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segunda-feira, 25 de abril de 2022

Os três assuntos que amedrontaram Félix

 "Dissertando ele acerca da justiça, do domínio próprio e do Juízo vindouro, ficou Félix amedrontado e disse: Por agora, podes retirar-te, e, quando eu tiver vagar, chamar-te-ei;" Atos 24:25


Paulo foi um grande homem de Deus. Muito eloquente, discursou diante de muitas pessoas, inclusive grandes autoridades. Em um de seus discursos, ele falou perante Félix, governador da Judéia. Durante algum tempo, ele o ouviu de bom grado, mas quando Paulo dissertou acerca da justiça, do domínio próprio e do juízo, ele ficou amedrontado e não quis ouvi-lo mais.

Como ocorreu com Félix, muitas coisas acerca das verdades de Deus têm nos amedrontado, e eu gostaria de abordar sobre elas e o porquê elas nos amedrontam.

A justiça de Deus: certamente de um governante esperamos atos justos, mas eles nem sempre agem assim. Muitas vezes, tendo a oportunidade de agirem com justiça, preferem os caminhos da facilidade, do oportunismo ou dos favoritismos, e ao invés de agirem justamente, atuam de forma contrária. Mas Deus não age assim. A todos ele trata com a justiça a que merecem, seja pelo bem ou pelo mal que praticam. Esse fato pode ter causado temor em Félix.

Domínio próprio: essa qualidade é intrínseca ao caráter cristão, e nos é concedida pela presença do Espírito Santo em nós. Ter domínio próprio significa ter autocontrole e não nos deixar ser dominados pela nossa própria carne. Infelizmente, o domínio próprio também é algo que assusta muitos cristãos, afinal, abrir mão de si mesmo não é um assunto tão pertinente aos dias atuais, que nos ensinam tanto sobre o "eu" em primeiro lugar. 

Juízo vindouro: esse último é o assunto que mais assusta as pessoas, principalmente os não cristãos. Quando se fala em juízo vindouro, estamos falando sobre Deus julgar todas as pessoas pelos seus atos, bons ou maus, praticados nesta Terra. Certamente se a nossa vida não está reta diante de Deus e dos homens, saber que seremos julgados nos trará temor, e foi o que aconteceu com Félix.

Na verdade, Félix aqui foi apenas um personagem para indicar o quanto temos nos atemorizado diante de assuntos dos quais deveríamos nos alegrar, e não temer. A palavra de Deus a nós deve nos trazer paz, e não medo.


quinta-feira, 21 de abril de 2022

A verdadeira expressão da adoração

 Texto de referência: Atos 16:23-26


Muito se tem questionado dentro do cristianismo sobre o que é a adoração. Apesar dessa palavra estar muito relacionada a louvores e músicas cristãs, apenas isso não a representa. Muitos personagens na Bíblia nos ensinam sobre o que é adoração, mas hoje eu gostaria de abordar acerca de dois homens, Paulo e Silas.

Em certa viagem missionária que eles faziam, eles acabaram presos por terem expulsado um espírito de adivinhação de uma jovem. Mas não apenas presos, eles foram também açoitados e covardemente amarrados a um tronco. Paulo e Silas tinham muitos motivos para ficarem tristes, desanimados e até murmurarem, mas ao invés disso, à meia-noite, na prisão, eles cantavam louvores e oravam a Deus.

Será que, se estivéssemos no lugar deles, teríamos motivação para orar ou louvar em meio a essas circunstâncias? Qual o louvor poderia ser entoado em meio àquela dor? Paulo e Silas não se calaram. Na verdade, eles não louvaram ou oraram porque estavam felizes com o que estavam passando, mas porque o coração deles estava totalmente entregue ao Senhor e um coração entregue a Deus O louvará em todo tempo, mediante qualquer situação.

Essa é a verdadeira expressão da adoração, darmos a Deus tudo de nós, mesmo que ainda não tenhamos recebido tudo o que queremos d'Ele. Mas naquele momento, a adoração encheu aquele lugar de tal forma que as cadeias que prendiam Paulo e Silas foram quebradas. Eles só saíram da prisão física no outro dia, mas isso não importa, pois a alma deles nunca esteve presa.