quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Quando Jesus nos desafia ao novo

 Texto de referência: Marcos 4:35-41


A passagem em que Jesus dorme em meio a tempestade é recheada de aprendizados. Aqui no blog eu já teci algumas considerações sobre ela, mas me parece que a cada vez que nos deparamos com este texto nas Escrituras, novos aprendizados surgem.

Quando Jesus diz aos seus discípulos,  “Vamos passar para a outra margem”, os discípulos não poderiam imaginar que surgiria uma tempestade no meio desse percurso.

Quando Jesus nos desafia ao novo nós também não sabemos o que virá pela frente, e muitas vezes enfrentamos tempestades. Passar para a outra margem era uma travessia, significava a mudança de ambiente. Durante o nosso percurso na vida, também encaramos situações onde precisamos mudar. Seja fisicamente ou espiritualmente,  acredito que todos já precisamos sair da nossa condição atual para encarar uma nova realidade. 

Mas algumas vezes durante esse percurso rumo ao novo nós enfrentamos tempestades, adversidades que dificultam a nossa chegada.

Mas esse texto bíblico nos ensina que independente do tamanho do obstáculo, se Deus nos chamou a passar para a outra margem, é porque ele irá nos sustentar e proteger para chegar lá. 

Jesus dormiu durante a tempestade, pois sabia do seu pleno controle sobre a situação.  Por fim, deu ordem ao vento e à tempestade para cessarem. E assim Ele nos mostrou que se ele está no barco não precisamos temer o fim.

Se somos chamados a um novo tempo,  precisamos confiar que Jesus já preparou a nossa chegada ao destino final. Confiar durante o processo também faz parte da caminhada. 


sábado, 10 de janeiro de 2026

Existe uma lepra que tira o brilho das nossas conquistas?

 Texto de referência: 2 Reis 5:1-19


Naamã era um grande homem na Síria. Comandante do exército sírio, era ele quem trazia as vitórias nas guerras que a Síria travava. As Escrituras citam Naamã como um homem muito respeitado diante do rei e que tinha muito valor. Todavia, Naamã era um homem leproso.

A lepra naqueles dias era uma doença sem cura ou tratamento, cujas feridas iam definhando aos poucos o corpo de quem a possuía. Naamã, um grande conquistador de territórios, não conseguia vencer a guerra contra a lepra.

Até que ele conheceu o profeta Eliseu, que lhe apresentou o Senhor dos Exércitos e lhe deu uma receita um tanto excêntrica, mergulhar por sete vezes no rio Jordão. Naamã foi tratado em seu orgulho, curado da lepra e reconheceu o Senhor como verdadeiro Deus.

Muitas vezes enfrentamos situações semelhantes a essa de Naamã. Muitas pessoas são grandes empresários, pessoas de renome diante da sociedade, indivíduos com grande inteligência que trazem contribuições relevantes ao país em que residem, mas que possuem uma lepra escondida que não conseguem vencer.

Seja um casamento arruinado, problemas emocionais como pânico, depressão profunda, relacionamentos familiares destruídos, uma vida financeira descontrolada, um vício escondido, o que quer que seja, existe uma lepra que muitas vezes transpõe a vida externa vitoriosa que as pessoas levam.

Mas como Naamã foi curado, nós também podemos ser. Seja qual for a lepra que corroi o nosso ser e apaga o brilho das nossas conquistas, podemos invocar a Deus para sermos curados e termos uma vida plena. Vitória por fora e por dentro. Uma vida restaurada por completo.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Como andar com o Espírito Santo

  "Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. Romanos 8:14

Muito se ouve sobre a busca ao Espírito Santo. A frase “Vem Espírito Santo” ecoa sempre nos nossos encontros eclesiásticos. Há uma busca geral pelo Espírito, todavia, ainda de modo superficial.

Somente desejar o Espírito Santo ou invocar a Sua presença não basta, é preciso tomar atitudes que o tragam para perto de nós. Neste texto busquei listar três atitudes práticas que nos fazem estar mais próximos do Espírito.

1) Intimidade com a Palavra de Deus. A Bíblia é a Palavra dada por Deus e entregue a nós. Quando abrimos a Bíblia estamos dizendo de forma implícita que queremos ouvir a Deus. E quem nos ensina, quem nos dá entendimento para compreender a Palavra é o Espírito Santo. Por isso, meditar na Palavra é uma forma de também buscá-lo.

2) Obediência a Deus. A obediência a Deus é a forma de praticar o que aprendemos pela Palavra. Quando obedecemos a Deus estamos automaticamente desprezando o pecado, e não há melhor forma de estar mais próximos de Deus e do Espírito Santo do que ficando longe do pecado.

3) Renúncia ao nosso ego. Talvez um dos maiores desafios do homem seja abrir mão do próprio eu, afinal, ser egocêntrico é algo próprio do ser humano. Quando falamos em renunciar o nosso ego, não necessariamente indica renunciar o pecado, mas abrir mão de atitudes que satisfazem o nosso eu para simplesmente agradar a Deus. É deixar as nossas vontades de lado e viver tendo Deus como o nosso centro. Quando a carne não nos domina, automaticamente abrimos espaço para o Espírito. 


sábado, 27 de dezembro de 2025

O livro de Lamentações


Lamentações foi um livro escrito pelo profeta Jeremias durante o período de ameaça dos israelitas pelos seus inimigos, os assírios e egípcios.

É um livro de 5 capítulos que, como o próprio nome denota, expressa uma lamentação do profeta ao cerco ocorrido. O capítulo 1 retrata a destruição de Jerusalém. O autor retrata a glória que um dia essa cidade teve e como agora estava totalmente destruída. 

O capítulo 2 expressa a destruição de Jerusalém como um castigo vindo de Deus por todos os seus pecados. O capítulo 3 expressa uma lamentação a tudo que estava ocorrendo mas também chama o povo a ter esperança de que um dia tudo aquilo se acabaria e que os inimigos do povo de Deus seriam destruídos. 

O capítulo 4 fala sobre os sofrimentos do cerco, os horrores da guerra travada, que trouxe fome, humilhação e tristeza a todo o povo. Uma parte do capítulo 2 também aborda esse cenário de pavor.

O capítulo 5 finaliza com um clamor do profeta pedindo a Deus o fim de todo aquele sofrimento.  

Em suma, Lamentações é um livro profético o qual chama o povo ao arrependimento e pede a Deus o livramento. Não retrata apenas a tristeza, mas é uma mensagem de esperança para tantos que estão vivendo cercados por inimigos visíveis e invisíveis. 



sábado, 15 de novembro de 2025

Contra os falsos profetas

 Texto de referência:Jeremias 23:9-32


Um profeta é conhecido como alguém que fala a Palavra do Senhor, consequentemente, um falso profeta é aquele que diz estar falando a Palavra do Senhor, quando na verdade o que ele fala não foi dito por Deus. 

Nos tempos de Jeremias os falsos profetas estavam dominando o povo de Judá e foi contra eles que o profeta denunciou.

A primeira denúncia foi contra o pecado em que viviam aqueles que diziam andar com Deus. Alguns pecados citados foram o adultério, a falsidade, ser cúmplices e apoiadores dos que praticavam maldades, até mesmo os influenciando para não mudarem suas atitudes. Sem dúvida, pecados muito graves.

E se andavam em pecado, consequentemente a Palavra do Senhor não estaria com eles. Mesmo assim, ousavam em dizer que haviam sonhado profeticamente e enganaram ao povo. Além disso, sobre àqueles que andavam em pecado, em vez de os advertiram a abandonar seus erros, profetizavam a eles paz e ausência de mal, o que os induzia a acreditar que suas atitudes eram boas.

O peso que um profeta carrega é muito grande, pois ele fala a Palavra dita pelo Senhor. Por semelhante modo, a culpa que um falso profeta carrega também é muito grande, pois ele está dizendo algo que Deus não disse e as consequências dessa palavra mentirosa na vida de quem ouviu podem ser fatais, inclusive levando elas à condenação eterna.

E por esse motivo, a intensidade da denúncia de Jeremias era tão grande, inclusive chegando a dizer que esses falsos profetas não traziam nenhum proveito ao povo. Que aquele que se diz profeta seja para falar a Palavra do Senhor. 


quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Guarde bem os tesouros da Casa de Deus

 Texto de referência: 1 Crônicas 26:20-28


Das muitas guerras que o povo de Israel lutou, eles alcançaram muitos despojos, que eram objetos do inimigo que ficavam com o vencedor da guerra. Entre os despojos haviam armas, joias,

Muitos despojos de guerras travadas pelo rei Davi foram consagrados a Deus, isto é, Davi não pegou para ele mas colocou no templo. Esses despojos faziam parte dos chamados tesouros da Casa de Deus. Também faziam parte destes tesouros objetos de valor que foram consagrados por Samuel, Saul, chefes de algumas famílias israelitas e pelos comandantes do exército. 

Mas o que me chamou atenção é que a Bíblia deixa um espaço registrado para nomear quem eram os israelitas responsáveis por guardarem o tesouro da Casa de Deus. O texto diz que Selomite e seus irmãos, da tribo de Levi, tinham a função de guardar os tesouros.

Imagine a responsabilidade desses homens em guardar objetos valiosos que foram consagrados ao Senhor. Com certeza, era muita responsabilidade. Assim como Selomite e seus irmãos, nós também estamos encarregados de guardar os tesouros da Casa de Deus. 

Não necessariamente objetos de valor, pois isso fica a cargo de quem cuida do patrimônio da igreja, mas os tesouros espirituais. Como servos d’Ele, temos por obrigação zelar por aquilo que Ele colocou em nossas mãos. O compromisso ministerial que assumimos com Deus, seja dentro ou fora do ambiente eclesiástico é um tesouro dedicado a Deus que temos a nosso cargo.

Fazer as coisas para Deus de qualquer forma é negligenciar a obra que Ele confiou em nossas mãos. De qual tesouro o Senhor nos encarregou de cuidar? Temos cuidado dele como para o Senhor e não para os homens (Colossenses 3:23-24)?


sábado, 8 de novembro de 2025

O propósito do Sábado

 Textos de referência: Êxodo 20:8-11; 23:12-13; Levítico 23:3


Ao revelar as suas ordenanças para o povo de Deus no deserto, um de seus mandamentos foi:

Lembra-te do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus. Êxodo 20:8-10

Mas esse mandamento se estendia a várias regras, onde no dia de sábado não era permitido fazer qualquer tipo de trabalho, até mesmo os animais eram proibidos de exercer atividades neste dia.

Mas qual seria o propósito de Deus com esse mandamento?

Quando o Senhor traz o mandamento do sábado, ele lembra ao povo que o sétimo dia é sábado do Senhor. Então um dos propósitos do sábado era que o povo tivesse um dia dedicado às coisas do Senhor, assim, como eles não trabalhariam, poderiam ter tempo para contemplar mais a Deus, aperfeiçoando a sua comunhão com Ele.

O Senhor conhece a nossa essência, em como somos apegados às coisas terrenas, e que a correria das nossas atividades poderiam nos tirar do propósito de ter um tempo de qualidade com o Senhor, por isso Ele estabelece um dia em que não vamos cuidar de coisas externas para que possamos ter tempo hábil para contemplar o Senhor. Parando para refletir, será que o dia separado para o nosso descanso do trabalho temos deixado tempo de qualidade para buscar mais ao Senhor? Ou estamos nos enchendo com outras atividades e permanecendo em nossa correria?

O outro propósito do sábado é o descanso. A continuação do texto do mandamento lembra que em seis dias Deus fez o céu e a terra, mas que no sétimo ele descansou. Logo mais à frente em outra passagem, o Senhor lembra que o sétimo dia é para que os trabalhadores tomem alento, ou seja, o sábado seria um dia para descanso do corpo e da mente.

Deus nos criou como seres que necessitam de descanso. Isso faz parte da nossa essência e contribui para que a nossa “máquina” humana funcione perfeitamente. Será que temos vivido de forma tão frenética que não estamos permitindo ao nosso corpo exercer o descanso que não é apenas recomendável por especialistas, mas que é uma ordenança de Deus?

Comunhão e descanso, eis o propósito do sábado, o dia santificado pelo Senhor.