quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Santidade para contemplar as maravilhas de Deus


 Texto-base: Josué 3:5

"Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós."


O povo de Israel durante toda a sua passagem pelo deserto esperava apenas por um só dia, aquele quando eles entrariam na terra prometida. E agora esse dia estava cada vez mais próximo. Quando eles chegam próximo a Jericó eles se deparam com um obstáculo: o rio Jordão. Mas Deus já havia aberto o mar alguns anos atrás para eles passarem, será que não usaria o Seu poder para também abrir um rio?

Deus então ordena a Josué, líder do povo, que eles se santificassem, pois no próximo dia, Deus faria maravilhas entre eles. É interessante a ordem de Deus para o povo se santificar, pois Ele poderia dizer: "Tenham fé porque amanhã Eu farei maravilhas no meio de vós", mas Ele ordena ao povo outra coisa: que se santifiquem.

Em Hebreus 12:14 diz que sem santidade ninguém verá o Senhor. Deus não habita com o pecado, portanto, não podemos achar que veremos o Seu agir se a nossa vida estiver tomada pelo pecado.

Mas outro fato interessante é que Deus diz que amanhã faria maravilhas no meio do povo. Era preciso dar àquele povo o tempo necessário para a santificação. Ele não começaria a agir naquele mesmo dia, primeiro eles deveriam se santificar e então veriam o agir de Deus.

Estamos querendo ver milagres vivendo o cristianismo de qualquer forma. Deus não compactua com o pecado. Ele é Santo, a Sua natureza é de santidade, ele é adorado pela Sua santidade e diz que à Sua casa convém a santidade.

Deus se agrada de um viver santo, pois a santidade é o que nos diferencia do mundo e nos confirma como Seu povo. Os israelitas tiveram que se santificar para enxergarem as maravilhas de Deus. Da mesma forma, se quisermos contemplar as promessas de Deus em nossa vida, não precisamos apenas ter fé, também devemos viver a santidade. "Sereis santos, porque Eu sou santo" (Levíticos 11:45).



quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Crer com o coração e confessar com os lábios

 Texto-base: Romanos 10:9

"Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo;"


Como cristãos a salvação deve ser o nosso maior alvo. O versículo acima nos demonstra como podemos estar salvos. Não que precisamos fazer alguma coisa para ser salvos, pois ela vem pela graça, mas algumas atitudes demonstrarão que alcançamos a salvação.

A primeira atitude é confessar com a nossa boca que Jesus é o nosso senhor. Isso não significa apenas ir a frente da igreja quando o pastor faz um apelo, mas com o nosso testemunho demonstrar ao mundo que Jesus é o dono das nossas vidas e que andamos sob a direção Dele.

A segunda atitude é crer em nosso coração que Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos. Em provérbios 4:23 diz que se há algo que devemos guardar, deve ser o nosso coração, pois é dele que procedem as fontes da vida. Dentro do coração está aquilo em que acreditamos. Crer de coração que Deus ressuscitou a Jesus não é apenas acreditar na história narrada pela Bíblia, mas é crer no significado da ressurreição de Jesus.

O que representa a ressurreição de Jesus para a humanidade? A ressurreição de Jesus representa a salvação. O poder de Jesus sobre a morte revelou a soberania de Deus sobre aquilo que as pessoas consideravam ser o fim de tudo (Romanos 8:9). O fim não está na morte, há uma eternidade após ela, e para os que crêem de coração em Jesus, a morte representa apenas o início de uma nova vida.

Ainda, sabemos que o pecado gera a morte. Quando Jesus venceu o pecado, Ele destronou também o poder do pecado sobre nós (Romanos 8:10).

Isso significa que aquele que crê de coração na ressurreição de Jesus vive conforme essa crença: de que há uma vida eterna após essa terra e que não estamos sob o domínio do pecado.

O principal impasse é que existem muitos que confessam a Jesus com a boca, mas o coração está longe Dele. Assim eram os religiosos da época de Jesus. Quem os via externamente, acreditava que eles eram exímios servos de Deus, mas por dentro, eles alimentavam todo tipo de sentimento pecaminoso. Dentro das nossas igrejas vemos muitos confessando a Jesus, mas quando não estão cercados de pessoas, destilam maldade.

Outras pessoas confessam Jesus no coração, entendem o significado da Sua ressurreição, mas tem vergonha ou medo de proclamar isso com os seus lábios. E assim vivem escondidos na fé, amando mais a glória do mundo do que a glória de Deus.

Não existe parcialidade. Temos que crer no coração e confessar com a nossa boca. Só assim obteremos a graça que nos levará à salvação em Cristo, o principal motivo da nossa esperança nessa vida.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

A luta da carne contra o espírito

 Texto-base: Romanos 7:14-25 e 8:1-3


O apóstolo Paulo, um homem que viveu para Deus e para o ministério também enfrentou muitas dificuldades em sua vida. No capítulo sete de Romanos ele apresenta a sua luta para vencer um inimigo: o pecado. Ele tinha consciência de que pela sua natureza humana, o seu corpo era escravo do pecado. 

Ele alega não compreender o seu modo de agir, pois o que ele queria fazer, não fazia, mas as práticas que ele odiava, essas ele praticava. Em seu interior, havia vontade de praticar a Palavra, mas em seu corpo havia um desejo contrário, de praticar o pecado. E assim havia uma guerra do corpo contra o espírito, dos seus membros contra a sua mente.

Por todas essas batalhas, o apóstolo Paulo se considera um desventurado (miserável em outras traduções), por se achar escravo do pecado em seu corpo.

Essa luta enfrentada pelo apóstolo Paulo é a mesma vivida por todo cristão. Nós os que nascemos em Cristo sabemos o que é o pecado, e no fundo não queremos praticá-lo, mas ainda cedemos a muitas tentações. Por exemplo, ficar irados, aborrecidos por qualquer coisa é uma estupidez, sabemos disso e queremos ser sempre brandos, mansos, mas quando somos afrontados muitas vezes ainda revidamos. Esse é apenas um exemplo de muitas outras situações que enfrentamos em que a carne luta contra o espírito.

E assim se forma uma batalha dentro de nós, entre o espírito que anseia a santidade, e a carne que deseja resolver tudo do nosso jeito. Mas temos uma esperança: estamos justificados em Cristo. O Seu sacrifício na cruz nos libertou da escravidão do pecado. Se a nossa carne é escrava do pecado, o nosso espírito é livre para Deus, e para aqueles que estão em Cristo já não há condenação. Mas esse fato não nos isenta de sermos tentados.

Se o próprio Jesus foi tentado, não podemos escapar dessa dificuldade. A nossa luta contra o pecado só se findará quando sairmos desse corpo de corrupção e sermos revestidos do corpo de glória, o qual nos será dado na ressurreição dos mortos. Mas até que isso se cumpra, podemos ter a certeza que mesmo lutando diariamente contra o pecado, não somos escravos dele, mas somos livres em Cristo. 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Os nossos membros como instrumentos da justiça de Deus

 Texto-base: Romanos 6:13

"nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como redivivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça."



O nosso corpo é santuário do Espírito Santo (1Cor. 6:19). A Bíblia apresenta muitas passagens que falam sobre usarmos o nosso corpo para a glória de Deus. No texto que meditamos em Romanos, o apóstolo Paulo nos alerta sobre duas maneiras que podemos usar o nosso corpo: para o pecado, como instrumento de iniquidade ou para Deus, como instrumento de justiça. Sem dúvida a segunda opção é a vontade de Deus para nós. Selecionamos algumas passagens que ligam os nossos membros às atitudes que eles devem ter para glorificar a Deus.

Mãos: as nossas mãos devem ser instrumentos de adoração a Deus. O levantar das nossas mãos indica nosso louvor a Ele (Salmos 134:2). Ainda, a imposição das mãos pode trazer cura, derramar do Espírito e indicar autoridade do alto (Lucas 4:40; Atos 8:17; Atos 6:6). As nossas mãos podem ser grandes ferramentas nas mãos do Senhor, tanto para louvá-lo quanto para ministrar a bênção na vida do nosso próximo.

Pés: um dos itens da armadura de Deus é calçar os nossos pés com o Evangelho da paz (Efésios 6:15). Os nossos pés têm que caminhar para evangelizar, levar a Palavra de Deus às pessoas. Os nossos pés representam o caminho que temos andado, e por isso eles devem andar no caminho da retidão (Salmos 26:12).

Olhos: os nossos olhos representam o nosso foco. Onde eles estiverem é para onde estamos direcionados. Os nossos olhos não devem estar focados na injustiça ou na soberba, mas devem procurar os fiéis para que andemos com eles (Salmos 101:3;5;6). Os nossos olhos são a lâmpada do nosso corpo, se eles são bons, todo o nosso corpo será luminoso (Mateus 6:22-23). Isso representa a visão que temos das coisas. Se a nossa visão é positiva diante das situações, certamente as dificuldades não nos farão temer. Se todavia temos olhado para os problemas com uma visão amedrontada, nos enxergando pequenos diante deles, certamente eles nos dominarão.

Boca: os nossos lábios servem para adorar a Deus (Salmos 34:1) e para falar palavras que edificam (Efésios 4:29). Quando usamos a nossa língua para caluniar, mentir, falar mal do próximo, murmurar (Salmos 34:12-13; Levíticos 19:16; Filipenses 2:14), estamos deixando de ser instrumentos nas mãos de Deus para sermos usados pelo diabo.

Quando andávamos no pecado, usávamos os nossos membros para servi-lo. Agora que conhecemos a Deus, devemos deixar que os nossos membros sejam instrumentos Dele para a prática da justiça. Assim, estaremos glorificando a Deus com o nosso espírito e também com o nosso corpo.



Abigail: a mulher prudente e apaziguadora

 Texto-base: 1 Samuel 25


Abigail é descrita na Bíblia como esposa de Nabal, um homem rico, mas duro de coração. Considerado louco e maligno no trato com as pessoas, ninguém conseguia conversar brandamente com ele. Os pastores de Nabal pastoreavam próximo ao local onde estavam Davi e os seiscentos homens que andavam com ele. Durante todo o tempo que os pastores de Nabal trabalhavam perto dos homens de Davi, estes os ajudavam a guardar o rebanho.

Certo dia, Davi envia homens seus a Nabal para lhe pedir alguma contribuição pelo bem feito a ele. Nessa época, Davi ainda não era rei, mas vivia fugindo de Saul e provavelmente enfrentava situações financeiras difíceis.

Em vez de Nabal lhe conceder alguma ajuda, ele esnoba os homens de Davi, que voltam a ele sem nada nas mãos e pior, humilhados. Agindo impulsivamente, Davi vai com quatrocentos homens até a casa de Nabal para exterminar todos os homens daquela família. Quando os funcionários de Nabal ficam sabendo disso, vão até Abigail para contar a ela sobre a situação, e esta parte ao encontro de Davi para conversar com ele, levando consigo diversos alimentos.

Abigail apazigua Davi, lembrando-lhe que ele era um escolhido de Deus para reinar sobre Israel. Dessa forma, não seria adequado derramar sangue com as próprias mãos, pois quem defende os escolhidos de Deus, é o próprio Deus.

Quando Davi ouve Abigail, ele cai em si e percebe a atitude inconsequente que ele estava prestes a fazer. Se arrepende e volta com os seus homens, levando os alimentos dados por Abigail.

Nessa história Abigail representa um pouco daquilo que Deus quer de nós como mulheres. Nascemos para apaziguar. A nossa prudência, dada por Deus, deve fazer com que sejamos instrumentos de resolução de conflitos. Entretanto, muitas vezes nos comportamos de modo contrário a isso, sendo geradoras de conflitos. Ainda, fomos criados para sermos auxiliadoras dos nossos cônjuges, como Abigail, que impediu que a sua casa fosse destruída por causa da imprudência do seu marido. As nossas atitudes devem colocar a nossa casa de pé e não contribuir para que ela seja destruída.

A história de Abigail não termina aqui. A sua prudência a fez entrar para a realeza, pois com a morte de Nabal, ocorrida logo após a sua discussão com Davi, este a tomou como sua esposa. Alguns anos mais tarde, Davi se torna o rei de Israel e aquela mulher até então desconhecida, passa a ser integrante da família real. A nossa prudência nos fará crescer, os frutos podem não vir imediatamente, mas os veremos com o transcorrer do tempo. Abigail é um exemplo do que Deus quer que sejamos: prudentes, sábias e apaziguadoras.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Abraão, o pai da fé

Texto-base: Romanos 4:16-21


Abraão foi um homem a qual todos conhecemos. Diversas são as denominações a qual ele foi chamado na Bíblia. Desde amigo de Deus, pai das nações, pai da fé. Somos filhos de Abraão porque através dele vieram os judeus, herdeiros legítimos da salvação em Cristo, a qual herdamos também por adoção. Ele é pai da fé porque a salvação vem pela graça mediante a fé, e ele creu nela, mesmo antes do sacrifício de Cristo.

Em sua carta aos Romanos, Paulo dedica um capítulo inteiro para falar sobre a fé deste homem em Deus, na Sua salvação e no seu poder.

Abraão não tinha filhos quando Deus lhe prometeu que ele seria pai de multidões incontáveis como as estrelas do céu. Ele sabia das dificuldades físicas existentes, com o seu corpo já enfraquecido pela idade e o sistema reprodutor de Sara impossibilitado. Não obstante tudo isso, ele creu que Deus é poderoso para chamar à existência coisas que não existem. Ele esperou contra a esperança, isto é, ele creu apesar das circunstâncias desfavoráveis que ele via. Através da fé, ele se fortaleceu e assim glorificou a Deus.

A fé tem que ser para nós um instrumento de força, temos que olhar para as promessas de Deus e enxergar nelas a motivação que necessitamos para caminhar. Muitas vezes ao olharmos para as promessas, estamos desanimando, porque em vez de olharmos para as promessas e para Deus, preferimos olhar as circunstâncias ao redor.

Abraão estava plenamente convicto (essa é a expressão utilizada pelas Escrituras) que Deus era poderoso para cumprir o que prometera. Essa convicção plena é que deve reinar em nosso coração, de que se Deus fez uma promessa a nós, Ele irá cumprir. O nascimento de Isaque foi a resposta de Deus para Abraão. O cumprimento de Suas promessas será a resposta de Deus à nossa fé.


Os frutos gerados a partir das tribulações

Texto-base: Romanos 5:2-5


O mundo jaz no maligno (1 João 5:19b), mas por meio do sacrifício de Jesus fomos justificados pela fé, e a partir de então temos a esperança da ressurreição, o que nos alegra. Mas o apóstolo Paulo diz que não apenas devemos nos gloriar no porvir, mas podemos nos alegrar no presente, mesmo que estejamos enfrentando tribulações. Quando ele diz que nos gloriamos nas próprias tribulações, não significa que devemos agradecer pelos problemas que enfrentamos, mas nos alegrar pelos frutos que essas tribulações geram em nós. Ele cita três frutos gerados a partir das tribulações, elencados a seguir.

O primeiro fruto é a perseverança. Perseverar é continuar, é permanecer firme. As promessas de Deus, ditas em meio às dificuldades, nos forçam a permanecer crendo que Deus virá ao nosso encontro. Aprendemos a perseverar quando temos motivos ao nosso redor que nos impulsionam a desistir, mas não o fazemos. E essa atitude não se dá por teimosia, mas por fé Naquele que cuida de nós e nos fez promessas.

A perseverança produz experiência. À medida que enfrentamos as dificuldades vamos amadurecendo. Erros cometidos anteriormente já não o são, e a cada vez que perseveramos e não desistimos, ficamos mais amadurecidos na fé.

O terceiro fruto é a esperança, produzida através da experiência. Amadurecemos quando não tememos mais diante de qualquer problema. A esperança gera em nós uma certeza de que tempestades não duram para sempre e que Deus vem ao encontro daqueles que confiam Nele.

Paulo conclui dizendo que a esperança não traz confusão, pois temos em nosso coração o amor de Deus, derramado através do Espírito Santo. A certeza que Deus nos ama dissipa todo o medo e toda confusão.

Temos muitos motivos para nos alegrarmos, mesmo vivenciando as mais duras provações. Com Deus ao nosso lado, elas não são motivos para nossa destruição, mas instrumentos que nos levam a crescer.