quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

O poder de Deus é para aqueles que crêem

 Marcos 16:17-18 “E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados.”

Quando Jesus enviou os seus discípulos a sair ao mundo e evangelizar toda criatura, Ele nos disse que quem crer e for batizado será salvo. E então ele relata os sinais que seguirão aqueles que crêem, a saber: expelir demônios, falar novas línguas, pegar em serpentes, não serem contaminados com os venenos do mundo, ter autoridade para curar os enfermos.

Enquanto alguns cristãos nem mesmo crêem que seja possível fazer estas coisas, grande parte dos que crêem acreditam que atos como esses só podem ser realizados por pastores ou lideranças locais.

Mas a palavra é clara ao dizer que tais sinais seguirão aos que crêem, aqueles dos quais Ele fala anteriormente, que creram e foram batizados, e assim, salvos. Isso significa que quem pode realizar esses sinais não são aqueles consagrados a uma liderança, mas qualquer um que crer em Jesus e for salvo.

Frequentemente temos subestimado o poder de Deus em nós. Se queremos uma oração de cura, logo procuramos um pastor ou grupo de oração. Temos medo das forças das trevas, nos sentimos desencorajados a orar por alguém que esteja necessitando de libertação, não falamos novas línguas.

É verdade que necessitamos ser preparados por Deus para fazer a Sua obra, mas temos que parar de estigmatizar os sinais do poder de Deus, acreditando que ele se manifeste apenas em grandes reuniões, ou com pessoas muito usadas. Deus quer revelar o Seu poder a nós seus servos, a todos os que crêem no nome de Jesus.

Existem pessoas a espera de alguém que lhes ajude, que ore sobre elas para receberem cura e libertação. E não me refiro apenas a pessoas desconhecidas, é tempo de usarmos essa autoridade em nossa casa, em favor dos nossos filhos, nosso cônjuge, nossos pais, em favor de nós mesmos. O poder de Deus não é uma utopia, ele é real. Também não é para ninguém que tenha alguma exclusividade diante de Deus, é para todos os que crêem, foram batizados e salvos. Não é uma varinha mágica, onde você aponta para o problema e ele se resolve, é um agir sobrenatural exercido através de pessoas naturais, que têm suas fraquezas, mas que crêem em um Deus que tudo pode.

Ide e pregai

 Marcos 16:15-16 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”

A passagem do “Ide” é uma das mais conhecidas palavras da Bíblia. Nela Jesus nos dá duas ordens: a primeira é Ide, que denota um verbo de movimento. Fazer missões significa sair da nossa zona de conforto. Ninguém prega sentado no sofá, aguardando almas baterem à sua porta. Somos nós que temos que ir até elas.

E fazer missões não significa apenas ir a outras nações. Pregar para a família, os parentes, colegas de trabalho, vizinhos, tudo isso faz parte da vida missionária. Existem pessoas que têm mais coragem de ir à África pregar do que evangelizar a família pois sabe a resistência que enfrentará. Outros pregam muito na igreja, mas tem vergonha de falar de Jesus aos colegas de trabalho. Assim, o sentido das missões vai muito além de nações, elas começam ao nosso redor.

A segunda ordem é pregar a toda criatura. A Bíblia é clara ao dizer que quando o evangelho do Reino for pregado a todos, então virá o fim. Enquanto todas as pessoas não souberem das boas-novas, Jesus não voltará. Assim, quando pregamos, contribuímos para que Jesus volte logo.

A pregação pode surtir dois efeitos: crer ou não crer. Para aqueles que crêem, a salvação lhes é concedida. Mas aos que têm a oportunidade, devem ser batizados. Não se pode crer apenas no coração, é preciso confessar com a boca e o batismo, além de ser um simbolismo da nossa morte para o pecado, é também uma confissão pública de fé.

Para aqueles que não crêem só resta a condenação. Uma vez que a verdade foi dita, eles não podem mais alegar que não sabiam dela. E quem irá julgar esses que não creram, mesmo ouvindo a verdade, é a própria Palavra de Deus. Cumprir o Ide não é tarefa fácil. A resistência das pessoas em crer é por vezes desanimador, mas Deus promete estar conosco todos os dias, nos capacitando e nos fortalecendo, até que Ele venha.

A mulher hemorrágica

 Texto-base: Marcos 5:25-34

Uma mulher sofria por doze anos com uma hemorragia. Essa doença a tornava impura diante da sociedade, isolando-a das pessoas. Ainda, essa mulher havia gastado todos os seus bens buscando a cura, mas não melhorava, pelo contrário, piorava.

Não se sabe como ela ficou sabendo acerca de Jesus, mas é certo que ela creu, pois para ela, apenas tocar as vestes de Jesus bastaria para que ela ficasse livre do seu mal.

Aquela mulher chega por detrás de Jesus, sendo apertada pela multidão e apenas lhe toca na ponta do seu manto, sendo imediatamente curada do seu mal. Com certeza ela agora queria ir embora o quanto antes, afinal, pelas leis judaicas, nem estar na rua ela poderia. Entretanto, Jesus começa a questionar incessantemente sobre quem lhe havia tocado.

Os discípulos se assustam, pois Ele estava cercado por uma multidão. Mas Jesus lhes explica que Ele não se referia ao contato natural da multidão, mas a um toque diferente, um toque feito com fé, de tal forma que Dele saíra poder.

Por vezes temos estado tão acostumados a andar com Jesus, que já não Lhe tocamos por fé, apenas pelo hábito. Há grande virtude Nele, mas não enxergamos mais isso, e ao invés de nos destacarmos pela nossa fé, passamos a ser apenas mais um na multidão.

Na verdade, Jesus sabia quem lhe tocara, mas queria naquele dia que aquele milagre fosse revelado à multidão, diferente de alguns em que ele ordenava ao curado que não revelasse a ninguém a cura.

A fé daquela mulher precisava ser revelada, afinal ela cria em Jesus a tal ponto de pensar que não precisava nem mesmo Ele lhe tocar, mas se apenas ela lhe tocasse, seria curada da sua enfermidade.

Ela foi até Jesus, e sem pedir o seu toque, pois sabia que pelas leis judaicas ela era impura, ela Lhe tocou. Ela acreditava que não precisava ser vista por Ele, ela quem precisava enxergá-lo. Jesus não precisava tocá-la, ela quem precisava tocá-lo. Na verdade, ela estava tendo uma fé ousada, crendo que o poder já havia sido liberado, ela só precisava estar na posição certa para recebê-lo. Após Jesus muito insistir, ela percebendo que seria descoberta, revela-se a Jesus, com medo do que lhe poderia acontecer. Jesus apenas a abençoa e despede, e aquela mulher, após doze anos de intenso sofrimento, recebe a vida novamente.

Isaque e a presença de Deus em sua vida

 Texto-base: Gênesis 26:28 “Temos visto claramente que o Senhor é contigo, pelo que dissemos: Haja agora juramento entre nós, entre nós e ti, e façamos um pacto contigo.”

Após haver grande fome na terra em que habitava Isaque, ele vai para Gerar, terra dos filisteus. Ao chegar ali Deus o abençoa e Isaque prospera tanto, que chega a colher cem vezes mais do que plantou. Isso gera inveja nos filisteus, que resolvem expulsá-lo de sua terra.

Ao sair de lá Isaque começa a cavar poços em busca de água, para estabelecer a sua fazenda. E onde Isaque procurava um poço, ele encontrava, o que também causava ira nos filisteus. Após cavar dois poços que foram furtados pelos filisteus, Isaque cava um terceiro e eles desistem de brigar também por esse, pois percebem que não adiantaria disputar, pois onde Isaque cavasse poços, ele acharia água.

Ao perceberem a prosperidade de Isaque não importasse o lugar para onde fosse, Abimeleque resolve que contender com Isaque não adiantaria, pelo contrário, ele deveria se aliançar com ele. A presença de Deus na vida de Isaque era tamanha, que aquele rei pagão reconheceu isso e fez as pazes com Isaque.

Isaque não demonstrava Deus em sua vida pela riqueza que possuía, mas pela devoção a Deus, pois no meio de um povo tão idólatra, por vezes vemos Isaque fazendo altares e invocando o nome do Senhor. Além disso, a reação de Isaque em não contender com os filisteus, mesmo diante das intrigas desse povo a ele, demonstrava que nele havia algo especial.

No mesmo dia em que Isaque perdoa Abimeleque e fica em paz com ele, seus servos acham mais um poço de água. Cada poço que Isaque encontrava, sua riqueza aumentava, pois a água era essencial para manutenção das terras. Quanto mais água, mais abundância de gado e plantações.

A vida de Isaque nos mostra como a presença de Deus em nós pode impactar o ambiente ao nosso redor. A forma de viver, de trabalhar e a prosperidade de Isaque chamaram a atenção daqueles povos, que servindo a deuses estranhos, não se viam como aquele homem. Perceberam que contender com o homem de Deus e estar longe dele não lhes traria benefício.

Em nossa vida não pode ser diferente. Em qualquer lugar por onde andarmos, assim como Abimeleque disse a Isaque, que as pessoas possam enxergar claramente que Deus é conosco, e que somos o abençoado do Senhor. Que sejamos o bom perfume de Cristo para exalar a sua presença através das nossa forma de viver, mais do que apenas com nossas palavras.

O cego Bartimeu

 Texto-base: Marcos 10:46-52

Jesus, próximo o tempo de sua crucificação, ia passando por Jericó. À beira do caminho estava um cego chamado Bartimeu. Quando ele escuta que Jesus passava por ali, viu a oportunidade de recuperar sua visão, uma vez que não era cego de nascença.

Mas antes de chegar até Jesus, Bartimeu teria que tomar muitas atitudes. A primeira delas foi clamar por Ele. Ele gritava: Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim. Ele verdadeiramente cria que Jesus era o Messias, ao denominá-lo Filho de Davi. Clamar por Jesus é um ato de fé, pois a atitude de clamar por Ele é uma declaração de que Ele pode nos ajudar.

A segunda atitude foi perseverar. Ao ver que Bartimeu gritava e Jesus não lhe respondia, as pessoas o repreendiam para que se calasse, mas ele gritava cada vez mais. Como tem sido a nossa reação diante daqueles que querem barrar a nossa fé para alcançarmos os milagres? Temos ficado acuados diante deles ou temos perseverando em continuar em busca do nosso milagre?

A terceira atitude foi mudar o seu interior. Ao se levantar, sair da beira do caminho e tirar a sua capa de mendigo, Bartimeu estava decidindo deixar para trás aquela vida de miséria e sofrimento. Antes de recuperar sua visão externa, Bartimeu recupera sua visão interior. Passa a se enxergar um homem capaz, que não precisava mais viver daquele jeito, afinal, ele estava diante do Filho de Deus.

Jesus ao vê-lo não lhe cura imediatamente, mas primeiro lhe pergunta qual o seu pedido. Bartimeu lhe responde que quer recuperar sua visão. Jesus não lhe toca, mas apenas lhe responde que a sua fé o salvou.

Imediatamente ele tem sua visão restaurada. As atitudes de fé de Bartimeu o fizeram receber a sua cura. Ao ser curado, ele não volta a sua vida à beira do caminho, mas segue no Caminho, seguindo a Jesus. Ele havia sido curado por dentro, e a sua vida a partir dali já não seria a mesma.

Ser como crianças

 Texto-base: Marcos 10:14-15 “Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele”.

Jesus ama as crianças. Ele disse que o Reino dos Céus é delas e que aquele que não receber esse reino como uma criança, não poderá entrar nele. Mas, quais atitudes têm as crianças que fazem delas detentoras do reino de Deus? Abaixo, listamos algumas:

Pureza: a criança é pura. Uma criança não se envergonha de ficar sem roupa perante as pessoas porque não há maldade, imoralidade em seu coração. Semelhantemente, antes de pecarem, Adão e Eva viviam nus no jardim do Éden e não se envergonhavam. Como acontece com as crianças, deveria haver pureza em nós. A maldade e a imoralidade não poderiam ditar nossos pensamentos ou atitudes.

Sinceridade: nesta terra, não há ninguém mais sincero do que as crianças. Elas falam aquilo que pensam. Se elas não gostam, elas falam e se gostam falam também. Por isso ouvir um eu te amo deles é tão bom, porque sabemos que são palavras sinceras. Adultos usam máscaras, escondem o que são ou o que pensam para agradarem os outros. Na verdade, falhamos até na sinceridade com Deus, que conhece o nosso íntimo, em muitas vezes tentar ser para Ele aquilo que na verdade não somos.

Capacidade de perdoar e esquecer: muitas vezes nossos filhos nos desobedecem e somos levados a castigá-los. Eles ficam chateados, choram, mas logo estão conversando conosco, como se nada tivesse ocorrido. Eles não guardam mágoas, ressentimentos, pelo contrário são facilmente dispostos a esquecer o que fizemos a eles. Nós adultos, sempre estamos guardando o mal que nos fizeram, e não digo apenas grandes maldades, mas coisas pequenas, ditas ou feitas no dia a dia, e que amarguramos por toda a vida.

Capacidade de imitar: crianças reproduzem com facilidade as atitudes dos pais. São facilmente moldados. Apesar disso ser perigoso quando se trata de imitar o que é mau, se pensarmos que no reino celestial temos um Pai ao qual deveríamos imitar em tudo, iríamos querer ser como crianças.

Ausência de ambição: aprendemos a valorizar o ter quando crescemos pois enquanto somos crianças, tudo o que importa é o ser. Crianças não amam mais quem lhes dá presentes caros, elas amam e se apegam a quem lhes dá amor e carinho. Inclusive, um presente de maior ou menor preço para uma criança não faz diferença. Para ela, o importante mesmo é ter algo e alguém para brincar. Do mesmo modo, deveríamos amar a Deus por quem Ele é, e não pelo que Ele pode nos dar. A presença e o amor de Deus deveriam ser o fator mais importante em nosso relacionamento com Ele. Todavia, frequentemente nos “revoltamos” com Deus se estamos servindo a Ele e não conseguimos o que estamos almejando.

Ausência de discriminação: uma criança não é preconceituosa, não despreza a ninguém pela cor, pelo tipo de cabelo, por ser pobre, por ter alguma deficiência ou pela forma com que se comporta. O preconceito é desenvolvido em nós a partir das ideologias que construímos sobre o que é melhor ou pior. E muitas dessas ideias são movidas pela religiosidade, ou pelas ideias dos outros, nada fundamentado na verdade da Palavra. Deus não faz acepção de pessoas. Jesus quando estava aqui na Terra se assentava com prostitutas, pecadores, publicanos. Ele não se contaminava com as práticas deles, mas ensinava-lhes a verdade. Esses largados da sociedade viam em Jesus alguém que não lhes apontava o dedo, mas que com amor os acolhia.

Não volte para a aldeia: a cura do cego de Betsaida

 Texto-base: Marcos 8:22-26

Jesus entra em uma aldeia em Betsaida e ali lhe levam um homem cego para ser curado. Jesus então tira o cego para fora da aldeia, coloca saliva em seus olhos, impõe-lhe as mãos e pergunta se ele está vendo algo. O homem lhe responde ver os homens como se fossem árvores, o que significava que a sua visão ainda não tinha sido restaurada por completo. Jesus agora põe as mãos nos olhos do homem, e este passa a ver perfeitamente. Então Ele o manda embora para a sua casa, ordenando-lhe que não voltasse mais para a aldeia.

Esse milagre possui pontos interessantes se comparado aos demais operados por Jesus. Em outros milagres relatados, as pessoas levadas a Jesus são curadas imediatamente, já nesse milagre Jesus precisa realizar duas intervenções. Sem dúvida, isso não aconteceu por falha de Jesus, mas talvez para nos ensinar lições a partir dessa história. Uma delas é que nem sempre a nossa visão acerca de algo é restabelecida em um única vez. Muitas vezes, essa visão é restabelecida aos poucos, até que possamos ver nitidamente.

Por exemplo, quando estamos evangelizando alguém, não podemos querer que de apenas umas poucas vezes a visão daquela pessoa se abra. O nosso crescimento é um processo, que vem aos poucos. É a própria Palavra que nos diz que a luz dos justos brilha como a aurora, cada vez mais, até que seja um dia perfeito.

Outro ponto interessante nesse milagre é que, ao ser curado, Jesus ordena àquele homem que não entre na aldeia, mas que vá para sua casa. Isso significa que a aldeia não era a casa daquele homem, e que em algum momento de sua vida ele havia sido levado para lá.

Sabe-se que o homem não nasceu cego, pois o autor diz que ele, recobrando a vista, ainda não via perfeitamente. Se ele recuperou a visão é porque ele já havia visto em alguma outra época.

Talvez aquele homem tivesse sido levado para a aldeia após ter ficado cego, ou talvez tivesse ficado cego após ter ido para a aldeia. Não se sabe ao certo, mas provavelmente a volta dele à aldeia seria prejudicial à manutenção da sua cura.

Existem lugares que após sermos curados não nos convém mais voltarmos. Talvez por nos exporem ao perigo de uma nova cegueira, talvez por serem lugares que nos remetem ao estado de miséria. O fato é que, a nossa libertação é o marco para uma nova vida, e se somos diferentes a nossa atitude frente a algumas coisas tem que ser também diferentes.

Voltar para a aldeia pode simbolizar que não estamos dispostos a viver a nova vida à qual fomos chamados. Se Cristo nos libertou, que passemos a viver em novidade de vida e em liberdade.