quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Glorificando a Deus através da nossa prosperidade

 Texto de referência: Isaías 60:1-22


O capítulo 60 do livro de Isaías é particularmente um texto agradável de ser lido. O texto já inicia nos convidando a nos levantar porque a glória do Senhor está nascendo sobre nós. O texto aborda sobre um novo tempo para o povo de Deus, onde haveria abundância de alegrias e muitas riquezas. O bronze e o ferro dariam lugar ao ouro e à prata. Paz e justiça estariam presentes sobre a vida do povo. O louvor e a salvação os cercariam e sobre aquele povo brilharia uma luz que atrairia as demais nações.

Mas é essencial entendermos que as promessas de prosperidade descritas nesse texto estão ligadas a todo momento à seguinte premissa: glorificar o nome do Senhor. A glória que o Senhor promete à nova Jerusalém não é proveniente do povo, mas de Deus. Toda a riqueza dada ao povo de Deus seria para santificação do nome do Senhor. Toda a transformação existente no povo seria para que o nome d'Ele fosse glorificado. A luz a qual eles estavam brilhando era a glória do Senhor resplandecendo sobre eles.

Nós cristãos somos muito afetos a palavras de promessas, onde o Senhor nos promete abundância, riquezas, paz, dentre outras coisas tão positivas e que desejamos tanto. Mas esse texto nos ensina que quando crescemos, não podemos almejar glória própria, mas a glória de Deus. O problema é que muitas vezes, quando prosperamos, deixamos a soberba tomar conta de nós e nos esquecemos do Senhor. 

Todos nós fomos criados para glorificar o nome do Senhor. Nós somos criaturas d'Ele e não temos glória própria. Mesmo assim, percebemos o quanto o Senhor deseja a nossa prosperidade, mas concomitante à toda a abundância que Ele já preparou para nós, devemos nos esforçar para que o nome de Deus seja glorificado sempre em cada um de nós. Nisso consiste a verdadeira prosperidade, em viver uma vida abundante como Jesus nos prometeu, mas também reconhecendo que a glória e a honra por tudo o que nos é dado pertence ao Senhor.


terça-feira, 5 de outubro de 2021

As estratégias que o inimigo usa para nos confundir

Texto de referência: Isaías 36:4-21


A Bíblia é nosso manual de vida. Se por um lado ela nos dá promessas de vitória, por outro lado ela nos ensina capacita a vencer os ataques que o inimigo produz contra nós. As estratégias do inimigo podem ser aprendidas em diversas guerras relatadas na Bíblia. Uma delas foi a batalha de Ezequias, rei de Judá, contra Senaqueribe, rei da Assíria.

A Assíria veio contra Judá e a cercou. Nessa época, a Assíria vinha de um período onde estava vencendo muitas batalhas e ameaçando diversas nações. Ao investir contra Judá, ela se encheu de arrogância, crendo que também obteria vitória. Para afrontar os judeus, os assírios se valeram de algumas estratégias:

Apontou as fraquezas de Judá: os mensageiros do rei afrontaram a Judá, dizendo que o exército deles estava tão fraco, que se ele lhes desse os cavalos, não achariam cavaleiros para montar. O inimigo sempre tentará fazer crescer os nossos pontos fracos, para tentar nos intimidar diante da batalha.

Mentiu aos judeus, dizendo que Deus estava com ele e o havia mandado destruir a terra. Por incrível que pareça, usar o nome de Deus pode ser uma arma usada pelo inimigo para nos atacar e confundir. Assim, achamos que Deus não está conosco e corremos o risco de desistir.

Oferecer bênçãos e dizer que do lado das trevas é melhor. Senaqueribe disse que se os judeus ficassem do lado dele eles poderiam ter liberdade e seriam levados a uma terra boa como a que Deus estava lhes dando. Quando Eva foi tentada a comer o fruto da árvore, ela o fez porque o fruto parecia ser bom. Uma das estratégias do diabo é nos fazer achar que o pecado pode ser bom e nos fazer sentir bem, da mesma forma que estando com Deus.

Por fim, a última estratégia de Senaqueribe foi diminuir o poder de Deus, fazendo com que o povo achasse que Deus não tinha poder suficiente para livrá-los, afinal, os deuses das outras nações contra as quais a Assíria havia lutado não as havia livrado. Durante as batalhas, o inimigo tentará nos fazer acreditar que a força dele é tão grande que nem mesmo Deus pode nos ajudar.

Em todas essas estratégias vemos que uma coisa é comum, o diabo usa do engano para amedrontar e confundir as pessoas. A única coisa que pode nos livrar dessas mentiras é nos firmar na verdade da Palavra de Deus. Quanto mais mergulhamos no entendimento da Palavra, mais forte ficaremos e não nos amedrontaremos diante dos ataques do mal. Assim como no final da história de Ezequias Deus livrou o povo de Judá, Ele também nos livrará.

sábado, 2 de outubro de 2021

É possível viver em paz, mesmo em meio ao caos?

 Texto de referência: Isaías 32:18-19


Em algum lugar alguém disse que ter paz não é ausência de problemas, mas estar em paz ainda que haja problemas. Realmente, sabemos que enquanto vivermos neste mundo teremos problemas. Foi o próprio Jesus que nos disse que no mundo teríamos aflições, mas ele também nos prometeu que nos daria a sua paz (João 16:33).

O profeta Isaías falando ao povo de Judá disse que o povo de Deus habitaria em moradas de paz, em lugares quietos e tranquilos, ainda que houvesse saraivada (escuridão em outras palavras), árvores do bosque desabassem e toda a cidade fosse derrubada. Imagine um cenário de desolação como este, é possível viver em paz em meio a todo esse caos?

O Senhor nos garante que sim. Dessa forma, podemos acreditar que aquele que disse que ter paz é estar em paz mesmo em meio aos problemas estava certo. 

Quando Jesus concedeu a paz aos Seus discípulos, Ele disse que não a daria como o mundo dava (João 14:27). A paz que o mundo nos oferece é uma paz circunstancial, onde estamos bem quando tudo ao nosso redor vai bem. 

A paz que Cristo nos dá foi concedida aos discípulos em um momento onde havia medo por parte deles com relação aos judeus. Isso nos faz entender que a paz que Cristo nos dá não depende do nosso entorno. E por isso o profeta Isaías declarou que aquele povo viveria em paz mesmo convivendo com um cenário de desolação ao redor deles.

Mas como obter a paz que Cristo nos dá? Essa é a melhor parte, pois não precisamos lutar bravamente para consegui-la, pois ela já nos foi dada. Cristo deixou a paz a todos aqueles que são seus discípulos, isto é, servos d'Ele (João 20:21). Quando passamos a servir a Cristo, recebemos a Sua paz. Basta apenas crermos nessa verdade, confessar com os nossos lábios e confiar de todo nosso coração.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Cuidando das pessoas com as nossas palavras

 Os lábios do justo apascentam a muitos. Provérbios 10:21


Se perguntarmos às pessoas qual órgão do corpo é o mais difícil de lidar, não tenho dúvidas de que a língua seria uma das principais respostas. Ela é tão pequena, mas pode fazer tantos estragos. A mente é um órgão também difícil, mas se ela tem capacidade de prejudicar a alguém, é apenas a nós mesmos. Com a língua é diferente, pois ela tem a capacidade de prejudicar de uma só vez a muitos.

Não é a toa que o livro de Provérbios concede vários ensinamentos sobre o nosso falar, inclusive o versículo lido no início do texto. Nesse versículo, o sábio nos diz que os lábios do justo apascentam a muitos. Apascentar significa cuidar, nutrir ou vigiar. Esse verbo é muito utilizado para se referir a rebanhos de animais.

Os nossos lábios apascentam a outros quando nós utilizamos as nossas palavras para cuidar das pessoas. As nossas palavras cuidam quando elas instruem, aconselham o bem, quando falamos palavras amáveis, que trazem conforto ao coração desesperançoso, e quando dos nossos lábios saem o alimento espiritual que alguém necessita.

Essa é uma das muitas funções da nossa língua descritas na Bíblia. Mas ela também tem outras funções, como trazer vida, apaziguar e abençoar. O contrário também existe, pois quando não fazemos uso correto da língua, podemos utilizá-la para matar, destruir, desanimar e escarnecer.

Não é minha intenção que esse texto venha a nos desanimar, mas nos fazer pensar como temos usado a nossa língua, se para ser instrumento de cuidado ou de destruição. As nossas palavras podem ser instrumentos de Deus para cuidar de quem precisa. Nós podemos fazer a diferença nessa Terra, e podemos começar escolhendo bem as nossas palavras.


quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Arrogância x humildade: a história de Sebna e Eliaquim

 Texto para consulta: Isaías 22:15-25


O livro do profeta Isaías é composto de muitas profecias contra diversas nações. Em meio a essas profecias, Isaías pausa para falar acerca de dois personagens, denominados Sebna e Eliaquim.

Sebna era um administrador, um mordomo da côrte real. Mas aquele homem não estava se portanto prudentemente, pois o seu coração estava tomado pelo orgulho e altivez. Isso é confirmado quando o profeta diz que ele havia aberto uma sepultura em um lugar alto, provavelmente porque se achava importante demais. O Senhor então diz a Sebna que o removeria da sua posição, pois ele envergonhava a casa do rei.

Em outra posição estava Eliaquim, filho de Hilquias, um homem que foi servo de confiança do rei Josias. Não se sabe a profissão de Eliaquim, mas sabe-se que ele era fiel ao Senhor, pois foi chamado por Ele de "meu servo". A Eliaquim, Deus disse que daria o posto de Sebna. Eliaquim teria poder e influência em todo o reino de Judá e também para a sua família, na qual ele deixaria um legado.

Esses dois homens representam dois contrastes: a soberba e a humildade. Sebna é a representação da soberba, da arrogância, daquele que ao receber o poder começa a se achar superior aos demais. A indivíduos como Sebna, o seu fim é serem arrancados dos seus postos e serem envergonhados.

Eliaquim é o exemplo da humildade, do homem que é servo de Deus. Ser servo de Deus é reconhecê-Lo como Senhor de sua vida. Quem reconhece o senhorio de Deus não se porta com soberba, pois reconhece Aquele que tem verdadeiramente o poder. Para esses, Deus prepara uma vida de honra. Enquanto os soberbos caem, os servos de Deus crescem. Não apenas crescem, eles se estabelecem e deixam um legado para as próximas gerações.

Que o Senhor encontre em nós as atitudes de Eliaquim, pois o destino dos que agem como Sebna certamente não é bom.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Descanse em Deus!

 Senhor, concede-nos a paz, porque todas as nossas obras tu as fazes por nós. Isaías 26:3


Descansar em Deus… uma expressão tão atual, mas que carrega em si grandes desafios. Descansar é relaxar, parar de trabalhar ou se atarefar. Mas em uma época onde a sociedade está tão acelerada, correndo de um lado para o outro, buscando metas inalcançáveis, é bastante difícil pensar em descansar, afinal, essa palavra parece querer nos incentivar à procrastinação.

No versículo de hoje, o profeta Isaías pede ao Senhor a paz, porque Deus faz as nossas obras para nós. Em outras palavras, Isaías parece pedir a Deus para ajudá-lo a descansar, pois Ele estava trabalhando em seu favor.

O Senhor trabalha por nós, em todas as áreas da nossa vida, claro, se nós as confiarmos a Ele. E se o Deus que tem todo o poder e domínio sobre todas as coisas trabalha por nós, será que o nosso coração precisa viver constantemente aflito e as nossas mentes sobrecarregadas? 

Imagine que você tenha uma funcionária muito competente, que se encarrega de cuidar de tudo para você na sua casa. Deixa a casa limpa, a comida feita, as crianças arrumadas. Se você saísse para resolver algum assunto, você não ficaria descansada?

Deus não é nosso funcionário, pelo contrário, Ele é o Senhor e nós somos servos, mas tome o exemplo acima apenas como uma ilustração para que você compreenda de uma forma prática como o Senhor cuida de tudo para nós. Ele não cuida de qualquer maneira, Ele cuida da melhor maneira. O que precisamos é ficar em paz e descansar na certeza de que Ele já está fazendo tudo.

Descansar não significa ficar parado, inerte, pelo contrário, descansar exige muito de nós. Exige nos despirmos da nossa ansiedade e descansar. Exige nos despirmos do nosso orgulho e aprender a depender d'Ele. E isso é um trabalho árduo para nós seres humanos, pois somos por natureza agitados e arrogantes. Mas podemos aprender… o Espírito Santo é mestre em nos ensinar. Também podemos pedir, como Isaías fez.


Vamos orar?

Senhor, eu sei que nem sempre eu consigo descansar em Ti, mas ajuda-me pois sei que o Senhor trabalha em meu favor. Concede-me a paz, pois eu sei que tudo o que eu realmente necessito, o Senhor me dará. Em nome de Jesus, amém!

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Aprendendo a prosperar através da vida do rei Uzias

Texto de referência: II Crônicas 26:1-15


O rei Uzias foi um dos reis que Judá teve após a separação das tribos. Nesse período, havia uma instabilidade muito grande, pois enquanto alguns reis buscavam ao Senhor, outros O deixavam. O rei Uzias está incluído entre aqueles que serviram a Deus e no período do seu reinado, Israel experimentou um tempo de grande prosperidade.

A principal chave para a prosperidade nos tempos do rei Uzias foi o fato dele ter buscado ao Senhor. A Bíblia é clara ao dizer que enquanto Uzias buscou ao Senhor, Deus o fez prosperar. Em Deus estão as riquezas e honras do mundo inteiro. Deus nos criou para sermos prósperos. O problema é que estamos invertendo a ordem das coisas: primeiro queremos progredir na vida, para depois buscarmos o Senhor. E assim nos esquecemos de que o certo é, na verdade, o contrário: para progredir na vida, temos que buscar ao Senhor. Quem busca em primeiro lugar o Seu reino e a Sua justiça, tem em si todas as coisas acrescentadas (Mateus 6:33).

Mas buscar ao Senhor não implica em não fazermos mais nada em favor da nossa prosperidade. À medida que O buscamos, Deus vai nos concedendo sabedoria para tomarmos as decisões certas que nos trarão o progresso. Com a vida de Uzias, aprendemos algumas outras atitudes que esse homem tomou que levaram o seu reino a prosperar.

Uzias trabalhou para derrotar os seus adversários. Ele buscou enfraquecer aquilo que era contra ele. Aquilo que temos de ponto fraco tem que ser derrubado para que os pontos fortes possam sobressair. Para não ser atrapalhado  em seus planos, Uzias buscou eliminar os seus adversários.

Uzias também fortaleceu o seu exército. Se por um lado ele deveria enfraquecer os seus adversários, por outro lado, ele deveria fortalecer aquilo que era a favor dele. E assim aprendemos outra lição com o rei Uzias, fortalecer ainda mais os nossos pontos fortes. Aquilo que está em nosso favor deve ser alimentado, pois isso nos ajudará a crescer.

Por fim, Uzias buscou diversificar o seu crescimento, apostando em várias áreas. Ele não apenas equipou o seu exército, mas também fomentou a agricultura de Judá e investiu na tecnologia para aumentar o seu poderio bélico. Isso fez com que a fama de Uzias corresse até muito longe, fazendo com que até os seus adversários lhe dessem presentes.

Infelizmente, o rei Uzias no final da sua vida acabou desperdiçando toda a prosperidade que conquistou, por ter deixado o orgulho tomar conta de si, mas os tempos de prosperidade que ele vivenciou nos ensinam muito. A Bíblia é uma fonte que não pára de jorrar, o ensino que ela nos traz pode ser aplicado a todas as áreas da nossa vida. Que possamos aprender cada dia mais com a Palavra do Senhor e aplicar os seus ensinamentos para o nosso crescimento.