terça-feira, 21 de maio de 2024

Buscando ao Senhor


Estenderei a mão contra Judá e contra todos os habitantes de Jerusalém; exterminarei deste lugar (...) os que deixam de seguir ao Senhor e os que não buscam o Senhor , nem perguntam por ele. Sofonias 1:4‭,‬6


Quando lemos os profetas menores do antigo testamento vemos muitos pecados do povo de Israel sendo denunciados por esses profetas. No livro de Sofonias o profeta denuncia diversos pecados, e dentre eles a displicência do povo em buscar ao Senhor.

Sofonias alerta sobre aqueles que deixam de seguir ao Senhor e aqueles que não O buscam.

Existem pessoas que um dia buscaram ao Senhor e agora não O procuram mais. Conhecer ao Senhor é uma das maiores dádivas que podemos ter. Quando isso acontece, a nossa vida é transformada e recebemos paz. Já não andamos mais em trevas, sem saber para onde ir ou tomando decisões erradas.

Mas alguns, mesmo experimentando essa glória, deixam de buscá-Lo e passam a viver novamente no erro. Isso estava acontecendo com o povo de Deus, que um dia conheceu o Deus verdadeiro, mas que havia deixado de segui-Lo para ir atrás de outras divindades. Por esse pecado Deus estava anunciando o juízo através do profeta.

Mas outro pecado também denunciado era sobre aqueles que não buscavam ao Senhor ou não perguntavam por Ele, isto é, tratavam a Deus como algo sem valor. Não podemos viver sendo indiferentes a Deus. Nascemos para Ele e quando Ele não faz parte da nossa vida, ela perde o seu verdadeiro valor. 

Deus não é algo qualquer, mas é a essência da existência humana. Sem Ele não podemos nada, é nele que nos movemos e existimos (Atos 17:28).

Dessa forma, precisamos olhar para Deus e reconhecer que toda a plenitude reside n'Ele. Deus deve ser aquele que comanda toda a nossa vida e as nossas decisões. Vivendo dessa maneira, estaremos evitando o pecado de não buscá-Lo, como o povo estava vivendo.

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Deixando de lado as coisas do Senhor


Acaso, é tempo de habitardes vós em casas apaineladas, enquanto esta casa permanece em ruínas? Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado. Ageu 1:4‭,6


Após o exílio babilônico e a destruição do Templo em Jerusalém, setenta anos se passaram conforme Deus havia declarado aos profetas. Após esse período, o templo passou a ser novamente reconstruído, mas o povo não estava tão empenhado e empolgado com essa tarefa. E para exortar contra essa prática foi escrito o livro do profeta Ageu, que criticou o povo por não estar reconstruindo o templo.

O povo dizia não ser ainda o tempo da reedificação da Casa do Senhor, mas na verdade essa era apenas uma desculpa para a procrastinação do povo, que gastava seu tempo com as suas casas enquanto a casa do Senhor estava em ruínas. E por essa atitude, o povo não prosperava e tudo o que eles faziam não tinha sucesso. 

Parece ser um fato tão atual dos nossos dias, onde estamos correndo de um lado para o outro com as nossas coisas e deixando de lado as coisas do Senhor. Para as coisas de Deus procrastinamos, mas para as nossas queremos agilidade.

E por isso que tantas coisas parecem não ir para frente, porque negligenciamos a ordem de Deus dada em Mateus 6:33 de que as coisas de Deus devem estar em primeiro lugar e as demais serão acrescentadas. Algumas pessoas trabalham, correm e fazem tanto, mas nunca têm nada.

O Templo estava em ruínas, será que temos deixado a obra do Senhor às traças? Que a realidade dos tempos de Ageu não seja também a nossa.


sexta-feira, 17 de maio de 2024

Quem foi o profeta Miquéias

 

Diferente da maioria dos livros dos profetas, o livro de Miquéias não aborda sobre a sua vida. Sobre o profeta sabemos apenas que ele era morastita, isto é, morava na região de Moreste e viveu nos tempos dos reis Jotão, Acaz e Ezequias, os quais reinavam em Judá.

Seguindo uma linha semelhante aos demais profetas, Miquéias profetizou contra o pecado de Judá e Israel.

A mensagem de Miquéias contra falsos profetas que atuavam dentre o povo naquele período foi muito forte. O profeta denunciou as falsas profecias que circulavam no meio do povo e a ganância de tais profetas, que diziam coisas boas àqueles que lhes davam recompensas materiais.

Miquéias também traz uma importante mensagem de chamamento dos gentios, onde diversas nações reconheceriam o Deus de Israel como o único e verdadeiro Deus.

É também Miquéias que anuncia que de Belém viria o Salvador, o Messias, que era desde a eternidade. O Messias seria aquele que traria paz sem fim ao seu povo e o livraria dos seus adversários.

Apesar de toda a mensagem de juízo proferida por Miquéias e denúncia acerca da corrupção de Judá, sem encontrar um justo sequer dentre o povo, o livro de Miquéias termina em tom de esperança, profetizando que haveria perdão ao povo, obra de um Deus misericordioso, que não se esqueceria de ser fiel às promessas feitas aos patriarcas, Abraão e Jacó.

terça-feira, 14 de maio de 2024

Deus está em seu barco, ainda que ele naufrague, Deus te salvará!

Texto base: Atos 27:9-44


O livro de Atos nos conta um pouco sobre um naufrágio pelo qual o apóstolo Paulo passou. A princípio, os tripulantes do navio seguiam a viagem sem muitas preocupações, mas Paulo, avisado por Deus, alertava os comandantes de que aquela seria uma viagem arriscada. Eles, todavia, não deram crédito (v. 10-11). Muitas vezes somos alertados acerca de alguns perigos, mas preferimos não dar ouvidos.

E assim, resolveram partir ao verem um vento brando (v. 13), mas mal podiam esperar a tempestade que viriam mais à frente. Ventos brandos (circunstâncias favoráveis) muitas vezes nos enganam, mas o que devemos mesmo é ouvir a voz de Deus e estar sempre alertas.

Após a tempestade só piorar, os tripulantes - cerca de 276 pessoas - perderam a esperança de salvamento.

Entretanto, Deus mostra a Paulo que todos ali se salvariam, por causa da vida dele. Após ouvir a voz de Deus, Paulo estava sempre animando a tripulação, pois ele sabia que Deus iria cumprir aquilo que lhe prometeu.

A tempestade era fortíssima, por vários dias só haviam nuvens e escuridão, mas as palavras de Paulo àquele povo eram somente de ânimo.

Quando os marinheiros tentaram fugir, Paulo os alertou de que somente os que tivessem no navio se salvariam, não pelo navio em si, mas porque Deus era com Paulo dentro daquele barco.

Após muitos dias, agitados de um lado para o outro, encontraram uma ilha. O barco se perdeu completamente, como Paulo havia predito (v.22), mas todos se salvaram, cumprindo assim a Palavra de Deus (v.44).

Naquela tempestade não havia esperança (humana) de salvamento, mas havia uma Palavra d'Aquele ao qual os ventos e o mar obedecem (Marcos 4:41). Não importa o tamanho da tempestade, não importam as dificuldades durante a tempestade e até mesmo se o barco e tudo ao redor vai se perder, se Deus é com você como foi com Paulo, sua vida não se perderá. Se Ele te prometeu a vitória, Ele é fiel para cumprir!   


Quem foi o profeta Jonas


Jonas é descrito na Bíblia como o profeta filho de Amitai. O seu ministério foi desenvolvido durante o reinado de Jeroboão II em Israel e de Uzias em Judá. O profeta Jonas é muito conhecido pelo evento ocorrido com ele de ter sido engolido vivo por um grande peixe. Apesar de muitos dizerem que esse animal tenha sido uma baleia, não há evidências bíblicas para afirmar isso.

O fato é que esse evento inusitado ocorreu após Deus ter mandado Jonas ir até Nínive (capital da Assíria) pregar o juízo de Deus contra ela e ele ter agido contrariamente indo para Társis.

Devido a essa desobediência, Jonas é tragado por um animal marinho e ali, no ventre dele, ele reflete sobre o que fez, arrepende-se e por ordem de Deus, o animal vomita Jonas de sua boca, deixando-o em terra.

Quanto então Jonas vai a Nínive e prega o juízo de Deus contra ela, os habitantes da cidade arrependem-se e Deus então lhes perdoa, não executando mais naquele momento o juízo contra a cidade. Isso causa uma grande revolta em Jonas, que queria ver os ninivitas destruídos, afinal eles eram desde muito tempo inimigos do povo de Israel.

O livro de Jonas nos traz diversas reflexões, mas talvez a maior delas seja acerca do plano de salvação de Deus para a humanidade. Já naquele tempo, Deus demonstrava que ele era o Deus das nações, não apenas de Israel. Os israelitas não aceitavam tão bem essa ideia, pois tinham os gentios como povos impuros.

Apesar do livro levar o nome de Jonas, o foco não é ele, como muitos buscam colocar. A salvação de vidas é e sempre será o propósito maior, ler Jonas nos faz entender isso muito bem. 


quinta-feira, 11 de abril de 2024

Há um propósito na tua aflição!


Texto de referência: Isaías 38:17


Para tudo na vida existe um propósito. A Bíblia diz que há tempo para todo propósito debaixo do céu (Eclesiastes 3:1) e que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8:28). Muitas vezes passamos por tantas aflições que não entendemos o motivo de tanto sofrimento.

O texto de referência de hoje nos fala sobre Ezequias, um rei que enfrentou muitas batalhas durante o seu reinado e que também enfrentou uma terrível doença, na qual foi desenganado de sua vida.

Mas Ezequias resolveu em seu coração clamar ao Senhor. Em Isaías 38:14 ele diz que seus olhos se cansavam de tanto olhar para cima. Aquele homem orou incessantemente ao Senhor, mas não via resposta. Até que o profeta Isaías veio lhe visitar e ao invés de lhe dar uma palavra de vitória, disse ao rei que ele morreria. 

Pode ser que Ezequias tenha pensado de que lhe serviu clamar tanto ao Senhor, mas ele perseverou. Ao invés de murmurar, voltou o seu rosto para a parede, humilhou-se diante do Senhor, chorou e clamou mais uma vez. E o Senhor o ouviu. Ordenou a Isaías que voltasse e lhe dissesse que sua saúde seria restaurada. Existem provações que exigem de nós mais perseverança do que de costume.

Mas ao final de tudo isso, quando Ezequias foi curado, ele entendeu que havia um propósito em tudo aquilo. Seu amargo sofrimento não foi em vão, mas foi para que ele tivesse grande paz. Muitas vezes o Senhor permite que enfrentemos situações que parecem impossíveis, nas quais somos até mesmo desenganados pelas circunstâncias humanas, mas Deus quer nos mostrar que há um propósito em tudo isso.

Só aprendemos a descansar verdadeiramente em Deus quando enfrentamos uma situação que é maior do que as nossas forças humanas. Quando estamos impossibilitados de agir por nossa própria conta é que resolvemos abrir todo o espaço para Deus e então Ele começa a agir.

Enquanto temos um mínimo de controle sobre a situação, a nossa tendência é não descansar completamente em Deus porque ainda queremos fazer mais algo pela situação. Quando isso não é mais possível, nesse momento, aprendemos a entregar a um Deus que tudo pode.

Ezequias entendeu que o propósito de tudo aquilo foi que ele obtivesse paz. E nós? Será que temos buscado um propósito em meio aos problemas ou temos nos preocupado apenas em reclamar deles? Entrega ao Senhor, descansa no Senhor e espera Nele!

domingo, 31 de dezembro de 2023

Fazendo morrer a carne para que o espírito seja vivificado

Texto de referência: 2 Coríntios 4:10-18


A dicotomia entre corpo e espírito é algo presente em diversas partes da Bíblia. Nesta parte das Escrituras, encontramos o apóstolo Paulo abordando sobre os desafios presentes em se fazer morrer aquilo que é carnal. Segundo ele, o verdadeiro apóstolo leva em seu corpo o morrer de Jesus, esperando ver a vida Dele manifesta neste corpo mortificado.

Existe aqui então uma comparação entre a morte e a vida, entre corpo e espírito, entre as coisas desta vida e as da eternidade. Quando o nosso corpo morre para Jesus, a vida Dele se manifesta em nós. 

Esse morrer externo faz com que o nosso exterior se desvaneça, entretanto, faz com que o nosso interior se fortaleça e se renove diariamente, afinal, o foco do apóstolo não estava no que se via, o qual possui caráter temporal, mas no que não se via, pois este último era eterno.

O que percebemos aqui é que, quando fazemos morrer o nosso corpo, na verdade estamos nos enchendo de vida. Todavia, deixar a carne de lado não é fácil, afinal, somos frequentemente tentados a satisfazê-la, deixando de lado o espírito.

Deveria ser o contrário, afinal, as coisas dessa vida são temporais, enquanto as coisas eternas são o que de fato vão prevalecer. Deus espera de cada ser humano esse entendimento, de que quando abrimos mão da carne, abrimos espaço para Deus trabalhar em nosso interior.