quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Primeiro a adoração, depois as bênçãos do alto

 Texto de referência: 2 Crônicas 1:7

Salomão foi um dos reis mais gloriosos que Israel teve. Diferente do seu pai Davi, Salomão não precisou trabalhar para conquistar riquezas para o reino de Israel, pois Davi já havia deixado um reino abastado em riquezas para ele.

Salomão foi amado por Deus e na sua juventude serviu a Deus de todo coração. Em um certo dia, Salomão se pôs em adoração tão profunda a Deus que naquela noite, o Senhor apareceu a ele e lhe disse:

“Pede o que quiseres que eu te dê.”

Imagine só uma espécie de cheque em branco de Deus para Salomão. Qualquer um desejaria estar no lugar dele.

E quais seriam as opções de pedidos? Riquezas, honra, saúde, um cônjuge, ou outras coisas mais. Todavia Salomão não pediu nada disso. O pedido de Salomão a Deus foi a sabedoria para governar o reino de Israel.

Esse pedido agradou a Deus porque se tratava do povo d’Ele, escolhido por Ele dentre todas as nações.

Mas, como forma de recompensa a Salomão por essa atitude sincera, Deus deu a ele também riquezas e honra.

Mas Salomão só teve essa dádiva de Deus porque estava em adoração. Queremos bênçãos de Deus vivendo uma vida vazia de adoração. Adorar significa se render a Deus. É nesse ambiente de rendição que ele opera, pois encontra em nós um coração dependente dele, que confia nele.

Primeiro a adoração, depois as bênçãos do alto. Que possamos priorizar a nossa adoração a Deus, que ela faça parte do nosso cotidiano, pois somente assim outras coisas nos serão também acrescentadas.


sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Não tente lutar sozinho

 Texto de referência: 1 Crônicas 19:10-15


O antigo testamento é um livro que relata muitas batalhas vividas pelo povo de Deus. Todavia, eu enxergo essas batalhas como ilustrações para a nossa vida hoje, uma maneira de Deus nos ensinar como nós podemos lutar as nossas guerras espirituais, haja vista a Bíblia dizer que a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra principados e potestades.

Em uma destas batalhas, ocorridas no tempo do rei Davi, Israel lutava contra os amonitas e os siros. Como eram duas nações e elas cercaram os israelitas pela frente e pela retaguarda, o comandante do exército - Joabe - convocou seu irmão e braço direito, Abisai, para uma estratégia conjunta.

Enquanto Joabe iria lutar contra os siros, Abisai lutaria contra os amonitas, e quem vencesse primeiro iria ao socorro do outro.

Pela força do Senhor, Joabe saiu vitorioso. Mas ele não precisou ir ajudar Abisai, porque os amonitas, ao verem os siros derrotados, fugiram também.

Essa história nos mostra a força da união diante da guerra. Sozinho, Joabe não conseguiria lutar, então ele buscou ajuda. A maior parte das nossas guerras não são possíveis de vencermos sozinhos, precisamos de ajuda no combate, seja em oração, com conselhos, direcionamentos, apoio médico, psicológico, emocional ou até repreensões.

O nosso orgulho muitas vezes nos faz acreditar que não precisamos de ajuda, ou que expor a nossa situação pode ser humilhante, mas temos que reconhecer quando o pedido de socorro é uma ação crucial se quisermos sair vitoriosos.

Se hoje você está enfrentando uma batalha sozinho, e está sem forças para lutar, talvez essa mensagem seja o direcionamento que você precisa para entender que precisa pedir ajuda. Vem de Deus andarmos juntos uns com os outros. Nas mais difíceis batalhas, não tente guerrear sozinho.




quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Por que oramos e Deus não nos ouve?

 Textos de referência: Isaías 1.15-16 e Isaías 59:2


O Salmos 141 é uma oração atribuída a Davi, onde ele busca algo que devemos buscar todos os dias: que o Senhor escute a nossa oração.

Logo no início do texto o salmista pede a Deus que ouça a sua oração, que ela suba a Ele como incenso, e que o seu louvor seja como uma oferta agradável. Em síntese, o salmista pede que a sua oração e adoração agradem a Deus.

Nem sempre a nossa oração ou adoração são aceitas diante de Deus e isso ocorre quando há em nós pecado. O pecado nos afasta de Deus, e faz com que ele não ouça a nossa oração ou aceite a nossa adoração.

Como diz no livro do profeta Isaías:

“Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal.” Isaías 1.15-16.

“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” Isaías 59:2

E por isso, nos próximos versículos o salmista pede que o Senhor o ajude a vigiar aquilo que ele fala, que o coração dele não seja inclinado para o mal, que ele não seja influenciado pelos perversos e que ele saiba aceitar a repreensão.

A santidade é o caminho que nós aproxima de Deus. Uma oração feita com uma vida cheia de pecados não confessados é um ato hipócrita. Precisamos viver uma vida reta se quisermos que ele nos ouça. É um despertar contínuo, que exige de nós renúncia diária ao pecado.



sábado, 11 de outubro de 2025

O Apocalipse em Isaías

 Textos de referência: Isaías 65 e 66


Não somente o livro do apocalipse relata visões sobre o fim dos tempos. Toda a Bíblia está cheia de trechos que relatam o que ocorrerá nos últimos dias. Entretanto, alguns livros são mais dotados de profecias apocalípticas, como é o caso, por exemplo do livro de Isaías que em seus capítulos finais, a saber, os capítulos 65 e 66 retratam um pouco sobre os últimos dias.

Em algumas partes do capítulo 65 o profeta relata sobre o castigo dos ímpios e a recompensa dos fiéis. Aqueles que escolheram desobedecer a Deus estarão destinados à matança mas os que buscaram a Deus encontrarão repouso (v.9-12).

Ainda no capítulo 65 o profeta Isaías relata que haverá novos céus e nova terra, com total semelhança a referência de João em Apocalipse 21:1. Uma terra onde não haverá choro e nem clamor. A longevidade estará presente, os animais ferozes serão mansos e o mal não se achará.

No capítulo 66, a partir do versículo 10 o profeta retrata como haverá paz, abundância e glória na nova Jerusalém. Também salienta como o Senhor virá com fogo e ira para trazer juízo aos homens.

E continua relatando como muitos povos serão salvos, pessoas que nunca ouviram falar do Senhor, que estão nas mais longínquas terras e que se converterão ao Senhor. E será um grande tempo de adoração, onde povos de todas as nações se prostrarão diante do Senhor.

Mas o fechamento do livro fala sobre a morte dos prevaricadores, daqueles que não serviram a Deus e estarão em um lugar onde o sofrimento será eterno, onde haverá verme, fogo e muito horror.

Esses capítulos são uma lição para nós de que o fim é certo, um dia toda essa terra passará e será recriada como Deus planejou. Eu quero estar nesse novo céu e terra, e você, onde deseja estar quando tudo terminar? A decisão para onde iremos no fim dos tempos é diária, só depende de nós obedecermos ou não ao Senhor.



sexta-feira, 3 de outubro de 2025

O anseio de um pecador

 Alguns salmos na Bíblia retratam as agruras do pecado. Os salmos são orações e em muitos deles vemos o clamor de um aflito. O Salmos 130 é um deles, pois retrata o clamor de um homem que pecou e estava nas profundezas do pecado.

“Das profundezas clamo a ti, Senhor.” v. 1

O pecado tem esse poder de nos deixar nas profundezas. Quando cedemos a ele, aos poucos vamos nos afundando. A expressão desse salmista indica o quanto ele se afastou de Deus.

Mas ele crê no perdão de Deus, ele acredita que a misericórdia de Deus é tão extensa que permite ele não observar profundamente os nossos pecados, pois uma vez que o Senhor colocar nossas faltas em análise profunda, todos seríamos aniquilados.

“Se observares, Senhor, iniquidades, quem, Senhor, subsistirá?” v. 3

A sua confiança no perdão de Deus é algo tão grande que ele anseia por esse perdão e por adentrar novamente na presença do Pai. Ele crê na misericórdia e no grande poder remidor que o Senhor tem, para perdoar não somente alguns pecados, mas todos, não importa a sua gravidade.

“ A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã, espere Israel no Senhor, pois no Senhor há misericórdia; nele, copiosa redenção. É ele quem redime a Israel de todas as suas iniquidades.” v. 6, 7 e 8.

O perdão de Deus é gratuito, mas para alcançá-lo precisamos ser como o salmista, buscar, esperar e confiar. Quando nos abrimos ao perdão ele é estendido a nós.



quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Nunca é tarde para buscar ao Senhor: meditando sobre o rei Josias

 Texto de referência: 2 Crônicas 34


Dentre os reis de Judá, Josias foi o último rei que a Bíblia relata que serviu ao Senhor. Todos os que vieram após ele fizeram o que era mau diante de Deus e a partir daí começaram os períodos de exílio dos judeus.

Mas a devoção de Josias ao Senhor não começou logo no início do seu reinado, até porque Josias tinha apenas oito anos quando começou a reinar.

Ele também não teve referências familiares para o temor do Senhor, pois seu pai e avô, Amom e Manassés, respectivamente, foram talvez os piores reis que Judá já teve.

Josias tinha tudo para seguir o exemplo dos seus pais, e consequentemente fracassar, mas ele resolveu seguir outra direção. A Bíblia diz que aos 16 anos ele começou a buscar ao Senhor, e quatro anos depois ele começou uma restauração espiritual no território de Judá, destruindo todos os altares idólatras que haviam sido construídos nos reinados anteriores. Inclusive ele destruiu um altar feito no período do rei Jeroboão, centenas de anos antes do seu reinado.

Aos 26 anos, Josias renova a aliança do povo com o Senhor e realiza a celebração da maior Páscoa feita por reis desde que Israel virou uma monarquia.

A vida de Josias nos mostra que nunca é tarde para o nosso despertar para Deus. Josias não tinha referências para buscar a Deus, mesmo assim ele o fez. Ele não iniciou sua trajetória servindo ao Senhor, mas um dia seus olhos foram abertos e aquele homem passou a servir a Deus de todo coração, se santificado e buscando a santificação do povo de Judá.

E por isso, o seu reinado durou trinta e um anos, vivendo em paz com as nações ao redor, porque o seu coração se converteu de verdade ao Senhor.