quarta-feira, 3 de março de 2021

Os três elementos essenciais à nossa caminhada cristã

 Texto-base: Colossenses 2:6‭-‬7

"Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão."


Enquanto cristãos a nossa vida aqui na terra consiste em um progresso. A partir do instante em que conhecemos o Senhor Jesus, passamos a percorrer um caminho, e ele não tem rotas de descanso ou desvio. Através do apóstolo Paulo, o Senhor nos ensina três etapas desse caminho para andar com Deus.

O primeiro passo é nos enraizar na fé em Jesus. A raiz é um elemento interno da planta. Apesar de não ser vista, é ela quem lhe dá sustentação. Assim também devemos ter raízes espirituais, isto é, atitudes que irão sustentar a nossa fé para que ela não seja derrubada com ventos ou tempestades. Essas atitudes são internas, dizem respeito à nossa vida íntima com o Senhor, coisas que as pessoas não vêem, mas que trarão como consequência o segundo aspecto, como diremos a seguir.

O próximo elemento é a edificação. Quando olhamos para a árvore, não vemos as suas raízes, o que vemos são as suas partes externas. Todo cristão bem arraigado cresce e é notado pelas pessoas. É impossível alguém caminhar com o Senhor e permanecer da mesma forma. Quando O recebemos em nossa vida, também recebemos o Espírito Santo, e a Sua presença em nós traz transformações indescritíveis que nos faz crescer e dar frutos ao reino de Deus.

O último aspecto relatado por Paulo é a confirmação na fé. Após enraizarmos e crescermos, é hora de vivermos em maturidade. Estar firmados na fé é não nos deixarmos abalar diante de dificuldades. Espera-se que todo cristão após um tempo de caminhada com o Senhor tenha uma fé firme. Isso não nos isenta de pecarmos, mas nos dá sustentabilidade o suficiente para, se cairmos, podermos nos levantar.

Enraizados, edificados e firmados: três elementos imprescindíveis à nossa caminhada com Deus. Não conseguiremos fazer tudo isso sozinhos, apenas com a força do Senhor poderemos viver o que o Senhor tem para nós e crescermos em ações de graças, como Ele espera de nós.

segunda-feira, 1 de março de 2021

As três consequências do ódio

 Texto-base: 1 João 3:14-15


O ódio é um sentimento oposto ao amor. Apesar de ser abominado por Deus, muitos ainda convivem com esse triste sentimento.

O ódio não é um sentimento que afeta apenas o indivíduo, pelo contrário, é um sentimento que afeta no mínimo duas pessoas: quem odeia e quem é odiado.  Esse sentimento é desencadeado após algum conflito, que envolve ambas as partes. Entretanto, independente do motivo que leva alguém a sentir ódio, ele não é permitido por Deus. Isso quer dizer que quem alimenta ódio em seu coração está em desobediência a Deus.

Esse é o primeiro aspecto negativo do ódio: quando o alimentamos em nosso coração, estamos nos afastando de Deus. Isso significa que o ódio é um impeditivo ao nosso relacionamento com o Senhor. Ele nos impede de estarmos em comunhão e herdarmos o reino de Deus.

Em outra vertente, o ódio nos atrapalha em nosso relacionamento com os irmãos. O apóstolo João nos diz que quem odeia seu irmão é um assassino. Isso não necessariamente significa o ato de tirar a vida do irmão, mas de matá-lo espiritualmente. O ódio destrói amizades, momentos familiares deixam de ser desfrutados, relacionamentos são interrompidos. Odiar o irmão é matar a sua relação com ele.

Por fim, e tão devastador quanto as demais vertentes, o ódio nos prejudica internamente. Quem odeia o irmão anda em trevas, cheio de cegueira, vivendo sem direção. Não importa se há fartura, o coração cheio de ódio não pode ter satisfação. Aos poucos esse sentimento vai definhando a alma, até que a vida perde o verdadeiro sentido.

E por tudo isso, o ódio é um sentimento que só nos traz prejuízos. Se Deus habita em nós, não podemos alimentar esse sentimento em nosso coração. E o caminho para enfraquecer o ódio é nos alimentarmos de amor. À medida que vamos nos aperfeiçoando no amor, o ódio vai perdendo espaço.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

É amando o próximo que aprendemos a amar a Deus

 Texto-base: 1 João 3:16-18; 4:7-21


O apóstolo João nos fala muito sobre o amor.

Em sua primeira carta, ele nos ensina sobre o que é verdadeiramente o amor em duas vertentes: o amor de Deus e o amor fraternal, isto é, entre irmãos.

Todo amor vem de Deus. Ele é a origem do amor.

O princípio do amor não consiste em nós amarmos a Deus, mas Nele ter nos amado e enviado Seu único Filho, Jesus, para morrer por nós. E é nesse amor que devemos nos espelhar, pois assim como Deus nos ama também devemos amar nossos irmãos. E assim como Jesus deu a Sua vida por nós também devemos dar a vida pelos nossos semelhantes. Esse foi o mandamento de Jesus, que amemos nossos irmãos como Ele nos amou.

E dar a vida não significa morrer fisicamente por eles, pois isso Jesus já fez, mas exercer um amor sacrificial, isto é, capaz de deixar as nossas próprias vontades para fazer o bem ao próximo.

Isso é amar, exercer boas atitudes com as pessoas mesmo quando isso aparentemente não nos trará benefício algum, ou até mesmo nos trará prejuízo. Esse é o amor de Deus por nós, um sentimento que não exigiu nada em troca. Um amor que não se apoiou em palavras, mas em atitudes.

O amor ao próximo é a mensagem ouvida desde o início. Quando exercemos esse amor vivemos todas as bênçãos das quais Jesus nos prometeu: temos a vida, vivemos na luz, permanecemos em Deus e O conhecemos.

Mas há uma bênção ainda maior quando exercemos o amor ao próximo: somos aperfeiçoados no amor de Deus. O perfeito amor não convive com o medo. Quando amamos a Deus, aprendemos a confiar Nele. E esse amor começa pelos nossos irmãos, pois apesar de acharmos que aprendemos a amar demonstrando nosso amor a Deus, Ele nos mostra pela Palavra que a essência do nosso amor enquanto seres humanos começa quando demonstramos amor ao próximo.

Isso acontece porque o nosso relacionamento com os nossos irmãos se baseia na materialidade. Conhecemos o nosso próximo, vemos suas necessidades e suas fraquezas. Já com Deus o nosso relacionamento é imaterial. Não o vemos. Dessa forma, se não conseguimos amar alguém que vemos, que conhecemos as necessidades, os sofrimentos e não nos compadecemos, como poderemos amar a Deus que não enxergamos de forma material?

Assim, entendemos que para amarmos a Deus, precisamos primeiro amar os nossos semelhantes. Quando amamos o nosso próximo de forma atitudinal, o amor de Deus permanece em nós. 

Amar o nosso próximo não é uma opção, é um mandamento. E apesar desse mandamento ser o segundo em ordem de importância, pois o primeiro é amar a Deus, só cumpriremos o primeiro quando exercermos o segundo. Que Deus nos ajude a amar o nosso próximo. Em um mundo de amor hipócrita, enquanto cristãos, o nosso amor tem que ser verdadeiro.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

O banquete contínuo da alegria e do amor

Texto-base: Provérbios 15:15-17


O sentimento da alegria é frequentemente posto em debate. Em um mundo de tantas tragédias, estar alegre o tempo todo é considerado impossível para grande parte das pessoas. Mas o Senhor nos diz em Provérbios que a alegria do coração é banquete contínuo, isto é, não acaba. 

Diante disso, podemos refletir que quando há alegria no nosso coração, não importam as circunstâncias externas, há sempre comemoração por dentro. Um coração alegre não precisa de muito, pois está rodeado de gratidão pelas coisas simples da vida.

Ele continua dizendo que não precisamos de muito, na verdade o que realmente necessitamos é temer ao Senhor, pois se andamos com Deus não importa se para as pessoas temos pouco, para nós é o suficiente para enxergarmos o cuidado Dele em nossas vidas. Afinal, um tesouro onde há inquietação não adianta de nada. Não é apenas ter, mas saber desfrutar daquilo que temos. Um coração sem contentamento pode ser cheio das melhores coisas dessa terra que jamais irá se satisfazer.

Outro aspecto em que a despeito da quantidade de bens existentes não fará sentido, é onde não há amor. O sábio autor de Provérbios nos diz que um prato de hortaliças onde há amor é melhor do que um boi assado onde há ódio. Isso significa que o que traz abundância a qualquer situação é o sentimento que reside ali. Onde há falta de amor não pode haver abundância de nada, porque o que se está vivendo não fará sentido. O sentido das coisas é percebido pelos sentimentos que nos permeiam. Se há contentamento, há gratidão não importa a situação. Se há amor, há fartura ainda que os recursos sejam poucos.

Parecem utópicas e difíceis de viver essa realidade, haja vista vivermos em um mundo de tanto materialismo, onde somos cercados pelas ideias de que seremos felizes quando tivermos o emprego dos sonhos, um casamento invejável, um carro ou uma casa de luxo, um closet equipado, dentre outras coisas. Entretanto, não é isso que nos ensina a Palavra de Deus. Ela nos mostra que a despeito de qualquer materialidade, existem sentimentos que se sobrepõem a tudo isso.

É tempo de fazermos com que tudo isso se torne realidade para nós. Que essas não sejam meras palavras, mas uma forma de viver, onde focaremos no que realmente importa e desfrutaremos do que verdadeiramente nos faz bem.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

A terra desolada ficou como o jardim do Éden

Texto-base: Ezequiel 36:35


Apesar de ser o povo escolhido de Deus, os israelitas eram muito obstinados. Frequentemente caíam em diversos pecados. Para lhes abrir os olhos, Deus enviava profetas, como o profeta Ezequiel, para lhes alertar sobre seus erros. Mesmo praticando pecados recorrentes, aquele povo sempre experimentou com abundância a misericórdia de Deus, pois Ele sempre lhes dava novas chances de se arrependerem e mudarem de vida.

Em um desses episódios, Deus revela ao profeta que restauraria a Israel de uma forma completa. Eles seriam perdoados e purificados, um novo coração seria posto neles e eles voltariam a tomar posse da sua terra. Com essa nova mentalidade, eles passariam a viver uma vida de santidade e obediência. O Espírito habitaria neles e haveria prosperidade material.

Então, as pessoas que vissem a terra do povo de Deus diria: "Esta terra desolada ficou como o jardim do Éden". Para entendermos o grau de mudança que Deus estava prometendo àquele povo, primeiro precisamos entender como era o Jardim do Éden. Plantado pelo próprio Deus, ele era um local cheio de todo tipo de árvores agradáveis e frutíferas, além de ser cercado por um rio que se dividia em quatro vertentes. Sem dúvida, o Éden era um lugar maravilhoso. E Deus prometeu ao Seu povo que eles seriam como o jardim do Éden.

Eles sairiam da desolação para um estado admirável. De um estado de ruínas para a fortificação. De um estado de abandono para plena habitação.

O que Deus prometeu ao povo de Israel não se limita a eles apenas. Aquilo que Ele desejava fazer a Israel Ele deseja fazer a todo ser humano, que atenda ao Seu chamado. Através desse texto percebemos o quanto Deus nos transforma. O perdão de Deus em nós faz com que sejamos novas criaturas. O Seu amor nos regenera e a mudança que começa por dentro fica cada vez mais nítida, perceptível aos olhos das pessoas. Todos conhecemos pessoas que foram totalmente transformadas, a tal ponto de não acreditarmos, tamanho o grau da mudança. Esse é o agir de Deus em cada um de nós, a partir do nosso encontro real com Ele. Só precisamos abrir o nosso coração.


Se até hoje você não se entregou ao Senhor, faça essa oração:

"Senhor Jesus eu te recebo hoje como Senhor da minha vida. Perdoa os meus pecados, apaga todas as minhas transgressões e escreve meu nome no Livro da Vida.

Amém."


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

As águas impróprias de Jericó: o problema estava na fonte

 Texto-base: 2 Reis 2:19-22


O texto lido relata uma situação ocorrida nos tempos do profeta Eliseu. Alguns moradores da cidade de Jericó relataram ao profeta que, apesar da cidade ser bem situada, a terra do lugar era improdutiva porque as águas eram impróprias.

Eliseu então pede que se coloque sal em um prato novo. Então o profeta vai até o manancial de onde procediam as águas e coloca o sal nelas. A partir de então, as águas passam a ser saudáveis, deixando de provocar morte e esterilidade.

As atitudes de Eliseu acerca dessa situação nos chamam a atenção. Em um prato novo, indicando novidade, ele pede para que se coloquem sal, que representava naquele tempo a fertilidade. Por fim, Eliseu foi até a fonte da cidade, de onde provinham as demais águas e colocou sal. A partir da fonte sarada, as águas não geraram mais morte nem esterilidade. 

O cerne daquele problema não era a cidade e nem a terra, mas as águas do lugar. Tanto a cidade quanto a terra tinham condições favoráveis, todavia, a origem das águas estava contaminada.

Muitas pessoas enfrentam situações semelhantes às águas estéreis de Jericó. Possuem condições favoráveis, externamente possuem todas as condições de terem sucesso, mas por anos continuam improdutivas.

E quando vamos analisar, percebemos situações em suas origens que precisam ser tratadas para que possam viver o melhor de Deus. Mas para isso, o prato precisa ser novo, isto é, é preciso eliminar os velhos hábitos e ter uma mentalidade nova.

Ainda, Deus utiliza instrumentos durante esse processo. No caso de Jericó foi o sal, mas cada situação pode ser diferente. Os instrumentos podem ser diversos, como a medicina, a psicologia, o acompanhamento de uma pessoa (ou grupo) de oração ou um conselheiro sábio. O importante é que ao entregarmos a Deus os nossos desafios, Ele se encarrega de nos direcionar para a solução.

Por fim, Eliseu foi até a origem das águas. E então elas ficaram saudáveis. Muitos problemas em nossa vida poderiam ser resolvidos se os tratássemos em sua origem. O problema é que muitas vezes queremos remediar a dor, sem tratar a sua causa. O mesmo Deus que operou nas águas de Jericó fazendo elas se tornarem férteis pode operar também em nosso favor, eliminando de nós aquilo que nos impede de viver a vida abundante que Deus tem para nós. Apesar de muitas vezes a iniciativa ter que ser nossa, a honra da nossa vitória é Dele! Tudo é para Ele!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

As contribuições do sofrimento para o crescimento do Reino de Deus

  Texto-base: Filipenses 1:12-14


Apesar de ter sido um grande servo de Deus, o apóstolo Paulo não viveu isento de grandes lutas. Em suas cartas, ele relata quantas dificuldades enfrentou, desde açoites, naufrágios, calúnias, até prisões. Paulo foi preso por duas vezes, em uma ele foi solto e na segunda vez acabou sendo morto.

Mas Paulo tinha a convicção de quem ele era para Deus e de quem Deus era para ele. Em uma dessas prisões, Paulo relata aos filipenses que, a sua prisão estava contribuindo para o progresso do Evangelho, de forma que, enquanto ele estava preso, ele continuava pregando a Palavra, e os demais cristãos, ao invés de estarem desanimados por vê-lo preso, estavam falando com mais ousadia a Palavra de Deus.

Paulo era um homem como nós. Talvez sua mente fosse muitas vezes tomada pelos questionamentos do porquê ele estava ali, preso e em sofrimento, mas em Deus, ele pôde perceber que até mesmo o seu sofrimento estava contribuindo para a expansão do Evangelho. Mais à frente, ele recomenda aos irmãos que não ficassem em nada intimidados pelos adversários. A prisão já não intimidava Paulo, pois ele sabia que havia um propósito em tudo aquilo. Ainda, Paulo tinha a certeza de que em Cristo ele era livre. A liberdade de Paulo não se limitava ao aspecto físico, o seu corpo estava preso, todavia sua alma era livre.

Da mesma forma, Deus quer em nós essa concepção. Ele quer nos fazer enxergar que as dificuldades enfrentadas não podem nos derrubar ou enfraquecer o ministério para o qual fomos chamados, mas elas podem ser instrumentos nas mãos de Deus até mesmo para que a Sua palavra cresça, tanto dentro de nós quanto na vida dos outros.

Paulo não se intimidou pelos adversários, pelo contrário, enxergou o seu sofrimento como um fator pelo qual Deus estava trabalhando em favor do Reino. Como temos enxergado as nossas aflições? Apenas como setas inflamadas de satanás para nos derrubar? Ou como elementos nas mãos de Deus para expandir a Sua palavra? Quantos homens de fé surgiram através de aflições. Homens que fizeram a diferença para o Reino de Deus. Que possamos enxergar o agir de Deus em meio à dor, certos de que os nossos sofrimentos trarão resultados para a obra Dele. Por fim nos lembraremos deles não como pedras de tropeço, mas como pontes pelas quais Deus nos levará a um novo patamar, de graça e intimidade.