quinta-feira, 13 de outubro de 2022

As águas amargas da alma

Texto de referência: Êxodo 15:22-27


Durante a peregrinação do povo de Deus pelo deserto, logo no início da caminhada, eles procurando por águas chegaram a um lugar onde as águas eram amargas. Isso significa que havia água, mas elas eram impossíveis de serem ingeridas.

Quando Moisés clamou ao Senhor, Ele lhe mostrou uma árvore a qual deveria ser jogada nas águas e a partir de então as águas se tornaram doces.

Todos sabemos que se um alimento tem um sabor apetitoso mas por algum motivo se torna amargo não fica nada agradável. O sabor amargo deixa o alimento ruim e ninguém quer prová-lo. 

De semelhante modo é a amargura da alma. A amargura é um mal que tem atingido muitas pessoas em nossos dias. Devido aos dias difíceis pelos quais temos vivido, algumas pessoas se refugiam em enfrentar essas dificuldades com a alma amargurada, ao invés de uma alma leve e grata pelas coisas boas já vividas.

Assim como a água amarga não se pode tomar, com uma alma amargurada não conseguimos conviver. A amargura destrói não somente a pessoa que carrega esse sentimento, mas os seus relacionamentos ao redor.

É preciso que uma árvore seja jogada nessa alma, a fim de que ela se torne doce novamente. Essa árvore é Jesus, que através do Espírito Santo trabalha o mais profundo do nosso ser e nos cura das nossas feridas da alma. A alma dantes amarga pode ser uma fonte de vida novamente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Jetro, uma visita acertada

Texto de referência: Êxodo 18:13-27


Jetro foi o sogro de Moisés. Não se sabe muito sobre ele, mas sabe-se que ele era um sacerdote de Midiã, sua região natal. Ele a princípio não servia a Deus, mas  a partir da sua convivência com Moisés, Jetro passou a conhecê-Lo.

Quando Moisés regressou ao Egito para libertar o povo, Jetro permaneceu em Midiã, entretanto, quando Moisés e o povo saíram do Egito e estavam no deserto, Jetro foi ao encontro dele.

Ao encontrar Moisés, Jetro se espantou em como ele sozinho julgava aquele povo. Ele deu a Moisés o conselho de dividir o povo estabelecendo lideranças sobre ele que o ajudassem nos julgamentos do povo, a fim de que ele não se cansasse tanto. Os chefes fariam o julgamento das situações mais simples, deixando as mais complexas para Moisés. Ao invés de Jetro chegar até Moisés lhe criticando, ele lhe apresentou a solução.

Moisés acatou o conselho e a Bíblia não relata, mas certamente as coisas ficaram melhores para ele desde então. A visita de Jetro a Moisés foi aquelas visitas que só nos fazem bem. A sabedoria daquele homem foi tamanha que foi registrada nas escrituras.

A partir daquele dia, Jetro vendo tudo o que o Senhor fez e estava fazendo por aquele povo reconheceu a soberania do Senhor e lhe ofereceu holocaustos. Jetro não apenas era um homem sábio, mas se tornou parte do povo de Deus, pois alguns versículos fazem referência aos filhos de Jetro morando dentre o povo e conquistando a terra junto com o povo (Juízes 1:16; 4:11).

Precisamos de mais visitas como a de Jetro, que ao invés de chegarem a nós criticando, nos trazem soluções para as demandas e desafios dos nossos dias.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

A diferença entre o mundo e o povo de Deus

No dia em que se completaram os quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do SENHOR saíram do Egito. Êxodo 12:41


Deus não esconde que há diferença entre o seu povo e os demais povos. Vemos alguns versículos na Bíblia onde o Senhor revela que o Seu povo é escolhido e é diferente dos demais. Quando o povo de Israel estava no Egito essa diferença também foi notória.

Quando Deus enviou as dez pragas, apenas os egípcios as sofreram. Enquanto eles passavam apuros com rãs, piolhos, gafanhotos, pestes nos animais, trevas, chuvas de pedras e morte dos filhos, o povo de Deus estava em suas casas, vivendo tranquilos. Os egípcios perceberam que havia Alguém Maior olhando pelos hebreus.

Quando os israelitas saíram do Egito, todos os exércitos do Senhor saíram juntos com eles. Isso nos faz perceber que Deus havia colocado o Seu exército em favor do povo, trabalhando em prol deles. Quando eles saíram do Egito, não havia mais razão para aquele exército estar ali, haja vista o Egito ser um povo idólatra e adorador de falsos deuses.

Hoje nós também somos povo de Deus, fomos adotados por Ele e fazemos parte da Sua herança. Como os hebreus, também somos guardados e tratados de forma diferenciada, não porque Deus faça acepção de pessoas, mas porque Ele guarda e cuida daqueles que lhe pertencem.

DA mesma forma que o exército de Deus estava sobre os israelitas, o exército do Senhor também está onde estamos e o mal não tem poder sobre nós. Somos escolhidos, diferenciados, amados por Deus e devemos permanecer nos seus caminhos, para que jamais percamos essa bênção do Senhor.

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Os perigos da preguiça

Texto de referência: Provérbios 24:30-34


Dentre os vários conselhos que o livro de provérbios nos traz, existem alguns direcionados às pessoas preguiçosas. O sábio escritor, pelos seus escritos, mostrava-se uma pessoa avessa à preguiça. 

Em um desses provérbios o sábio retrata que ao passar próximo à vinha do preguiçoso, ele se deparou com tudo destruído e arruinado. O motivo dessa ruína estava nas atitudes daquele homem, gastava os seus dias apenas dormindo descansando, enquanto a pobreza e a necessidade o assaltavam.

A preguiça para as coisas desta terra nos faz muito mal. A pessoa preguiçosa tende a não ter nada porque não se aplica em construir nada, apenas em ficar parada. O descanso é obra de Deus, mas Ele também nos criou para trabalharmos e adquirirmos as coisas.

Por outro lado, a preguiça no âmbito espiritual também é muito prejudicial. Uma pessoa é preguiçosa espiritualmente quando deixa de buscar a Deus através da oração, palavra e boas obras para fazer outras coisas. Muitas vezes teremos que vencer o sono para orar ou ler a Bíblia. Algumas vezes teremos que abdicar do nosso descanso para buscarmos a Deus, pois isso é necessário para a nossa vida.

O fim do preguiçoso é ir perdendo tudo, mas aos poucos. Isso porque ele vai perdendo, mas a sua morosidade não o deixa perceber. Quando ele percebe, já perdeu tudo, e por isso o sábio diz que a sua ruína vem como um ladrão, de repente

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Tentando tomar decisões para Deus

Texto de referência: Gênesis 16:1-6; 27


Muitos de nós recebemos promessas de Deus, e é maravilhoso quando as recebemos, todavia, mais maravilhoso ainda é quando elas se cumprem. Entretanto, sabemos que muitas promessas de Deus não se cumprem assim tão rápido quanto esperamos. Quando isso acontece, não há outra alternativa senão esperar.

O problema é que muitas pessoas não conseguem esperar e acabam tentando fazer, às próprias custas, a promessa se cumprir. Este foi o caso de duas mulheres da Bíblia, das quais eu falarei a seguir.

A primeira mulher é Sara, esposa de Abraão. Este homem tinha uma promessa de Deus de que ele geraria um filho a partir de Sara. Como o tempo se passou, e biologicamente era impossível Sara gerar um filho, ela teve a ideia de Abraão dormir com a sua serva para dela gerar um filho para eles. Uma espécie de "barriga de aluguel". Resultado: o plano não deu nada certo pois a serva começou a humilhar Sara, elas brigaram e o filho gerado não se tornou de Sara e Abraão, mas apenas de Abraão (com a serva, claro). Todavia quando Sara tinha noventa anos, ela gerou um filho, pois as promessas de Deus sempre se cumprem.

A segunda mulher foi a nora de Abraão, chamada Rebeca, que se casou com Isaque, o filho prometido de Abraão. Esse casal teve gêmeos, chamados Esaú e Jacó, e havia uma promessa de que Jacó que era o mais novo se tornaria maior do que Esaú, o primogênito. O tempo foi passando e Rebeca não via aquela promessa se cumprir, até que ela elaborou um plano para que Jacó se disfarçasse de Esaú e roubasse a bênção que lhe pertencia. Este plano também não deu certo, pois Jacó teve que fugir de Esaú que planejou matá-lo, e viveu por vinte anos longe de casa.

O que percebemos com ambas as histórias é que não adianta apressamos as promessas de Deus, pois Ele é soberano e sabe o tempo certo de todas elas se cumprirem. Quando recebemos uma promessa, nos resta confiar e esperar em Deus de que no tempo d'Ele elas se cumprirão.

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

A família bagunçada de Jacó

Textos de referência: Gênesis 29:1-16;30:1-24.


Apesar de ter sido um grande homem de Deus, Jacó não teve um grande êxito quando o assunto é família. Embora ele tenha tido doze filhos, que se tornaram doze príncipes, os problemas familiares que esses filhos causaram também foram grandes.

As inconsistências familiares já tiveram início no casamento de Jacó, que teve duas mulheres, as quais disputavam entre si. Uma tinha filhos, a outra tinha o amor de Jacó. Isso gerava uma intensa disputa entre elas.

Nesse ambiente de conflitos nasceu os filhos de Jacó que cedo começaram a dar problemas ao pai. O mais velho dormiu com a concubina do pai. Dois dos seus filhos mataram à espada um vilarejo inteiro após saberem que sua irmã havia sido violentada. Por fim, os dez irmãos se uniram contra José, um dos filhos mais novos, e o venderam como escravo, mentindo ao pai, dizendo que ele havia sido morto.

Muitas pessoas são servos de Deus irrepreensíveis, mas não conseguem governar a sua própria família. Ao final de sua vida, Jacó se revelou um homem sofredor e talvez ele se enxergasse assim devido a tantos problemas familiares pelos quais passou.

A vida eterna é no céu, mas a nossa família está na terra, e é nosso dever cuidarmos dela com sabedoria, a fim de evitarmos grandes problemas, tais como Jacó enfrentou na sua.


quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Quando Deus nos pede o nosso melhor como sacrifício

Texto de referência: Gênesis 22:1-18


Gênesis 22 é um capítulo que para muitas pessoas é difícil de ler. Ele narra a história de quando Deus provou Abraão lhe pedindo seu filho Isaque como sacrifício. Sempre li esse capítulo com uma dor por causa de Abraão, até que comecei a entender particularidades dessa história.

Primeiro, é importante destacar que essa história é uma analogia ao sacrifício de Cristo na cruz. A dor que Abraão sentiu ao saber que teria que sacrificar seu único filho é comparada à dor de Deus Pai ao sacrificar seu Filho Jesus na cruz. A diferença é que Abraão não viu seu filho morto, como Deus viu.

Segundo, Isaque não relutou ao saber que ele seria o holocausto. Ele poderia correr, tentar fugir de Abraão, mas permitiu seu pai o amarrar e colocá-lo no local do holocausto. Por semelhante modo, Jesus também não relutou, mas se ofereceu espontaneamente como sacrifício por cada um de nós.

Mas quando pensamos em Abraão, vemos que aquele homem não entendeu o pedido de Deus como um fardo, mas a todo momento a sua fala e o seu comportamento dão indícios de que ele tinha fé que Deus reverteria de alguma forma aquela situação.

Quando ele diz aos seus servos que eles iriam adorar e voltariam, percebemos que Abraão entendeu o pedido de Deus como uma entrega, que é o real significado da adoração. Quando Deus nos pede algo que tem valor para nós, ao Lhe entregarmos, estamos reverenciando Ele em adoração.

Quando Ele diz a Isaque que Deus proveria o cordeiro para o sacrifício, Ele demonstra que no fundo Ele acreditava que não era Isaque o real sacrifício, mas que Deus interviria naquela situação.

Abraão já tinha vivido experiências demais com Deus, no fundo Ele sabia que a promessa de Deus em lhe dar uma descendência se cumpriria. Abraão estava certo que ali não era o fim daquela história. Ele só não sabia como seria o final, mas ele tinha certeza que seria feliz.

E por isso Gênesis 22 não precisa ser lido com pesar, porque ali um grande homem de Deus nos deixou um dos maiores legados, o de que não precisamos temer quando Deus nos pede algo. Nós o entregamos em sinal de adoração, e nós podemos ter certeza de que aquilo que damos para Deus voltará para nós de modo multiplicado