sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Quatro lições que aprendemos com a batalha entre Davi e Golias

Texto de referência: 1 Samuel 17:24-51


1)Davi não enxergou Golias como um gigante, mas como um homem incircunciso que ousou afrontar o exército do qual Deus era o comandante. Para Davi, esse ato de Golias tirava dele qualquer chance de sair ileso daquela batalha. Diferente de Davi, nós costumamos olhar os problemas com lentes de aumento, dando muitas vezes a eles até uma maior proporção do que eles têm.

2) Davi se lembrou de ajudas anteriores de Deus. Para justificar o porquê ele iria enfrentar Golias e sair vitorioso, Davi usou uma situação onde Deus o ajudou a vencer um leão ou um urso. Para ele, se Deus já o havia ajudado a vencer uma batalha em que ele não tinha condições de sair vitorioso, nessa situação não seria diferente. Todas as vezes que estamos em uma batalha, devemos trazer à memória todas as vezes que o Senhor nos ajudou, isso nos trará motivação para vencer.

3) Davi lutou com as suas armas. Quando Saul tentou colocar sobre ele a sua armadura, Davi não quis, pois esta não lhe servia. Ao invés de armadura, Davi foi até o ribeiro e pegou pedras para com elas atirar em sua funda. Muitas das nossas batalhas não são vencidas por querermos utilizar armas que não são nossas. Na verdade, Deus utiliza as armas que nós temos, aquelas que estamos acostumados a usar. Não compare a sua forma de lutar com a do outro, pois a cada indivíduo Deus dá uma estratégia.

4) Davi não se deixou intimidar pelas falas amedrontadoras de Golias. Quando Golias veio zombando dele e dizendo palavras de afronta, Davi não abaixou a cabeça e ficou com medo, mas devolveu no mesmo tom as ameaças de Golias. Estamos dando ouvidos demais àquilo que o inimigo cochicha nos nossos ouvidos, quando deveríamos avançar contra ele e dessa forma anular o medo que ele tenta impor a nós.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

A força do Espírito

Texto de referência: 1 Samuel 19: 18-24


Se formos falar sobre quem é o Espírito Santo neste post, certamente ele seria muito grande. De forma resumida, podemos dizer que o Espírito Santo é uma pessoa, que sente, fala e ensina. Por muitos anos, definiu-se o Espírito Santo como uma força. Mas com o passar do tempo, foi-se descobrindo através das Escrituras que Ele é uma pessoa.

Todavia, apesar de sabermos que o Espírito é uma pessoa, não podemos negar que há n'Ele uma força. Ele não é uma força, mas age em nós muitas vezes com ímpeto (que podemos traduzir como força). Isso é comprovado por um episódio bem marcante descrito no livro de I Samuel.

Quando Davi estava sendo perseguido pelo rei Saul, ele se escondeu na casa dos profetas junto com Samuel. Quando Saul ficou sabendo, logo enviou servos a buscarem Davi, para o matar. Mas quando os servos de Saul chegaram até a casa dos profetas, Samuel estava presidindo uma reunião com os profetas, os quais estavam profetizando. Neste momento, o Espírito do Senhor tomou os servos, que começaram a profetizar e tomados pelo Espírito, voltaram para Saul sem Davi com eles.

Saul ainda enviou mais dois grupos de servos, mas a mesma coisa aconteceu com eles. Por fim, o próprio Saul foi até lá, mas no caminho, antes mesmo de chegar até lá, o Espírito de Deus veio sobre ele, que começou a profetizar e entrou na casa dos profetas já profetizando. Durante todo aquele dia, Saul esteve no poder do Espírito, despiu-se da sua túnica de rei, deitou-se na terra e profetizava. O resultado foi que Saul não buscou Davi e voltou para sua casa. Nesse dia, o Espírito do Senhor mostrou toda sua força à Saul.

Esse texto nos mostra a força que tem o Espírito de Deus quando ele se move em nós. Não adianta resistirmos ao Espírito, pois Ele se move onde, como e quando quiser.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Quando a dor nos impulsiona

Texto de referência: 1 Samuel 1


Ana foi por muitos anos uma mulher de dores. Casada com Elcana, ela tinha o amor do seu marido, mas não podia gerar filhos. Ana era estéril, mas algo nos chama a atenção na história dela; o texto bíblico diz que Deus a havia deixado estéril.

Como podemos imaginar uma situação onde Deus nos faça algo que aparentemente nos prejudique? Na verdade, Deus jamais fará algo que nos faça mal, mas muitas vezes Ele nos permite enfrentar situações que, embora sejam dolorosas, irão contribuir para o nosso bem ou o bem do outro.

Na época de Ana, o povo de Israel estava vivendo em uma decadência espiritual e moral muito grande. A família sacerdotal, liderada por Eli, estava vivendo totalmente fora da vontade de Deus e Este estava planejando o fim de todo esse tempo. Para que essa decadência chegasse ao fim, era preciso que se levantasse um grande profeta, alguém de fato obediente a Deus que fosse usado por Ele para dar fim àquela situação. Esse grande profeta nasceria justamente de Ana.

Após muitos anos de esterilidade, Deus abre o ventre de Ana, que dá a luz à Samuel, mas antes do nascimento dele, Ana fez um voto a Deus de que, se ela conseguisse gerar, ela consagraria o seu filho a Deus. E assim, quando Samuel nasceu, ele passou a morar no templo, sendo criado nos caminhos do Senhor e aprendendo o ofício sacerdotal.

Samuel então seria o sucessor de Eli como sacerdote, colocando fim aquele tempo de decadência espiritual e moral. Esse foi o propósito da vinda de Samuel, mas para que isso ocorresse, foi necessário que a sua mãe, através do desespero por conta da esterilidade fizesse um voto de sacrifício a Deus.

Muitas vezes, os motivos das nossas dores são questionados por nós, mas o que não conseguimos enxergar é que Deus utiliza o sofrimento para produzir frutos, em nós e através de nós. O que precisamos é deixar Deus trabalhar em meio a essas situações de dor. Quando fazemos isso, podemos ver que todas as coisas têm o poder de cooperar em favor do bem daqueles que amam ao Senhor.



segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Os capítulos finais do livro de juízes

Textos de referência: Juízes 17-21


Os capítulos finais de Juízes são como um anexo do livro, afinal eles não seguem muito o estilo dos demais capítulos que falam sobre algum juiz e como ele libertou Israel.

Estes capítulos abordam a história de dois levitas. Um que foi morar na casa de um homem chamado Mica que fez um santuário idólatra em sua própria casa. Este levita acabou indo embora da casa de Mica para ser sacerdote da tribo de Dã.

O mais bizarro da história é que Mica simplesmente mandou fabricar uma imagem de escultura para si e a colocou em sua casa para adorá-la. Isso mostra a depravação espiritual em que o povo de Israel se encontrava.

A segunda história conta sobre um levita que foi buscar a sua concubina que o havia abandonado. Durante o percurso de volta eles param em uma cidade de Efraim e ali ela é cruelmente abusada até a morte pelos habitantes da cidade. O levita em uma atitude de revolta esquarteja a mulher e envia as partes do seu corpo para as demais tribos que se unem para lutar contra Efraim.

O resultado dessa luta é que praticamente todos os homens da tribo de Efraim foram mortos no combate. Essa história mostra a depravação moral em que Israel se encontrava, além do estado de divisão das tribos.

Tudo isso ocorreu não muitos anos após a entrada do povo na terra prometida. O próprio livro de juízes diz que nesta época não havia rei em Israel e cada um fazia o que achava mais reto. Infelizmente uma triste época do povo de Deus, onde eles não se deixaram governar pelas mãos do Senhor.

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

A força do homem é inútil comparada à força do Senhor

 Texto de referência: Juízes 7


Existe uma história na Bíblia que nos impressiona, que é a história de Gideão. Gideão foi um juiz de Israel que julgou o povo durante um período muito duro da história deles, onde eles enfrentavam a opressão do povo midianita. Eles estavam vivendo debaixo de forte escravidão, em que tudo o que o povo plantava os midianitas vinham e destruíam.

Quando o povo clamou ao Senhor, Ele prometeu intervir através de Gideão. Após chamá-lo e Gideão tentar se esquivar, finalmente ele decide confiar em Deus. Gideão ouve a voz de Deus e inicia-se a peleja. Entretanto, havia uma prova para Gideão e o povo enfrentarem. Dentre os trinta e dois mil combatentes que se apresentaram para a batalha, Deus escolheu apenas trezentos.

E a justificativa para isso foi dada pelo próprio Deus. "Disse o Senhor a Gideão: É demais o povo que está contigo, para eu entregar os midianitas nas suas mãos; Israel poderia se gloriar contra mim, dizendo: A minha própria mão me livrou" (Juízes 7:2).

Deus queria agir através destes trezentos homens, pois com esse quantitativo, seria humanamente impossível Israel dizer que poderia vencer. Mas eles venceriam, então a única explicação para a vitória seria pelo poder de Deus.

Ao final da história, Deus agiu em favor do povo, pois houve uma confusão no meio midianita, que se desequilibrou totalmente, vindo a correr e a gritar apenas com o barulho das trombetas que o povo tocava e os cântaros que eles quebravam.

Os midianitas começaram a fugir e os israelitas foram atrás e os derrotaram. E isso tendo apenas trezentos homens para o combate. Essa história nos ensina que Deus não necessita de armas humanas quando quer conceder a vitória a alguém.

Isso não significa que seja errado utilizar estratégias humanas em nossas batalhas, mas que não devemos nos apoiar nelas como se fossem a nossa única ou melhor opção. O salmista disse que o socorro dele vinha do alto (Salmos 121:1). Mesmo que venhamos a batalhar, a honra da vitória é de Deus, pois sem Ele nada podemos fazer.

Quanto mais impossível é uma situação, mais Deus se agrada em agir, pois a nossa carne sempre irá querer puxar um pouco do mérito para si, mas existem determinadas situações que não há como não atribuir a vitória a Deus, e foi isso que o Senhor provocou na batalha de Gideão. 

Ele fez questão de colocar o povo em uma situação que de forma alguma eles poderiam atribuir essa vitória a eles próprios. Quando enfrentarmos qualquer batalha, que possamos sempre dar a honra da vitória a Deus e que jamais venhamos a querer glória para nós. "Não a nós, Senhor , não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade.

Salmos 115:1"

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Josué: o líder que fez o povo entrar na terra prometida

Chamou Moisés a Josué e lhe disse na presença de todo o Israel: Sê forte e corajoso; porque, com este povo, entrarás na terra que o Senhor , sob juramento, prometeu dar a teus pais; e tu os farás herdá-la. Deuteronômio 31:7


Josué foi um grande líder em Israel. Após a morte de Moisés ele passou a liderar o povo de Deus até a entrada até a terra prometida. Antes de assumir o seu posto de líder, Josué foi preparado por Deus. Ele foi um grande guerreiro que esteve à frente de algumas batalhas que os israelitas enfrentaram. Tudo isso era uma forma de Deus prepará-lo para as diversas batalhas que ele enfrentaria quando fosse o líder.

Josué também teve algumas experiências com Deus. Quando Moisés subiu ao Monte Sinai para ouvir de Deus os mandamentos, Josué subiu com ele (Êxodo 24:13). Ele também esteve com Moisés na tenda da congregação, onde Moisés ouvia Deus falar com ele face a face, e Josué não se afastava da tenda onde Deus estava (Êxodo 33:11). Isso indica o nível de desejo que Josué tinha por Deus.

Todos esses fatores prepararam Josué para se tornar o grande líder que ele foi. As batalhas enfrentadas anteriormente fizeram com que ele tivesse forças para vencer os trinta e um reis que ele venceu na conquista da terra prometida.

O nível de adoração que ele tinha com Deus fizeram com que ele tivesse a intimidade e confiança necessárias para vencer os diversos obstáculos que vieram ao seu caminho. 

A vida de Josué é um exemplo para nós. Não apenas um grande guerreiro, Josué foi também um grande adorador.


quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Somos abençoados. E de quem é a glória?

Texto de referência: Isaías 60


O capítulo 60 do livro de Isaías se lido com atenção é um bálsamo para a alma de qualquer um. Se em outras partes desse livro existem muitas mensagens de juízo ao povo de Deus, quando lemos o capítulo 60 só vemos palavras de bênção. Na verdade, muito mais do que palavras de bênção, vemos palavras de glória.

Já no primeiro versículo, o Senhor diz: "Levanta-te e resplandece!" Em todo o texto encontramos mensagens de glória, júbilo e riquezas. Uma mensagem aparentemente ideal para quando precisamos de uma "palavra de vitória".

Entretanto, quando mergulhamos mais profundamente nos versículos, percebemos que na verdade, existem muitas promessas a Israel, mas todas as vezes que o capítulo se refere a alguma glória, esta é do Senhor (ver versículos 1, 7, 13 e 19).

Toda a abundância que aquele povo iria experimentar não vinha de outro senão de Deus. Tudo vinha d'Ele, para glória do nome d'Ele! A Bíblia diz que Jesus é o Rei da Glória. O Senhor ainda nos diz que a Sua glória ele não dará a outro. Ora, por mais abençoados que sejamos, glória de fato somente um é digno de receber: o Senhor!

Assim, concluímos que, apesar do capítulo 60 ser um texto que contém muitas promessas, tudo converge para o Senhor. Nada do que recebemos vem de nós, e nada é para o nosso nome ser exaltado, mas o nome d'Ele! Ao Senhor seja a glória por tudo, hoje e sempre.