sábado, 15 de novembro de 2025

Contra os falsos profetas

 Texto de referência:Jeremias 23:9-32


Um profeta é conhecido como alguém que fala a Palavra do Senhor, consequentemente, um falso profeta é aquele que diz estar falando a Palavra do Senhor, quando na verdade o que ele fala não foi dito por Deus. 

Nos tempos de Jeremias os falsos profetas estavam dominando o povo de Judá e foi contra eles que o profeta denunciou.

A primeira denúncia foi contra o pecado em que viviam aqueles que diziam andar com Deus. Alguns pecados citados foram o adultério, a falsidade, ser cúmplices e apoiadores dos que praticavam maldades, até mesmo os influenciando para não mudarem suas atitudes. Sem dúvida, pecados muito graves.

E se andavam em pecado, consequentemente a Palavra do Senhor não estaria com eles. Mesmo assim, ousavam em dizer que haviam sonhado profeticamente e enganaram ao povo. Além disso, sobre àqueles que andavam em pecado, em vez de os advertiram a abandonar seus erros, profetizavam a eles paz e ausência de mal, o que os induzia a acreditar que suas atitudes eram boas.

O peso que um profeta carrega é muito grande, pois ele fala a Palavra dita pelo Senhor. Por semelhante modo, a culpa que um falso profeta carrega também é muito grande, pois ele está dizendo algo que Deus não disse e as consequências dessa palavra mentirosa na vida de quem ouviu podem ser fatais, inclusive levando elas à condenação eterna.

E por esse motivo, a intensidade da denúncia de Jeremias era tão grande, inclusive chegando a dizer que esses falsos profetas não traziam nenhum proveito ao povo. Que aquele que se diz profeta seja para falar a Palavra do Senhor. 


quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Guarde bem os tesouros da Casa de Deus

 Texto de referência: 1 Crônicas 26:20-28


Das muitas guerras que o povo de Israel lutou, eles alcançaram muitos despojos, que eram objetos do inimigo que ficavam com o vencedor da guerra. Entre os despojos haviam armas, joias,

Muitos despojos de guerras travadas pelo rei Davi foram consagrados a Deus, isto é, Davi não pegou para ele mas colocou no templo. Esses despojos faziam parte dos chamados tesouros da Casa de Deus. Também faziam parte destes tesouros objetos de valor que foram consagrados por Samuel, Saul, chefes de algumas famílias israelitas e pelos comandantes do exército. 

Mas o que me chamou atenção é que a Bíblia deixa um espaço registrado para nomear quem eram os israelitas responsáveis por guardarem o tesouro da Casa de Deus. O texto diz que Selomite e seus irmãos, da tribo de Levi, tinham a função de guardar os tesouros.

Imagine a responsabilidade desses homens em guardar objetos valiosos que foram consagrados ao Senhor. Com certeza, era muita responsabilidade. Assim como Selomite e seus irmãos, nós também estamos encarregados de guardar os tesouros da Casa de Deus. 

Não necessariamente objetos de valor, pois isso fica a cargo de quem cuida do patrimônio da igreja, mas os tesouros espirituais. Como servos d’Ele, temos por obrigação zelar por aquilo que Ele colocou em nossas mãos. O compromisso ministerial que assumimos com Deus, seja dentro ou fora do ambiente eclesiástico é um tesouro dedicado a Deus que temos a nosso cargo.

Fazer as coisas para Deus de qualquer forma é negligenciar a obra que Ele confiou em nossas mãos. De qual tesouro o Senhor nos encarregou de cuidar? Temos cuidado dele como para o Senhor e não para os homens (Colossenses 3:23-24)?


sábado, 8 de novembro de 2025

O propósito do Sábado

 Textos de referência: Êxodo 20:8-11; 23:12-13; Levítico 23:3


Ao revelar as suas ordenanças para o povo de Deus no deserto, um de seus mandamentos foi:

Lembra-te do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus. Êxodo 20:8-10

Mas esse mandamento se estendia a várias regras, onde no dia de sábado não era permitido fazer qualquer tipo de trabalho, até mesmo os animais eram proibidos de exercer atividades neste dia.

Mas qual seria o propósito de Deus com esse mandamento?

Quando o Senhor traz o mandamento do sábado, ele lembra ao povo que o sétimo dia é sábado do Senhor. Então um dos propósitos do sábado era que o povo tivesse um dia dedicado às coisas do Senhor, assim, como eles não trabalhariam, poderiam ter tempo para contemplar mais a Deus, aperfeiçoando a sua comunhão com Ele.

O Senhor conhece a nossa essência, em como somos apegados às coisas terrenas, e que a correria das nossas atividades poderiam nos tirar do propósito de ter um tempo de qualidade com o Senhor, por isso Ele estabelece um dia em que não vamos cuidar de coisas externas para que possamos ter tempo hábil para contemplar o Senhor. Parando para refletir, será que o dia separado para o nosso descanso do trabalho temos deixado tempo de qualidade para buscar mais ao Senhor? Ou estamos nos enchendo com outras atividades e permanecendo em nossa correria?

O outro propósito do sábado é o descanso. A continuação do texto do mandamento lembra que em seis dias Deus fez o céu e a terra, mas que no sétimo ele descansou. Logo mais à frente em outra passagem, o Senhor lembra que o sétimo dia é para que os trabalhadores tomem alento, ou seja, o sábado seria um dia para descanso do corpo e da mente.

Deus nos criou como seres que necessitam de descanso. Isso faz parte da nossa essência e contribui para que a nossa “máquina” humana funcione perfeitamente. Será que temos vivido de forma tão frenética que não estamos permitindo ao nosso corpo exercer o descanso que não é apenas recomendável por especialistas, mas que é uma ordenança de Deus?

Comunhão e descanso, eis o propósito do sábado, o dia santificado pelo Senhor.

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Regando com fontes de água a terra seca

 Texto-base: Josué 15:15-19


A Bíblia relata uma história interessante de um homem cujo nome era Calebe. Ele tinha uma filha chamada Acsa, a qual foi prometida por ele em casamento a quem conquistasse uma determinada terra, cujo nome era Quiriate-Sefer. O conquistador da terra foi Otniel, e como prometido, foi-lhe dado Acsa como esposa e também um pedaço daquela terra. 

Entretanto, Acsa, uma mulher observadora e sábia, percebeu que aquela terra que fora dada a eles era uma terra seca, estéril. Ela, munida de sabedoria, insiste com seu esposo para que ela pedisse ao seu pai parte de ribeiros de água que pudessem regar e assim tornar frutífero aquele lugar.

Acsa fez esse pedido a Calebe e foi atendida. Ela recebe não apenas uma, mas duas fontes de águas, as superiores e as inferiores. Aquelas terras que antes eram infrutíferas, passariam agora a produzir.

Ao analisarmos a atitude de Acsa, percebemos que aquela mulher atentou-se ao fato de que aquela situação que estava diante dela poderia ser mudada. Ainda que a terra deles fosse infrutífera, havia alguém que poderia mudar essa situação. Ela não hesitou, foi até seu pai e este lhe deu as fontes de que ela precisava para regar a sua terra.

Muitas são as dificuldades que enfrentamos. Às vezes algumas circunstâncias nos fazem habitar em terras estéreis, secas. Isso entristece o nosso coração, mas essa história nos traz uma rica revelação. Não precisamos viver em uma terra seca, se temos um Pai que possui fontes de água e pode nos dar. Tudo depende da nossa visão. Nós podemos estar em uma situação de terra seca, mas existem fontes de água nas redondezas e essas fontes podem chegar até nós, basta nós crermos e tomarmos atitudes que façam essa situação mudar.

Jesus diz em João 4:10;14 que Ele é a fonte da água viva e que quem beber desta água, jamais terá sede. A fonte de Deus não seca, a água que Ele tem a nos dar não acaba. A terra de Acsa era estéril, mas ela encontrou fontes que mudaram o curso daquela situação. Jesus diz que Ele é a fonte que jamais falta água, então, vamos clamar por Ele?