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domingo, 31 de dezembro de 2023

Fazendo morrer a carne para que o espírito seja vivificado

Texto de referência: 2 Coríntios 4:10-18


A dicotomia entre corpo e espírito é algo presente em diversas partes da Bíblia. Nesta parte das Escrituras, encontramos o apóstolo Paulo abordando sobre os desafios presentes em se fazer morrer aquilo que é carnal. Segundo ele, o verdadeiro apóstolo leva em seu corpo o morrer de Jesus, esperando ver a vida Dele manifesta neste corpo mortificado.

Existe aqui então uma comparação entre a morte e a vida, entre corpo e espírito, entre as coisas desta vida e as da eternidade. Quando o nosso corpo morre para Jesus, a vida Dele se manifesta em nós. 

Esse morrer externo faz com que o nosso exterior se desvaneça, entretanto, faz com que o nosso interior se fortaleça e se renove diariamente, afinal, o foco do apóstolo não estava no que se via, o qual possui caráter temporal, mas no que não se via, pois este último era eterno.

O que percebemos aqui é que, quando fazemos morrer o nosso corpo, na verdade estamos nos enchendo de vida. Todavia, deixar a carne de lado não é fácil, afinal, somos frequentemente tentados a satisfazê-la, deixando de lado o espírito.

Deveria ser o contrário, afinal, as coisas dessa vida são temporais, enquanto as coisas eternas são o que de fato vão prevalecer. Deus espera de cada ser humano esse entendimento, de que quando abrimos mão da carne, abrimos espaço para Deus trabalhar em nosso interior. 

segunda-feira, 4 de julho de 2022

O selo do Espírito

Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa. Efésios 1:13


A carta de Paulo aos Efésios em seu segundo capítulo nos afirma que após ouvirmos o Evangelho e crermos em Deus fomos selados com o Espírito Santo. A figura do selo é muito conhecida por nós no âmbito das cartas. Um selo serve para confirmar que aquela correspondência já foi paga pela pessoa que a enviou. Em síntese, o selo serve como confirmação que o objeto enviado já está pago.

Após sabermos disso, faz mais sentido o fato de estarmos selados no Espírito. Quando recebemos Jesus em nossas vidas, recebemos também o Espírito Santo, e Ele é a confirmação de que em Jesus a nossa dívida do pecado já está paga.

O Espírito é a marca do cristão que recebeu o Senhor em sua vida e agora não deve mais nada ao diabo. Fomos selados pelo Espírito Santo e cabe a nós zelarmos para não perdermos a fé nesta promessa. A dívida já está paga, o sacrifício já está feito e agora podemos desfrutar da liberdade em Cristo e de tudo de bom que a presença do Espírito em nós pode nos dar.


segunda-feira, 25 de abril de 2022

Os três assuntos que amedrontaram Félix

 "Dissertando ele acerca da justiça, do domínio próprio e do Juízo vindouro, ficou Félix amedrontado e disse: Por agora, podes retirar-te, e, quando eu tiver vagar, chamar-te-ei;" Atos 24:25


Paulo foi um grande homem de Deus. Muito eloquente, discursou diante de muitas pessoas, inclusive grandes autoridades. Em um de seus discursos, ele falou perante Félix, governador da Judéia. Durante algum tempo, ele o ouviu de bom grado, mas quando Paulo dissertou acerca da justiça, do domínio próprio e do juízo, ele ficou amedrontado e não quis ouvi-lo mais.

Como ocorreu com Félix, muitas coisas acerca das verdades de Deus têm nos amedrontado, e eu gostaria de abordar sobre elas e o porquê elas nos amedrontam.

A justiça de Deus: certamente de um governante esperamos atos justos, mas eles nem sempre agem assim. Muitas vezes, tendo a oportunidade de agirem com justiça, preferem os caminhos da facilidade, do oportunismo ou dos favoritismos, e ao invés de agirem justamente, atuam de forma contrária. Mas Deus não age assim. A todos ele trata com a justiça a que merecem, seja pelo bem ou pelo mal que praticam. Esse fato pode ter causado temor em Félix.

Domínio próprio: essa qualidade é intrínseca ao caráter cristão, e nos é concedida pela presença do Espírito Santo em nós. Ter domínio próprio significa ter autocontrole e não nos deixar ser dominados pela nossa própria carne. Infelizmente, o domínio próprio também é algo que assusta muitos cristãos, afinal, abrir mão de si mesmo não é um assunto tão pertinente aos dias atuais, que nos ensinam tanto sobre o "eu" em primeiro lugar. 

Juízo vindouro: esse último é o assunto que mais assusta as pessoas, principalmente os não cristãos. Quando se fala em juízo vindouro, estamos falando sobre Deus julgar todas as pessoas pelos seus atos, bons ou maus, praticados nesta Terra. Certamente se a nossa vida não está reta diante de Deus e dos homens, saber que seremos julgados nos trará temor, e foi o que aconteceu com Félix.

Na verdade, Félix aqui foi apenas um personagem para indicar o quanto temos nos atemorizado diante de assuntos dos quais deveríamos nos alegrar, e não temer. A palavra de Deus a nós deve nos trazer paz, e não medo.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

As contribuições do sofrimento para o crescimento do Reino de Deus

  Texto-base: Filipenses 1:12-14


Apesar de ter sido um grande servo de Deus, o apóstolo Paulo não viveu isento de grandes lutas. Em suas cartas, ele relata quantas dificuldades enfrentou, desde açoites, naufrágios, calúnias, até prisões. Paulo foi preso por duas vezes, em uma ele foi solto e na segunda vez acabou sendo morto.

Mas Paulo tinha a convicção de quem ele era para Deus e de quem Deus era para ele. Em uma dessas prisões, Paulo relata aos filipenses que, a sua prisão estava contribuindo para o progresso do Evangelho, de forma que, enquanto ele estava preso, ele continuava pregando a Palavra, e os demais cristãos, ao invés de estarem desanimados por vê-lo preso, estavam falando com mais ousadia a Palavra de Deus.

Paulo era um homem como nós. Talvez sua mente fosse muitas vezes tomada pelos questionamentos do porquê ele estava ali, preso e em sofrimento, mas em Deus, ele pôde perceber que até mesmo o seu sofrimento estava contribuindo para a expansão do Evangelho. Mais à frente, ele recomenda aos irmãos que não ficassem em nada intimidados pelos adversários. A prisão já não intimidava Paulo, pois ele sabia que havia um propósito em tudo aquilo. Ainda, Paulo tinha a certeza de que em Cristo ele era livre. A liberdade de Paulo não se limitava ao aspecto físico, o seu corpo estava preso, todavia sua alma era livre.

Da mesma forma, Deus quer em nós essa concepção. Ele quer nos fazer enxergar que as dificuldades enfrentadas não podem nos derrubar ou enfraquecer o ministério para o qual fomos chamados, mas elas podem ser instrumentos nas mãos de Deus até mesmo para que a Sua palavra cresça, tanto dentro de nós quanto na vida dos outros.

Paulo não se intimidou pelos adversários, pelo contrário, enxergou o seu sofrimento como um fator pelo qual Deus estava trabalhando em favor do Reino. Como temos enxergado as nossas aflições? Apenas como setas inflamadas de satanás para nos derrubar? Ou como elementos nas mãos de Deus para expandir a Sua palavra? Quantos homens de fé surgiram através de aflições. Homens que fizeram a diferença para o Reino de Deus. Que possamos enxergar o agir de Deus em meio à dor, certos de que os nossos sofrimentos trarão resultados para a obra Dele. Por fim nos lembraremos deles não como pedras de tropeço, mas como pontes pelas quais Deus nos levará a um novo patamar, de graça e intimidade.


domingo, 14 de fevereiro de 2021

Quatro passos para alcançarmos a vida eterna

 Texto-base: Filipenses 3:10-11


De todos os nossos anseios enquanto cristãos, um deles é latente: queremos ser achados em Cristo, isto é, queremos que as pessoas que convivam conosco encontrem Cristo em nós. Mas também ansiamos por outra coisa: alcançar a vida eterna, através da ressurreição. Nessa vida queremos Cristo, e após essa vida o desejamos mais ainda.

Entretanto, alcançar a vida eterna é um grande desafio, afinal, vivemos em um mundo que jaz no maligno. Buscar as coisas de Deus é andar na contramão do mundo. Negar a nós mesmos para viver em Cristo é uma contracultura, pois a cultura do mundo é satisfazer a nós mesmos, e tudo o que mais ouvimos é que o importante é ser feliz. Mas o apóstolo Paulo nos dá quatro revelações importantes sobre como buscar obter a vida eterna.

Conhecer a Jesus: conhecemos a Cristo quando mergulhamos em Sua Palavra. Aprofundar na palavra de Deus não se resume a lê-la, mas buscar as revelações espirituais que ela nos traz e obedecer ao que ela diz.

Conhecer o poder da Sua ressurreição: a ressurreição de Jesus nos trouxe muitas vitórias, mas a principal delas foi a supremacia de Jesus sobre a morte. A morte não é mais o fim do cristão, ela é apenas uma passagem para uma nova vida.

Reconhecer a comunhão dos Seus sofrimentos: apesar de ser filho de Deus, Cristo sofreu nessa terra. Ele foi humilhado, rejeitado e traído. Comungar com Seus sofrimentos é saber que nessa terra também enfrentamos sofrimentos, como Cristo enfrentou. Entretanto, isso não deve nos desanimar, pois apesar de Cristo ter sofrido, não recordamos Dele como alguém que sofreu, mas que, a despeito de todo sofrimento, ensinou o amor e venceu.

Conformar-nos com Ele na Sua morte: conformar com Cristo na Sua morte é morrermos com Ele, isto é, ter em nós o mesmo sentimento de Cristo ao padecer na cruz, um sentimento de obediência completa ao Pai. Assim como Cristo se esvaziou de Si mesmo, nós também devemos nos esvaziar do nosso próprio "eu" para vivermos a completa vontade de Deus em nós.

Sabemos que a salvação vem pela graça, isto é, não existem obras que possamos fazer para merecermos ela, mas apesar de ser pela graça, só a obtém quem crê nessa graça, obtida através do sacrifício de Jesus. O destino da nossa caminhada cristã é o céu. Alcançar a vida eterna é um longo processo, mas podemos ter a certeza que se buscarmos de coração a Deus, obteremos êxito em nossa busca.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

O poder do Evangelho não reside em sabedoria humana

 Texto-base: 1 Coríntios 2


O apóstolo Paulo foi um grande pregador da Palavra. Antes de sua conversão ele era um fariseu, instruído pelo mestre Gamaliel. Dessa forma, provavelmente Paulo era muito eloquente e sabia utilizar bem as palavras. 

O apóstolo Pedro também foi um grande pregador. Apenas dois dos seus discursos relatados na Bíblia foram suficientes para converter cinco mil pessoas. Todavia, Pedro era um homem de pouquíssima instrução escolar e sem habilidades intelectuais (Atos 4:13). 

Como explicar a intrepidez para pregar desses dois homens tão diferentes em termos de instrução? O apóstolo Paulo explica isso em 1 Coríntios 2. Ele relata aos cristãos que quando estava entre eles, não falava com uma linguagem culta ou intelectualizada, mas decidiu agir como se não soubesse de nada, para que eles fossem ensinados pelo Evangelho da cruz, não por ele. Ainda, o Evangelho por ele pregado não consistia em palavras, mas no poder do Espírito.

Quando Pedro foi preso após fazer um dos seus discursos, os religiosos perguntaram com qual poder ou em nome de quem eles faziam isso. Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes respondeu que ele fazia isso em nome de Jesus. O propósito da pregação era Jesus, e o poder para pregarem lhes era dado pelo Espírito.

Paulo nos fala que existem mistérios das revelações de Deus, e eles apenas nos são revelados pelo Espírito, o qual penetra até mesmo as profundezas de Deus.

Tudo isso nos faz enxergar que não há revelação da Palavra se não for pelo Espírito. Mas não apenas para quem prega. Paulo termina esse capítulo dizendo que as coisas espirituais apenas se discernem espiritualmente. Se para falar temos que ter o Espírito, para entender também.

Muitos pregadores estão tentando convencer as pessoas utilizando as suas palavras, muito lindas por sinal, mas que não surtem efeito porque não são reveladas pelo Espírito, mas pela sua sabedoria humana.

Ao pregarmos, temos que nos esvaziar dos nossos conhecimentos seculares, deixando que prevaleça o saber de Deus em nós. E temos que entender que se não houver o poder do Espírito as nossas palavras serão meras palavras.