quinta-feira, 22 de abril de 2021

As vestes sacerdotais

 Texto de referência: Êxodo 28


Enquanto o povo de Deus estava no deserto, o Senhor lhes transmitiu muitas orientações. Uma delas foi acerca do ofício dos sacerdotes. Um sacerdote era um homem consagrado a Deus para oferecer sacrifícios pelos pecados do povo. Apenas quem exercia esse ofício poderia fazer isso. O escolhido por Deus para esse ministério foi Arão, irmão de Moisés.

A partir da ordenança acerca da criação do ofício do sacerdote, o Senhor também deu orientações sobre as vestimentas desse ministro. Vestir um sacerdote era algo tão sério que as pessoas que fizeram as vestes de Arão foram cheias por Deus do espírito de sabedoria. Todos os detalhes das vestes foram ordenadas por Deus.

Os materiais utilizados na fabricação das peças eram de alta qualidade, inclusive de ouro. Sobre os ombros e sobre o peitoral das vestes do sacerdote deveriam estar os nomes das tribos de Israel.

Sobre a mitra, vestimenta que ficava na cabeça do sacerdote, deveria estar escrito: santidade ao Senhor. 

Os elementos da veste do sacerdote apesar de terem sido reais, hoje nos fornecem uma representação do papel que deveria cumprir alguém que exercia esse ofício.

A primeira coisa é entendermos a responsabilidade dessa missão. Todo o cuidado em como deveria se vestir e se portar um sacerdote era um indicativo da responsabilidade atribuída a essa função.

O fato de levar o nome das tribos nos ombros indicava que era o sacerdote quem levava a Deus as demandas daquele povo. O ato de levar os nomes das tribos sobre o peito indicava que a relação do sacerdote com o povo não era apenas de ofício para Deus, mas um ato de amor ao povo que o Senhor escolheu.

A palavra santidade exposta sobre a fronte do sacerdote indicava o caminho no qual ele deveria andar, longe do pecado e da corrupção do mundo.

Sabemos que hoje não existe o ofício de sacerdote como nos tempos de Arão. O nosso Sumo Sacerdote é Jesus, que já fez de uma vez por todas a expiação por nossos pecados, dando Sua própria vida. Todavia, em Apocalipse 1:6 o Senhor nos diz que, como povo de Deus, somos todos sacerdotes, não mais para oferecer animais em sacrifício pelos pecados, mas para fazermos a obra do Senhor levando o ministério da reconciliação e pregando o Evangelho do arrependimento e salvação. E a responsabilidade que havia sobre o sacerdote também está sobre nós. Que venhamos a cumprir com fervor, amor e santidade essa missão.


terça-feira, 20 de abril de 2021

Arão e Hur, os dois amigos que sustentaram Moisés durante a batalha

 Texto de referência: Êxodo 17:8-13


Pouco tempo após a saída dos israelitas do Egito, eles se depararam com um inimigo: os amalequitas. Descendentes de Esaú, eles vieram à peleja contra Israel.

Moisés então ordena a seu assistente Josué que escolhesse homens de guerra para enfrentarem Amaleque. Israel saiu à peleja, enquanto Moisés subiu ao monte com dois anciãos, Arão seu irmão e Hur. Lá de cima eles poderiam observar como estava a batalha.

Moisés segurando o seu bordão ergue as suas mãos em direção ao campo de batalha, e eles observam que enquanto as mãos de Moisés estavam estendidas, o povo de Deus vencia e enquanto as mãos de Moisés estavam abaixadas, os amalequitas venciam.

Diante dessa situação, eles percebem que Moisés não poderia abaixar as suas mãos enquanto a peleja não terminasse, todavia, Moisés não conseguiria por si só ficar com as mãos erguidas o tempo todo. Sabendo disso, Arão e Hur tomam a atitude de segurar as mãos de Moisés, cada um de um lado, e assim Moisés conseguiu ficar com as mãos levantadas desde a manhã até o pôr do sol, possibilitando a vitória do povo de Israel.

Naquele dia, Arão e Hur tiveram um papel essencial na vitória do povo de Deus. Apesar da autoridade espiritual estar sobre Moisés, eles dois foram o suporte que aquele homem precisou em seu momento de fraqueza. Sozinho, Moisés não conseguiria ajudar o povo de Deus. Nesse sentido, Arão e Hur foram os instrumentos usados por Deus para ajudarem Moisés.

Essa verdade se aplica também a muitas lideranças espirituais. Ninguém vive sozinho. A despeito de toda autoridade no Espírito que possamos ter, sempre precisaremos de pessoas que nos ajudem em nossos momentos de fraqueza, quando as limitações humanas nos impedem de batalhar espiritualmente.

Recusar a ajuda de amigos, achando que somos autossuficientes é uma atitude de orgulho. Deus nos fez seres humanos relacionais, e conviver com pessoas, inclusive nos ajudando mutuamente, só nos faz crescer.

segunda-feira, 19 de abril de 2021

O segredo do maná

 Texto de referência: Êxodo 16:14:36


Maná foi o nome do alimento o qual o povo de Deus comeu no deserto durante os quarenta anos em que peregrinaram até chegarem à terra prometida. Ele tinha uma espessura fina, lembrava a semente de coentro, tinha sabor de bolo de mel e podia ser preparado cozido ou assado.

O maná era enviado literalmente do céu, pois ele caía diariamente do céu após o orvalho da manhã. Todos os israelitas colhiam o maná em porções específicas para cada família. Diariamente o maná era colhido, conforme a necessidade de cada um, exceto na sexta-feira quando ele caía em dobro, pois no sábado ele não cairia e o povo não poderia colhê-lo.

Se alguém guardasse o maná para o dia seguinte, ele se deteriorava e perdia, exceto o maná da sexta-feira, que poderia ser guardado para o dia seguinte que não perdia. O próprio Deus explicou que o segredo do maná cair diariamente, com a porção apenas para aquele dia, era com a finalidade de provar o povo de Israel quanto à dependência do Senhor.

O maná cessou de cair do céu quando os israelitas começaram a comer os frutos da terra que estavam para possuir. No dia seguinte a este, o maná parou de cair, pois ele não era mais necessário, haja vista os israelitas terem outras opções de alimentos.

Toda essa história se passou na antiga aliança. No Novo Testamento, Jesus declarou aos seus seguidores que Ele era o verdadeiro pão do céu. O maná que os israelitas comeram na verdade prefigurava a vinda de Cristo ao mundo. Jesus disse que quem se alimenta dele tem a vida eterna. Quando questionado pelo povo sobre como poderiam se alimentar Dele, Jesus diz que deveriam comer da Sua carne (João 6:54). Se alimentar de Jesus é estar na Palavra. Ela é o nosso pão diário. Viver diariamente a Palavra, fazendo a vontade de Deus é o nosso verdadeiro alimento.

E assim como o maná caía diariamente, conforme a necessidade do povo para aquele dia, somos diariamente alimentados por Deus na Palavra conforme a nossa necessidade.

Jesus é o pão da vida, é desse pão que verdadeiramente necessitamos. Ele é o nosso sustento e estando com Ele, jamais sentiremos fome (João 6:35).

domingo, 18 de abril de 2021

Os benefícios de se ter um(a) companheiro (a)

 Texto de referência: Eclesiastes 4:9-12


A medida que lemos e conhecemos a Bíblia, percebemos que Deus é um ser relacional. Ele se agrada que nós vivamos juntos das pessoas, claro que em união. O próprio Deus deseja se relacionar conosco. Desde o Éden, Deus já conversava e se relacionava com o homem (Gênesis 3:8).

O livro de Eclesiastes, dotado de grandes conselhos, nos fornece quatro benefícios quando temos alguém de confiança ao nosso lado.

Quando temos alguém, temos uma maior recompensa pelo nosso trabalho. Não que trabalhar sozinho seja ruim, mas quando trabalhamos juntos, o trabalho flui melhor, os resultados são alcançados mais rapidamente, e assim, temos um retorno mais satisfatório.

Quando caímos, se temos alguém do nosso lado, este poderá nos ajudar a levantar. Em muitas situações difíceis, tendemos a ficar prostrados, neste momento, se temos alguém para nos encorajar ou nos falar palavras de ânimo, conseguimos levantar e sair do estado de desânimo e prostração.

A companhia é o terceiro aspecto positivo em ter alguém do nosso lado. Duas pessoas juntas não passam frio, pois uma esquenta a outra. Ter alguém para conversar, dividir seus sonhos e até mesmo contar suas desilusões também nos faz bem.

E por último, quando temos alguém do nosso lado, vencemos as guerras mais facilmente. Quando lutamos sozinhos, temos apenas a nossa própria força, quando lutamos com alguém, somos mais fortes, afinal, o inimigo terá que derrotar dois, ao invés de um só.

Esses são os benefícios de termos alguém ao nosso lado. Essa companhia pode ser de um filho, de um amigo ou do nosso cônjuge. O importante é não vivermos sozinhos. Ter alguém conosco perpassa a ideia apenas de ser apenas uma opção, se torna um conselho bíblico para vivermos melhor.

sábado, 17 de abril de 2021

Quando tentamos apressar do nosso jeito as promessas de Deus

 Textos para consulta: Gênesis 16; 27; Êxodo 2:11-15


Todos nós temos promessas de Deus sobre as nossas vidas. Quando Deus nos promete algo, precisamos crer que Ele é suficientemente poderoso para cumprir aquilo que nos prometeu. Só há duas ressalvas: o modo de agir é Dele, e o tempo também.

Entretanto, nem sempre temos paciência para esperar Deus agir quando e como Ele quiser, e muitas vezes tentamos interferir no processo e fazermos as coisas ao nosso modo. Três personagens bíblicos agiram dessa forma e o resultado não foi bom.

A primeira pessoa foi Sara, esposa de Abraão. Por causa da esterilidade de Sara, eles não tinham filhos, mas havia uma promessa de Deus sobre a descendência deles, isto é, em algum momento aquele filho chegaria. Ao invés de esperar, Sara resolveu entregar Agar, sua serva, como concubina a Abraão, para que ela gerasse um filho para ele. O resultado foi desentendimento no lar deles e futuras brigas entre nações.

Rebeca, a nora de Sara, estava grávida de gêmeos. Havia uma promessa de Deus de que Jacó, o filho mais novo, seria maior que o filho mais velho, Esaú. Todavia, Isaque já estava velho e nada disso se cumpria. Rebeca então elabora um plano para enganar Isaque e fazer com que Jacó se disfarçasse, fingindo ser Esaú, para receber a bênção do pai. O resultado foi Jacó fugindo de Esaú e a família dividida.

Por fim, Moisés tinha um chamado por Deus para libertar o seu povo hebreu da escravidão egípcia. Achando que seria do seu jeito, Moisés ao ver um egípcio maltratando um hebreu, mata-o. Após esse fato, ele é perseguido por Faraó, acaba fugindo para o deserto e ali vive quarenta anos longe da sua família.

Em todas essas histórias, Deus acabou intervindo e cumprindo a Sua promessa. Sara e Abraão tiveram o filho Isaque, Jacó se tornou mais forte do que Esaú e Moisés se tornou o homem que Deus usou para libertar os israelitas. Entretanto, todos os atos impensados das pessoas para tentar cumprir a seu modo as promessas de Deus, tiveram consequências indesejadas.

Deus não precisa de nós para fazer cumprir a Sua Palavra. Não precisamos passar na frente das situações para darmos uma "ajudinha". Ele é autossuficiente. O Seu poder está acima de tudo, e ainda, Ele só quer o nosso bem. Cabe a nós apenas confiarmos que Ele fará, não importa o tempo ou o modo.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

As três etapas na vida de Moisés

Texto-base: Atos 7:20-36


Se fôssemos descrever Moisés teríamos sem dúvida muitos adjetivos positivos. Se a tarefa consistir em se lembrar de momentos da sua vida descritos na Bíblia, teríamos muitos momentos para exemplificar.

Na verdade, a história de Moisés pode ser dividida em três etapas, as quais são abordadas a seguir. Quando estudamos a vida desse profeta, percebemos que a cada quarenta anos a vida de Moisés sofreu uma reviravolta.

Tudo começa a partir do nascimento de Moisés até os seus quarenta anos de vida. A partir de algum momento de sua infância, Moisés passa a morar no palácio de Faraó. Ali foi criado como filho adotivo da filha de Faraó, tendo direito a todas as regalias reais, mas sempre sendo confrontado com o fato de ser filho biológico dos escravos hebreus. Aos quarenta anos e agindo de forma impulsiva, Moisés mata um egípcio e após ser perseguido por Faraó, foge para o deserto. A partir de então, começa uma nova etapa na vida de Moisés.

Vivendo no deserto entre os quarenta aos oitenta anos, Moisés se torna pastor de ovelhas. Ali ele aprende a cuidar desses animais e deixa seu estilo impulsivo para ser considerado o homem mais manso de toda a terra (Números 12:3). Na verdade, aquele era um período de experiência do que ele faria na próxima etapa de sua vida, que era pastorear o povo de Deus.

A partir dos seus oitenta anos, após voltar ao Egito e libertar o povo da escravidão, Moisés conduz o povo de Deus, extremamente rebelde, diga-se de passagem, pelo deserto. Ali ele vivencia o cuidado diário de Deus com o seu povo, tem experiências incríveis com o Senhor e é descrito como o homem que conversava com Deus face a face (Números 33:11). Após quarenta anos dessa última etapa, isto é, aos cento e vinte anos, Moisés morre.

Todas as etapas da vida de Moisés foram se encaixando até chegar à próxima. Ele foi sendo transformado aos poucos e tudo o que lhe aconteceu, seja pela vontade ou permissão de Deus, contribuiu para aquele homem ser tudo o que ele foi. Em nossa vida também não é diferente. As etapas pelas quais passamos não são  fragmentos separados, elas são parte do quebra-cabeça da vida e cada uma delas é essencial à nossa formação. Se bem aproveitadas por nós, elas trarão a maturidade necessária para vivenciarmos com sucesso a nossa vida.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Os perigos do orgulho ministerial

Texto de referência: João 3:26-30


João Batista foi um homem fantástico, não apenas pela nossa visão humana, mas foi o próprio Jesus quem exaltou as suas características.

João era um homem desprendido. Vivendo no deserto, vestindo roupas de peles de animais e comendo mel silvestre e gafanhotos, ele não tinha medo de denunciar o pecado, até mesmo do próprio rei. Essa sua ousadia, inclusive, lhe custou a vida.

Com toda a sua humildade, João recebeu a honra de ser o precursor do Messias. Foi ele quem dizia acerca de Jesus: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (João 1:29). Jesus ainda não havia se manifestado publicamente, e João já entendia toda a Sua missão, tamanha a comunhão daquele homem com o Espírito de Deus.

Mas o ministério de João já estava cumprido. Agora, era a hora de Cristo se manifestar. Os discípulos de João, entretanto, não entendiam porquê as pessoas estavam indo rapidamente atrás de Jesus e deixando João de lado. Mas ele entendia perfeitamente, afinal, esse era o curso exato das coisas. João atraía as pessoas, falava de Cristo e essas iam até Ele. Ele sabia que o objetivo do seu ministério era elevar o nome de Cristo, e não o seu próprio.

Segundo João, tudo o que recebemos vem do céu, e se não damos glória a Deus, estamos negligenciando o favor de Deus em nos presentear com Seus dons.

O problema é que muitos cristãos não têm entendido isso. Muitos ministérios têm sido criados e se expandido de forma surpreendente. Quando isso ocorre, os líderes começam a exaltar o homem, ao invés de Deus. Temendo perderem os seus fiéis, muitos não denunciam mais o pecado. Se deslumbram com a glória dos aplausos e das plateias e não exaltam a glória e o poder de Deus quando acontecem os milagres.

O orgulho ministerial ocorre quando usurpamos o lugar da glória de Deus, trazendo a glória para o nosso ministério. João não se rendeu a isso. Ele sabia da sua real missão: pregar a Cristo e exaltar somente a Ele. O fim da soberba é a queda (Provérbios 16:18). Os perigos de nos deixarmos tomar pelo orgulho são iminentes. Deus jamais dividirá Sua glória com o homem.