segunda-feira, 12 de maio de 2025

Como você está construindo a sua casa?

 O nosso leito é de viçosa relva. As vigas da nossa casa são os cedros, e o nosso teto são os ciprestes. Cântico dos Cânticos 1:16-17


Nas poesias relatadas no livro de Cânticos, em uma delas a esposa relata um pouco acerca de como era a casa dela com o esposo, tendo um leito de relvas viçosas, as vigas feitas de cedro e o teto feito de ciprestes.

Seja essa linguagem utilizada no sentido literal ou figurado, essas conotações podem nos ensinar muito acerca de como tem sido construído o nosso lar.

O leito é lugar de intimidade entre o casal. Relvas viçosas indicam folhas que estão sempre verdes. Um leito feito de relvas viçosas significa dizer que a intimidade deles era sempre renovada, a monotonia não fazia parte da vida daquele casal,e se formos ler todo o livro de Cânticos percebemos isso, pois em várias partes do livro o casal conta detalhes que dão a entender que o relacionamento deles estava sempre em evolução, nunca algo parado ou rotineiro.

As vigas são o sustentáculo de uma construção, são elas que sustentam o peso das paredes e do teto. O cedro é uma árvore extremamente forte e resistente. A noiva quis então afirmar que o lar do casal não era sustentado de qualquer forma. Existia uma estrutura forte para que ele não desabasse. Essa estrutura em termos espirituais significa Cristo, a nossa Rocha. Se um lar não for estabelecido em Jesus ele não terá sustentação para suportar as intempéries as quais qualquer família está sujeita.

Por fim, o teto daquele lar era feito de ciprestes, uma árvore que pode chegar até 25 metros de altura, está sempre verde e possui muitas características medicinais. O teto de uma casa representa o abrigo que ela pode dar. Ele protege contra a chuva, o vento e o sol. Um teto de ciprestes indica que aquela casa era um local de refúgio e cura. O nosso lar precisa ser um lugar onde encontramos paz e tranquilidade.


Que os ensinamentos de Cânticos nos ajudem a refletir sobre como estamos construindo o nosso lar, a fim de que a nossa casa seja como aquela do homem que teme ao Senhor, edificada sobre a rocha, sobrevivendo aos ventos e temporais destes dias difíceis.



quinta-feira, 8 de maio de 2025

A antiga e nova aliança: o que elas representam para nós hoje?

 Textos de referência: Êxodo 24:1-8; Mateus 26:27-28


Aqueles que acreditam que o Antigo e Novo Testamento na Bíblia são livros separados estão bastante enganados, pois toda a Bíblia em si está totalmente integrada. Os escritos do Antigo Testamento testificam aquilo que foi escrito no Novo. 

Um exemplo disso se encontra em Êxodo, quando o Senhor dá ao povo os seus ensinamentos, escritos em um livro que Moisés denominou o Livro da Aliança pois o cumprimento dele era um ato de compromisso do povo com Deus.

Após ler os ensinamentos ao povo, Moisés pegou o sangue dos sacrifícios de novilhos que haviam sido oferecidos e aspergiu sobre o povo, dizendo: “Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras.”

Cerca de 1200 anos mais tarde, em uma mesa de ceia Jesus se assentava com os seus discípulos, horas antes de ser entregue para a morte, e ao tomar o cálice disse: “Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados.”

Perceba a semelhança entre as frases. Na primeira o sangue representava uma aliança, mas ele tinha origem de animais sacrificados. Na segunda era um vinho mas representava um sangue que seria derramado dentro de poucas horas, que também tinha o sentido de uma aliança, mas agora uma nova aliança, de Jesus para com todos os que creriam nele, sendo que o propósito daquela aliança era fazer a remissão, isto é, o perdão dos pecados.

A aliança dos tempos de Moisés era uma preparação de um povo que estava se comprometendo a seguir as palavras de Deus. A aliança de Jesus é que aquele que tomar o cálice (em outras palavras, crer no sacrifício do sangue de Jesus) tem remido os seus pecados, isto é, não deve mais nada, está livre, perdoado e em plenas condições de herdar a vida eterna com Jesus.

Percebeu como antigo e novo testamento estão interligados? A nova aliança de Jesus é para todos nós, não precisamos mais de sangue de novilhos aspergidos sobre nós, hoje temos o sangue de Cristo vertido na cruz que tem poder para nos limpar de todo pecado.


segunda-feira, 5 de maio de 2025

Usando o que você tem em mãos para operar o milagre

 Texto de referência: 2 Reis 4:1-7


Todos nós (ou quase todos) ansiamos por viver um milagre algum dia. Milagres são instrumentos de Deus para demonstrar à humanidade o seu poder. Eles também são formas de mostrar a nós seres humanos o quanto somos frágeis.

Quando uma viúva chega até o profeta Eliseu pedindo a ele ajuda para pagar uma dívida do seu falecido marido e evitar a prisão dos seus dois filhos, Eliseu não pega uma varinha mágica e resolve imediatamente o problema, mas ele pergunta a ela: “Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa.” Ela respondeu: “Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.” (v. 4)

Aquilo que para ela não era nada foi o instrumento usado por Deus para transformar a vida dela e da sua família, pois aquela pequena botija de azeite multiplicou-se o suficiente para encher uma grande quantidade de vasilhas, para então serem vendidas e pagar a dívida da família.

Na nossa vida Deus também utiliza instrumentos que nós temos para operar os seus milagres. É a partir de uma pequena coisa que Ele transforma em grande, mas nós precisamos colocar ao seu dispor aquilo que temos para que Ele opere.

Foi assim também na multiplicação dos pães e peixes, a criança tinha um pequeno cesto com pães e peixes, que foram colocados à disposição de Jesus para alimentar milhares de pessoas.

Se hoje nós estamos pedindo um milagre, que possamos olhar ao nosso redor e pedir a Deus o discernimento para enxergar o que nós temos para que seja instrumento em suas mãos para operar o Seu grande poder.


domingo, 27 de abril de 2025

Os conselhos para não virarmos os fariseus do nosso século

 Texto de referência: Mateus 23:1-36


Durante seu período na Terra Jesus criticou duramente algumas classes religiosas, dentre elas a dos fariseus, tanto que o capítulo 23 de Mateus é praticamente todo dedicado a eles. Talvez os fariseus tenham sido os religiosos mais criticados por Jesus. Nesse texto eu busquei explicar, com base neste capítulo, como os fariseus viviam sua religiosidade. 

Falar mas não fazer: Uma característica dos fariseus é que eles sempre orientavam as pessoas acerca de como deveriam viver, mas eles mesmos não praticavam nada do que diziam. É o famoso faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Jesus nos ensinou sobre muitos aspectos da vida, mas em tudo Ele dava exemplo com as suas atitudes.

Criar regras rígidas: Os fariseus não se preocupavam em agradar a Deus, mas apenas estavam focados em suas performances. Com isso, eles acabavam enchendo os seus seguidores de normas e doutrinas, a maioria delas tão rígidas que nem eles mesmos conseguiam praticar.

Querer ser visto pelos outros: uma característica dos fariseus é que eles não queriam fazer as coisas de forma anônima, mas de forma explícita, para serem vistos pelas pessoas de fora. E o objetivo de serem vistos não era para dar exemplo, mas para serem bajulados pelas pessoas.

Serem avarentos: Jesus alertou os fariseus sobre o amor que eles tinham ao dinheiro, e a forma como tentavam manipular as pessoas para que contribuíssem muito no templo, a fim de pegarem parte para si, haja vista serem eles os que controlavam as finanças eclesiásticas.

Viver de aparências: Por fim, uma característica muito comum dos fariseus é que eles queriam mostrar nas aparências uma vida de pureza, todavia, pela desobediência deles a Deus por dentro eles estavam sujos pelo pecado. Entretanto, eles não se importavam com o interior, se eles conseguissem fazer as pessoas acreditarem que eles eram “santos” era o suficiente.

Agora podemos compreender o porquê Jesus criticava tanto a classe farisaica, pela vida falsa e dissimulada que eles viviam. Tanto que Jesus confirmou que publicanos e meretrizes tinham mais lugar no reino dos céus do que os fariseus, porque pelo menos aqueles viviam no pecado mas se assumiam pecadores, enquanto estes pecavam, mas faziam de tudo para maquiar seus próprios erros.

A classe dos fariseus não acabou, ainda hoje existem pessoas que se dizem cristãs mas que só estão preocupadas com a religião. Atitudes como as descritas acima são comumente vistas no mundo “gospel”. Que o temor do Senhor inunde o nosso coração para que o farisaísmo não seja a nossa opção de caminhada nesta terra.



quinta-feira, 27 de março de 2025

Com o que estamos saciando a nossa sede?

Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom, e vos deleitareis com finos manjares. Isaías 55:1-2


Muitos oram a Deus lhe pedindo fome e sede por Ele. John Bevere em seu livro “Paixão por Sua Presença” relata que aquilo que satisfaz o homem é aquilo pelo qual ele está cheio. Se nos alimentamos das coisas do mundo, seremos cheios das coisas terrenas e não haverá espaço para Deus em nós. Se pelo contrário nos enchemos das coisas de Deus, é d'Ele que seremos mais e mais saciados.

Através do profeta Isaías, Deus nos convida a ter mais d'Ele, nos saciando das suas águas. Vamos meditar em como os primeiros versículos do texto de Isaías 55 nos mostra em que deve estar o nosso foco.

Quando Deus nos diz para vir às águas, Ele chama aqueles que têm sede. Como foi dito, só podemos ter sede de Deus se nos esvaziarmos de nós mesmos e do mundo. Sendo assim, percebemos que o primeiro convite é para aqueles que querem algo da parte de Deus e que estão de algum modo se esforçando por isso.

Mas o texto também relata outro elemento que também satisfaz as necessidades humanas, que é o alimento. É com essa estratégia que Deus também nos convida a nos achegarmos a Ele, para ter alimento, que no texto é denominado como vinho, leite e finos manjares.

Mas o Senhor nos afirma que para ter acesso a comida não será preciso dinheiro, porque ela não tem preço. Veja bem, não é que ela não tem valor financeiro, é porque o que Deus nos oferece nenhum dinheiro no mundo é capaz de comprar. E por isso a ênfase de que, aqueles que querem o alimento de Deus não precisam de dinheiro.

Antes de oferecer o alimento, o Senhor repreende o povo, dizendo que eles estavam dispensando esforço e dinheiro em coisas que não podiam satisfazer, mas logo depois Ele afirma que o que vem d'Ele é bom e nos traz vida (v. 3).

Essa é uma palavra que nos coloca contra a parede, pois temos vivido em busca de coisas materiais, de sucesso terreno e estamos esquecendo do que realmente é bom e importa. Isso não significa que seja errado a busca pelo prazer terreno, mas que ele não pode ofuscar o nosso desejo e anseio por Deus.

Enquanto não nos enchermos de Deus, vamos continuar vazios, buscando o tempo todo nos satisfazer, mas sem sucesso. Quando Ele for a nossa prioridade, vamos desfrutar do prazer da Sua presença e veremos a nossa vida terrena fluir. Se não fosse a vontade de Deus desfrutarmos dessa vida, Ele não nos daria tantos anos para viver, mas o que está em pauta é: vamos desfrutar de tudo aqui com Ele ou preferir viver correndo atrás do vento? A decisão é nossa, mas a Sua Palavra nos ensina neste dia qual é a melhor escolha.


sexta-feira, 21 de março de 2025

Por que Deus compara a idolatria à prostituição?

O meu povo consulta o seu pedaço de madeira, e a sua vara lhe dá resposta; porque um espírito de prostituição os enganou, eles, prostituindo-se, abandonaram o seu Deus. Sacrificam sobre o cimo dos montes e queimam incenso sobre os outeiros, debaixo do carvalho, dos choupos e dos terebintos, porque é boa a sua sombra; por isso, vossas filhas se prostituem, e as vossas noras adulteram. Oseias 4:12‭-‬13


Em diversas passagens bíblicas vemos Deus condenando a idolatria. Adorar falsos deuses é transgredir o primeiro mandamento o qual nos ordena não ter outros deuses. Quando adoramos qualquer coisa que não seja o Senhor Jeová estamos praticando a idolatria.

Entretanto outro pecado também muito condenado na Bíblia é a prostituição, mas não necessariamente refiro ao ato sexual ilícito entre um homem e uma mulher. Sim, a Bíblia também condena essa prática, mas ela também nomeia a idolatria como uma forma de prostituição.

No texto de referência acima, vemos Deus repreendendo a Israel por consultarem ídolos para buscar respostas e afirmando que eram enganados por um espírito de prostituição, na verdade seria uma espécie de prostituição espiritual. Essa passagem deixa clara a ligação que o Senhor faz entre a idolatria e a prostituição, prática comum nos tempos da época (e continua nos tempos atuais), que se refere ao ato sexual entre um homem e uma mulher em troca de algo, dinheiro, bens ou favores.

Quando cedemos o nosso coração a qualquer ídolo (pessoa, objeto ou sentimento que toma o lugar de Deus em nós) estamos praticando não somente a idolatria, mas também nos prostituindo contra o Senhor Deus, quebrando a aliança que temos com ele em troca do prazer que esse ídolo nos traz.

E assim, ao invés do nosso coração estar em Deus passamos a ter a centralidade dos nossos desejos em outra coisa/divindade que não é Ele, cometendo a idolatria seguida de prostituição.

Essa é uma prática perigosa, que leva a outros pecados, mas que, como qualquer outro erro é passível de perdão quando de fato e de verdade nos arrependemos e voltamos o nosso coração ao único e verdadeiro Deus.

terça-feira, 18 de março de 2025

Resumo do livro de Juízes

 Não se sabe com certeza quem é o autor do livro de Juízes, mas ele é atribuído ao profeta Samuel, o último juiz que a nação de Israel teve. A existência dos juízes era devido ao fato de Israel não ter nenhum rei, então os juízes eram uma espécie de líder moral e espiritual para o povo.

Os juízes julgaram o povo logo após a morte de Josué. O livro relata a existência de 12 juízes no meio do povo de Deus. Dentre os juízes apresentados no livro (Samuel e Eli não foram citados), alguns não tiveram problemas morais ou espirituais relatados, como é o caso de Otniel, Eúde, Sangar e Débora. Outros, todavia, tiveram a sua história manchada por situações de idolatria, imoralidade e desobediência, como Gideão, Sansão ou Jefté. Alguns juízes não são muito citados e pouco se sabe sobre eles, como é o caso de Tola, Jair, Ibsã, Elom, Abdom.

O período dos juízes em Israel relata um tempo triste em Israel, onde o povo vivia em desobediência a Deus, sofrendo as consequências do pecado, e sendo afligidos por nações inimigas crueis.

Quando o Senhor enviava os juízes, eles eram libertos, mas quando aquele juiz falecia eles voltavam a pecar e recomeçava o ciclo de opressão. O propósito do livro de Juízes é mostrar que o pecado gera consequências terríveis, quando desobedecemos a Deus damos legalidade para o inimigo atuar em nossas vidas.