quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

A terra desolada ficou como o jardim do Éden

Texto-base: Ezequiel 36:35


Apesar de ser o povo escolhido de Deus, os israelitas eram muito obstinados. Frequentemente caíam em diversos pecados. Para lhes abrir os olhos, Deus enviava profetas, como o profeta Ezequiel, para lhes alertar sobre seus erros. Mesmo praticando pecados recorrentes, aquele povo sempre experimentou com abundância a misericórdia de Deus, pois Ele sempre lhes dava novas chances de se arrependerem e mudarem de vida.

Em um desses episódios, Deus revela ao profeta que restauraria a Israel de uma forma completa. Eles seriam perdoados e purificados, um novo coração seria posto neles e eles voltariam a tomar posse da sua terra. Com essa nova mentalidade, eles passariam a viver uma vida de santidade e obediência. O Espírito habitaria neles e haveria prosperidade material.

Então, as pessoas que vissem a terra do povo de Deus diria: "Esta terra desolada ficou como o jardim do Éden". Para entendermos o grau de mudança que Deus estava prometendo àquele povo, primeiro precisamos entender como era o Jardim do Éden. Plantado pelo próprio Deus, ele era um local cheio de todo tipo de árvores agradáveis e frutíferas, além de ser cercado por um rio que se dividia em quatro vertentes. Sem dúvida, o Éden era um lugar maravilhoso. E Deus prometeu ao Seu povo que eles seriam como o jardim do Éden.

Eles sairiam da desolação para um estado admirável. De um estado de ruínas para a fortificação. De um estado de abandono para plena habitação.

O que Deus prometeu ao povo de Israel não se limita a eles apenas. Aquilo que Ele desejava fazer a Israel Ele deseja fazer a todo ser humano, que atenda ao Seu chamado. Através desse texto percebemos o quanto Deus nos transforma. O perdão de Deus em nós faz com que sejamos novas criaturas. O Seu amor nos regenera e a mudança que começa por dentro fica cada vez mais nítida, perceptível aos olhos das pessoas. Todos conhecemos pessoas que foram totalmente transformadas, a tal ponto de não acreditarmos, tamanho o grau da mudança. Esse é o agir de Deus em cada um de nós, a partir do nosso encontro real com Ele. Só precisamos abrir o nosso coração.


Se até hoje você não se entregou ao Senhor, faça essa oração:

"Senhor Jesus eu te recebo hoje como Senhor da minha vida. Perdoa os meus pecados, apaga todas as minhas transgressões e escreve meu nome no Livro da Vida.

Amém."


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

As águas impróprias de Jericó: o problema estava na fonte

 Texto-base: 2 Reis 2:19-22


O texto lido relata uma situação ocorrida nos tempos do profeta Eliseu. Alguns moradores da cidade de Jericó relataram ao profeta que, apesar da cidade ser bem situada, a terra do lugar era improdutiva porque as águas eram impróprias.

Eliseu então pede que se coloque sal em um prato novo. Então o profeta vai até o manancial de onde procediam as águas e coloca o sal nelas. A partir de então, as águas passam a ser saudáveis, deixando de provocar morte e esterilidade.

As atitudes de Eliseu acerca dessa situação nos chamam a atenção. Em um prato novo, indicando novidade, ele pede para que se coloquem sal, que representava naquele tempo a fertilidade. Por fim, Eliseu foi até a fonte da cidade, de onde provinham as demais águas e colocou sal. A partir da fonte sarada, as águas não geraram mais morte nem esterilidade. 

O cerne daquele problema não era a cidade e nem a terra, mas as águas do lugar. Tanto a cidade quanto a terra tinham condições favoráveis, todavia, a origem das águas estava contaminada.

Muitas pessoas enfrentam situações semelhantes às águas estéreis de Jericó. Possuem condições favoráveis, externamente possuem todas as condições de terem sucesso, mas por anos continuam improdutivas.

E quando vamos analisar, percebemos situações em suas origens que precisam ser tratadas para que possam viver o melhor de Deus. Mas para isso, o prato precisa ser novo, isto é, é preciso eliminar os velhos hábitos e ter uma mentalidade nova.

Ainda, Deus utiliza instrumentos durante esse processo. No caso de Jericó foi o sal, mas cada situação pode ser diferente. Os instrumentos podem ser diversos, como a medicina, a psicologia, o acompanhamento de uma pessoa (ou grupo) de oração ou um conselheiro sábio. O importante é que ao entregarmos a Deus os nossos desafios, Ele se encarrega de nos direcionar para a solução.

Por fim, Eliseu foi até a origem das águas. E então elas ficaram saudáveis. Muitos problemas em nossa vida poderiam ser resolvidos se os tratássemos em sua origem. O problema é que muitas vezes queremos remediar a dor, sem tratar a sua causa. O mesmo Deus que operou nas águas de Jericó fazendo elas se tornarem férteis pode operar também em nosso favor, eliminando de nós aquilo que nos impede de viver a vida abundante que Deus tem para nós. Apesar de muitas vezes a iniciativa ter que ser nossa, a honra da nossa vitória é Dele! Tudo é para Ele!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

As contribuições do sofrimento para o crescimento do Reino de Deus

  Texto-base: Filipenses 1:12-14


Apesar de ter sido um grande servo de Deus, o apóstolo Paulo não viveu isento de grandes lutas. Em suas cartas, ele relata quantas dificuldades enfrentou, desde açoites, naufrágios, calúnias, até prisões. Paulo foi preso por duas vezes, em uma ele foi solto e na segunda vez acabou sendo morto.

Mas Paulo tinha a convicção de quem ele era para Deus e de quem Deus era para ele. Em uma dessas prisões, Paulo relata aos filipenses que, a sua prisão estava contribuindo para o progresso do Evangelho, de forma que, enquanto ele estava preso, ele continuava pregando a Palavra, e os demais cristãos, ao invés de estarem desanimados por vê-lo preso, estavam falando com mais ousadia a Palavra de Deus.

Paulo era um homem como nós. Talvez sua mente fosse muitas vezes tomada pelos questionamentos do porquê ele estava ali, preso e em sofrimento, mas em Deus, ele pôde perceber que até mesmo o seu sofrimento estava contribuindo para a expansão do Evangelho. Mais à frente, ele recomenda aos irmãos que não ficassem em nada intimidados pelos adversários. A prisão já não intimidava Paulo, pois ele sabia que havia um propósito em tudo aquilo. Ainda, Paulo tinha a certeza de que em Cristo ele era livre. A liberdade de Paulo não se limitava ao aspecto físico, o seu corpo estava preso, todavia sua alma era livre.

Da mesma forma, Deus quer em nós essa concepção. Ele quer nos fazer enxergar que as dificuldades enfrentadas não podem nos derrubar ou enfraquecer o ministério para o qual fomos chamados, mas elas podem ser instrumentos nas mãos de Deus até mesmo para que a Sua palavra cresça, tanto dentro de nós quanto na vida dos outros.

Paulo não se intimidou pelos adversários, pelo contrário, enxergou o seu sofrimento como um fator pelo qual Deus estava trabalhando em favor do Reino. Como temos enxergado as nossas aflições? Apenas como setas inflamadas de satanás para nos derrubar? Ou como elementos nas mãos de Deus para expandir a Sua palavra? Quantos homens de fé surgiram através de aflições. Homens que fizeram a diferença para o Reino de Deus. Que possamos enxergar o agir de Deus em meio à dor, certos de que os nossos sofrimentos trarão resultados para a obra Dele. Por fim nos lembraremos deles não como pedras de tropeço, mas como pontes pelas quais Deus nos levará a um novo patamar, de graça e intimidade.


domingo, 21 de fevereiro de 2021

A fé morta

Texto-base: Tiago 2:14-26


Vivemos em uma sociedade de pouca fé. As pessoas, entristecidas pela maldade humana, não têm mais fé, não crêem em nada, e assim esvaziam mais e mais as suas almas. Mas ainda existem alguns que dizem ter fé. Se perguntarmos às pessoas se elas crêem em Deus, muitas dirão que sim. Mas o livro de Tiago nos diz que não basta apenas crer, é preciso provar que cremos.

Ele fala acerca de uma fé que não tem obras, e diz que essa fé é morta. A fé não se expressa apenas por palavras, mas por atitudes. Dizer que crê em Deus é fácil, até demônios crêem. Apesar de ser forte essa expressão, é a verdade, pois não basta apenas crer. Quem é de Deus mostra a sua fé pelas suas atitudes, não apenas por palavras.

Por exemplo, dizer que tem fé, mas não ajudar um irmão necessitado não nos traz proveito. A verdadeira fé nos faz agir em prol do outro, nos impulsiona a fazer o bem todas as vezes que tivermos oportunidade.

Abraão também teve sua fé provada. Ao oferecer Isaque como sacrifício a Deus, ele provou crer que Deus era Soberano e que ele estava debaixo da Sua divina autoridade. Quando tomou essa atitude, ele mostrou a Deus que tinha fé, e por isso foi chamado Seu amigo.

Por fim, assim como um corpo sem espírito não se aproveita, uma fé sem obras também não. O nosso lugar enquanto cristãos não é com aqueles que dizem ter fé apenas por dizer, precisamos mostrar ao mundo a nossa fé, e isso não será feito apenas com palavras, precisamos demonstrar atitudes de verdadeiros cristãos, compromissados com o Evangelho da justiça e da verdade.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

O público-alvo da carne e suas paixões

 Texto-base: Provérbios 7


A Bíblia é o nosso manual de sobrevivência para esta terra e para além dela. Escrita há milhares de anos, ela continua a nos ensinar, pois a vivacidade das letras sagradas jamais se acabará.

O livro de Provérbios é uma parte da Bíblia que nos incentiva a um viver sábio. Todo o capítulo 7 deste livro é destinado a nos alertar sobre o adultério. O sábio autor alerta sobre uma mulher astuta, que anda à procura de homens simples. Ao encontrar um homem despido de juízo, ela o seduz com palavras enganadoras, lhe oferece uma noite aparentemente maravilhosa, bem longe do perigo. Acreditando em suas palavras de lisonjas, esse homem vai atrás dela, como um "boi que vai ao matadouro…, sem saber que isso lhe custará a vida" (v. 22-23).

Esse capítulo retrata sobre uma tentação da carne, o adultério, mas podemos fazer uma analogia do adultério aos prazeres gerais da carne. Da mesma forma que ocorre com o adultério, os demais prazeres da carne nos atraem de forma sorrateira, oferecendo-nos situações aparentemente boas e satisfatórias, mas que nos trazem a morte espiritual, que significa a nossa separação de Deus.

Viver na carne nos dá prazer porque satisfaz o nosso ego, a nossa natureza carnal. Mas quando optamos por viver a vida de Deus em nós, abrimos mão de satisfazer a nós mesmos para agradar Àquele que nos criou. O pecado não prende qualquer pessoa, o seu alvo primordial são aqueles que estão distraídos com as coisas deste mundo, andando próximos às suas práticas. A estes o inimigo engana com suas falsas seduções, e após ficarem presos, experimentam a morte. O caminho para nos afastarmos da carne e suas paixões é andar no Espírito (Gálatas 5:16). Cada vez que buscamos a Deus, somos mais revestidos pela presença do Espírito em nós, e essa presença nos afasta da carne. Ainda, andar com Deus nos dá a sabedoria e o discernimento necessários para identificarmos o que é errado e nos afastarmos logo de início.

Que possamos nos prover do discernimento necessário para evitarmos o mal e nos apegarmos cada vez mais aos ensinamentos de Deus para que não sejamos vencidos pela carne e suas paixões.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Vença a preguiça espiritual

 Texto-base: Provérbios 6:6-11


Se formos pesquisar o significado de preguiça no dicionário, obteremos: Estado de prostração e moleza, de causa orgânica ou psíquica. A preguiça ocorre quando nos deixamos levar por uma prostração, que nos impede de fazermos as nossas atividades cotidianas.

O livro de Provérbios nos adverte contra a preguiça por meio de diversos versículos. Neste versículo acima, especificamente, ele chama o preguiçoso a observar as formigas. Esse pequeno animal, apesar de não ter liderança, ajunta todo o seu alimento na primavera, quando as folhas estão verdinhas, para que no outono e inverno, quando tudo está seco, ela tenha mantimentos o suficiente para se alimentar. Se formos observar as formigas, elas carregam pequenas folhas, uma a uma, até chegarem ao seu abrigo. E por esse motivo o sábio escritor de Provérbios manda o preguiçoso aprender com a formiga. 

A preguiça física é extremamente prejudicial, mas a preguiça espiritual é ainda pior, pois se a primeira nos priva de adquirirmos riquezas nesta terra, a preguiça espiritual nos priva da vida eterna. A preguiça espiritual ocorre quando deixamos a prostração ou a inércia nos dominar, e dessa forma não nos dedicamos à nossa vida espiritual, através dos três pilares de sustentação que todo cristão deve ter: oração constante, leitura fervorosa da Bíblia e prática do jejum.

A preguiça espiritual é ampliada através das distrações às quais somos diariamente submetidos, tanto pela internet, quanto em atividades de entretenimento que temos ao nosso dispor, e até mesmo com os afazeres domésticos.

As consequências da preguiça são a pobreza e a necessidade, ambas sobrevindo de forma repentina, com o intuito de roubar aquilo que o homem possui. A preguiça espiritual se desenvolve aos poucos. De forma sorrateira, ela entra na vida do cristão. São pequenas atitudes diárias que vão contribuindo para nos prostrarmos e perdermos a nossa comunhão diária com Deus. A princípio, aparentemente não estamos perdendo nada, mas com o passar do tempo, de forma repentina percebemos a destruição que a procrastinação pode nos causar.

O diabo quer nos roubar o nosso maior tesouro: a salvação. E nem sempre é com comportamentos visivelmente pecaminosos. Muitas vezes é utilizando de estratégias disfarçadas. E a preguiça espiritual tem sido uma  dessas estratégias, pela qual ele tem obtido êxito. É tempo de despertar. Deus também hoje nos alerta: Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Sobre maturidade

Envelhecimento é diferente de maturidade. O primeiro tem a ver com a idade, o segundo se refere ao tempo certo das coisas. Uma fruta madura é aquela que enfrentou todo um processo, desde a sua concepção, passando pelo seu crescimento, até o momento certo de ser colhida.
Espera-se que todas as pessoas envelheçam, mas também espera-se que todas as pessoas amadureçam. É o natural da vida: envelhecer e amadurecer. Se o tempo nos traz o envelhecimento, deve também trazer maturidade. Todavia, apesar de todos envelhecerem, nem todos amadurecem.

A Bíblia nos relata acerca de pessoas que amadureceram com o passar dos anos, e então viram sua vida florescer.

José foi um jovem imaturo em sua juventude. Agindo com irresponsabilidade, denunciava seus irmãos perante seu pai, acendendo a ira destes. Agindo de forma imatura, contava sonhos a sua família e exaltava a si próprio. Após ser vendido como escravo, acusado injustamente de adultério, viver por anos em uma prisão, José amadureceu. Ele aprendeu a calar e a falar no tempo certo. A maturidade o ajudou no processo de perdoar seus irmãos. José aprendeu a receber as coisas na hora certa. E se tornou o segundo homem mais poderoso do império egípcio.

Pedro é outro exemplo de alguém que amadureceu. No decorrer do seu ministério ao lado de Jesus ele cometeu erros. Falou demais ao repreender Jesus quando este falava sobre sua dolorosa morte, agiu com impulsão cortando a orelha de um dos homens que queriam prender Jesus. Por três vezes negou conhecer Jesus. Mas com o decorrer do tempo, a presença do Espírito na vida dele fez Pedro se tornar um homem diferente: aquele que um dia negou a Cristo levou de uma só vez três mil pessoas à conversão e morreu como um mártir, dando a sua vida por amor ao Evangelho.

Poderíamos citar outros exemplos bíblicos de imaturidade, como Sansão, que agia impulsivamente, não medindo as consequências dos seus atos, ou de maturidade como Abigail, que agiu da forma correta e falou na hora certa perante o seu esposo e perante Davi. 

Andar com Deus e seguir as orientações do Espírito nos faz pessoas maduras, Mas, é preciso entender que a maturidade é um processo e uma escolha, pois podemos receber de Deus a orientação correta e escolhermos agir do nosso jeito. No âmbito do processo, não nascemos maduros, amadurecemos com o tempo. Todos os dias temos a oportunidade de subir mais um degrau rumo à maturidade. Isso não pode ser desperdiçado.