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sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Reconciliação e justificação


A vinda de Cristo nessa terra sem dúvida foi um presente para todos nós. Aprendemos muito com Jesus, o Deus que se encarnou para nos ensinar a viver melhor. Mas a principal missão de Jesus aqui foi a de morrer por nós na cruz do Calvário.

Essa morte nos trouxe duas dádivas, de graça, que são a reconciliação e a justificação.

A justificação é um termo judicial que vem do grego e significa "declarar justo". Isso significa que a nossa justificação indica que perante Deus fomos considerados perdoados pelos nossos pecados. Através de Jesus, Deus abonou as nossas culpas e rasgou a cédula de dívida que tínhamos com Ele. Mas isso não foi de graça, o preço foi a própria vida de Cristo. Ele carregou sobre si os nossos pecados e por isso fomos justificados.

A segunda dádiva é a reconciliação. Quando o homem pecou no jardim do Éden, isso trouxe uma separação entre Deus e o homem. Deus estava muito perto do homem, todos os dias eles se encontravam na viração do dia, mas a partir do pecado, com a expulsão do homem do Éden, o jardim de Deus, o pecado gerou separação entre Deus e o homem.

Era preciso então reconciliar. E a ponte para essa reconciliação foi Jesus. Quando Ele deu a sua vida naquela cruz em favor de todos nós, o véu que causava separação foi rasgado e fomos reconciliados com Deus.

Como filhos de Deus, podemos desfrutar de todas essas bênçãos, a justificação e a reconciliação.


sexta-feira, 17 de março de 2023

É tudo de (e pela) graça

"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie." Efésios 2:8‭-‬9


Nada do que fazemos pode impressionar a Deus. Essa é uma frase difícil de ser assimilada por nós, pois vivemos em uma cultura onde somos ensinados a impressionar as pessoas em diversas áreas para obtermos as coisas. Com Deus, entretanto, é diferente. Por ser perfeito em tudo, nada é maravilhoso demais para Ele.

Mas para que precisamos saber disso? Porque sempre estamos tentando impressionar a Deus com nossas atitudes ou obras, achando erroneamente que tais coisas nos trarão o amor d'Ele ou a própria salvação.

Todavia, podemos questionar: se as nossas boas obras ou atitudes não nos salvam ou fazem com que Ele nos ame mais, o que nos trará isso? A resposta está na graça. A salvação existe pela graça e tudo o que Deus nos dá também.  A graça é um favor de Deus a nós, é algo nos dado gratuitamente, sem que Deus requeira de nós nada em troca.

Surge também outra questão: se as nossas boas obras ou atitudes não nos salvam ou fazem com que Ele nos ame mais, para que fazermos elas? Não impressionamos a Deus com o que fazemos, mas estamos debaixo da lei da semeadura, que diz que aquilo que o homem semear, ele colherá. Quando praticamos o bem, colheremos o bem, quando fazemos o mal, colheremos o mal. Além disso, fomos criados por Deus para boas, dessa forma, quando praticamos o mal, estamos em desacordo com o que Deus planejou para nós.

Entretanto, podemos estar certos de que, fazendo o bem ou o mal, o amor d'Ele por nós permanece o mesmo e a salvação que Ele nos dá não está condicionada às nossas atitudes. Se assim fosse, perderíamos facilmente ela, pois todos os dias pecamos.

Essa graça nos constrange, mas também nos conforta, pois sabemos que, apesar dos nossos erros, se nos arrependemos, existe um Deus cheio de amor de braços abertos a nos receber. Se o amor de Deus estivesse condicionado às nossas atitudes, Ele faria conosco o que fazemos às vezes com outras pessoas, nos lembraria dos nossos erros. Mas Deus não faz isso, quando nos arrependemos, Ele simplesmente vem e nos recebe com o mesmo amor de antes. Lembra do filho pródigo (Lucas 15:11-32)?

Diante de tudo isso, podemos nos deleitar na presença do Senhor e não mais viver cheios de ego próprio ou culpa. Mas certos de que devemos praticar o bem para colhermos o bem, mas descansar na graça para confiarmos na salvação que Jesus já nos deu e no amor com o qual diariamente somos presenteados.


sábado, 16 de outubro de 2021

O banquete da graça

 Texto de referência: Isaías 55


O capítulo 55 de Isaías começa chamando todos os sedentos a beberem águas e todos os que têm fome, mas não têm dinheiro, comprar de graça alimentos. O texto ainda repreende aqueles que gastam o seu dinheiro e esforços em coisas que não satisfazem.

O próximo convite é ouvir ao Senhor, se alimentar do que é bom e então se satisfazer com coisas deleitosas. Há ainda o convite a buscar ao Senhor enquanto há tempo e se arrepender dos maus caminhos, porque n'Ele há perdão.

Esses poucos versículos nos fazem um convite a um banquete que não é pago, mas de graça e aberto a todos que quiserem e têm sede. Também não depende do nosso esforço. Esse banquete é o banquete da graça.

A graça de Deus está presente na salvação que o Senhor nos concede, apesar de não merecermos. Não podemos comprá-la, pois todo o dinheiro do mundo não seria suficiente. Não depende do nosso esforço porque ainda que trabalhássemos arduamente não conseguiríamos obtê-la. É por isso que ela se chama graça.

Acerca dessa graça, o apóstolo Paulo nos diz que ela nos alcança através da fé, não por meio de obras, para que ninguém venha a se gloriar (Efésios 2:8-9). Assim, entendemos que não há nada que possamos fazer para obtê-la, senão crer.

O Senhor já nos deu o convite ao banquete da graça. Ele já nos convidou a irmos até Ele e vivermos a vida abundante que Ele tem para nós. O que nos falta é aceitarmos participar desse banquete e receber o maior presente que poderíamos: a salvação.

sábado, 20 de março de 2021

Vendidos sem valor, comprados sem dinheiro

 Texto-base: Isaías 52:3

"Porque assim diz o Senhor: Por nada fostes vendidos; e sem dinheiro sereis resgatados."


O capítulo 52 de Isaías é direcionado ao povo que estava exilado na Babilônia. Eles estavam vivendo como cativos, mas sempre recebiam do Senhor palavras de consolo e de uma libertação que estava por vir. A ordem do Senhor era para que aquele povo parasse de se lamentar e se levantasse diante daquela situação.

Como libertador deles, o Senhor os relembra que eles foram vendidos a troco de nada, mas que seriam resgatados sem dinheiro.

Percebemos que há uma divergência quando Deus diz que o povo foi vendido por nada, uma vez que para haver um processo de venda, é necessário que haja dinheiro (ou algum objeto de troca) na transação.

No mesmo sentido, o Senhor lhes diz que eles seriam resgatados sem dinheiro. Todavia, na situação de escravos que eram, para serem libertos, o dinheiro era essencial.

Na verdade, o que Deus queria mostrar àquele povo era que quando eles foram vendidos, eles não tinham valor nenhum aos olhos das demais nações. Mas ao serem resgatados, isso não seria feito pelos seus próprios recursos, mas pelo poder de Deus.

Entretanto, essa mensagem dita aos exilados de Judá também se aplica a nós. A libertação daquele povo prefigura a nossa libertação, obtida por meio do sacrifício de Jesus na cruz. Éramos escravos do pecado, vivendo sem nenhum valor. Vivíamos no mundo das trevas, sem esperança no amanhã. Mas o sacrifício de Jesus na cruz mudou essa situação. Fomos resgatados do império das trevas e transportados para o reino do Filho do seu amor, onde tivemos a redenção e a remissão dos nossos pecados (Colossenses 1:13-14). Tudo isso foi feito através da morte de Jesus por nós. Não foi através de dinheiro ou estratégias humanas. Fomos salvos pela Sua graça. Em sua carta, Pedro nos lembra que não fomos resgatados por prata ou ouro, mas pelo precioso sangue de Jesus, como um cordeiro sem defeito e sem mácula (1 Pedro 1:18-19).

Como aquele povo foi resgatado, o Senhor nos lembra hoje como também nós fomos. Foi sem dinheiro, sem força humana. Foi por amor. Alguém em algum lugar disse que foi pela graça, mas não foi de graça. Foi com sacrifício. Cada gota de sangue derramada, demonstrou o quanto Ele nos ama. Que esse amor de Jesus por nós possa ser a nossa esperança hoje e amanhã, enquanto vivermos na Terra, pois ao fecharmos os nossos olhos, não precisaremos mais esperar, já estaremos com Ele na glória.