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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Moldados no tempo da humilhação

 Porque o Senhor Deus me ajudou, pelo que não me senti envergonhado; por isso, fiz o meu rosto como um seixo e sei que não serei envergonhado. Isaías 50:7


O capítulo 50 de Isaías é um dos diversos textos que falam sobre o Servo do Senhor. Nesse capítulo, especificamente, o Servo do Senhor é humilhado, mas no final há o reconhecimento de que Deus estava com ele. Em geral, os estudiosos têm aplicado essas referências do Servo do Senhor à pessoa de Jesus, mas algumas passagens também podem ser aplicadas a nós.

Neste texto, eu gostaria de chamar a atenção sobre a forma como o Servo do Senhor relata a humilhação pela qual passou. Ele relata que mesmo sendo humilhado, não revidou, pelo contrário, fez o seu rosto como um seixo. Mas ele só conseguiu isso porque foi ajudado por Deus. Ele não se sentiu envergonhado diante de tudo o que passou, pois ele sabia qual era a finalidade de tudo o que estava enfrentando.

Para prosseguir, vamos entender o que é um seixo. Um seixo são pequenos fragmentos de rochas que ficam nos rios, e pelo efeito da água constante sobre elas, acabam ficando com formato liso e arredondado. Nos dias atuais, os seixos são muito usados para decoração.

A partir dessa explicação, podemos compreender porque o Servo do Senhor fez o seu rosto como um seixo. Enquanto ele estava sendo humilhado, ele estava tomando uma forma diferente, que lhe daria uma nova posição. Se formos falar sobre o Servo do Senhor como Jesus, a humilhação pela qual Ele enfrentou na cruz, lhe deu após a Sua ressurreição uma posição de honra, e um Nome que está sobre todo nome. A sua posição de glória lhe foi dada após a Sua obediência ao Pai.

Da mesma forma, muitas vezes somos moldados pela humilhação. É nos momentos em que somos humilhados que nos aproximamos mais de Deus e nos tornamos pessoas mais sensíveis, com mais empatia e solidariedade àqueles que sofrem. A humilhação não pode nos transformar em pessoas amargas, mas em pessoas melhores. Assim como o seixo, que através da ação da água, deixa de ser uma pedra comum para se tornar uma pedra de formato diferente, apreciada por todos, nós também podemos, através do agir do Espírito em nós, permitir sermos moldados pelos momentos de dor e humilhação, para que no futuro possamos glorificar a Deus através do nosso testemunho de vida.

quarta-feira, 17 de março de 2021

A Babilônia é terra do ensino, e o Egito a terra da rebeldia

 Texto-base: Jeremias 42:11-16


Por causa dos seus pecados recorrentes de desobediência, idolatria e irreverência, o povo de Judá é levado ao exílio da Babilônia. Ali, é profetizado que eles permaneceriam naquela terra por setenta anos. Apesar de estarem exilados, fora da sua terra, o Senhor lhes promete ser propício, fazendo com que obtivessem misericórdia do rei babilônico.

Todavia, mesmo debaixo de promessas, o povo não dá crédito aos profetas e prefere rebelar-se, indo ao Egito para tentar fugir do exílio. Mas o Senhor lhes adverte que se fossem ao Egito, a espada da Babilônia da qual queriam fugir, iria lhes alcançar ali. Eles não seriam abençoados no Egito, pois estavam em desobediência às ordens do Senhor. E foi o que aconteceu. O Egito acabou sendo dominado pela Babilônia, e aqueles que achavam que estariam seguros ali, acabaram mortos.

O povo não entendia que, mesmo estando na Babilônia seriam abençoados, pois aquele era o lugar que Deus tinha no momento para eles.

Em um sentido espiritual, Babilônia não significa apenas a terra do castigo, mas também a terra do ensino, onde somos moldados por Deus. Muitas vezes, precisamos estar fora do lar, longe do conforto, para aprender a estar mais perto de Deus.

Mesmo assim, muitos não entendem o processo de ensino do Senhor e se rebelam. O Egito é a terra da rebeldia. Precisamos entender que o processo de cura pode ser doloroso, mas é necessário. Rebelar-se contra o discipulado de Deus através do sofrimento, é tentar chegar a um destino utilizando falsos atalhos. Ao final, você não chegará ao destino e ainda correrá o risco de se acidentar no meio do percurso.

Não adianta tentarmos pular etapas, pois isso nos é prejudicial. É preferível passar pela Babilônia e ao final viver na presença de Deus do que ir para o Egito e morrer ali, como aconteceu com os judeus.

O processo de ensino de Deus em nossas vidas muitas vezes usa situações de desconforto com o intuito de nos fazer alcançar lugares maiores.