quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

O fogo da fornalha não tem poder contra nós

 Texto de referência: Daniel 3


Três homens judeus moravam na Babilônia no período do exílio. Os seus nomes eram Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Eles eram conselheiros de Nabucodonosor, um rei arrogante e perverso, que havia feito uma grande estátua, perante a qual todos deveriam se prostrar e adorar.

Entretanto, os três homens, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, se recusaram a prostrar-se perante a estátua, e foram penalizados pelo rei, sendo jogados em uma fornalha de fogo. Antes de serem jogados, o rei perguntou aos homens se eles queriam mudar de atitude e prostrar-se perante a estátua. Eles não hesitaram em dizer que não se prostrariam e ressaltaram que Deus era suficientemente poderoso para livrá-los daquela situação, mas ainda que Ele não os livrasse, eles não se prostrariam perante outro que não fosse o Senhor.

Furioso com a fidelidade deles, o rei mandou jogá-los na fornalha acesa, mas se surpreendeu ao ver que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego não morreram, mas caminhavam tranquilamente dentro da fornalha, acompanhados por um quarto homem, descrito pelo rei como um ser "semelhante ao filho dos deuses". Após esse fato surpreendente, eles foram retirados da fornalha por ordem do próprio rei, o qual reconheceu que o Deus deles enviou o Seu anjo para livrá-los da fornalha. O rei exaltou o nome do Senhor e promoveu os três homens na Babilônia.

Sadraque Mesaque e Abede-Nego são para nós exemplos de homens que foram fiéis ao Senhor e não se deixaram levar pelo medo do tirano Nabucodonosor. Mesmo vendo toda a província se prostrando perante a estátua, aqueles homens escolheram permanecer fiéis em sua adoração ao Senhor. Esse amor a Deus trouxe a eles também a confiança de que o Senhor agiria em favor deles livrando-os da fornalha, mas crendo que ainda que esse livramento não viesse, eles permaneceriam fiéis.

Realmente eles não escaparam de entrar na fornalha, mas foram protegidos por Deus dentro dela. Por serem fiéis a Deus, eles experimentaram a fidelidade de Deus também a eles. Embora estivessem na fornalha, aquele fogo não teve poder contra eles. A princípio, eles foram humilhados pelo rei, mas ao final, eles saíram daquela situação honrados, porque souberam honrar o nome do Senhor.

Deus não nos priva de algumas fornalhas, mas nos ajuda enquanto estamos nela. Assim como o fogo não teve poder contra os homens, ele não tem poder contra nós. Mesmo passando pelo meio do fogo, podemos sair ilesos, vendo o livramento de Deus em nosso favor. Mas Deus espera de nós fidelidade, que não venhamos a nos submeter aos deuses adorados por outras pessoas, mas que o nosso coração seja inteiramente do Senhor.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Jesus, o rio que nos traz vida e cura

Texto de referência: Ezequiel 47:1-12


O profeta Ezequiel durante o seu ministério teve uma visão muito interessante. Ele estava no templo quando viu um rio que se originava diretamente do altar. À medida que um Anjo media o rio, o profeta atravessava-o. A princípio, o rio se limitava aos tornozelos de Ezequiel. À medida que ele caminhava, essas águas subiam até o momento que ele não conseguia mais atravessar o rio a pé, apenas poderia fazê-lo nadando.

Mas a visão não terminava aí. Ezequiel foi levado às margens do rio, onde viu muitas árvores. Essas árvores dariam muitos frutos para alimento, e as suas folhas, que não se secariam, serviriam de remédio.

Ele também viu o curso das águas, que tornavam saudáveis qualquer lugar por onde ela passasse. Essas águas também traziam vida a muitíssimos peixes. Junto ao rio estavam pescadores, que tinham muito espaço para estenderem suas redes e pescarem grande quantidade de peixes.

Muitos anos após essa visão, Jesus viria ao mundo e se revelaria como o rio de águas vivas (João 4:14), do qual aquele que bebesse jamais teria sede. Esse rio representa a Jesus, que veio para nos trazer vida, cura e para saciar a sede da nossa alma.

Os que crêem em Jesus são como aquelas árvores, que dão fruto e levam cura. Assim como essas árvores só se sustentam por estarem às margens desse rio, nós só nos sustentamos e produzimos frutos quando estamos ao lado de Jesus.

Mas também somos os pescadores, usados por Cristo para atrair pessoas ao Seu reino. A extensão do seu reino não tem fim, e a quantidade de pessoas que podem crer n'Ele é inumerável.

Da mesma forma que o rio da visão era tão profundo, Jesus nos chama a caminhar e mergulhar nesse rio com profundidade, de forma a desfrutar de tudo o que a Sua presença pode nos proporcionar, a viver a vida que Ele pode nos dar, a receber a cura de que precisamos. O rio de Ezequiel foi uma visão, que já se cumpriu. Jesus já veio, esse rio que flui do trono já está entre nós.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

O ministério do profeta Ezequiel

 

O profeta Ezequiel é um dos grandes profetas que estão na Bíblia. O seu ministério vem descrito logo após o livro do profeta Isaías e Jeremias. Apesar de serem todos consagrados por Deus como profetas, os seus ministérios seguiram rumos diferentes.

Todos eles denunciaram o pecado e anunciaram a restauração de Israel, mas ao lermos o livro de Isaías, percebemos que ele foi um profeta mais próximo a alguns reis da época. No caso de Jeremias, ele foi bastante rejeitado pela realeza e pelo povo. Tanto Isaías quanto Jeremias anunciaram a tomada de Judá pela Babilônia.

No caso de Ezequiel, o seu ministério já se inicia na Babilônia, dessa forma, Ezequiel não foi um profeta que anunciou o exílio. Todavia, apesar de estarem no exílio, alguns que permaneceram em Jerusalém continuavam no pecado, o que levou Ezequiel a anunciar juízo de Deus contra eles.

A narrativa de Ezequiel baseia-se muito em mensagens de juízo de Deus contra o pecado, não como uma tentativa de destruição do povo, mas como forma de levá-lo ao arrependimento. Em alguns momentos, Ezequiel se diz desacreditado pelo povo (Ezequiel 20:49).

Por conta do seu ministério profético, Ezequiel chegou a ficar mudo, isto é, foi impedido de falar por algum tempo (Ezequiel 24:27; 33:22). Ele também foi impedido por Deus de chorar a morte da sua esposa, o que certamente não foi fácil para ele (Ezequiel 24:16).

Apesar das dificuldades do chamado, Ezequiel presenciou momentos preciosos na presença de Deus, onde ele teve visões da glória de Deus e da restauração de Israel. Foi Ezequiel que teve a visão dos ossos secos que voltaram à vida (Ezequiel 37:1-14), e de um rio que saía do templo e não tinha mais fim (Ezequiel 47). 

Embora o seu livro relate muitas mensagens de juízo, o livro de Ezequiel termina com uma mensagem de esperança ao povo de Deus. O Senhor o fez ver um novo templo, dentro de uma nova cidade. Esse templo, apesar de descrito como físico, faz parte da definição de templo da nova aliança, que corresponde ao nosso coração, ele é o verdadeiro templo, lugar de habitação eterna do Senhor.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Profetiza!

 Profetizei como ele me ordenara, e o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso. Ezequiel 37:10


O profeta Ezequiel, dentre os profetas existentes no Antigo Testamento foi levado pelo Espírito a um vale cheio de ossos secos, que representavam o povo de Israel, no período do exílio babilônico. Por ordem do Senhor, Ezequiel começou a profetizar sobre aqueles ossos, que logo ganharam vida.

Quando Ezequiel teve a visão do vale de ossos secos, Deus poderia tê-lo levado apenas para mostrar os ossos e o próprio Deus ter começado a falar àqueles ossos para reviverem. Mas Deus fez de uma forma diferente. Ele usou Ezequiel para essa missão.

Deus ordenou a Ezequiel que profetizasse sobre aqueles ossos para que eles revivessem. Primeiro, Ezequiel profetizou para que eles tomassem forma. Logo em seguida, ele declarou para que o Espírito viesse e entrasse naqueles ossos, para ganharem vida.

Essa visão de Ezequiel nos ensina acerca da importância de profetizar. A igreja de hoje tem perdido a noção da riqueza do dom da profecia. Não temos permitido que o Senhor use os nossos lábios como instrumentos d'Ele para chamar à existência as coisas que não existem (Romanos 4:17). O livro de Provérbios nos diz que os nossos lábios podem ser canal de bênçãos e de vida (Tiago 3:10). Quando profetizamos pelo Espírito sobre a vida de alguém ou sobre alguma circunstância, estamos permitindo que o Senhor nos use como canal de bênçãos para cumprimento da Sua obra.

Deus não precisa de nós para cumprir o que Ele quer, pois do Senhor é o querer tanto o efetuar (Filipenses 2:13), mas assim como Ele escolheu a Ezequiel para profetizar, Ele nos escolhe para profetizarmos e gerarmos vida através das nossas palavras.


segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Um Deus que está acima da morte

Texto de referência: Ezequiel 37:1-14


Um certo dia o profeta Ezequiel, um dos grandes profetas que existiram no Antigo Testamento, foi levado pelo Espírito de Deus a um vale cheio de ossos. Aqueles ossos estavam secos, mas quando Ezequiel começou a profetizar, eles ganharam vida.

Mas aquele renascimento não foi automático. Foi necessário um processo, onde primeiro foram colocados os tendões, depois as carnes e também as peles. Aqueles antigos ossos agora tinham forma, mas ainda não tinham vida. Eles só voltaram a viver quando sobre eles foi soprado o Espírito.

Quando os ossos ganharam vida, eles se tornaram um exército numeroso. Só depois de tudo isso, Ezequiel teve a interpretação daquela visão. Por revelação do Senhor, o profeta entendeu que aqueles ossos representavam o povo de Israel, que estava morto, sem esperança no exílio babilônico. Mas Deus estava prometendo que eles seriam tirados da sepultura da escravidão, e trazidos de volta à terra de Israel.

Ossos são a representação de algo sem vida, que já morreu há muito tempo. Assim estamos nós em muitas situações. A morte não ocorre apenas de forma física. Ela pode ser a ilustração de uma vida sem Deus, inundada no pecado. Outras vezes, a morte se manifesta através de uma depressão profunda, onde toda a alegria de viver se perde, e o que se nota é apenas um corpo respirando, sem sonhos, sem esperança, sem o prazer de viver.

Mas essa visão do vale de ossos secos nos mostra que não existe situação que não possa ser mudada pelo Senhor. Ninguém que visse aqueles ossos diriam que algum dia eles poderiam viver. Mas eles viveram. Onde havia morte passou a ter vida. 

Não existe situação de morte em nós que não possa ser transformada em vida. Por mais afundados que estejamos na lama do pecado, Deus é poderoso para nos tirar de lá. Por maior que seja a decepção, a desilusão, a depressão, Deus pode trazer vida àquela situação. 

sábado, 27 de novembro de 2021

Reconhecendo o agir de Deus em nosso favor

 "Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei." Gênesis 35:3


A trajetória de vida de Jacó é muito interessante. Ele foi um homem que viveu uma juventude de mentiras e enganos, mas que no decorrer da vida conheceu a Deus e aprendeu a viver com sinceridade na presença d'Ele. Jacó teve muitos tropeços em sua caminhada, mas uma coisa é admirável em sua vida: Ele nunca abandonou a Deus. Apesar das suas falhas, Jacó sempre reconheceu que Deus é o Senhor.

No versículo de referência, vemos que Jacó levantou um altar a Deus como forma de adorá-Lo e agradecê-Lo pela sua presença durante a sua caminhada. O contexto em que Jacó toma essa atitude é após ele sair da casa de seu sogro Labão e encontrar-se com Esaú, seu irmão.

Jacó saiu de sua terra natal sem nada de bens materiais, mas voltou como um homem próspero. Saiu jurado de morte por Esaú, mas conseguiu reconciliar-se com ele. Muitas foram as dificuldades que aquele homem enfrentou, mas ele percebeu que a mão de Deus o acompanhou em sua trajetória e isso fez toda a diferença em sua vida.

A fala de Jacó demonstra gratidão por parte dele, e reconhecimento do agir de Deus em seu favor. Pode parecer que não, mas nem sempre somos gratos pelo que Deus faz por nós. Muitas vezes não reconhecemos o Seu agir em nosso favor. Outras vezes, após a aflição, nos esquecemos de tudo o que Ele fez por nós.

A gratidão não apenas nos faz ser pessoas melhores, ela abre portas também para novos milagres. Quando reconhecemos o que Deus fez por nós no momento da aflição estamos reverenciando a Ele e rendendo a Ele aquilo que a Palavra chama de sacrifício de ações de graça. Sejamos gratos a Deus, reconheçamos o Seu agir em nosso favor, e bênçãos ainda maiores virão.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Não revele o milagre antes de recebê-lo

 Então disse Eliseu: “Vá pedir emprestadas vasilhas a todos os vizinhos. Mas peça muitas. Depois entre em casa com seus filhos e feche a porta. Derrame daquele azeite em cada vasilha e vá separando as que você for enchendo”. 2 Reis 4:3‭-‬4


O livro dos Reis conta a história de uma certa viúva que chegou até o profeta Eliseu rogando-lhe por seus filhos que estavam para serem levados como escravos por credores de dívidas feitas por seu falecido esposo.

Eliseu pergunta-lhe o que ela tem, e ela diz que tem apenas uma botija de azeite. Esse pequeno instrumento foi o suficiente para Deus operar um grande milagre na vida daquela mulher. Pelo poder de Deus, aquele pouquinho de azeite se multiplicou e ela teve uma quantidade suficiente para vender o azeite e pagar a sua dívida. 

Mas antes do milagre acontecer, aquela mulher precisou seguir alguns passos de obediência. Ela precisou pedir muitas vasilhas a seus vizinhos, e quando ela estivesse de posse dessas vasilhas, a ordem de Deus foi que ela deveria entrar com seus filhos para a sua casa, fechar a porta e confiar no agir de Deus.

Provavelmente quando aquela mulher saiu pela vizinhança a pedir vasilhas, eles acharam estranho. Mas por ordem de Deus ela não deveria falar nada, apenas pedir e ir para a sua casa, porque ali, no secreto, na presença apenas da sua família, Deus operaria o milagre.

Não se sabe os motivos pelos quais Deus pediu a viúva que entrasse em sua casa e fechasse a porta. Talvez seria para poupá-la dos incrédulos, que poderiam desestimular a sua fé. Mas sabe-se que existem milagres que Deus deseja operar em nós que Ele não o fará na presença de uma multidão. Serão bênçãos das quais apenas a nossa família irá presenciar.

Após o milagre, a vizinhança soube que aquela mulher estava de posse de muito azeite, mas eles só ficaram sabendo desse feito após a concretização do milagre. Não revele o seu milagre antes de recebê-lo. Espere a orientação e o agir do Senhor, que na maior parte das vezes se dá em secreto, e depois sem que seja preciso você dizer, todos saberão o que o Senhor fez por sua vida.