segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Transformação radical

Texto de referência: Marcos 5:1-20


Imagine um homem sem família e sem amigos, que vivia nu e tinha como sua casa sepulcros do cemitério. Imagine também que esse homem viva se ferindo com pedras e seja preso com correntes de ferro. Parece surreal, mas infelizmente não é, um homem que existiu nos tempos de Jesus vivia assim. E o motivo de tanto sofrimento era uma possessão demoníaca. Aos olhos humanos, não havia mais chances de vida normal para aquele homem.

A sociedade não enxergava esse homem, mas Jesus o enxergava. Isso se comprova ao lermos que Jesus atravessou o mar, debaixo de uma grande tempestade, apenas para ir até o território de Gadara, onde o homem vivia.

Antes que Jesus se aproximasse do homem, os demônios já se manifestaram, gritando, mas Jesus logo os expulsou. Eles eram muitos, uma legião. Se formos comparar com uma legião de soldados, poderiam ser até seis mil espíritos malignos que habitavam o homem. Isso explica porque aquele homem vivia em tamanha decadência.

Mas bastou uma palavra de Jesus e aquele homem foi liberto do seu mal. Em poucos instantes, aquele homem estava vestido e passou a se comportar como um homem normal, para surpresa de todos. 

Essa história parece ser forte por causa do motivo que levou o homem àquela situação, mas, se formos analisar a nossa volta, muitas pessoas têm vivido uma vida de opressão, de escravidão e de imenso sofrimento. Mas essa história nos mostra que Jesus pode nos libertar de toda e qualquer opressão. A transformação que Jesus quer nos trazer é radical, Ele tem poder para nos libertar de qualquer prisão.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Até onde você é capaz de chegar para receber o seu milagre?

 Texto de referência: Marcos 2:1-12


O evangelho de Marcos conta um milagre de Jesus com detalhes bastante interessantes. Um paralítico foi levado por quatro amigos até Jesus. Como na casa em que Jesus estava havia muitas pessoas, eles subiram até o telhado, abriram um buraco exatamente onde Jesus estava, e colocaram o homem de frente a Jesus.

Ao ver a fé daqueles homens, Jesus primeiramente perdoa o paralítico e depois o cura daquela paralisia. Esse episódio é diferente dos demais porque demonstra o esforço que aqueles amigos fizeram para levá-lo até Jesus para ser curado. Aqueles homens sabiam que se Jesus visse aquele homem, Ele o curaria.

Na verdade, Jesus já havia visto o paralítico, antes mesmo dele ser levado até ele, pois Jesus vê todas as coisas. Isso fica claro quando Jesus ao vê-lo libera perdão, indicando que aquele homem estava vivendo debaixo de pecados que impediam a sua cura física. Mas eles queriam que Jesus o visse fisicamente e por isso elaboraram aquela estratégia.

Jesus não reprovou a atitude deles, pelo contrário, viu o esforço deles como um ato de fé. Em nossas vidas, também desejamos milagres, mas muitas vezes não queremos nos esforçar para consegui-los. Queremos que Jesus venha até nós, ao invés de irmos até Ele. Vemos uma multidão diante de nós, mas não queremos nos esforçar para passar por ela.

Aqueles amigos tiveram uma ideia bastante inusitada, que foi chamada de fé por parte de Jesus. Até que ponto nós estamos dispostos a nos esforçar para recebermos o milagre? Os amigos do paralítico foram até o fim, e tiveram vitória.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Recupere a sua força!

 Texto de referência: Lucas 6:6-10


Dentre os milagres de Jesus, havia um que se referia a um homem que estava na sinagoga, e que tinha a sua mão direita ressequida. Apenas o evangelho de Lucas detalha qual das mãos se encontrava naquele estado. Ao vê-lo, Jesus o chamou para o meio do local, mandou que ele estendesse a sua mão e a curou.

Esse milagre ocorreu em um dia de sábado, o que gerou a fúria dos religiosos que estavam presentes no local. Mas esse é um assunto para outra discussão. O que eu gostaria de frisar neste texto é acerca do milagre da cura. 

Se formos pensar em um membro que nos remete à ação, um dos principais que vêm a nossa mente é a nossa mão. As nossas mãos, especialmente a nossa direita, representam a nossa força. Quando a mão direita do homem se ressecou, isso implica dizer que ele perdeu a sua força.

Quando Jesus o chama para o meio, ele chama aquele homem à vida novamente, pois aquela doença o havia tirado do seu convívio social, aquele homem sem vigor era também invisível para as demais pessoas, mas não para Jesus que naquele dia lhe viu, e lhe trouxe a cura.

Ao ser restaurada a mão do homem, ele recuperou a sua força, o seu vigor. Assim como Jesus fez nesse episódio, Ele quer fazer conosco, nos libertando daquilo que rouba a nossa força e nos faz sentir fracos e impotentes. O homem da mão ressequida recuperou a sua força, nós também podemos ter as nossas forças restauradas novamente, se crermos de todo o nosso coração.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Jesus quer, e você?

 Texto de referência: Mateus 8:1-4


A Bíblia nos relata várias histórias de curas de pessoas leprosas, mas uma delas sempre me chamou a atenção. 

Um leproso aproximou-se de Jesus, adorou-o e lhe disse: "Senhor, se quiseres, podes purificar-me." Jesus imediatamente estendeu a mão até ele e lhe disse que queria. Ordenou que ele ficasse limpo e imediatamente ele ficou curado da lepra.

Por muito tempo eu questionei o que ele queria dizer quando falou a Jesus que se Ele quisesse, poderia purificá-lo. E também porque Jesus lhe respondeu que queria. Para mim, essas palavras seriam óbvias demais para estarem na Bíblia, mas no fundo eu sabia que havia algum significado por detrás delas.

Através da graciosa revelação do Espírito, eu pude entender que, quando o leproso disse a Jesus aquelas palavras: "Se tu quiseres", é como se ele estivesse dizendo: "Senhor, da minha parte eu tenho fé e quero ser limpo, agora falta somente o Teu agir".

A cura divina não é um milagre de mão única. Ela depende de duas partes para se concretizar. A primeira parte é nossa, e se refere a ouvir a Palavra, ativar a nossa fé em Jesus e crer na cura. A outra parte é a de Jesus, que está sempre pronto a nos ajudar, esperando apenas que a gente esteja na posição do milagre.

Voltando à história do leproso, aquele homem procurou Jesus após Ele descer do monte onde havia acabado de revelar diversos ensinamentos. Aquele homem provavelmente estava lá e O ouviu, sendo assim a sua fé já havia sido ativada. Ele cria que havia poder em Jesus para curá-lo e provou isso ao adorar Jesus. Dessa forma, Ele já estava na posição do milagre, isto é, pronto para recebê-lo.

Se a parte dele estava pronta, faltava a parte de Jesus, que como dito, está sempre pronto. Por isso, quando ele diz: "Se tu quiseres," ele demonstra a Jesus que a parte dele estava feita. E por isso Jesus confirma que também queria, e imediatamente lhe cura.

Muitas vezes temos colocado muitos empecilhos aos milagres de Jesus em nossas vidas, mas se nós crêssemos que dá parte d'Ele está tudo pronto, as coisas fluiriam melhor. Não é o poder de Deus que precisa ser ativado, pois ele já está. O que precisa ser ativada é a nossa . E se nós estivermos prontos, ouviremos Jesus nos dizer: "Se você quer, eu também quero. Receba o seu milagre!"


segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Onde está o teu tesouro?

 Texto de referência: Mateus 6:19-21


Se formos olhar a definição da palavra tesouro no dicionário, encontramos que tesouro significa conjunto de riquezas. Quem tem um tesouro certamente é rico daquilo que tal tesouro contém.

Os dias atuais nos instigam a buscarmos as riquezas materiais. Os livros mais vendidos são sobre esse assunto, os posts mais compartilhados envolvem essa temática. A busca pela riqueza tem sido frenética. 

Na contramão do que diz o mundo, Jesus nos manda não acumularmos tesouros nesta terra, porque aqui os ladrões podem nos roubar e eles podem se perder, mas para acumularmos tesouros no céu, onde eles não perdem e ladrões não roubam. Por fim, Jesus afirma que o nosso coração está onde está o nosso tesouro.

O que Jesus quer nos ensinar com essas palavras é o verdadeiro valor das coisas. Quando Ele nos ordena a ajuntar tesouros no céu, Ele nos fala acerca da importância que tem o que fazemos em prol do reino de Deus. Quando vivemos a justiça do Reino aqui nesta terra, estamos construindo um tesouro, que será desfrutado na eternidade.

Em contrapartida, ao nos desencorajar a acumular tesouros nesta terra, Jesus nos diz que, apesar de serem prazerosos, eles são passageiros e frágeis, isto é, podem acabar a qualquer instante. Jesus não nos proíbe de ter riquezas, mas deixa claro que elas não durarão para sempre.

E é nesse contexto que Ele afirma que onde está o nosso tesouro, aí estará o nosso coração. Se os nossos esforços se voltam apenas para obter bens materiais, deixaremos de cuidar do que realmente importa, que é a nossa vida eterna. Se cuidamos em primeiro lugar do reino de Deus e da sua justiça, esse é o nosso verdadeiro tesouro, e poderemos desfrutar dele para todo o sempre.

Se os nossos esforços têm se concentrado apenas nas riquezas terrenas, é tempo de olharmos para dentro de nós e reposicionarmos as coisas. O nosso maior tesouro está longe dos padrões do mundo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

É joio ou trigo?

Texto de referência: Mateus 13:24-30; 36-43


A parábola do joio e do trigo é mais uma das manifestações de Deus através da botânica. Resumidamente, a história é a seguinte: um homem dono de um campo semeou trigo em sua terra, mas enquanto seus funcionários dormiam, veio um inimigo e semeou joio na plantação. Quando a erva cresceu, eles perceberam que no meio do trigo também havia o joio. Os funcionários queriam arrancar o joio, mas o dono do campo os impediu, alegando que alguns trigos também poderiam ser arrancados por engano. Apenas na colheita as ervas seriam separadas, onde o joio seria queimado e o trigo recolhido no celeiro.

Quando vamos estudar sobre o joio, algumas características nos chamam a atenção.

É uma erva muito parecida com o trigo, essa é a sua principal característica. A diferença entre eles só fica evidente quando as espigas de ambos já estão maduras, pois elas ficam com cores diferentes. Além disso, o joio não resiste a altas temperaturas e se ingerido, prejudica a saúde por conter toxinas.

Conforme a explicação de Jesus, o trigo são os filhos do Reino e o joio são os filhos do maligno (v. 38). Quem semeou a boa semente foi Jesus, mas por um descuido dos que guardavam o campo, o joio foi semeado também. Mas, apesar de se infiltrar no campo, fingindo ser trigo, uma hora o joio será arrancado, pois ele não fica encoberto para sempre.

O joio é descoberto na maturidade da plantação, quando esta dá os seus frutos. A Bíblia diz que conheceremos se uma árvore é boa ou má pelos seus frutos. Podemos diferenciar um joio de um trigo no reino de Deus quando eles derem os seus frutos. O fruto do trigo alimenta, o do joio intoxica. Nenhum joio consegue fingir de trigo a vida toda.

Outro aspecto que neutraliza o joio no reino de Deus é o fogo. O trigo se jogado ao fogo assa ou cozinha suas espigas, enquanto o joio perde suas toxinas. Quando um servo de Deus enfrenta as tribulações da vida, ele não perde a sua essência. Quando o perverso enfrenta dificuldades, o desespero toma conta de si, e ele mostra a sua verdadeira face.

O joio existe, ele está infiltrado em muitos lugares do Reino, mas um dia ele será descoberto e arrancado da plantação, enquanto o trigo resplandecerá como o sol (v. 43). É o dono do campo quem nos garantiu.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

O que significa deixar tudo para seguir Jesus?

 "E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna." Mateus 19:29


Certa vez, Jesus utilizando a passagem de um jovem rico, que não quis vender tudo o que tinha e dar aos pobres para segui-Lo, Jesus falou aos seus discípulos que aqueles que deixam tudo para segui-Lo herdariam a vida eterna.

Esse "deixar tudo" dito por Jesus inclui casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, cônjuges, filhos ou campos. Não podemos negar que essas palavras são fortes e nos estremecem ao nos confrontar com a responsabilidade que é seguir a Jesus. Mas o que realmente significa deixar tudo para seguir a Jesus?

Os discípulos alegaram terem deixado tudo para seguir a Jesus. Realmente, a Bíblia relata que Pedro, André, Tiago e João deixaram seus postos de pescadores e donos de barcos para seguirem Jesus. Mateus também deixou a coletoria de impostos para seguir a Jesus. Temos outros casos de pessoas que deixaram seus trabalhos para seguirem a Cristo, mas isso não significa que eles viviam sem necessidades financeiras.

Acredita-se que alguns deles não exerciam mais suas profissões, mas conseguiam retirar o seu sustento de algum lugar. Além disso, apesar de dizerem que largaram tudo para seguir a Jesus, eles continuavam tendo laços familiares, pois há relatos bíblicos acerca da sogra de Pedro e da mãe de Tiago e João.

Dessa forma, presume-se que apesar de terem largado tudo, eles ainda tinham esse tudo que haviam largado. Como pode ser isso? Isso só é possível porque quando Jesus nos convida a largar tudo para servi-Lo, ele não se refere a vivermos sem trabalho ou vínculos familiares, mas a não permitir que essas coisas roubem o lugar d'Ele no nosso coração.

Jesus pode até nos pedir para renunciar um posto de trabalho para segui-Lo, mas sem dúvida Ele nos dará outra oportunidade de renda, pois todas as pessoas possuem necessidades financeiras básicas que carecem ser supridas. Quanto à família, Jesus não nos pedirá para abandonarmos nossos pais, irmãos, cônjuges ou filhos, pois a família é parte do Seu projeto para nós. Servimos a Ele enquanto cuidamos da nossa família. O que Ele nos pede é que, apesar do nosso amor e cuidado pelos nossos familiares, que eles não se tornem ídolos para nós. Apesar da extrema importância da família para nós, por mais que a amemos, a nossa convivência com ela é transitória, pois limita-se a essa vida. Quanto ao nosso relacionamento com Deus, Ele é eterno, para além dessa vida.

Esse é o real sentido de largar tudo por Jesus. Não é abandonar, mas reposicionar as coisas, não permitindo que elas ocupem o lugar d'Ele em nosso coração.