser um lugar único e exclusivo para a manifestação da presença de Deus, Ele também se manifesta ali, e a reverência na casa de Deus é fundamental.