quinta-feira, 12 de novembro de 2020

O milagre das bodas de Caná: obedecer para receber o melhor

 Texto-base: João 2:1-11


Jesus e seus discípulos foram convidados para um casamento na cidade de Caná da Galiléia. Pela proximidade de Maria com as pessoas da festa, é possível que algum dos noivos fosse parente deles ou amigos bem íntimos.

No decorrer da festa o vinho acaba. Essa bebida era essencial para a continuidade da comemoração. Maria então preocupada com o fato vai até Jesus para lhe pedir para fazer algo pelos noivos. Jesus já havia iniciado seu ministério mas ainda não era conhecido em Caná pois ali ainda não tinha feito milagres.

Jesus então ordena aos servidores da festa para encher de água seis grandes jarros. Após estarem cheios, eles deveriam levá-los ao mestre-sala para serem provados. Sem dúvida, essa foi uma ordem estranha para eles, mas sob a ordem de Maria de que deveriam obedecer em tudo a Jesus eles o fazem.

No meio daquele processo, ao levarem os jarros ao mestre-sala, a água é transformada em vinho. Não qualquer vinho, mas o melhor vinho que já haviam servido naquela festa, segundo a opinião do mestre-sala.

A obediência daqueles servidores a Jesus foi essencial ao cumprimento daquele milagre. Sem questionar a ordem um tanto estranha, aqueles homens fizeram conforme Jesus lhes dissera e o milagre foi realizado. Na verdade, eles não estavam fazendo por fé, pois eles ainda não conheciam quem era Jesus, eles o fizeram em obediência à ordem dada por Maria de que eram para fazer tudo o que Ele mandasse.

Por vezes necessitamos obedecer a Jesus mesmo sem compreender o propósito daquela atitude, apenas crendo que se Ele nos mandou fazer algo é porque aquilo nos resultará em bênção. Acontece que a nossa mente questionadora ou a opinião das pessoas muitas vezes nos impedem de obedecermos e acabamos perdendo nossas bênçãos. 

Obedecer a Deus é sinal de que entendemos a nossa posição de filhos e de servos. Obedecemos os nossos pais por sabermos que eles têm autoridade sobre nós e por acreditar que eles querem o nosso bem. Obedecemos nossos patrões pois eles exercem liderança sobre nós e como funcionários é nosso dever nos colocarmos sob suas ordens. Como Senhor sobre nós e como nosso Pai, Deus espera de nós obediência às suas ordens, não importam quais sejam elas.

O milagre das bodas de Caná nos revela que Deus pode fazer tudo. Aos olhos humanos a água jamais poderia ser transformada em vinho. Ao realizar esse feito Jesus nos mostra que não há limites ao Seu agir e não existe nada que Ele não possa transformar em sua essência. Assim como todas as propriedades químicas da água foram modificadas para que ela se transformasse em vinho, Deus transforma o mais íntimo do nosso ser, penetra no âmago da nossa alma a fim de sermos transformados.

Por fim, o novo vinho era o melhor já servido. Assim como o Senhor declara em Ageu 2:9 que a glória da segunda casa seria maior que a da primeira, aquilo que Jesus transforma passa a ser o melhor. Após sermos transformados por Jesus somos a melhor versão de nós mesmos que já existiu. Deus não faz nada imperfeito. Devemos crer que o que Ele faz é o melhor.

A obediência daqueles servos às ordens de Jesus fez surgir o melhor vinho da festa. A nossa obediência ao que Deus nos fala fará experimentarmos o melhor que Ele tem para nós.


segunda-feira, 9 de novembro de 2020

A história de Zaqueu

Texto-base: Lucas 19:1-10


Zaqueu era um homem publicano. Os publicanos eram cobradores dos impostos de Roma. Muitos deles cobravam mais que o devido e por isso essa classe não era bem aceita pelos judeus. Mas Zaqueu em algum dia ouviu falar de Jesus e seu coração foi impactado. A partir daquele dia ele queria ver se Jesus era mesmo aquele de quem ele ouviu falar. Zaqueu desejava conhecê-lo.

Eis que certo dia Jesus passava por Jericó, mas como sempre estava cercado por uma multidão. Como Zaqueu era de baixa estatura, não conseguia vê-lo. Mas Jesus já o havia visto, e sabia tudo o que se passava em seu coração, inclusive seu desejo em conhecê-lo.

Ele então teve a ideia de subir em uma figueira. Jesus, que já sabia que ele estava lá, chama Zaqueu e lhe diz que irá ficar naquele dia em sua casa, surpreendendo Zaqueu e os ouvintes, que o consideravam um pecador.

Naquele momento, Zaqueu percebe que Jesus era realmente alguém especial, pois o enxergou em cima da árvore e o aceitou, mesmo ele sendo tão pecador. Na verdade, o que Zaqueu que vivia uma vida moralmente incorreta fez era o que os fariseus da época e todos nós devemos fazer: reconhecer que somos pecadores, e que mesmo assim Jesus nos aceitou. O problema é que muitas pessoas têm se considerado tão justas, que começam a acreditar que a salvação se alcança pelas obras, e não pela graça. Era o que os fariseus da época acreditavam. Dessa forma, entendemos que os fariseus não foram extintos, apenas mudaram um pouco a forma de se apresentarem. Na verdade, se formos denominar os fariseus de hoje, os chamaríamos de religiosos.

Mas a mudança de Zaqueu não foi apenas interna, ela só começou em seu interior, mas se exteriorizou na atitude daquele homem em doar metade dos seus bens aos pobres e restituir quatro vezes mais a quem ele havia defraudado.

Interessante notar que no capítulo anterior Lucas relata a história de um jovem ao qual Jesus pediu para vender os seus bens, dar aos pobres e segui-lo e este se recusou. Agora, vemos um homem que sem Jesus pedir doa parte dos seus bens aos pobres para segui-lo.

Jesus então conclui dizendo que a salvação havia chegado àquela casa, afinal Zaqueu também era filho de Abraão. Dessa forma, Jesus refuta os fariseus que achavam que filhos de Abraão eram aqueles que seguiam fielmente os preceitos religiosos. Jesus os contrasta ao afirmar que filhos de Abraão são aqueles que se convertem verdadeiramente ao Evangelho de Cristo, que não se baseia na acusação, mas no perdão.


Estamos preparados?

Texto-base: Lucas 21:29-36


O texto de hoje nos alerta sobre a vinda de Jesus. Ele nos alerta de que assim como uma árvore brotando é o sinal de que o verão está próximo, da mesma forma haverá sinais que nos mostrarão que está próximo o fim dos tempos.

Nos versículos anteriores Jesus nos alerta sobre esses sinais: guerras, fomes, epidemias, terremotos, coisas espantosas no céu e perseguição aos fiéis (Lucas 21:10-12).

Mas Ele nos alerta de que quando tudo isso acontecer, ao invés de temermos, deveríamos erguer a nossa cabeça e nos alegrarmos, pela nossa redenção que se aproxima. A volta de Jesus não pode causar medo em nós, ela deve ser motivo de alegria por sabermos que nosso corpo será transformado no corpo de glória para o qual fomos criados.

Jesus nos alerta para que não nos deixemos levar pelo pecado e nem pelas preocupações deste mundo, para que a volta de Jesus, ao invés de ser motivo de júbilo, nos seja um laço. Jesus não estava dando essa mensagem aos incrédulos, mas aos seus discípulos.

Temos visto muitos que aceitaram a Jesus voltando atrás e vivendo uma vida de pecado, e muitos que estão se deixando levar pelas preocupações deste mundo. Coisas que até não constituem pecado em si, mas que se deixarmos elas dominarem o nosso tempo, elas irão nos distrair e nos tirar o foco da busca pelo Senhor. Nos distraindo com a moda, os afazeres domésticos, as redes sociais, ou inúmeras outras coisas seculares, temos deixado de nos preocupar com o Reino de Deus.

Ainda, Jesus finaliza dizendo que o nosso dever é vigiar (estar atentos) o tempo todo e orar para podermos escapar da destruição final e estarmos de pé quando Ele voltar glorioso para nos buscar. Temos que estar de pé na volta de Cristo, mas isso não será obtido sem esforço da nossa parte. É preciso uma vida de oração e vigilância, e é necessário abandonarmos toda forma de pecado e as distrações do mundo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

A parábola do filho pródigo: um contraste entre os dois filhos

 Texto-base: Lucas 15: 11-32

Essa parábola conta a história de dois filhos: um filho mais novo que recebeu a herança, foi embora da casa do pai e desperdiçou seus bens e um filho mais velho que ficou morando com o pai.

O filho mais novo após ter acabado com sua herança e muito sofrer pelos seus atos cai em si e percebe que ele não precisava estar naquela situação. Se ele estivesse ao lado do pai, tudo estaria diferente. Mas ele achava que não seria mais recebido como filho.

Ao voltar, ele não encontra um pai magoado, querendo castigá-lo ou lhe jogar na cara seus erros. Pelo contrário, aquele filho encontra um pai compadecido, que vai ao seu encontro, lhe abraça e lhe beija.

O filho pede perdão e pede para ser recebido como um de seus trabalhadores. O pai lhe perdoa e lhe devolve a sua posição de filho. Para selar essa posição, lhe dá roupas novas, sandália nos pés e anel nos dedos. Ainda, dá uma grande festa para comemorar.

Mas o filho mais velho chega e não fica feliz ao ver como o seu irmão foi recebido. Para ele, aquele tratamento com ele foi injusto. O pai, com mansidão, ressalta que tudo o que era seu, era também dele. Acontece que ele nunca havia desfrutado. 

Nessa história existem dois filhos, todavia ambos não desfrutavam dessa filiação: um pelos pecados visivelmente cometidos, o outro pelo pecado de se achar reto demais. Os dois receberam sua herança: um desperdiçou o que lhe foi dado, o outro a tinha mas não sabia desfrutar.

O filho que foi perdoado pôde compreender o milagre da graça. O filho que estava sempre ao lado do pai achava que não precisava dela.

Existem por aí muitos filhos que não estão desfrutando da paternidade de Deus. Por acharem que pela vida profana que levaram não são mais dignos de serem filhos ou por estarem vivendo a filiação no modo automático. Acostumados a estarem na casa do Pai, talvez achem que não necessitam mais da graça constante.

O filho mais velho representa aquele que está na casa do Pai, mas não desfruta de nada do que tem nela. É aquele que não percebe que somos filhos, herdeiros de sua herança, e que tudo o que é do Pai, é nosso. Isso não nos coloca em uma posição de presunção ou de superioridade frente aos que não são filhos, apenas nos dá a condição de vivermos uma vida digna. Há muito do que desfrutarmos como filhos, todavia, precisamos acreditar nisso.

Nem indivíduos culpados nem autossuficientes, precisamos nos reconhecer como filhos dependentes do Pai, mas que desfrutam com alegria dessa condição. Estar na casa Dele é o melhor lugar.

O perigo de sermos cristãos de fachada

 Texto-base: Mateus 21:18-20

Em sua passagem aqui nesta terra Jesus deixou muitos ensinamentos. Um deles foi acerca dos perigos da religiosidade, isto é, alguém utilizar-se de preceitos doutrinários para simular que serve a Deus.

Certa vez Jesus passava de caminho para Jerusalém e a beira do caminho estava uma figueira. Ao procurar frutos na árvore para comer, Jesus encontrou apenas folhas. Então deu uma ordem de que nunca mais nasceria frutos naquela árvore, que imediatamente se secou.

Poderíamos pensar que Jesus foi muito rigoroso com aquela planta, mas na verdade o que Jesus estava fazendo era uma demonstração do que pode acontecer na vida daqueles que servem a Deus apenas de fachada, isto é, sem sinceridade.

Aquela figueira era bela, todos que a viam poderiam achar que nela havia deliciosos figos, mas na verdade só havia folhas. Além disso, ela estava a beira do caminho. 

Da mesma forma, muitos cristãos têm vivido uma espiritualidade superficial, forçada, apenas para serem vistos pela sociedade. Pessoas que tem apenas folhas e nenhum fruto. Indivíduos que vivem a beira do caminho, sem querer desfrutar de um relacionamento íntimo com Deus. Frequentam uma denominação aos domingos, mas se são chamados para fazer a obra, por menor que seja a ação, se recusam.

Jesus nos diz que pelo fruto conheceremos a árvore. Não há como servirmos a Deus se não damos bons frutos ao reino. Uma árvore que tem apenas folhas não subsistirá. O Senhor nos criou para darmos frutos.

Assim como a figueira secou, aqueles que são árvores sem frutos, plantados a beira do caminho, não permanecerão no pomar de Deus. É tempo de avaliarmos nossas atitudes frente ao reino de Deus, e se temos negligenciado nosso chamado, voltarmos aos pés do Senhor. Ainda dá tempo e Ele terá alegria em nos receber.


Prepare-se contra o ataque do mal

 Texto-base: II Crônicas 32:1-5 

Existem dois tipos de ação contra o mal: ação preventiva e ação corretiva. Ação preventiva se dá quando antes do mal insurgir já nos protegemos e ele não nos ataca. É o que a Bíblia chama de “vigiar” (Mateus 26:41). Já a ação corretiva ocorre quando o mal já chegou e aí temos que lutar contra ele. Todavia, muitas vezes não tomamos medidas preventivas e somos surpreendidos por adversidades. Mas, se o mal é detectado logo em seu início, podemos nos preparar para guerrearmos contra ele.

Quando Ezequias, rei de Judá ficou sabendo que Senaqueribe, rei da Assíria viria pelejar contra Israel, tomou uma atitude sábia, tapou todas as fontes de águas, pois pensou: “Por que viriam os reis da Assíria, e achariam tantas águas?”. Ele também se animou e restaurou muros que estavam quebrados, fez armas e escudos em abundância. 

Percebe-se que Ezequias estava se preparando para uma guerra que ele sabia que estava começando. Ezequias detectou o mal no início e já preparou suas estratégias contra ele.

Muitas situações em nossa vida poderiam ser diferentes se percebêssemos uma dificuldade se insurgindo e tivéssemos maturidade suficiente para elaborar nossas estratégias para combatê-la.

O problema é que muitas vezes não percebemos (ou negligenciamos) um problema em seu começo e não buscamos a solução para ele. Isso se aplica no nosso relacionamento conjugal, com os filhos, no trabalho, nas finanças, no ministério, em nosso relacionamento íntimo com Deus.

Se o mal se levanta contra nós, temos que orar, nos preparar, restaurar os muros, fazer armas e escudos, e não deixar o mal ganhar mais espaço. O importante é nos prepararmos contra o mal assim que ele for detectado e não deixar ele tomar as rédeas da situação.

A presença do Senhor

 Texto base: 1Samuel 4:1-3 “E veio a palavra de Samuel a todo o Israel; e Israel saiu à peleja contra os filisteus e acampou-se junto a Ebenézer; e os filisteus se acamparam junto a Afeque.

E os filisteus se dispuseram em ordem de batalha, para sair contra Israel; e, estendendo-se a peleja, Israel foi ferido diante dos filisteus, porque feriram na batalha, no campo, uns quatro mil homens. E voltando o povo ao arraial, disseram os anciãos de Israel: Por que nos feriu o Senhor hoje diante dos filisteus? Tragamos de Siló a arca da aliança do Senhor, e venha no meio de nós, para que nos livre da mão de nossos inimigos.”

A história de hoje se passa nos tempos de Samuel. O povo enfrentava um momento de rebeldia contra os mandamentos do Senhor, corrupção no sacerdócio e práticas de idolatria. Em uma batalha com um inimigo recorrente - os filisteus, Israel é vencido e cerca de quatro mil homens morrem. Procurando um motivo para aquela derrota e uma forma de alcançar vitória, eles atribuem o desastre ocorrido pela falta da arca do Senhor durante a batalha. Para eles, se a arca estivesse com eles, então alcançariam vitória.

Aquele povo estava tão obstinado, que a expressão que eles usaram foi: “...para que venha (a arca) no meio de nós e nos livre das mãos de nossos inimigos”. Para eles, a simples presença daquela arca era suficiente para serem salvos dos seus inimigos.

Na verdade, a arca da aliança era um objeto sagrado, extremamente importante para o povo, criado desde a época de Moisés. Foi instituída por Deus para estar no tabernáculo e era o símbolo da presença de Deus na vida daquele povo, todavia eles estavam confundindo sua missão, pensando que para terem a presença de Deus era preciso apenas ter a presença da arca.

Se a presença de Deus estivesse com eles, então a arca representaria essa presença, mas sem a presença de Deus ao lado daquele povo, aquela arca representaria apenas um objeto. Na verdade, o povo estava fazendo da arca uma espécie de amuleto de sorte. Não muito diferente dos dias de hoje, quando as pessoas pensam que apenas algumas práticas irão representar toda a presença de Deus, como por exemplo, ir a igreja aos domingos, ler a Bíblia esporadicamente, dizer publicamente que é cristão. E então, apegados a essa falsa ideia, não entendem porque não recebem as bênçãos de Deus se “são pessoas de Deus”.

Se formos analisar o que a Bíblia nos diz, nós temos autoridade para vencer os nossos inimigos quando obedecemos a Deus, isto é, a Sua Palavra (Salmos 81:13-14). Ter pequenas atitudes cristãs podem nos ajudar em nossa caminhada, mas a presença de Deus só estará constantemente conosco se tivermos uma vida pautada inteiramente nos caminhos de Deus. Aí sim, venceremos os nossos adversários.

Essa afirmativa pode ser comprovada quando os israelitas, apesar de terem trazido a arca da Aliança para a batalha contra os filisteus, como relata o restante do capítulo 4, foram vencidos, com grande derrota. Os quatro mil que morreram na primeira batalha foi um número pequeno, frente aos trinta mil mortos na segunda, já com a arca da Aliança com eles.

A presença de Deus é sagrada e não pode ser comprada e nem barganhada com atitudes esporádicas. Pelo contrário, ela é fruto de um relacionamento constante e verdadeiro com Deus.