segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Mais sábios do que os adversários, mais entendidos do que os mestres, mais prudentes do que os idosos

Texto-base: Salmos 119:98-100


Todos sabemos da importância da Palavra de Deus e a transformação que ela causa em nós quando cremos nela. Ela é luz para os nossos caminhos e a força que precisamos para sermos vivificados. A Palavra de Deus é tão completa que no Salmos 119:96, o salmista diz que os mandamentos de Deus estão além dos limites da perfeição.

A Palavra nos orienta diante de diversas situações. Três delas são abordadas nos versículos lidos acima. A primeira direção é que a Palavra de Deus nos faz mais sábios do que nossos adversários, porque ela está sempre conosco, ao contrário deles, que não a tem consigo. Sabemos que os nossos adversários não são pessoas, mas as potestades das trevas. Quando temos a Palavra sempre conosco, não somos surpreendidos pelos ataques do mal, sejam eles físicos, emocionais ou espirituais, pois para cada ataque maligno há sempre uma palavra de Deus para nos defender.

Na segunda direção, entendemos que ao meditarmos na Palavra, podemos compreender mais do que os mestres, isto é, as pessoas intelectuais do nosso tempo. Todo conhecimento vem de Deus, até mesmo os conhecimentos seculares da Física, Química, Linguagens, etc. Na Palavra de Deus encontramos a direção para qualquer situação, mesmo aquelas referentes aos problemas terrenos.

E a terceira direção é que quando guardamos a Palavra, nos tornamos mais prudentes do que os idosos, isto é, a Palavra nos dá uma maturidade superior àquela que é adquirida apenas com os anos vividos. Essa maturidade nos capacita a não tomarmos decisões imprudentes.

A Palavra de Deus é completa. Por ela podemos sempre vencer. Mas para que possamos receber todos os benefícios que a Palavra nos dá, devemos sempre meditar nela. Ela deve estar sempre em nossa mente e devemos praticá-la com prazer.

sábado, 2 de janeiro de 2021

As controvérsias de Deus

 Texto-base:1 Coríntios 1:27-29; 2 Coríntios 6:9-10


Andar com Deus é viver na contramão do mundo. Quando verdadeiramente decidimos viver para Deus, estamos escolhendo o caminho da controvérsia. O apóstolo Paulo em suas cartas aos Coríntios explica um pouco de tudo isso. Em um dos trechos, ele diz que Deus escolhe as coisas loucas e fracas do mundo para envergonhar as coisas sábias e fortes. Para os ideais humanos, o proveitoso é ser sábio e forte.

E por que Deus escolheria um caminho oposto ao que estamos acostumados? Para que ninguém se glorie em vão na presença Dele. Quando Deus nos leva a um caminho oposto e controverso, a Sua intenção é nos manifestar a Sua glória, é nos mostrar que o controle de tudo é Dele, e não nosso.

Em outro trecho de suas cartas, Paulo nos fala sobre contradições vividas por ele e pelos seus irmãos de fé durante a caminhada cristã. Após relatar algumas das diversas tribulações enfrentadas por eles, ele diz que houve situações em que, para os homens eles estavam morrendo, mas na verdade estavam vivendo. Eram entristecidos, mas estavam sempre alegres; eram pobres, mas enriqueciam a muitos; não tinham nada, mas possuíam tudo.

Essas palavras nos confirmam o que Paulo queria dizer ao afirmar que Deus escolhe as coisas loucas para confundir as sábias. Os caminhos que Deus traça para nós muitas vezes parecem controversos perante o mundo, mas é a estratégia que Ele usa para nos revelar o Seu controle sobre a situação. As circunstâncias ao redor não nos amedrontam, não nos entristecem, não nos comandam, pois quando estamos sob o agir de Deus, Ele transforma tudo o que é maldição em bênção.

Humanamente falando, ninguém pode morrer vivendo, ou ficar alegre sendo entristecido, ou enriquecer sendo pobre. Mas quando estamos em Deus, tudo isso é possível, porque o que é importante aos olhos humanos, não faz diferença aos olhos de Deus. Mesmo que o exterior esteja corrompido, o nosso interior é diariamente transformado.

Ele é poderoso para nos fazer vitoriosos mesmo diante das piores circunstâncias, porque aquilo que é derrota para o homem do mundo, pode se transformar na maior vitória do homem com Deus.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

O fluxo da pregação da Palavra

Texto-base: Romanos 10:14‭-‬15 "Como pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?"


A fé vem pela pregação, e a pregação pela Palavra de Cristo, isso é o que Paulo nos exorta em Romanos 10:17. Precisamos da fé para, através da graça, sermos salvos. Só conseguimos nos manter no Caminho se tivermos fé, pois as revelações de Deus não se seguem por vista, mas por fé.

Todavia só teremos fé se a Palavra nos for pregada por alguém. O versículo acima nos traz um fluxo gerado através da pregação da Palavra de Deus. 

O apóstolo Paulo nos diz que todo aquele que invoca ao Senhor é salvo, mas o sentido de invocar não é apenas dizer o Seu nome, mas segui-Lo. 

Entretanto, só podemos seguir ao Senhor se crermos Nele, do contrário estamos fazendo algo sem propósito. Deus quer que O sigamos tendo a plena certeza de quem Ele é. 

Mas como as pessoas poderão crer em Deus sem conhecê-Lo? Ninguém acredita em alguém que não conhece. Para crermos em Deus precisamos conhecê-Lo, quer seja pelas obras em favor do Seu povo ou em nosso favor.

E como ouvirão falar de Deus se não há pessoas que O anunciem? Precisamos de pregadores, anunciadores das Boas-Novas, pessoas que proclamem a salvação trazida por Jesus. Um eunuco etíope que vinha de Jerusalém lendo o livro de Isaías, ao ser questionado pelo apóstolo Filipe se ele entendia o que lia, respondeu que não entendia, porque não havia quem explicasse a ele aquelas palavras. Pregar a Palavra não se resume a ler a Bíblia para as pessoas, mas falar com autoridade. E essa autoridade não nos pode ser dada, senão pelo Espírito Santo. E é esse o último aspecto do fluxo da pregação da Palavra.

Para pregarmos, temos que ser enviados, isto é, ser comissionados e estarmos preparados. Muitos têm escandalizado o Evangelho porque enfrentam uma missão sem serem enviados, isto é, sem receberem a unção do Espírito. A obra é de Deus, e não nossa, e o maior inimigo, o diabo, tenta a todo momento enfraquecê-la, pois sabe que ela não pode ser destruída. Pregar a Palavra é uma missão de todos nós que somos discípulos de Jesus. Quando Ele subiu aos céus, nos incumbiu dessa missão. Mas só conseguimos avançar em pregar o Evangelho se recebermos a autoridade do Espírito Santo. Sem ela, nosso esforço será em vão.

Existe um fluxo da Palavra. Somos enviados, pregamos, as pessoas ouvem, depois crêem, então invocam ao Senhor e recebem a salvação. Que possamos ser instrumentos nas mãos de Deus para contribuirmos para que o Evangelho seja pregado a todos os povos e para que as pessoas recebam salvação.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Pouco nos é necessário

 Texto base: Lucas 10:38-42


Vivemos em uma sociedade onde a correria tem nos dominado. O trabalho, os filhos, as tarefas domésticas, tudo tem tomado nosso tempo. São muitos afazeres e as horas do nosso dia se vão rapidamente. Mas essa correria não é apenas nos nossos dias. 

O texto de hoje conta a história de uma mulher que nos tempos de Jesus também vivia dessa forma. O nome dela é Marta, uma mulher hospitaleira, que teve a honra de hospedar em sua casa o Filho de Deus. Ela queria dar-lhe o melhor, para isso, se agitava de um lado para o outro com muitos afazeres.

Marta se incomodou quando viu que sua irmã Maria, ao invés de ajudá-la a fazer as tarefas da casa para acolher melhor a Jesus, estava sentada somente ouvindo-Lhe. Então foi reclamar com Jesus. 

O Mestre sabia das boas intenções de Marta, mas precisava ensinar-lhe o que era certo. Com muito amor mostrou-lhe que Maria estava correta. Não adiantava agitar-se e preocupar-se com muitas coisas, pois pouco era necessário.

Marta agradaria mais a Jesus se estivesse como Maria, aprendendo mais Dele. Jesus não precisava de uma casa perfeitamente limpa, linda ou luxuosa. Também não precisava de grandes banquetes. Ao contrário, precisava de pessoas dispostas a ouvi-lo, obedecê-lo e propagar a sua mensagem a outros.

Qualquer semelhança dessa palavra aos nossos dias não é mera coincidência. Também hoje Jesus não precisa de grandes coisas, mas apenas que o nosso coração seja somente Dele. Às vezes é preciso parar tudo o que estamos fazendo para escutá-lo. É preciso largar tudo e segui-lo (Lucas 5:11). Pouco nos é necessário, mas esse pouco é suficiente para nos revelar vida plena e abundante no Senhor.

Os discípulos de Emaús

 Texto-base: Lucas 24:13-35


A história de hoje traz o relato de dois discípulos que após a morte de Jesus andavam até uma aldeia próxima a Jerusalém denominada Emaús. Estes dois discípulos não estavam entre os doze apóstolos, mas eram considerados discípulos de Jesus. 

Enquanto iam para Emaús, Jesus começou a caminhar ao lado deles, mas eles não O reconheceram, pois seus olhos estavam impedidos. Muitas vezes estamos andando ao lado de Jesus, mas não conseguimos enxergá-Lo.

Qual era o impedimento dos olhos daqueles discípulos? Os fatos, as circunstâncias. Após a morte de Jesus eles não mais acreditavam que Ele era o Messias, agora O viam apenas como um profeta que, apesar de ser um homem de Deus, morreu como qualquer outro. Como ocorreu com aqueles dois indivíduos, muitas vezes as circunstâncias diminuem Deus e o Seu poder diante dos nossos olhos. 

Jesus lhes falou sobre o Evangelho, o coração daqueles homens ardeu, todavia eles ainda não O haviam reconhecido. Mas as coisas começaram a mudar após eles pedirem a Jesus para entrar em casa com eles. Quando Jesus entrou, eles se assentaram à mesa, e no momento do partir do pão os olhos deles se abriram e eles O reconheceram.

Aqueles homens só reconheceram a Jesus quando buscaram intimidade com Ele, chamando-O para entrar em sua casa e convidando-O para estar com eles à mesa.

Não adianta somente andar com Jesus, é preciso convidá-lo a entrar em nossas vidas de verdade.

Quando eles reconheceram a Jesus, ele desapareceu fisicamente da presença deles, mas ali permaneceu em seus corações. Aqueles homens estavam a partir dali entendendo o verdadeiro Evangelho, o propósito da vinda de Jesus ao mundo.

Talvez aqueles homens estivessem indo a Emaús para se refugiarem e se esconderem dos perseguidores daqueles que criam em Jesus, mas a partir daquele momento voltaram aos seus postos como discípulos, voltaram a Jerusalém onde era o verdadeiro lugar deles, voltaram para sua missão.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Com qual tipo de material temos construído a nossa vida?

 Texto-base: 1 Coríntios 3:10-17


O fundamento ou o alicerce de uma construção é aquilo que a segura de pé. Uma fundação mal construída dará condições para que a casa futuramente desabe. Paulo utiliza essa ilustração para comparar a nossa vida cristã. Após recebermos Cristo em nossas vidas, Ele se torna o nosso fundamento, a nossa base, e a partir dela iremos construir a nossa vida cristã.

Entretanto, o Senhor nos exorta a observarmos quais tipos de materiais temos utilizado na construção da nossa vida. Podemos edificá-la com ouro, prata, pedras preciosas, mas também podemos edificá-la usando madeira, feno ou palha. Independente do modo ao qual edificamos, no dia do juízo final todas as nossas obras se tornarão manifestas e serão julgadas.

Paulo utiliza a figura do fogo para demonstrar que tipo de julgamento nossas atitudes enfrentarão. Se apesar do fogo as obras permanecerem de pé, então o cristão receberá o seu galardão. Se as obras se queimarem, não haverá galardão, mesmo assim o cristão será salvo.

O que está em discussão aqui não é o pecado. A partir do momento em que o cristão se rende ao pecado ele está abdicando da sua salvação. Paulo se refere aqui às nossas atitudes rotineiras enquanto cristãos. Durante toda a nossa vida estamos edificando algo. Todos os dias temos a oportunidade de colocar tijolos nessa construção. Cabe a nós sabermos qual o tipo de material estamos utilizando para construirmos nossa vida, se materiais perecíveis ou imperecíveis.

A palha, o feno ou a madeira são facilmente queimados no fogo, enquanto que o ouro, a prata ou as pedras preciosas resistem a altíssimas temperaturas. Muitas vezes temos vivido como se a vida terrena fosse eterna. As preocupações com este mundo nos envolvem de tal forma, que esquecemos que a eternidade é após essa vida. É para lá que temos que nos preparar, é para a eternidade que devemos ajuntar riquezas.

Temos abandonado as práticas cristãs, a leitura bíblica diária, a oração fervorosa, os jejuns constantes, para ficarmos mais tempo nas redes sociais, nas plataformas de streaming, nos clubes e pizzarias. Estamos construindo a nossa vida cristã de qualquer forma, convencidos de que apenas ser salvos basta, abrindo mão do nosso galardão eterno por causa de prazeres terrenos.

O pecado é um grande obstáculo, mas as distrações também têm roubado a vida com Deus de muitos cristãos. Somos santuário de Deus, o Espírito Santo habita em nós e cabe a nós cuidarmos dessa construção. Fundamentados em Cristo e utilizando materiais imperecíveis, o fogo não nos destruirá.

domingo, 27 de dezembro de 2020

A obediência da sunamita e o cuidado de Deus na sua vida

 Texto-base: 2 Reis 8:1-6


Nos tempos de Eliseu havia uma mulher que habitava na cidade de Suném. Ela e sua família se tornaram amigos de Eliseu. Abrigaram o profeta em sua casa e estavam sempre em contato com ele. Mas a maior relação daquela mulher era com o Deus de Eliseu. Ela servia a Deus e cria Nele. Aquela sunamita (assim era denominada por habitar em Suném) tinha experiência com Deus. O maior testemunho de fé da sua vida foi o filho que Deus lhe deu por duas vezes: a primeira quando ele nasceu, haja vista ela ser estéril, e a segunda quando ele ressuscitou, após ter sentido uma forte dor na cabeça e morrido (2 Reis 4:8-37).

Agora, já com seu filho crescido, aquela mulher enfrenta outra situação difícil: sete anos de fome estavam chegando sobre o território de Israel. Mas Deus revela esse fato a Eliseu que avisa a sunamita para que ela pudesse ir morar em outro lugar até que a fome acabasse.

Passados os sete anos a mulher volta e acha sua terra ocupada, provavelmente pela família real que se apoderava de terras abandonadas.

Ela então, sempre decidida, vai até o rei lhe rogar pela devolução das suas terras. Ao chegar lá, ela encontra o rei e Geazi servo de Eliseu, contando exatamente acerca da história da ressurreição do seu filho. Quando o rei fica sabendo que aquela era a mulher da qual estavam falando, ele ordena que fossem devolvidas àquela mulher as terras tomadas, e não apenas as terras, mas toda a produção gerada por aquele campo desde a sua partida até aquele momento.

A história dessa mulher retrata o cuidado de Deus com aqueles que são fiéis a Ele. Quando a sunamita saiu com a sua família do território de Israel ela não estava obedecendo a Eliseu, mas seguindo uma direção de Deus para a vida dela. E a partir da sua obediência, Deus cuidou dela em todos os momentos. Quando ela voltou para Israel, Deus não a desamparou, pelo contrário restituiu a ela tudo o que era dela, com acréscimos.

Essa é a recompensa de uma vida consagrada a Deus. Relacionamento com Ele e obediência às suas ordens resultam no cuidado de Deus para conosco, em todo tempo.