quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

O significado espiritual do casamento

Uma das mais belas cerimônias que podemos participar é um casamento. É um momento não apenas de beleza, mas de singeleza. Não participam do casamento apenas os noivos, mas amigos e familiares que se reúnem para desejar votos de felicidades aos que estão casando.

Entretanto, apesar da participação de vários, os atores principais do casamento são os noivos. São eles que se enlaçam e fazem os votos de fidelidade mútua e de amor durante a vida.

Quando olhamos o casamento sob a ótica do mundo espiritual, o ritual que assistimos passa a fazer muito mais sentido. Olhar o casamento pelo olhar espiritual é entender que na verdade uma união entre um homem e uma mulher reflete a união entre Cristo e a igreja. Não é a toa que Cristo é retratado como o noivo e a igreja como a noiva.

Um dia uma espécie de casamento acontecerá no céu, será a união eterna entre Cristo e a Igreja, e semelhante ao que vemos aqui na terra, noivo e noiva farão votos de fidelidade, pois serão para sempre um do outro. 

Por isso, todas as vezes que formos a um casamento, vamos apreciar o momento e celebrar com os noivos, mas vamos também refletir sobre o nosso compromisso que temos com Cristo, e como iremos celebrar com Ele a nossa união na eternidade.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Davi: o rei vitorioso

 


Dentre todos os reis que Israel teve, Davi foi considerado o maior. Não é a toa que a estrela de Davi é o símbolo da bandeira da nação.

A história dele é tão rica em detalhes que três livros falam sobre ele, sendo o livro de Samuel, Reis e Crônicas. São diversas guerras que esse rei enfrentou e o mais interessante é que não há relato de derrotas nesses combates.

Guerras entre amonitas, siros e principalmente filisteus. Davi enfrentou todos esses povos e em todas as batalhas saía vitorioso. O segredo para todas essas conquistas era a presença de Deus que havia na vida dele. São as Escrituras que relatam que ele saía vitorioso em todas as batalhas porque o Senhor pelejava por ele.

Queremos ser vitoriosos como Davi, mas muitas vezes negamos agir como ele. Não convidamos o Senhor para as nossas batalhas, pois queremos lutar com as nossas próprias forças.

O segredo das vitórias de Davi era o Senhor adiante dele. É assim que nós também devemos agir, colocar o Senhor à frente das nossas batalhas e não temê-las.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Os três inimigos da palavra: a falta de atenção, as provações e os cuidados da vida

Texto de referência: Mateus 13:3-9


A parábola do semeador retrata com precisão como a Palavra do Senhor age em nós. Entretanto, a parábola se inicia retratando como a palavra pode ser roubada de nós. Para isso, Jesus faz uso de três exemplos:

O primeiro inimigo da ação da palavra em nós é a falta de atenção. Esta é ilustrada através de uma semente que cai à beira do caminho e que logo é comida pelos pássaros. Na verdade, essa semente retrata a palavra plantada em um coração desatento. Quando não prestamos atenção às palavras de Jesus, ela não consegue gerar frutos em nós.

O segundo inimigo é a provação. Para essa ilustração, Jesus usou a semente que cai entre pedras, cujas raízes são rasas. Quando enfrentamos momentos difíceis, se não tivermos ancorados na palavra de Deus, começamos a acreditar que não há esperança, e tudo o que a palavra nos ensinou tende a cair por terra.

Por fim, o último inimigo são as futilidades da vida. Para este exemplo, Jesus utilizou a semente que caiu entre espinhos e acabou sufocada. Quando nos deixamos levar pelas vaidades da vida, nos preocupando demais com as coisas desta terra, ao invés de focarmos no céu, ocupamos o lugar que era da palavra de Deus, que passa a não gerar frutos em nós.

Estes são os três inimigos da Palavra de Deus, que fazem com que ela não gere frutos em nós e através de nós.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Como ser manso e humilde

Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Mateus 11:29


Mansidão e humildade: duas características difíceis de serem alcançadas, mas necessárias. Não é uma questão de escolha, é uma ordem vinda do Senhor Jesus. Mas como ser mansos e humildes em um mundo de tanta correria, tanto consumismo, onde somos valorizados mais pelo que temos do que pelo que somos?

Em algumas ocasiões, Jesus nos ensina a ter essas virtudes, vamos descobrir algumas delas.

O primeiro exemplo de mansidão e humildade de Jesus é no seu nascimento. Poderia ser em um lugar imponente, em uma família rica, como era o costume dos reis. Mas Jesus escolheu vir ao mundo através de uma família de carpinteiros, pobres, e nascer em um estábulo, dentro de uma manjedoura, ao invés de um berço.

Durante a sua vida, Jesus abraçou as crianças, conversou com mulheres, andou com publicanos e pecadores. Esses eram os amigos de Jesus, homens e mulheres simples. Apesar de ter convivido com pessoas ricas, como Joana ou José de Arimatéia, o principal círculo de amigos de Jesus era composto por pessoas sem grandes condições financeiras.

Jesus demonstrou mansidão ao aceitar e receber pessoas como Zaqueu, que já havia roubado da sociedade, ao amar o jovem rico, mesmo sabendo que ele ainda não O amava como deveria, ao pastorear uma multidão que estava à sua procura, mesmo Ele estando tão cansado.

Por fim, o último exemplo de Jesus é na sua morte. Ali, Jesus demonstrou mansidão ao pedir ao Pai para perdoar os seus algozes e demonstrou humildade ao não revidar as afrontas que recebia, mesmo tendo autoridade para consumir todos ali.

Ter um coração manso e humilde não é fácil, mas é o caminho que Jesus nos mostra no qual encontraremos descanso para as nossas almas. É um esforço diário, mas que certamente fará diferença durante toda a nossa vida.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Isaque, a prefiguração de Cristo

Texto de referência: Gênesis 22:1-14


Quando lemos sobre Abraão e Isaque, quando Deus pediu a Abraão o seu filho em sacrifício, é muito comum exaltarmos a fé de Abraão em não negar seu filho a Deus. Mas muitas vezes nos esquecemos da fé de Isaque em se doar como sacrifício.

Isaque nasceu ouvindo a sua história. Sabia que ele era filho da promessa e que a partir dele seria criada uma descendência de povos. Assim como Abraão, Isaque também cria nessa promessa. Mas de repente, eles sobem a uma caminhada de três dias a um monte, e durante a caminhada, surge o questionamento de onde estaria o animal a ser sacrificado.

Abraão em algum momento revelou a Isaque que o sacrifício na verdade era ele. Abraão já era idoso, Isaque bastante jovem, certamente Isaque poderia ter resistido a morrer ali, ter fugido, algo assim. Mas ele não o fez, pelo contrário, ele que carregou em suas próprias costas a lenha do sacrifício, aceitou ser amarrado e ser sacrificado.

Não precisou. Um cordeirinho já estava atrás deles, para ser colocado no lugar de Isaque. Na verdade, o verdadeiro Cordeiro já estava preparado para o único sacrifício humano aceitável a Deus, e aquela cena era apenas a prefiguração do que aconteceria milhares de anos depois. O homem perfeito, sem pecados, como um cordeiro, levaria sobre si a própria cruz na qual seria pregado. E dessa vez o sacrifício se consumou. Não tiraram a sua vida, Ele próprio se entregou.

Isaque prefigurava a Cristo (Gálatas 4:24-25). Isaque não foi sujeitado por Abraão, ele mesmo aceitou ser sacrificado como forma de obediência a Deus, sabendo no fundo que Deus ainda assim cumpriria as suas promessas feitas. Isaque nos é exemplo de obediência e fé, mas também de sujeição aos planos de Deus, bem maiores que os nossos.

sábado, 21 de janeiro de 2023

Elias, Eliseu e as histórias de duas mulheres

Textos de referência: 1 Reis 17:8-24; 2 Reis 4:8-37


Nos tempos dos reis de Israel houveram dois grandes profetas: Elias e Eliseu. Ambos eram destemidos e ousados em seu ministério. Após uma grande fome em Israel, Elias foi abrigar-se na casa de uma viúva em Sarepta. Ela era muito pobre, mas mesmo nessa condição de pobreza, ela foi usada por Deus para sustentar o profeta.

Mas algum tempo depois, o filho dessa viúva morre e ela culpa Elias. Para ela, por ele ser um homem de Deus e ter ido morar em sua casa, Deus havia lançado sobre ela juízo. Elias acabou acatando um pouco essa culpa, e orou sobre o menino, que voltou à vida.

Após a ascenção milagrosa de Elias ao céu, surgiu um novo profeta chamado Eliseu. Também cheio de unção, Eliseu foi grande no ministério profético e também conheceu uma mulher, mas essa tinha boas condições financeiras, o ajudou e deu-lhe abrigo e ajuda financeira. Deus então abriu o ventre da mulher que gerou  filho, pois antes ela era estéril.

Todavia, semelhante à viúva descrita acima, o filho dessa mulher também morreu e ela também de certa forma culpou o profeta, alegando não ter pedido a ele nenhum filho. O profeta Eliseu lançou-se sobre o garoto, que tornou a viver. 

Essas duas histórias retratam semelhanças que houveram entre esses dois grandes profetas, que viveram e honraram nessa terra o nome do Senhor.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Quando Deus nos dá a bênção, Ele nos dá também condições de mantê-la

Texto de referência: 1 Reis 


Jeroboão foi o primeiro rei de Israel após a divisão da tribos. Com a rebelião de dez tribos, apenas duas seguiram os reis descendentes de Davi e o restante seguiram outros reis. O primeiro rei desta dinastia foi Jeroboão, que era um ex-funcionário real.

O reino de Israel (também chamado reino do Norte) foi dado a Jeroboão como uma forma de castigo a Salomão por ter seguido a idolatria a deuses pagãos, que continham práticas abomináveis. Através da profecia dada pelo profeta Aías, Deus concedeu o reino a Jeroboão e lhe prometeu que se ele seguisse fielmente ao Senhor, se assentaria com a sua descendência para sempre no trono.

Mas logo que Jeroboão subiu ao trono, quando chegou o tempo do povo ir ao templo em Jerusalém sacrificar ao Senhor, ele teve medo de que o povo, ao ir fosse inclinado a voltar a se aliar com o reino de Judá e assim Jeroboão perderia o trono. Para evitar essa possibilidade (criada pela sua própria mente), Jeroboão fez dois bezerros de ouro e os colocou em dois lugares de Israel e ordenou ao povo que ali fosse o novo lugar de culto.

Essa atitude acendeu a ira de Deus, pois justamente pela idolatria de Salomão, Deus o havia constituído rei e agora Jeroboão se curvava também a essa prática. O que levou Jeroboão a agir assim foi a sua falta de confiança de que Deus firmaria o seu trono. Tentando resolver as coisas do seu jeito, Jeroboão acabou trazendo desgraça para si, pois o profeta Aías lhe entregou a palavra de Deus de que o reino seria tomado dele e que toda a sua descendência seria exterminada.

Jeroboão não confiou na capacidade de Deus em manter a sua promessa. De modo semelhante, nós muitas vezes não cremos que Deus é suficientemente poderoso para manter a sua promessa feita a nós. Quando Deus nos concede a bênção, Ele também nos concede condições de mantê-la conosco. Se Jeroboão tivesse crido nisso, certamente ele teria deixado o povo ir adorar a Deus em Jerusalém, e o povo retornaria a ele novamente. A sua sede desmedida pelo poder fez com que ele o perdesse.

A bênção jamais pode ocupar maior lugar em nosso coração do que o Deus que nos concede a bênção.