sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Apenas crescer não basta, é preciso manter-de pé

 A terra virgem dos pobres dá mantimento em abundância, mas a falta de justiça o dissipa. Provérbios 13:23


O livro de Provérbios é vasto em conceder conselhos acerca de diversos assuntos e um deles é acerca de finanças. Se nos empenharmos em estudar finanças baseando-nos no livro de Provérbios, teremos muito sucesso.

O versículo acima nos fala acerca de uma terra que é virgem e por isso é bastante proveitosa para o plantio. Uma terra é virgem quando ainda não foi utilizada para o plantio e por isso possui boas condições agrárias.

Entretanto, apesar das condições favoráveis, toda a fartura produzida nessa terra é dissipada por falta de justiça. A justiça no âmbito do reino de Deus é a capacidade das pessoas em fazerem o que é justo, isto é, em praticar a palavra de Deus que é a própria justiça. Isso significa que a falta de justiça indica a ausência de retidão na vida.

Agora podemos nos aprofundar no verdadeiro sentido desse provérbio. O que o sábio quis dizer nesse versículo é que muitas vezes possuímos as condições favoráveis para crescer e até aproveitamos, mas as nossas atitudes erradas derrubam aquilo que construímos.

A Bíblia diz em Provérbios 24:3 que com sabedoria construímos a casa, mas é com inteligência que ela se mantém de pé. Apenas crescer não basta, é preciso manter esse crescimento de forma contínua. Não dá para desperdiçar aquilo que conquistamos. As nossas atitudes de sabedoria revelarão se aquilo que construímos irá se manter e essa sabedoria só adquirimos através de uma vida de obediência à palavra de Deus.


quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Moldados no tempo da humilhação

 Porque o Senhor Deus me ajudou, pelo que não me senti envergonhado; por isso, fiz o meu rosto como um seixo e sei que não serei envergonhado. Isaías 50:7


O capítulo 50 de Isaías é um dos diversos textos que falam sobre o Servo do Senhor. Nesse capítulo, especificamente, o Servo do Senhor é humilhado, mas no final há o reconhecimento de que Deus estava com ele. Em geral, os estudiosos têm aplicado essas referências do Servo do Senhor à pessoa de Jesus, mas algumas passagens também podem ser aplicadas a nós.

Neste texto, eu gostaria de chamar a atenção sobre a forma como o Servo do Senhor relata a humilhação pela qual passou. Ele relata que mesmo sendo humilhado, não revidou, pelo contrário, fez o seu rosto como um seixo. Mas ele só conseguiu isso porque foi ajudado por Deus. Ele não se sentiu envergonhado diante de tudo o que passou, pois ele sabia qual era a finalidade de tudo o que estava enfrentando.

Para prosseguir, vamos entender o que é um seixo. Um seixo são pequenos fragmentos de rochas que ficam nos rios, e pelo efeito da água constante sobre elas, acabam ficando com formato liso e arredondado. Nos dias atuais, os seixos são muito usados para decoração.

A partir dessa explicação, podemos compreender porque o Servo do Senhor fez o seu rosto como um seixo. Enquanto ele estava sendo humilhado, ele estava tomando uma forma diferente, que lhe daria uma nova posição. Se formos falar sobre o Servo do Senhor como Jesus, a humilhação pela qual Ele enfrentou na cruz, lhe deu após a Sua ressurreição uma posição de honra, e um Nome que está sobre todo nome. A sua posição de glória lhe foi dada após a Sua obediência ao Pai.

Da mesma forma, muitas vezes somos moldados pela humilhação. É nos momentos em que somos humilhados que nos aproximamos mais de Deus e nos tornamos pessoas mais sensíveis, com mais empatia e solidariedade àqueles que sofrem. A humilhação não pode nos transformar em pessoas amargas, mas em pessoas melhores. Assim como o seixo, que através da ação da água, deixa de ser uma pedra comum para se tornar uma pedra de formato diferente, apreciada por todos, nós também podemos, através do agir do Espírito em nós, permitir sermos moldados pelos momentos de dor e humilhação, para que no futuro possamos glorificar a Deus através do nosso testemunho de vida.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

O Evangelho da Salvação

 E disse-lhes: Ide por todo o mundo  e pregai o evangelho a toda criatura.  Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Marcos 16:15‭-‬16


O Ide de Jesus é uma mensagem mundialmente conhecida, que diz respeito a irmos por todo o mundo pregar o Evangelho a todas as pessoas. Nem todos os indivíduos percorrerão o mundo todo como missionários.  Para alguns, o chamado é local, mas é um Ide da mesma forma. Jesus não isentou ninguém de pregar o evangelho. Todos somos chamados, mas a extensão dessa pregação é o Senhor quem dá. Para alguns, esse ministério será mais abrangente, para outros menos, mas nenhum é mais importante do que o outro.

Esse evangelho a ser pregado é de arrependimento dos pecados. Devemos levar a todos a mensagem da cruz, isto é, fazer conhecido quem Jesus é e o que Ele fez por cada um de nós.

Aqueles que crerem nessa mensagem, deverão confessá-la publicamente através do batismo. O batismo é uma demonstração pública de arrependimento, onde o indivíduo reconhece publicamente o seu pecado, reconhece que deseja uma nova vida ao passar pelas águas e com isso reconhece que agora a sua vida pertence a Jesus.

Por isso, quem crer e for batizado será salvo, porque o batismo sela a nossa profissão de fé. O batismo sem fé é um mero ato, mas quando o fazemos convictos de que queremos uma nova vida, alcançamos a salvação.

E por isso quem não crer será condenado. Porque a salvação vem pela graça através da fé. Se não crermos em Jesus, no Seu sacrifício por nós, na graça da salvação, no arrependimento de pecados, não temos parte no Reino de Deus.

Por fim, quando cremos, experimentamos uma nova vida de poder no Espírito Santo, e essa nova vida deve servir de testemunho a outros que crerão a partir do agir de Deus em nós.

Esse é o Evangelho da Salvação, e se você deseja recebê-lo, arrependa-se dos seus pecados agora, peça perdão a Deus, confesse em seu coração e com seus lábios que Jesus morreu por você e é o seu Salvador, e receba a salvação que vem de Deus.

sábado, 9 de outubro de 2021

O Deus que nos sustenta no deserto

 "Não tiveram sede quando ele os conduziu através dos desertos; ele fez água fluir da rocha para eles; fendeu a rocha, e a água jorrou". Isaías 48:21


Falar sobre deserto na Bíblia é falar sobre tempos difíceis. Ao pensarmos em deserto, logo nos lembramos do povo de Deus que andou durante quarenta anos. E é exatamente sobre eles que o versículo de hoje aponta.

O profeta Isaías ao repreender a infidelidade do povo a Deus, lembrou-lhes de que enquanto eles andavam pelo deserto, eles não padeceram sede. Até mesmo de rochas Deus fez sair águas.

Os desertos durante a nossa caminhada cristã são inevitáveis. Não há ninguém isento de enfrentar tribulações, mesmo que seja um fiel servo do Senhor. Mas se não temos certeza se enfrentaremos desertos e o tamanho deles, uma coisa podemos ter certeza: não importa o tamanho do deserto ou quanto tempo teremos que caminhar nele, Deus é poderoso para nos sustentar e nos ajudar a sair dessa situação.

O povo de Deus caminhou quarenta anos pelo deserto. Eles não sentiam sede, exceto quando pecavam ou murmuravam. Mas mesmo quando, por pecados cometidos, eles sentiam sede, Deus mandava uma provisão. Elias caminhou quarenta dias no deserto até chegar ao monte Horebe sustentado por apenas uma refeição que o anjo havia lhe dado.

Deus conhece as nossas necessidades enquanto estamos no deserto. Ele sabe do que nós necessitamos e precisamos crer que Ele suprirá todas elas segundo a Sua vontade. Nada nos faltará porque Ele caminha conosco. O deserto é apenas uma etapa da nossa caminhada. A Terra Prometida está depois dele, e é lá o nosso destino final.


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

A vida de Jó

Jó foi o personagem de um livro do Antigo Testamento que leva o seu nome. Não se sabe o período que ele viveu, mas a sua história é conhecida por causa da tragédia que lhe sobreveio.

Em um curto período de tempo, Jó, que até então era o homem mais rico do Oriente, perdeu todos os bens materiais, todos os seus filhos e ainda sua saúde. Mas Jó não era um homem perverso, pelo contrário, o próprio Deus afirmou que não havia homem como ele, íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal.

Quando sua esposa sugeriu que ele negasse a Deus por conta de seu sofrimento, ele a repreendeu, dizendo que aceitaria aquilo que Deus determinasse a ele, ainda que isso aparentemente não o beneficiasse. Jó também tinha um cuidado muito especial com seus filhos, pois quando eles se reuniam, Jó os santificava e oferecia sacrifícios por eles, para o caso deles terem pecado contra o Senhor.

Jó também conservava a sua fidelidade à sua esposa, mesmo em uma época onde a poligamia, apesar de não agradar ao Senhor, era permitida. Por diversas vezes Jó também ressaltou a sua generosidade para com os mais necessitados.

Apesar de Jó questionar a Deus acerca do seu sofrimento, em diversas vezes ele ressaltou a soberania de Deus e a sua fé de que Deus o tiraria daquela situação.

Quando Deus se manifestou a Jó, ele reconheceu a sua ignorância e destacou que agora ele tinha a oportunidade de ver o Senhor claramente, não apenas de palavras.

Por fim, Jó demonstrou o seu coração limpo, ao não guardar mágoa dos seus amigos por eles terem lhe acusado de graves pecados. Foi no momento em que Jó demonstrou que não havia mágoa em seu coração que Deus restaurou a sua sorte e lhe restituiu em dobro tudo o que ele havia perdido.

A história de Jó nos mostra que tragédias e sofrimentos vêm sobre todas as pessoas, mesmo aquelas que temem a Deus. O que determinará como esse percurso terminará será a nossa posição no decorrer de tudo isso. Se optarmos por negarmos ao Senhor e abandonarmos os seus caminhos, não desfrutaremos da vitória em meio à dor. Se escolhermos caminhar com Ele, poderemos ser restituídos de tudo o que perdemos e ver um final feliz apesar de todo o sofrimento.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Glorificando a Deus através da nossa prosperidade

 Texto de referência: Isaías 60:1-22


O capítulo 60 do livro de Isaías é particularmente um texto agradável de ser lido. O texto já inicia nos convidando a nos levantar porque a glória do Senhor está nascendo sobre nós. O texto aborda sobre um novo tempo para o povo de Deus, onde haveria abundância de alegrias e muitas riquezas. O bronze e o ferro dariam lugar ao ouro e à prata. Paz e justiça estariam presentes sobre a vida do povo. O louvor e a salvação os cercariam e sobre aquele povo brilharia uma luz que atrairia as demais nações.

Mas é essencial entendermos que as promessas de prosperidade descritas nesse texto estão ligadas a todo momento à seguinte premissa: glorificar o nome do Senhor. A glória que o Senhor promete à nova Jerusalém não é proveniente do povo, mas de Deus. Toda a riqueza dada ao povo de Deus seria para santificação do nome do Senhor. Toda a transformação existente no povo seria para que o nome d'Ele fosse glorificado. A luz a qual eles estavam brilhando era a glória do Senhor resplandecendo sobre eles.

Nós cristãos somos muito afetos a palavras de promessas, onde o Senhor nos promete abundância, riquezas, paz, dentre outras coisas tão positivas e que desejamos tanto. Mas esse texto nos ensina que quando crescemos, não podemos almejar glória própria, mas a glória de Deus. O problema é que muitas vezes, quando prosperamos, deixamos a soberba tomar conta de nós e nos esquecemos do Senhor. 

Todos nós fomos criados para glorificar o nome do Senhor. Nós somos criaturas d'Ele e não temos glória própria. Mesmo assim, percebemos o quanto o Senhor deseja a nossa prosperidade, mas concomitante à toda a abundância que Ele já preparou para nós, devemos nos esforçar para que o nome de Deus seja glorificado sempre em cada um de nós. Nisso consiste a verdadeira prosperidade, em viver uma vida abundante como Jesus nos prometeu, mas também reconhecendo que a glória e a honra por tudo o que nos é dado pertence ao Senhor.


terça-feira, 5 de outubro de 2021

As estratégias que o inimigo usa para nos confundir

Texto de referência: Isaías 36:4-21


A Bíblia é nosso manual de vida. Se por um lado ela nos dá promessas de vitória, por outro lado ela nos ensina capacita a vencer os ataques que o inimigo produz contra nós. As estratégias do inimigo podem ser aprendidas em diversas guerras relatadas na Bíblia. Uma delas foi a batalha de Ezequias, rei de Judá, contra Senaqueribe, rei da Assíria.

A Assíria veio contra Judá e a cercou. Nessa época, a Assíria vinha de um período onde estava vencendo muitas batalhas e ameaçando diversas nações. Ao investir contra Judá, ela se encheu de arrogância, crendo que também obteria vitória. Para afrontar os judeus, os assírios se valeram de algumas estratégias:

Apontou as fraquezas de Judá: os mensageiros do rei afrontaram a Judá, dizendo que o exército deles estava tão fraco, que se ele lhes desse os cavalos, não achariam cavaleiros para montar. O inimigo sempre tentará fazer crescer os nossos pontos fracos, para tentar nos intimidar diante da batalha.

Mentiu aos judeus, dizendo que Deus estava com ele e o havia mandado destruir a terra. Por incrível que pareça, usar o nome de Deus pode ser uma arma usada pelo inimigo para nos atacar e confundir. Assim, achamos que Deus não está conosco e corremos o risco de desistir.

Oferecer bênçãos e dizer que do lado das trevas é melhor. Senaqueribe disse que se os judeus ficassem do lado dele eles poderiam ter liberdade e seriam levados a uma terra boa como a que Deus estava lhes dando. Quando Eva foi tentada a comer o fruto da árvore, ela o fez porque o fruto parecia ser bom. Uma das estratégias do diabo é nos fazer achar que o pecado pode ser bom e nos fazer sentir bem, da mesma forma que estando com Deus.

Por fim, a última estratégia de Senaqueribe foi diminuir o poder de Deus, fazendo com que o povo achasse que Deus não tinha poder suficiente para livrá-los, afinal, os deuses das outras nações contra as quais a Assíria havia lutado não as havia livrado. Durante as batalhas, o inimigo tentará nos fazer acreditar que a força dele é tão grande que nem mesmo Deus pode nos ajudar.

Em todas essas estratégias vemos que uma coisa é comum, o diabo usa do engano para amedrontar e confundir as pessoas. A única coisa que pode nos livrar dessas mentiras é nos firmar na verdade da Palavra de Deus. Quanto mais mergulhamos no entendimento da Palavra, mais forte ficaremos e não nos amedrontaremos diante dos ataques do mal. Assim como no final da história de Ezequias Deus livrou o povo de Judá, Ele também nos livrará.