sábado, 16 de janeiro de 2021

Onde há união, há autoridade, bênção e vida

 Texto-base: Salmos 133


O Salmos 133, um dos menores da Bíblia, nos fala sobre os benefícios da união. A palavra unidade no dicionário refere-se à capacidade de algo ser uno, ou seja, não dividido. Estar unido a algo é ser um com ele, isto é, não se separar dele.

Mas a união a que se refere o salmo em questão não é qualquer união, mas a união entre os irmãos. Essa união refere-se à unidade entre pessoas da mesma fé, entre cristãos. O salmista diz que a união entre os irmãos é algo bom e agradável. Ainda, ele diz que essa união pode ser comparada ao óleo derramado sobre a cabeça, barba e vestes de Arão e ao orvalho que cai sobre o monte Hermon, descendo sobre os montes de Sião. Neste lugar Deus ordena que haja bênção e vida.

Este salmo, passado tão desapercebido por muitas pessoas, tem grande significado. O objetivo geral dele é dizer que a união é boa, mas os seus pormenores nos ensinam muito sobre os frutos gerados pela união em uma congregação.

A união entre os irmãos gera autoridade. A unção do óleo sobre a cabeça e vestes do sacerdote indica o seu chamado e autoridade para o serviço de Deus. Consequentemente, a falta de união entre os irmãos gera a ausência dessa autoridade. Quando há divisões entre grupos ou entre toda a congregação, percebemos que há falta de autoridade do Espírito neste determinado lugar.

Ainda, a união gera vida. O orvalho que cai sobre o monte Hermom deságua no rio Jordão, principal rio que abastece o território de Israel. Como a água é fonte de vida e alimento, entendemos que a união é símbolo de bênção e vida, elementos confirmados pelo terceiro versículo. Consequentemente, quando existem desavenças entre irmãos, percebemos que falta a vida entre eles.

A união é muito boa, pois gera harmonia onde ela existe. Mas os efeitos gerados pela união são surpreendentes. Todos queremos que a nossa congregação seja cheia de autoridade de Deus e de vida, mas ainda nos esforçamos pouco para cultivarmos e mantermos a união. Onde há divisão não há união. E onde não há união, não pode haver autoridade, bênção e vida.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Redenção e remissão: os dois presentes nos dados por Jesus

Texto-base: Efésios 2:7


O sacrifício de Jesus por nós trouxe grandes benefícios para a nossa vida. Dois deles, seus principais, são a redenção e a remissão.

Ao olharmos o significado de redenção no dicionário, obtemos o seguinte: Ato ou efeito de resgatar ou de libertar de qualquer forma de escravidão ou opressão.

Esse foi o primeiro benefício que Jesus nos trouxe com a Sua vinda. Ele nos libertou da escravidão do pecado, e nos tirou do domínio do império das trevas (Colossenses 1:13).

Havia um escrito de dívida contra nós, mas Jesus removeu inteiramente essa dívida, e na cruz Ele despojou, isto é, saqueou os principados e potestades. Ainda, triunfou deles na cruz, os expondo publicamente ao desprezo (Colossenses 2:14-15). A morte de Jesus não foi uma humilhação para Ele, pelo contrário, as forças das trevas é que foram humilhadas ali. Na cruz o diabo foi completamente derrotado.

Essa libertação tem que ser celebrada por nós cristãos. Não somos mais escravos, somos livres. O inimigo não pode mais nos prender com nenhuma armadilha, somos livres. O pecado, a morte, a doença, a opressão foram subjugadas na cruz, somos livres. O problema é que muitos de nós ainda vivemos como escravos. Somos livres, mas não entendemos isso e vivemos à mercê de todos essas forças que já foram derrotadas.

Outro benefício adquirido na cruz, tão importante quanto o primeiro mencionado, foi a remissão. No dicionário, remissão significa perdão. Quando Jesus veio ao mundo e morreu na cruz, fomos perdoados dos nossos pecados e justificados diante de Deus, isto é, nos tornamos justos aos Seus olhos.

Antes do seu sacrifício, todos nós estávamos destituídos da glória de Deus, separados de Deus, mortos em nossos delitos (Romanos 3:23; Efésios 2:1). Mas quando Cristo morreu e ressuscitou, obtivemos novamente o acesso a Deus, a esperança da vida eterna.

Tudo isso é também chamado na Bíblia de reconciliação. Através de Cristo, fomos reconciliados com Deus (2 Coríntios 5:18-19). Estávamos separados dele, mas agora fomos colocados novamente em Seu reino, como Filhos de Deus.

Entretanto, a nossa salvação não vem pelo sacrifício de Jesus, mas pela fé Nele e naquilo que Ele fez por nós. Se não cremos em Jesus, anulamos o Seu sacrifício por nós, e a Sua morte e ressurreição não trarão a nós benefício algum.

Redenção e remissão: dois benefícios nos concedidos por intermédio da graça, mas não adquiridos de graça. Pelo contrário, foi preciso um grande sacrifício: de Deus, por entregar seu único Filho, e de Jesus, por se submeter à vontade de Deus e aceitar ser escarnecido, zombado e crucificado, tudo pelo nosso bem. Não dá para sabermos disso e vivermos da mesma forma. Precisamos receber essa salvação em nossas vidas, e uma vez salvos, precisamos proclamá-la às demais pessoas.


sábado, 9 de janeiro de 2021

Conhecer a Deus e sermos conhecidos por Ele

Texto-base: Gálatas 4:9


Em nosso cotidiano, dizemos que conhecemos alguém quando temos algum contato com esse indivíduo. O nível de conhecimento que temos entre os nossos familiares e colegas de trabalho, por exemplo, é diferente, pois o tempo que passamos com cada um deles difere. Quanto mais contato temos com alguém, mais conhecimento de sua personalidade teremos.

A Bíblia nos ordena a conhecer o Senhor e prosseguir nesse processo de conhecimento (Oséias 6:3). Isso quer dizer que conhecer a Deus é uma ordenança bíblica. Conhecemos a Deus quando adquirimos relacionamento com Ele. Nos relacionamos com Deus através da prática da oração e da meditação na Palavra. À medida que vamos tendo experiências de oração e estudos da Bíblia, vamos conhecendo o Senhor, bem como os atributos do Seu caráter.

Mas existe também o processo inverso: ser conhecidos pelo Senhor. Como o Senhor nos conhece? Em 1 Coríntios 8:3, Paulo nos diz que se alguém ama a Deus, esse é conhecido por Ele. Somos conhecidos por Deus quando demonstramos amor por Ele, o que só é possível quando guardamos os seus mandamentos (João 14:21). Resumindo, a obediência à Palavra de Deus nos faz sermos conhecidos por Ele.

Ainda, em 2 Timóteo 2:19 diz que o Senhor conhece os que lhe pertencem. Ratificando tudo isso, temos João 10:10 onde Jesus diz que Ele conhece as suas ovelhas. Quando pertencemos ao rebanho do Senhor, somos conhecidos por Ele. Assim, entendemos que nos relacionar com Deus gera um conhecimento de ambas as partes, tanto de nós para com Deus, tanto de Deus para conosco. O segredo está em nos relacionarmos com Ele.

Esse conhecimento ao qual nos referimos não se limita a Deus saber quem somos. Ele conhece todas as pessoas, afinal Ele é Onisciente. Mas quando mencionamos sobre sermos conhecidos por Deus, estamos nos referindo a fazermos parte dos seus amigos íntimos. Da mesma forma, conhecer a Deus não se refere a apenas saber que Ele existe, mas termos intimidade com Ele.

Queremos ser ouvidos por Deus, mas por vezes, não queremos nos relacionar com Ele. Todavia Deus é um ser relacional, Ele nos criou para nos relacionarmos com Ele. Isso não é para satisfazê-lo, pois Ele é totalmente completo e não necessita de nada, mas é para a nossa própria satisfação. Existe um vazio em nós que só é preenchido por Deus. Há um espaço exclusivo destinado a Ele, e nada poderá preenchê-lo senão o próprio Deus. Que através da obediência possamos ser conhecidos Dele, e que através da oração e das Escrituras possamos conhecê-Lo cada dia mais.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Tudo vem de Deus no tempo estipulado por Ele.

 Texto-base: Salmos 127:1-2


Vivemos a sociedade do egocentrismo que diz que tudo deve ser feito objetivando o bem próprio, onde as nossas necessidades devem ser satisfeitas, não importando as necessidades alheias. Também vivemos na sociedade do imediatismo. Tudo tem que ser para agora, ou então não serve. Na contramão de tudo isso, o Salmos 127 nos dá dois ensinamentos preciosos.

1) Tudo vem de Deus. Se Ele não edificar a casa, em vão trabalharão aqueles que a edificam. Se Ele não guardar a cidade, em vão vigiarão os guardas. Sem a ajuda de Deus nos nossos projetos, não há como eles terem sucesso. A princípio até pode parecer que tudo vai bem, mas se Deus não está em uma causa, ela por si só não poderá se sustentar.

2) Tudo vem de Deus no tempo estipulado por Ele. O salmista diz que é inútil corrermos contra o tempo para fazer algo. Para aqueles que se submetem à vontade de Deus, Ele lhes ajuda enquanto dormem, não no sentido fisiológico, mas no sentido de descansar e esperar.

Temos alimentado a ideia de que precisamos correr de um lado para o outro em busca de coisas, de sonhos, de projetos. Não é errado elaborar projetos, realizar sonhos, mas sem Deus ao nosso lado eles não terão o sucesso do qual esperamos. Ainda, se não for no tempo Dele, tais projetos poderão se transformar em futuros obstáculos para nós.

Não adianta viver lutando com nossas próprias forças. Como cristãos, temos que reconhecer que a nossa força vem de Deus. Não adianta corrermos ansiosos, pois o que é nosso virá no tempo estipulado por Deus para nós. De Deus vem o nosso bem, no tempo Dele tudo dará certo. Com essas certezas ao nosso lado, poderemos desfrutar do melhor que Ele tem para nós. Sem essas certezas, viveremos a correr atrás do vento.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Mais sábios do que os adversários, mais entendidos do que os mestres, mais prudentes do que os idosos

Texto-base: Salmos 119:98-100


Todos sabemos da importância da Palavra de Deus e a transformação que ela causa em nós quando cremos nela. Ela é luz para os nossos caminhos e a força que precisamos para sermos vivificados. A Palavra de Deus é tão completa que no Salmos 119:96, o salmista diz que os mandamentos de Deus estão além dos limites da perfeição.

A Palavra nos orienta diante de diversas situações. Três delas são abordadas nos versículos lidos acima. A primeira direção é que a Palavra de Deus nos faz mais sábios do que nossos adversários, porque ela está sempre conosco, ao contrário deles, que não a tem consigo. Sabemos que os nossos adversários não são pessoas, mas as potestades das trevas. Quando temos a Palavra sempre conosco, não somos surpreendidos pelos ataques do mal, sejam eles físicos, emocionais ou espirituais, pois para cada ataque maligno há sempre uma palavra de Deus para nos defender.

Na segunda direção, entendemos que ao meditarmos na Palavra, podemos compreender mais do que os mestres, isto é, as pessoas intelectuais do nosso tempo. Todo conhecimento vem de Deus, até mesmo os conhecimentos seculares da Física, Química, Linguagens, etc. Na Palavra de Deus encontramos a direção para qualquer situação, mesmo aquelas referentes aos problemas terrenos.

E a terceira direção é que quando guardamos a Palavra, nos tornamos mais prudentes do que os idosos, isto é, a Palavra nos dá uma maturidade superior àquela que é adquirida apenas com os anos vividos. Essa maturidade nos capacita a não tomarmos decisões imprudentes.

A Palavra de Deus é completa. Por ela podemos sempre vencer. Mas para que possamos receber todos os benefícios que a Palavra nos dá, devemos sempre meditar nela. Ela deve estar sempre em nossa mente e devemos praticá-la com prazer.

sábado, 2 de janeiro de 2021

As controvérsias de Deus

 Texto-base:1 Coríntios 1:27-29; 2 Coríntios 6:9-10


Andar com Deus é viver na contramão do mundo. Quando verdadeiramente decidimos viver para Deus, estamos escolhendo o caminho da controvérsia. O apóstolo Paulo em suas cartas aos Coríntios explica um pouco de tudo isso. Em um dos trechos, ele diz que Deus escolhe as coisas loucas e fracas do mundo para envergonhar as coisas sábias e fortes. Para os ideais humanos, o proveitoso é ser sábio e forte.

E por que Deus escolheria um caminho oposto ao que estamos acostumados? Para que ninguém se glorie em vão na presença Dele. Quando Deus nos leva a um caminho oposto e controverso, a Sua intenção é nos manifestar a Sua glória, é nos mostrar que o controle de tudo é Dele, e não nosso.

Em outro trecho de suas cartas, Paulo nos fala sobre contradições vividas por ele e pelos seus irmãos de fé durante a caminhada cristã. Após relatar algumas das diversas tribulações enfrentadas por eles, ele diz que houve situações em que, para os homens eles estavam morrendo, mas na verdade estavam vivendo. Eram entristecidos, mas estavam sempre alegres; eram pobres, mas enriqueciam a muitos; não tinham nada, mas possuíam tudo.

Essas palavras nos confirmam o que Paulo queria dizer ao afirmar que Deus escolhe as coisas loucas para confundir as sábias. Os caminhos que Deus traça para nós muitas vezes parecem controversos perante o mundo, mas é a estratégia que Ele usa para nos revelar o Seu controle sobre a situação. As circunstâncias ao redor não nos amedrontam, não nos entristecem, não nos comandam, pois quando estamos sob o agir de Deus, Ele transforma tudo o que é maldição em bênção.

Humanamente falando, ninguém pode morrer vivendo, ou ficar alegre sendo entristecido, ou enriquecer sendo pobre. Mas quando estamos em Deus, tudo isso é possível, porque o que é importante aos olhos humanos, não faz diferença aos olhos de Deus. Mesmo que o exterior esteja corrompido, o nosso interior é diariamente transformado.

Ele é poderoso para nos fazer vitoriosos mesmo diante das piores circunstâncias, porque aquilo que é derrota para o homem do mundo, pode se transformar na maior vitória do homem com Deus.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

O fluxo da pregação da Palavra

Texto-base: Romanos 10:14‭-‬15 "Como pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?"


A fé vem pela pregação, e a pregação pela Palavra de Cristo, isso é o que Paulo nos exorta em Romanos 10:17. Precisamos da fé para, através da graça, sermos salvos. Só conseguimos nos manter no Caminho se tivermos fé, pois as revelações de Deus não se seguem por vista, mas por fé.

Todavia só teremos fé se a Palavra nos for pregada por alguém. O versículo acima nos traz um fluxo gerado através da pregação da Palavra de Deus. 

O apóstolo Paulo nos diz que todo aquele que invoca ao Senhor é salvo, mas o sentido de invocar não é apenas dizer o Seu nome, mas segui-Lo. 

Entretanto, só podemos seguir ao Senhor se crermos Nele, do contrário estamos fazendo algo sem propósito. Deus quer que O sigamos tendo a plena certeza de quem Ele é. 

Mas como as pessoas poderão crer em Deus sem conhecê-Lo? Ninguém acredita em alguém que não conhece. Para crermos em Deus precisamos conhecê-Lo, quer seja pelas obras em favor do Seu povo ou em nosso favor.

E como ouvirão falar de Deus se não há pessoas que O anunciem? Precisamos de pregadores, anunciadores das Boas-Novas, pessoas que proclamem a salvação trazida por Jesus. Um eunuco etíope que vinha de Jerusalém lendo o livro de Isaías, ao ser questionado pelo apóstolo Filipe se ele entendia o que lia, respondeu que não entendia, porque não havia quem explicasse a ele aquelas palavras. Pregar a Palavra não se resume a ler a Bíblia para as pessoas, mas falar com autoridade. E essa autoridade não nos pode ser dada, senão pelo Espírito Santo. E é esse o último aspecto do fluxo da pregação da Palavra.

Para pregarmos, temos que ser enviados, isto é, ser comissionados e estarmos preparados. Muitos têm escandalizado o Evangelho porque enfrentam uma missão sem serem enviados, isto é, sem receberem a unção do Espírito. A obra é de Deus, e não nossa, e o maior inimigo, o diabo, tenta a todo momento enfraquecê-la, pois sabe que ela não pode ser destruída. Pregar a Palavra é uma missão de todos nós que somos discípulos de Jesus. Quando Ele subiu aos céus, nos incumbiu dessa missão. Mas só conseguimos avançar em pregar o Evangelho se recebermos a autoridade do Espírito Santo. Sem ela, nosso esforço será em vão.

Existe um fluxo da Palavra. Somos enviados, pregamos, as pessoas ouvem, depois crêem, então invocam ao Senhor e recebem a salvação. Que possamos ser instrumentos nas mãos de Deus para contribuirmos para que o Evangelho seja pregado a todos os povos e para que as pessoas recebam salvação.