quarta-feira, 23 de junho de 2021

A melhor escolha

Texto de referência: Rute 1:7-17


Rute era uma mulher que morava em Moabe e que se casou com um israelita, filho de uma mulher chamada Noemi, que se mudou com sua família para Moabe devido a uma grande fome que se passava em Israel. Noemi ainda tinha outro filho que se casou com outra moabita chamada Orfa.

Todavia, após dez anos em Moabe, Noemi fica viúva e perde seus dois filhos. Como as mulheres não trabalhavam, quando elas ficavam viúvas as dificuldades eram imensas. Olhando para sua família arruinada e aparentemente sem perspectivas, Noemi chama suas noras a voltarem às suas famílias de origem.

Noemi alegou não ter mais filhos para que aquelas mulheres se casassem.

Ambas amavam Noemi e choraram muito após esse pedido. Orfa decidiu voltar para a sua parentela moabita, mas Rute não quis. Quando Noemi pressionou Rute a voltar ao seu povo, Rute fez uma das maiores confissões de fé existentes.

Ela declarou a Noemi que agora ela não pertencia mais ao povo moabita, mas ao povo de Deus. Rute afirmou que o Deus de Noemi também era o seu Deus. Ela não seguiu a Noemi apenas porque a amava, ou pela família que ela poderia lhe dar, mas porque o convívio com aquela mulher que cria em Deus fez ela também crer.

Rute abandonou tudo em Moabe para ir com Noemi ao território israelita. Mesmo sabendo das dificuldades que enfrentaria por ser estrangeira e viúva, além de ter que cuidar de Noemi, também viúva e idosa, Rute decidiu ir a Israel para ali viver a fé que ela estava professando.

A diferença entre Orfa e Rute é que aquela amava apenas a Noemi, enquanto esta amava também o Deus de Noemi. Não se sabe mais sobre Orfa, mas a sua escolha de voltar à sua parentela revela que ela estava voltando à vida vazia e idólatra na qual viviam os moabitas.

Quanto a Rute, o Deus verdadeiro a quem ela escolheu servir fez com que ela se casasse em Judá com um homem próspero e cheio de bondade, com quem ela teve um filho, que foi avô do rei Davi, o maior rei que Israel já teve.

Não apenas isso, Rute é mencionada na contagem da genealogia de Jesus (Mateus 1:). A mulher de descendência moabita, que abandonou seus deuses e escolheu servir ao Senhor, foi honrada pela sua fé. Rute é para nós o exemplo da mulher que teve a oportunidade de voltar atrás, mas não o fez, pois ela havia descoberto o seu maior tesouro, ter o Senhor em sua vida.

terça-feira, 22 de junho de 2021

Mesmo diante das piores tragédias, Deus está no controle dos acontecimentos

 Texto de referência: Rute 1


Noemi foi uma mulher israelita, da tribo de Judá, que partiu de Belém com seu marido e dois filhos, por causa da fome que havia naquela localidade. A família foi para Moabe, um território estrangeiro, rodeado de práticas idólatras e pagãs. Em Moabe morreram o marido de Noemi e seus dois filhos, restando apenas suas duas noras, das quais uma ficou em Moabe e a outra volta com Noemi para Belém.

Interessante notar que Noemi diz que saiu ditosa de Belém, mas o texto relata que eles saíram porque havia fome na terra. Isso significa que, apesar da fome, eles não tinham necessidade de ir embora de Judá.

Apesar de haver fome em Belém, o significado do nome dessa cidade é "casa de pão". Eles saíram da terra do alimento porque estavam diante de circunstâncias visíveis, isto é, a fome. O problema é que eles saíram para Moabe sem a direção de Deus, e tudo deu errado ali. Mas Noemi não justifica as suas perdas pelas suas más escolhas, mas culpa a Deus por tudo, dizendo que Ele a havia afligido. É fácil culparmos a Deus pelos nossos dissabores ao invés de olharmos para dentro de nós.

Quando Noemi voltou para Belém, ela estava amarga. Aquela mulher cujo nome significava agradável e doce, agora quer ser chamada de Mara, isto é, amarga. 

Mas Deus concede a Noemi uma nova oportunidade. Com o decorrer do tempo, Noemi se voltou para Deus e reconheceu o poder e a soberania d'Ele nos acontecimentos. Ela vê, através do casamento de sua nora com um parente seu, que Deus está no controle dos acontecimentos da história e que Ele tem poder para reverter qualquer situação.  A partir disso, ela vê as coisas novamente dando certo e pôde voltar a sorrir.

A Noemi que volta de Moabe é o exemplo do indivíduo que ao ver repentinamente tudo se desmoronar em sua vida, ao invés de aprender com as suas escolhas, prefere se render à amargura do passado e viver na sua sombra.

Mas a Noemi que fica em Belém é o exemplo da mulher que escolheu se reestruturar, parar de lamentar o que deu errado, entregar o seu futuro nas mãos do Senhor e deixar que Ele tome as rédeas de tudo. Mesmo diante das piores tragédias, Deus pode trazer um raio de luz e nos fazer sorrir novamente.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Fique atento aos seus pontos fracos


Para nós cristãos, existe e é real uma vida alheia à nossa, o mundo espiritual. Nele residem as forças do bem, mas infelizmente nesse mundo também residem as forças do mal. Enquanto Deus e os seus anjos trabalham em nosso favor, o inimigo e seus anjos trabalham contra nós.

Somos vigiados diariamente pelo inimigo, que procura as estratégias corretas para nos atacar. Uma das armas utilizadas pelo mal é tocar em nossos pontos fracos. O ideal do inimigo se concentra em destruir o povo de Deus. Na época dos juízes, se levantou um homem chamado Sansão, escolhido desde o ventre de sua mãe para quebrar o jugo dos filisteus sobre Israel (Juízes 13:5).

Sansão era nazireu, e portanto deveria seguir algumas regras como não beber vinho, tocar em cadáveres ou cortar os cabelos. Como diferencial para vencer os filisteus, Deus concedeu a Sansão uma força sobrenatural, que fazia ele sozinho derrotar diversos inimigos simultaneamente.

Mas Sansão tinha alguns pontos fracos. O seu procedimento era de alguém imaturo, que não tinha controle sobre os seus próprios desejos, querendo sempre as coisas no seu tempo e do seu jeito. Sansão também se mostrou um homem irado e impaciente (Juízes 14:3;19; 16:16). A falta de domínio próprio, a ira e a impaciência são comportamentos que fortalecem a carne e consequentemente enfraquecem a presença do Espírito em nós.

Outro ponto fraco de Sansão era a sua fraqueza na área sexual. Ele era seduzido por qualquer mulher, principalmente as mulheres filisteias, habitantes do território dos seus inimigos.

Todos esses comportamentos levaram Sansão à ruína, quando ele foi atraído por uma mulher filisteia chamada Dalila, que o seduziu e importunou, até que ele lhe contasse o segredo da sua força.

Em toda a sua vida Sansão agiu irrefletidamente, sem pensar que seus atos lhe trariam consequências. Quando Dalila o traiu, os filisteus cortaram seus cabelos e ele perdeu a sua força, Sansão teve seus olhos arrancados e passou a ser humilhado pelos filisteus. O homem temido pelos inimigos agora era motivo de zombaria.

O inimigo nos incita à preguiça, mas ele não tem preguiça quando o alvo é nos atacar. Sansão não foi derrotado de uma vez, ele foi sendo enfraquecido aos poucos. Ao ver onde estava a sua fraqueza, o inimigo a usou como arma para destruir Sansão. O próprio Sansão construiu a sua ruína, quando não mediu as consequências de confessar o segredo de sua força a Dalila. 

O segredo para não sermos atacados em nossos pontos fracos é vigiarmos e nos enchermos do Espírito, pois a cada vez que abandonamos as práticas da carne, fortalecemos o Espírito em nós (Gálatas 5:16-17). Essa não é uma tarefa fácil ou única, mas uma atitude diária que exige de nós disciplina e comprometimento.

domingo, 20 de junho de 2021

Sansão, o homem que pediu a Deus uma segunda chance

 Texto de referência: Juízes 16:25-30


Os capítulos que narram a história de Sansão são para algumas pessoas difíceis de serem lidos. É difícil para nós sabermos como um homem que foi escolhido por Deus no ventre da sua mãe, e desperdiçou essa oportunidade vivendo de forma imatura e descontrolada, ainda pode estar entre os heróis da fé (Hebreus 11:32). Mas se analisarmos com profundidade a vida de Sansão, percebemos que, apesar de ter vivido boa parte dos seus dias sem expressar nenhum controle sobre seus atos, ao final de sua vida Sansão mudou de postura.

Após agir de modo irracional, ser traído por sua esposa, perder sua força, ter seus olhos arrancados, perder a presença de Deus e ver sua vida afundar, Sansão resolve confiar em Deus. Mesmo na terra dos filisteus, vivendo em um ambiente de ódio e idolatria, Sansão se refugia no Senhor. Ele reconhece que a sua força vinha de Deus, ao pedir a Ele força só mais uma vez.

Sansão, um homem que era imbatível aos olhos das pessoas agora passa a ser humilhado, zombado e tem que ser carregado pelas pessoas. Sem dúvida, tudo isso fez Sansão refletir sobre a sua maneira de viver imatura e imediatista.

Contudo, mesmo diante de todos esses erros, Sansão tem uma nova oportunidade. Ele, que foi instituído juiz de Israel para derrotar os filisteus, na sua morte matou mais filisteus do que durante a sua vida. Na verdade, pelo relato bíblico não haviam muitos filisteus no local onde Sansão estava, mas ali se encontravam todos os príncipes filisteus, indicando que naquele dia, morreu a realeza dos filisteus, o que enfraqueceu aquele povo.

Apesar de todos os erros cometidos por Sansão, ele está na galeria dos heróis da fé, pois embora tenha inicialmente desprezado o seu chamado, após ter sofrido as consequências dos seus atos irracionais, Sansão demonstra ter se arrependido e em seus últimos momentos de vida, invoca ao Senhor e derrota os filisteus. 

O arrependimento e a mudança de postura é um ato de fé, e isso pode demonstrar o porquê de um homem que agiu tão irrefletidamente como Sansão estar entre os heróis da fé. Muito mais do que grandes feitos, uma vida de fé se consolida quando o nosso coração está em Deus e Ele está no centro das nossas vidas.


sexta-feira, 18 de junho de 2021

Sansão: o homem que desprezou o seu chamado

 Texto de referência: Juízes 13-16


Sansão foi um dos juízes de Israel. Um homem icônico, que é sempre lembrado pela sua força incomum. Antes do seu nascimento, Sansão foi consagrado nazireu, e por isso não poderia beber vinho, tocar cadáveres ou cortar os cabelos (Juízes 13:4-5). Quando Sansão se tornou adulto, o Espírito do Senhor se apossou dele, que começou a lutar contra os filisteus. Com a sua força incomum, não havia adversário que derrotasse Sansão.

Entretanto, Sansão tinha uma personalidade forte e era imaturo. Com as duas mulheres filisteias com quem casou, ele se mostrou impaciente (Juízes 14:17;16:16). Ainda, Sansão se envolveu com muitas mulheres, o que demonstrava uma fraqueza de cunho sexual. Mas o que levou a derrocada do ministério de Sansão foi a sua falta de compromisso com o chamado que Deus havia lhe dado como nazireu.

As quedas de Sansão foram ocorrendo aos poucos, primeiro houve a quebra da regra de não tocar em cadáveres (Juízes 14:8-9). Por fim a quebra da regra de não cortar os cabelos.

Quando os cabelos de Sansão foram cortados, o Senhor se retirou dele e ele então perdeu a sua força. Na verdade, a força de Sansão não estava nos seus cabelos, como costumamos dizer, mas na presença do Senhor que habitava nele. Quando Sansão revela o segredo a Dalila que a seguir lhe corta os cabelos, ele estava se inclinando à desobediência a Deus e desprezando o seu chamado, o que fez com que Deus já não estivesse mais com Sansão, e dessa forma a sua força foi anulada.

Somos fortes porque temos um Deus Forte conosco. A partir do momento que escolhemos caminhar sem o Senhor, somos meros seres humanos, incapazes de lutar contra as potestades do mal.

Sansão é o retrato do homem que desprezou o chamado de Deus. Se deixando levar pela carne, Sansão apagou o Espírito que habitava nele. Cumprir o ministério de Deus exige de nós maturidade e disciplina, para não sermos seduzidos pelas paixões da carne. O inimigo conhece bem os nossos pontos fracos e busca veementemente nos derrotar através deles.

Para não nos deixarmos derrotar diante das Dalila's que surgem em nossa vida, precisamos da prática constante da oração e jejum, para enfraquecermos o poder da carne e fortalecermos o Espírito que habita em nós.


quinta-feira, 17 de junho de 2021

Família, o nosso primeiro ministério

 Texto de referência: Juízes 6:25-34


Independente do chamado que temos para a obra do Senhor, uma coisa é comum a todos nós: a família. Os homens e mulheres de Deus que tomam conta de grandes ministérios têm as suas famílias para cuidar. E, se cada ministério tem uma abrangência e características peculiares, o ministério da família não muda. Apesar de cada família ser diferente, o cuidado é o mesmo.

Houve um homem na Bíblia chamado Gideão que recebeu um chamado de Deus para libertar o povo de Deus, mas antes de assumir publicamente esse chamado, ele recebeu a incumbência de consertar as coisas na sua casa.

O pai de Gideão era idólatra e o Senhor pediu a Gideão que destruísse o altar que o seu pai havia feito como forma de adoração ao ídolo. Ele então obedeceu a Deus e destruiu o altar. Assim que Gideão tomou essa atitude, o Espírito do Senhor se apossou dele e Deus operou a libertação dos israelitas por seu intermédio.

Essa história nos mostra a importância de cuidarmos da nossa casa ao assumirmos um ministério. Isso não significa que temos que esperar a nossa casa estar em perfeita ordem para obedecermos ao chamado de Deus, mas algumas atitudes devem ser tomadas. Não há como assumirmos a responsabilidade de um ministério deixando o nosso lar jogado às traças. Muitas vezes queremos assumir responsabilidades na obra de Deus sem cuidarmos daquela que é o nosso maior ministério: a família. O zelo que devemos empreender na obra de Deus deve ser o mesmo zelo que devemos ter com a nossa casa. A Bíblia nos diz em I Timóteo 5:8 que se alguém não cuida da sua família, negou a fé e é pior que um descrente.

A família é o nosso primeiro ministério, antes de nos empenharmos na obra do Senhor precisamos certificar que estamos cuidando da nossa casa, onde devemos dar diariamente o nosso testemunho. 

quarta-feira, 16 de junho de 2021

A corrupção de Gideão

Texto de referência: Juízes 8:22-27


Gideão foi um dos juízes de Israel. O período dos juízes foi um período muito sombrio da história de Israel, onde o povo se afastou dos caminhos do Senhor e começou a seguir deuses estranhos, advindos dos povos pagãos que viviam ao redor deles.

Antes de Gideão julgar o povo, eles estavam sob a opressão dos midianitas. Quando o Senhor usou Gideão para libertá-los dos seus inimigos, o povo o constituiu como juiz de Israel. Ele julgou o povo por quarenta anos. Quando Gideão voltou da guerra entre Israel e os midianitas, os israelitas lhe pediram para reinar sobre eles, mas Gideão não aceitou, alegando ser Deus o rei daquele povo. Até esse momento, Gideão agiu corretamente, não se deixando corromper pela sedução de ser o rei daquele povo.

Entretanto, Gideão pede ao povo objetos de ouro para si, e desses objetos faz para si uma estola, uma espécie de manto sacerdotal, que foi utilizada pelos israelitas como objeto de idolatria, o que trouxe maldição sobre a sua casa.

Gideão, apesar de recusar governar, achou que poderia obter vantagens financeiras de sua posição enquanto juiz. A sua ideia de fazer uma estola sacerdotal indica que o seu coração se ensoberbeceu com a sua posição perante o povo.

Gideão também teve muitas mulheres, que lhe concederam setenta filhos. As atitudes de poligamia de Gideão fizeram com que seus filhos disputassem entre si a sucessão da posição de juiz. Após a morte de Gideão, um de seus filhos planejou e executou o assassinato de todos os seus irmãos, com exceção de um deles que conseguiu escapar.

Gideão foi um juiz usado por Deus para libertar o Seu povo da opressão de um adversário devastador. Ele tinha em suas mãos os instrumentos para liderar com excelência o povo de Deus, mas pequenas atitudes trouxeram marcas negativas ao seu legado. Como servos de Deus e instrumentos usados para o Seu reino, temos a incumbência de não apenas levar o Evangelho da libertação, mas viver nesse Evangelho, não nos deixando corromper pelas astutas artimanhas do inimigo.