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segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Os perigos da preguiça

Texto de referência: Provérbios 24:30-34


Dentre os vários conselhos que o livro de provérbios nos traz, existem alguns direcionados às pessoas preguiçosas. O sábio escritor, pelos seus escritos, mostrava-se uma pessoa avessa à preguiça. 

Em um desses provérbios o sábio retrata que ao passar próximo à vinha do preguiçoso, ele se deparou com tudo destruído e arruinado. O motivo dessa ruína estava nas atitudes daquele homem, gastava os seus dias apenas dormindo descansando, enquanto a pobreza e a necessidade o assaltavam.

A preguiça para as coisas desta terra nos faz muito mal. A pessoa preguiçosa tende a não ter nada porque não se aplica em construir nada, apenas em ficar parada. O descanso é obra de Deus, mas Ele também nos criou para trabalharmos e adquirirmos as coisas.

Por outro lado, a preguiça no âmbito espiritual também é muito prejudicial. Uma pessoa é preguiçosa espiritualmente quando deixa de buscar a Deus através da oração, palavra e boas obras para fazer outras coisas. Muitas vezes teremos que vencer o sono para orar ou ler a Bíblia. Algumas vezes teremos que abdicar do nosso descanso para buscarmos a Deus, pois isso é necessário para a nossa vida.

O fim do preguiçoso é ir perdendo tudo, mas aos poucos. Isso porque ele vai perdendo, mas a sua morosidade não o deixa perceber. Quando ele percebe, já perdeu tudo, e por isso o sábio diz que a sua ruína vem como um ladrão, de repente

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Um obstáculo chamado preguiça

 Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento. Provérbios 6:6-8


A preguiça é um mal que atinge as pessoas de qualquer idade, gênero ou classe social. Eu a definiria como a capacidade das pessoas em procrastinar ou deixar de fazer as coisas por desânimo. Em geral, pessoas preguiçosas estão sempre querendo dormir, descansar e nunca são ativas.

Mas o sábio Salomão nos adverte sobre esse mal. Ele diz que enquanto o preguiçoso só pensa em dormir, cochilar ou descansar, a pobreza dele está trabalhando em sua direção e virá de forma repentina e destruidora (Provérbios 6:10-11). O sábio então nos dá um conselho, observar as formigas. Mas o que teriam as formigas de tão especial para combater a preguiça? Três características são essenciais para aprendermos com elas:

  • Elas não tem chefe ou líder, mas mesmo assim elas saem agrupadas. Muitas vezes somos tentados a não realizar algo porque acreditamos que não temos ninguém para nos direcionar. As formigas não têm esse líder, mesmo assim não deixam de buscar o seu sustento.

  • No período da colheita, elas saem a buscar mantimento. Assim que as árvores ficam verdinhas, as formigas saem em bandos para colher pequenas folhas, que de uma a uma, irão alimentá-las por muito tempo. Se elas dormissem na colheita, certamente passariam fome no período da estiagem.

  • As formigas preparam o seu alimento no tempo da estiagem. Se no tempo da colheita elas saem para ajuntar alimentos, no tempo da estiagem elas não ficam paradas, mas preparam o seu alimento. O tempo da seca não é motivo para não fazermos as coisas, dá para produzirmos em qualquer estação, desde que tenhamos as estratégias corretas.

A preguiça existe em várias áreas da nossa vida, podendo atingir o nosso trabalho, sonhos pessoais, a nossa família e a vida espiritual. Em qualquer área, cabe a nós sempre agirmos com atitude, buscando sempre nos posicionar de maneira ativa, sem perder tempo com o desnecessário ou deixar o desânimo tomar conta de nós.

Vivemos em uma era de extremos. Ou as pessoas são muito agitadas, ativistas, e correm desesperadas de um lado para o outro sem buscar descanso, ou são preguiçosas, procrastinadoras e não correm atrás de nada. As formigas nos ensinam que dá para fazer, mesmo que de pouco a pouco, sem ninguém para liderar e ainda que sejamos pequenos. O segredo está no equilíbrio, e a natureza é uma grande mestra nesse aspecto.

quinta-feira, 25 de março de 2021

O preguiçoso e o homem que não tem entendimento

Texto-base: Provérbios 24:30-34


O livro de Provérbios é muito mais do que apenas registros da sabedoria de Salomão, é um manual de vida diária, onde aborda sobre diversos assuntos cotidianos, essenciais à nossa melhor vivência.

Em um desses conselhos, o autor aborda sobre dois tipos de pessoas: o indivíduo preguiçoso e o homem que não tem entendimento. O sábio autor nos diz que quando ele passou por dois ambientes, o campo do preguiçoso e a vinha do homem que não tinha entendimento, ele se deparou com espinhos, urtigas e ruínas, isto é, um lugar intransitável e inabitável.

Por fim ele apresenta qual a reação do preguiçoso e as suas consequências. Ele dorme, cochila, encruza os braços, e depois colhe os frutos da pobreza e da necessidade, ambas sobrevindo como um ladrão e um homem armado, respectivamente.

A preguiça, a procrastinação e a falta de entendimento nos fazem deixar de cultivar um lugar que tinha tudo para ser fértil. E pior, faz com que percamos aquilo que já temos. Mesmo um muro de pedras é capaz de ser derrubado nas mãos de pessoas com esse comportamento.

Os prejuízos da preguiça e da acomodação vêm como um ladrão, de forma repentina e com o intuito de causar a maior destruição que conseguirem.

A preguiça indica uma procrastinação que gera uma ausência de ação. A falta de entendimento indica uma negligência em buscar o conhecimento, essencial para tomarmos decisões prudentes. Apesar de estarem interligados, enquanto a preguiça se refere a aspectos externos, a falta de entendimento está ligada a algo interno.

Uma vida sem conhecimento se torna improdutiva. Precisamos buscar em Deus o entendimento da Sua Palavra, para não vivermos em trevas completas. Mas também precisamos de ação. Não dá para adiar as coisas de Deus. Elas exigem de nós a mesma prioridade a qual desejamos por parte do Senhor diante das nossas necessidades. Buscar entendimento de Deus e agir conforme esse entendimento são atitudes inadiáveis.