quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Como superar as tragédias da vida

Textos de referência: Romanos 8:15; 18; 28; 38-39.


Gostaríamos de acreditar que tragédias não acontecem com aqueles que servem a Deus, mas o fato é que tragédias podem acontecer com todas as pessoas, servindo a Deus ou não.

Mas há um alento para aqueles que confiam em Deus - as tragédias, por piores que sejam, não podem nos derrotar. Na verdade, a intenção do diabo ao agir através de uma tragédia é derrubar os servos de Deus, mas com Deus ao nosso lado, podemos superar os momentos difíceis e sempre extrair um propósito deles.

O livro de Romanos no capítulo 8 nos traz palavras de esperança que nos confortam. Primeiro o Senhor nos diz que os sofrimentos que passamos agora não se comparam à glória que há de ser revelada futuramente em nós. Apesar de todas as dores que possamos enfrentar nesta terra, sabemos que existe um lugar glorioso que nos aguarda, que é a eternidade com Deus.

O segundo aspecto diz respeito a saber que não precisamos temer nada, porque somos filhos de Deus. Não estamos largados nesta terra, somos filhos do criador de tudo, aquele que tem todas as coisas sob o seu controle. Nenhuma tragédia é maior do que Aquele que cuida de nós.

Além disso, todas as coisas têm o poder de cooperar para o nosso bem, isto é, ainda que enfrentemos as piores dificuldades, sabemos que Deus é poderoso para transformar elas em lições a serem aprendidas por nós.

Por fim, nada pode nos separar do amor de Deus. Durante as tragédias temos a tendência de pensar que Deus se esqueceu de nós e que não nos ama mais. Mas essa passagem vem nos lembrar que o amor de Deus por nós não encontra barreiras. Nada, nem mesmo o pior fato pode impedir que Deus nos ame.

Se compreendermos que existe uma glória maior que nosso sofrimento, que não precisamos temer, que mesmo os piores acontecimentos podem cooperar para o nosso bem e que nada pode nos separar do amor de Deus, podemos enfrentar todas as tribulações da vida com muito mais alento e esperança.

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Quem foi João Batista?

João Batista era filho de Isabel e Zacarias, ambas pessoas idosas, que tiveram o filho através de um milagre, pois Isabel era estéril e já havia perdido as esperanças de uma gestação.

João Batista cresceu no deserto, e isso provavelmente indica que seus pais faleceram quando ele ainda era bem jovem. A alimentação dele era um tanto excêntrica - mel e gafanhotos - e suas roupas confeccionadas a partir de peles de animais. 

Mas o que mais chamava a atenção em João era a sua ousadia em falar e denunciar o pecado. Quando batizava as pessoas no rio Jordão (e daí veio a origem do seu nome Batista), ele não temia denunciar os pecados dos fariseus, publicanos e da guarda romana. Também não temeu repreender Herodes por tomar a mulher do seu irmão, motivo que lhe custou a própria vida.

João Batista estava nas escrituras antes do seu nascimento, pois os profetas antigos prenunciaram que haveria um mensageiro que clamaria no deserto anunciando o Messias. Essa voz é referenciada nos evangelhos como sendo a pessoa de João Batista.

Além dessa profecia, falaram sobre João quando os profetas disseram que Elias voltaria (Malaquias 4:5; Mateus 11:14).

João foi um homem extraordinário. Foi o próprio Jesus que deu testemunho dele. Morreu como um mártir, por ter denunciado os pecados do rei, mas não se deixou curvar pelos falsos prazeres desta terra.


terça-feira, 1 de agosto de 2023

As bênçãos da união

Texto de referência: Salmos 133


Já dizia o ditado: "Nos pequenos frascos estão os melhores perfumes". Do menor capítulo da Bíblia podemos extrair grandes lições.

O Salmos 133 fala sobre como é bom que os irmãos vivam unidos. E faz duas comparações interessantes sobre as implicações de um viver dessa maneira.

Na primeira comparação, o autor diz que viver em união é como o escorrer do óleo sacerdotal, sobre a cabeça e sobre as vestes. O óleo indica unção, o que nos leva a crer que uma vida em união traz unção e autoridade sobre quem a pratica.

Na segunda comparação, uma vida em união é comparada ao orvalho que cai sobre o monte Hermon e que desce para os montes de Sião. O orvalho representa a vida, pois onde a chuva chega traz vida. Além disso, esse orvalho é abençoador, pois possui capacidade de regar tanto o monte Hermon quanto o monte Sião, mesmo eles estando tão distantes em termos geográficos.

Por fim, o salmista salienta que onde há união, existe bênção e vida, todas decorrentes da autoridade, unção e vida que a união pode nos proporcionar. 

Esse é o precioso ensinamento do Salmos 133, de que vale a pena viver em união, pois é ordenança do Senhor e é feliz quem o pratica.

quarta-feira, 26 de julho de 2023

As estratégias que Deus nos dá para combatermos nas guerras espirituais

Disse, pois, a Judá: Edifiquemos estas cidades, cerquemo-las de muros e torres, portas e ferrolhos, enquanto a terra ainda está em paz diante de nós, pois temos buscado ao Senhor , nosso Deus; temo-lo buscado, e ele nos deu repouso de todos os lados. 2 Crônicas 14:7


A Bíblia, principalmente no Antigo Testamento fala muito sobre guerras que existiram entre o povo de Deus e demais nações. Eram lutas sangrentas, com muitos mortos e feridos. Na verdade, essas guerras eram simbologias das lutas que temos nos dias atuais. Hoje sabemos que a nossa luta não é mais carnal, contra homens, mas espiritual (Efésios 6:12). Os inimigos físicos do povo de Deus apenas representavam as guerras que a igreja tem hoje, que são contra os principados e potestades do mal.

E por haver muitas guerras, também são descritos muitos elementos na Bíblia que eram utilizados como instrumentos de defesa. É sobre esses elementos que trata esse post.

O primeiro elemento são portas. Para entender sobre elas é preciso saber que as cidades tinham muros ao redor, para evitar ataques inimigos. As portas eram colocadas nos muros para fechar a cidade. Para um trancamento eficaz das portas, eram colocados ferrolhos, trincos de ferro reforçados para evitar a abertura delas.

Outra estratégia também visualizada eram as torres, que se tratavam de edificações bem construídas e de grande altura, onde ficavam guardas que vigiavam dia e noite para ver se não havia nenhum inimigo espionando a cidade.

Se as guerras antigas são representativas das guerras de hoje, as armas também são. Para travar as nossas guerras espirituais, necessitamos nos blindar de elementos de defesa, portas e ferrolhos que impeçam o inimigo de entrar em nossas vidas. A santidade é a maior arma que temos para evitar isso.

A observância da Palavra nos impede de pecar (Salmos 119:11) e consequentemente impede que o inimigo entre em nós através do pecado, nos fazendo viver em santidade. Por isso, estar atentos se as nossas atitudes diárias estão dentro da Palavra de Deus é uma porta de segurança em nossas batalhas espirituais.

Além das portas e ferrolhos, precisamos estabelecer as torres para proteção. Como a função das torres era vigiar os arredores da cidade, para as guerras espirituais também é importante vigiarmos para que nenhum adversário venha nos atacar. A oração e uma vida no Espírito são as estratégias que Deus nos dá para uma vigilância eficaz (Efésios 6:18). Orar e buscar sempre o Espírito Santo nos capacita a discernir melhor as coisas no âmbito espiritual, o que faz com que estejamos atentos a possíveis ataques adversários.

Hoje aprendemos um pouco sobre as guerras espirituais. Elas existem, não podemos subestimá-las, mas estar preparados para lutar como soldados valentes e vencer.

domingo, 23 de julho de 2023

O que tem regado a sua alma?

A sua alma será como um jardim regado, e nunca mais desfalecerão. Jeremias 31:12


O ser humano é formado por três elementos: corpo, alma e espírito. A alma é a sede das emoções, é onde habitam sentimentos como alegria, tristeza, paz, tranquilidade, angústia, medo, dentre outros. É por esse motivo que vemos o salmista perguntar à sua alma por que ela estava abatida (Salmos 42:5), pois é lá que abrigam as emoções desse tipo.

E por ser o habitat das nossas emoções, a alma é um lugar tão delicado de se lidar. Em um mundo onde os problemas emocionais têm sido um dos piores inimigos da sociedade, Deus nos mostra um caminho para evitar que venhamos a ser sucumbido pelas nossas emoções.

O versículo de hoje é datado do período em que o povo de Deus estava vivendo no exílio babilônico. Apesar disso, através de Jeremias, Deus trouxe diversas palavras de esperança ao povo para o fim do cativeiro, mostrando a eles que eles sairiam de lá e nada mais os atemorizaria.

É nesse contexto que o profeta cita o texto lido acima, de que a alma daquele povo seria um jardim regado, e que nunca mais eles iriam desfalecer.

Um jardim regado indica um lugar que está sempre sendo molhado por alguém. Uma alma que se assemelha a um jardim regado é uma alma sempre cuidada, cuja terra não fica árida. Se a alma é o abrigo das emoções, é importante que a reguemos diariamente, cuidando para que ela não fique seca e jogando nela sempre uma água limpa e fresca.

Essa água representa a palavra de Deus que trará vida e a oração que trará força. 

Mas se por um lado temos que regar a alma com o que é bom, devemos evitar coisas que possam ressecar a terra, como evitar estar em lugares ou com pessoas que danificam nossas emoções. Atitudes simples como, por exemplo, acordar e não olhar notícias ruins também contribuem para uma alma regada.

Em meio a tantos problemas nesse mundo, Deus nos dá a esperança de que uma alma regada é o segredo para que nunca venhamos a desfalecer.


segunda-feira, 17 de julho de 2023

Quem foi o profeta Jeremias?


O profeta Jeremias vivenciou seu ministério no período próximo e posterior ao exílio. Foi chamado por Deus para denunciar os pecados do povo, que, apesar de serem tão advertidos, não abandonavam seus pecados de idolatria, imoralidade religiosa e opressão aos pobres. 

Jeremias iniciou e findou seu ministério em um período muito difícil, onde Israel estava sob ameaça de nações adversárias. No início do ministério, o profeta estava enfrentando as ameaças de invasão da Babilônia e no decorrer do ministério o povo acabou sendo levado cativo.

Como qualquer profeta, enfrentou dificuldades para exercer seu ministério. Em alguns momentos, Jeremias se queixou de solidão. As palavras de repreensão do seu ministério profético haviam feito com que as pessoas se afastassem do profeta, o que o fez sentir-se sozinho.

Não há referências bíblicas de que Jeremias tenha se casado, mas há uma ordem vinda do Senhor de que ele não se casasse ou tivesse filhos, então provavelmente ele não se casou (Jeremias 16:1-2). 

Jeremias também foi muito perseguido pela realeza e pelo sacerdócio, por denunciar os crimes religiosos e sociais da época. Em certa ocasião, foi jogado em uma cisterna cheia de lama, em outra, foi espancado e preso, além de sofrer ameaças de morte  (Jeremias 38:6; 37:15-16).

Por algumas vezes, Jeremias questionou a Deus sobre certas direções dadas a ele. Em outras, se queixou do peso do seu chamado, mas nunca deixou de obedecer ao Senhor e de transmitir a Sua mensagem.

Ao final, Jeremias foi honrado quando, na deportação dos judeus para o exílio, ele foi tratado com toda humanidade pelo exército babilônico, a pedido do próprio rei Nabucodonosor, que ordenou ao seu capitão que tratasse a Jeremias com respeito e o deixasse livre para escolher se iria para Babilônia ou se ficaria em Jerusalém. Jeremias escolheu ficar (Jeremias 39:11-12). 

Não se sabe como e quando findou o seu ministério, mas Jeremias é um exemplo de um profeta que foi fiel a Deus em seu chamado, mesmo tendo enfrentado tanta oposição.

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Os três níveis na tentação a Jesus no deserto

Texto de referência: Lucas 4:1-13


A tentação de Jesus no deserto é sem dúvidas um texto muito rico para o nosso aprendizado. Apesar de ser tentado pelo diabo, Jesus foi levado ao deserto pelo Espírito. 

Ali, durante quarenta dias, Jesus passou por todos os tipos de tentação. A Bíblia nos relata três tipos de investidas do diabo contra Jesus. 

Na primeira, o diabo tenta Jesus a transformar pedras em pães. Utilizando a frase, "Se tu és Filho de Deus", ele tenta fazer com que Jesus utilize o seu poder para fazer milagres sensacionalistas. O poder de Jesus não era para satisfazer seu próprio ego, mas para servir. Quando Jesus não cedeu à tentação, Ele demonstrou que sabia a que Ele tinha vindo.

Na segunda tentativa, o diabo tenta fazer que Jesus o adore, em troca de glória de reinos. Jesus é o Rei dos reis, tudo está sob os seus pés (Efésios 1:22), mas Ele sabia também que seu verdadeiro reino não é deste mundo (João 18:36), então aquela proposta não lhe seduziria. Novamente, Jesus sabia a que Ele tinha vindo.

Por último, o diabo tenta a Jesus no campo da proteção. Utilizando novamente a estratégia de trazer dúvida a Jesus se Ele era de fato filho de Deus, ele tenta fazer Jesus pular de um pináculo, para que anjos o segurassem, conforme estava escrito nas Escrituras, citadas pelo próprio diabo. Jesus, entretanto, sabia que o Pai sempre estava com ele, e que não precisava simular uma queda para provar isso. Jesus apenas se impõe, dizendo: "Não tentarás o Senhor teu Deus". Isso bastou para que o diabo soubesse que Jesus estava certo de quem Ele era.