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segunda-feira, 22 de março de 2021

Um Deus que não é apressado


Apressados, acelerados, agitados, assim temos vivido. Ao dormir, começamos a planejar o que temos que fazer amanhã. Ao acordar, logo já pensamos na infinidade de coisas que temos para resolver. E assim não paramos, não descansamos, não desaceleramos. Esse é um caminho perigoso, que pode conduzir a muitos problemas, como ansiedade, estresse e depressão.

Mas quando olhamos para Deus percebemos que Ele não anda apressado. A criação do mundo revela isso. Ele poderia construir tudo com apenas uma palavra, em um único dia, mas preferiu fazer isso em seis dias, tendo cada dia como uma etapa. Deus nunca se cansa, mas após seis dias de criação Ele descansou. Será que o descanso de Deus foi realmente para Ele? Ou não seria uma mensagem Dele para nos mostrar que o descanso vem Dele para o nosso bem? Deus não apenas criou o mundo, Ele criou também o descanso.

Mas se o descanso vem de Deus, por que então não o cumprimos? Se Deus não se acelera, por que vivemos tão acelerados? A pressa revela duas vertentes: a falta de confiança em Deus e a idolatria. Viver acelerados indica que não conseguimos descansar Nele, que queremos resolver as coisas do nosso jeito. Ainda, a pressa revela idolatria, pois ao vivermos em função das coisas dessa terra, estamos tomando outras coisas para nós e as colocando no centro, no lugar de Deus.

A ânsia pelo trabalho, pelo dinheiro, pelo status, pela aprovação alheia tem nos conduzido a um caminho oposto ao que Deus traçou para nós. Somos incentivados pela sociedade consumista a viver freneticamente, afinal, dizem por aí, essa é a única vida que temos. Será que realmente essa é a nossa única vida?

Enquanto cristãos, sabemos que essa não é a nossa única vida, pelo contrário, a nossa vida principal está além desta. Aqui na terra somos forasteiros, aguardando a nossa verdadeira vida, que é eterna ao lado do Senhor. Dessa forma, compreendemos que a vida pela qual devemos realmente lutar não precisa de dinheiro ou coisas materiais para ser plena. O que precisamos para estar lá é de um coração entregue ao Senhor, que não se deixa seduzir pelas coisas desta terra, mas que tem Deus como centro.

Deus não age sob a pressa. Os Seus caminhos são de tranquilidade, de serenidade. Importa que tomemos essas atitudes também para nós e saiamos da correria, para contemplá-lo, segui-lo e viver o melhor Dele em nós.

sexta-feira, 12 de março de 2021

O perigo de sermos precipitados

 Texto-base: Provérbios 19:2" Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado".


Por mais que a Bíblia tenha sido escrita há milhares de anos, os seus ensinamentos continuam sendo atuais. Ela é viva, e o que está nela é válido para qualquer pessoa, em qualquer geração.

Uma exortação muito importante que aparece nas Escrituras para nós é acerca do perigo de sermos precipitados. No dicionário, o adjetivo precipitado se refere a alguém apressado, que age sem refletir. Diz o ditado que a pressa é inimiga da perfeição. Na Bíblia encontramos três advertências sobre os perigos de fazermos as coisas de forma precipitada. 

A primeira diz respeito ao falar. E como falhamos nesse quesito. Em Provérbios 18:3 diz que se você responde alguém antes de ouvi-lo você passará vergonha. Isto implica em não falarmos nada precipitadamente, acusar sem ter provas, brigar sem ter ouvido a defesa do outro ou até mesmo abrir a boca sem saber o assunto na íntegra. 

Ainda sobre o falar, ao fazermos um voto devemos refletir sobre o que estamos falando primeiro. Fazer um voto é algo sério, implica em um compromisso e deve ser feito com responsabilidade do que estamos fazendo. Afinal, Deus não se agrada em votos de tolos (Eclesiastes 5:4-5). Se você fizer um voto a Deus, faça com responsabilidade, sabendo que você terá de cumpri-lo depois, ou arcar com as consequências de um voto precipitado.

A segunda advertência é sobre impor as mãos precipitadamente (1 Timóteo 5:22). A imposição de mãos é um ato de autoridade sobre outro. Quando você impõe as mãos em alguém você está liberando algo sobre ela. Dessa forma, é necessário cautela nesse sentido, a fim de não liberarmos algo antes do tempo. É essencial a confirmação do Senhor para darmos algo da parte Dele a alguém. Quantas profecias foram ditas pela emoção do momento e, ao invés de abençoar, só feriram o outro. Quantas unções liberadas no momento inadequado que só geraram escândalos. Imposição de mãos é coisa séria e, portanto, deve ser feita com prudência.

A terceira advertência se refere ao dizer precipitadamente que algo é santo (Provérbios 20:25). Temos visto muitos ministérios que tão logo se iniciam, já há um alvoroço das pessoas em afirmar a veracidade do mesmo. Pelos frutos conheceremos a árvore e dessa forma, temos que entender que antes de afirmarmos a santidade de qualquer pessoa ou ministério, primeiro temos que avaliar o seu modo de vida, suas atitudes dentro e fora da multidão. Atestar a santidade de alguém ou algo de forma irrefletida pode gerar escândalos na obra do Senhor e consequências irreversíveis.

Hoje aprendemos sobre a precipitação. O sábio é aquele que sabe esperar. O maduro é quem recebe as coisas no tempo certo. Não conseguiremos por nossa própria força, precisamos do Senhor diariamente para nos dar essa capacitação.