sexta-feira, 17 de maio de 2024

Quem foi o profeta Miquéias

 

Diferente da maioria dos livros dos profetas, o livro de Miquéias não aborda sobre a sua vida. Sobre o profeta sabemos apenas que ele era morastita, isto é, morava na região de Moreste e viveu nos tempos dos reis Jotão, Acaz e Ezequias, os quais reinavam em Judá.

Seguindo uma linha semelhante aos demais profetas, Miquéias profetizou contra o pecado de Judá e Israel.

A mensagem de Miquéias contra falsos profetas que atuavam dentre o povo naquele período foi muito forte. O profeta denunciou as falsas profecias que circulavam no meio do povo e a ganância de tais profetas, que diziam coisas boas àqueles que lhes davam recompensas materiais.

Miquéias também traz uma importante mensagem de chamamento dos gentios, onde diversas nações reconheceriam o Deus de Israel como o único e verdadeiro Deus.

É também Miquéias que anuncia que de Belém viria o Salvador, o Messias, que era desde a eternidade. O Messias seria aquele que traria paz sem fim ao seu povo e o livraria dos seus adversários.

Apesar de toda a mensagem de juízo proferida por Miquéias e denúncia acerca da corrupção de Judá, sem encontrar um justo sequer dentre o povo, o livro de Miquéias termina em tom de esperança, profetizando que haveria perdão ao povo, obra de um Deus misericordioso, que não se esqueceria de ser fiel às promessas feitas aos patriarcas, Abraão e Jacó.

terça-feira, 14 de maio de 2024

Deus está em seu barco, ainda que ele naufrague, Deus te salvará!

Texto base: Atos 27:9-44


O livro de Atos nos conta um pouco sobre um naufrágio pelo qual o apóstolo Paulo passou. A princípio, os tripulantes do navio seguiam a viagem sem muitas preocupações, mas Paulo, avisado por Deus, alertava os comandantes de que aquela seria uma viagem arriscada. Eles, todavia, não deram crédito (v. 10-11). Muitas vezes somos alertados acerca de alguns perigos, mas preferimos não dar ouvidos.

E assim, resolveram partir ao verem um vento brando (v. 13), mas mal podiam esperar a tempestade que viriam mais à frente. Ventos brandos (circunstâncias favoráveis) muitas vezes nos enganam, mas o que devemos mesmo é ouvir a voz de Deus e estar sempre alertas.

Após a tempestade só piorar, os tripulantes - cerca de 276 pessoas - perderam a esperança de salvamento.

Entretanto, Deus mostra a Paulo que todos ali se salvariam, por causa da vida dele. Após ouvir a voz de Deus, Paulo estava sempre animando a tripulação, pois ele sabia que Deus iria cumprir aquilo que lhe prometeu.

A tempestade era fortíssima, por vários dias só haviam nuvens e escuridão, mas as palavras de Paulo àquele povo eram somente de ânimo.

Quando os marinheiros tentaram fugir, Paulo os alertou de que somente os que tivessem no navio se salvariam, não pelo navio em si, mas porque Deus era com Paulo dentro daquele barco.

Após muitos dias, agitados de um lado para o outro, encontraram uma ilha. O barco se perdeu completamente, como Paulo havia predito (v.22), mas todos se salvaram, cumprindo assim a Palavra de Deus (v.44).

Naquela tempestade não havia esperança (humana) de salvamento, mas havia uma Palavra d'Aquele ao qual os ventos e o mar obedecem (Marcos 4:41). Não importa o tamanho da tempestade, não importam as dificuldades durante a tempestade e até mesmo se o barco e tudo ao redor vai se perder, se Deus é com você como foi com Paulo, sua vida não se perderá. Se Ele te prometeu a vitória, Ele é fiel para cumprir!   


Quem foi o profeta Jonas


Jonas é descrito na Bíblia como o profeta filho de Amitai. O seu ministério foi desenvolvido durante o reinado de Jeroboão II em Israel e de Uzias em Judá. O profeta Jonas é muito conhecido pelo evento ocorrido com ele de ter sido engolido vivo por um grande peixe. Apesar de muitos dizerem que esse animal tenha sido uma baleia, não há evidências bíblicas para afirmar isso.

O fato é que esse evento inusitado ocorreu após Deus ter mandado Jonas ir até Nínive (capital da Assíria) pregar o juízo de Deus contra ela e ele ter agido contrariamente indo para Társis.

Devido a essa desobediência, Jonas é tragado por um animal marinho e ali, no ventre dele, ele reflete sobre o que fez, arrepende-se e por ordem de Deus, o animal vomita Jonas de sua boca, deixando-o em terra.

Quanto então Jonas vai a Nínive e prega o juízo de Deus contra ela, os habitantes da cidade arrependem-se e Deus então lhes perdoa, não executando mais naquele momento o juízo contra a cidade. Isso causa uma grande revolta em Jonas, que queria ver os ninivitas destruídos, afinal eles eram desde muito tempo inimigos do povo de Israel.

O livro de Jonas nos traz diversas reflexões, mas talvez a maior delas seja acerca do plano de salvação de Deus para a humanidade. Já naquele tempo, Deus demonstrava que ele era o Deus das nações, não apenas de Israel. Os israelitas não aceitavam tão bem essa ideia, pois tinham os gentios como povos impuros.

Apesar do livro levar o nome de Jonas, o foco não é ele, como muitos buscam colocar. A salvação de vidas é e sempre será o propósito maior, ler Jonas nos faz entender isso muito bem. 


quinta-feira, 11 de abril de 2024

Há um propósito na tua aflição!


Texto de referência: Isaías 38:17


Para tudo na vida existe um propósito. A Bíblia diz que há tempo para todo propósito debaixo do céu (Eclesiastes 3:1) e que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8:28). Muitas vezes passamos por tantas aflições que não entendemos o motivo de tanto sofrimento.

O texto de referência de hoje nos fala sobre Ezequias, um rei que enfrentou muitas batalhas durante o seu reinado e que também enfrentou uma terrível doença, na qual foi desenganado de sua vida.

Mas Ezequias resolveu em seu coração clamar ao Senhor. Em Isaías 38:14 ele diz que seus olhos se cansavam de tanto olhar para cima. Aquele homem orou incessantemente ao Senhor, mas não via resposta. Até que o profeta Isaías veio lhe visitar e ao invés de lhe dar uma palavra de vitória, disse ao rei que ele morreria. 

Pode ser que Ezequias tenha pensado de que lhe serviu clamar tanto ao Senhor, mas ele perseverou. Ao invés de murmurar, voltou o seu rosto para a parede, humilhou-se diante do Senhor, chorou e clamou mais uma vez. E o Senhor o ouviu. Ordenou a Isaías que voltasse e lhe dissesse que sua saúde seria restaurada. Existem provações que exigem de nós mais perseverança do que de costume.

Mas ao final de tudo isso, quando Ezequias foi curado, ele entendeu que havia um propósito em tudo aquilo. Seu amargo sofrimento não foi em vão, mas foi para que ele tivesse grande paz. Muitas vezes o Senhor permite que enfrentemos situações que parecem impossíveis, nas quais somos até mesmo desenganados pelas circunstâncias humanas, mas Deus quer nos mostrar que há um propósito em tudo isso.

Só aprendemos a descansar verdadeiramente em Deus quando enfrentamos uma situação que é maior do que as nossas forças humanas. Quando estamos impossibilitados de agir por nossa própria conta é que resolvemos abrir todo o espaço para Deus e então Ele começa a agir.

Enquanto temos um mínimo de controle sobre a situação, a nossa tendência é não descansar completamente em Deus porque ainda queremos fazer mais algo pela situação. Quando isso não é mais possível, nesse momento, aprendemos a entregar a um Deus que tudo pode.

Ezequias entendeu que o propósito de tudo aquilo foi que ele obtivesse paz. E nós? Será que temos buscado um propósito em meio aos problemas ou temos nos preocupado apenas em reclamar deles? Entrega ao Senhor, descansa no Senhor e espera Nele!

domingo, 31 de dezembro de 2023

Fazendo morrer a carne para que o espírito seja vivificado

Texto de referência: 2 Coríntios 4:10-18


A dicotomia entre corpo e espírito é algo presente em diversas partes da Bíblia. Nesta parte das Escrituras, encontramos o apóstolo Paulo abordando sobre os desafios presentes em se fazer morrer aquilo que é carnal. Segundo ele, o verdadeiro apóstolo leva em seu corpo o morrer de Jesus, esperando ver a vida Dele manifesta neste corpo mortificado.

Existe aqui então uma comparação entre a morte e a vida, entre corpo e espírito, entre as coisas desta vida e as da eternidade. Quando o nosso corpo morre para Jesus, a vida Dele se manifesta em nós. 

Esse morrer externo faz com que o nosso exterior se desvaneça, entretanto, faz com que o nosso interior se fortaleça e se renove diariamente, afinal, o foco do apóstolo não estava no que se via, o qual possui caráter temporal, mas no que não se via, pois este último era eterno.

O que percebemos aqui é que, quando fazemos morrer o nosso corpo, na verdade estamos nos enchendo de vida. Todavia, deixar a carne de lado não é fácil, afinal, somos frequentemente tentados a satisfazê-la, deixando de lado o espírito.

Deveria ser o contrário, afinal, as coisas dessa vida são temporais, enquanto as coisas eternas são o que de fato vão prevalecer. Deus espera de cada ser humano esse entendimento, de que quando abrimos mão da carne, abrimos espaço para Deus trabalhar em nosso interior. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Quem foi o profeta Joel?


Não se sabe a origem do profeta Joel, apenas que ele era filho de Petuel. Também não se sabe o período no qual ele estabeleceu o seu ministério, alguns datam do período pré exílico outros dizem que pode ter sido após, o livro não esclarece e nem dá indícios certos do período em que foi escrito.

Os escritos de Joel são muito preciosos e podemos dividi-los em três partes.

Na primeira parte, o profeta denuncia os pecados do povo, dizendo que o juízo de Deus estava vindo através de uma praga de gafanhotos que roubaria todo o mantimento da nação. Como não há registros dessa praga de gafanhotos no território israelita, alguns estudiosos pensam que esses gafanhotos seriam uma linguagem figurada para alguma praga enviada. Além dos gafanhotos, Joel anuncia como castigo ao povo o Dia do Senhor, um tempo de destruição, onde exércitos inimigos invadiram a terra.

E por esses motivos, Joel chama o povo ao arrependimento, mas não apenas de lábios ou através de sacrifícios de animais, mas de coração. Ele chama a nação a promulgar um jejum e a chorar pelos seus pecados, como sinal de uma contrição sincera. Ele exalta a misericórdia do Senhor que é grande e que cobriria os pecados da nação.

Por fim, na terceira parte há uma mensagem de esperança, de um Deus que perdoa e restaura o Seu povo. Essa restauração é selada através da promessa de um derramar poderoso do Espírito Santo, sobre todos aqueles que crerem.

Esse é o livro de Joel, um profeta que anunciou a palavra de Deus com ousadia e sinceridade. Mesmo sabendo tão pouco sobre ele, o legado deixado por Joel é impressionante.


terça-feira, 21 de novembro de 2023

A ação do Espírito Santo

A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Gênesis 1:2


O Espírito Santo é tão presente na Trindade que a primeira menção que se faz d'Ele é no segundo versículo da Bíblia, já na criação do universo.

Ele já agia desde o Antigo Testamento, todavia, de forma específica e externa. Podemos confirmar isso quando lemos o livro de Juízes e percebemos como o Espírito Santo tomava aqueles juízes para libertarem a nação israelita. No novo testamento é diferente. O Espírito Santo desceu após a ascensão de Jesus e agora Ele habita em nós. Assim podemos desfrutar da sua companhia diária, tanto através de manifestações internas, quanto externas.

A presença do Espírito Santo é um divisor de águas na nossa caminhada espiritual. Quem éramos sem Ele é totalmente diferente de quem somos com Ele. Percebemos a nossa vida sendo transformada conforme o Espírito trabalha em nós.

Nesse contexto, não deveríamos fazer nada em nossas vidas sem a presença do Espírito Santo. Devemos convidá-Lo a estar conosco em todos os momentos do nosso dia, mesmo aqueles mais simples.

Concluímos então que ele sempre existiu, apenas a sua manifestação nos dias da nova aliança é diferente da forma como se manifestava na antiga aliança.

Mas e quanto a ter essa presença maravilhosa conosco? Como ser cheios do Espírito Santo? Somos cada vez mais cheios do Espírito Santo quando abrimos mão do pecado. Cada vez que nos abrimos mais a obedecer ao Senhor, a ação do Espírito Santo cresce em nós. E cada vez que Ele cresce em nós, abandonamos mais o pecado. É um ciclo, não vicioso, mas virtuoso.