segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Onde está o teu tesouro?

 Texto de referência: Mateus 6:19-21


Se formos olhar a definição da palavra tesouro no dicionário, encontramos que tesouro significa conjunto de riquezas. Quem tem um tesouro certamente é rico daquilo que tal tesouro contém.

Os dias atuais nos instigam a buscarmos as riquezas materiais. Os livros mais vendidos são sobre esse assunto, os posts mais compartilhados envolvem essa temática. A busca pela riqueza tem sido frenética. 

Na contramão do que diz o mundo, Jesus nos manda não acumularmos tesouros nesta terra, porque aqui os ladrões podem nos roubar e eles podem se perder, mas para acumularmos tesouros no céu, onde eles não perdem e ladrões não roubam. Por fim, Jesus afirma que o nosso coração está onde está o nosso tesouro.

O que Jesus quer nos ensinar com essas palavras é o verdadeiro valor das coisas. Quando Ele nos ordena a ajuntar tesouros no céu, Ele nos fala acerca da importância que tem o que fazemos em prol do reino de Deus. Quando vivemos a justiça do Reino aqui nesta terra, estamos construindo um tesouro, que será desfrutado na eternidade.

Em contrapartida, ao nos desencorajar a acumular tesouros nesta terra, Jesus nos diz que, apesar de serem prazerosos, eles são passageiros e frágeis, isto é, podem acabar a qualquer instante. Jesus não nos proíbe de ter riquezas, mas deixa claro que elas não durarão para sempre.

E é nesse contexto que Ele afirma que onde está o nosso tesouro, aí estará o nosso coração. Se os nossos esforços se voltam apenas para obter bens materiais, deixaremos de cuidar do que realmente importa, que é a nossa vida eterna. Se cuidamos em primeiro lugar do reino de Deus e da sua justiça, esse é o nosso verdadeiro tesouro, e poderemos desfrutar dele para todo o sempre.

Se os nossos esforços têm se concentrado apenas nas riquezas terrenas, é tempo de olharmos para dentro de nós e reposicionarmos as coisas. O nosso maior tesouro está longe dos padrões do mundo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

É joio ou trigo?

Texto de referência: Mateus 13:24-30; 36-43


A parábola do joio e do trigo é mais uma das manifestações de Deus através da botânica. Resumidamente, a história é a seguinte: um homem dono de um campo semeou trigo em sua terra, mas enquanto seus funcionários dormiam, veio um inimigo e semeou joio na plantação. Quando a erva cresceu, eles perceberam que no meio do trigo também havia o joio. Os funcionários queriam arrancar o joio, mas o dono do campo os impediu, alegando que alguns trigos também poderiam ser arrancados por engano. Apenas na colheita as ervas seriam separadas, onde o joio seria queimado e o trigo recolhido no celeiro.

Quando vamos estudar sobre o joio, algumas características nos chamam a atenção.

É uma erva muito parecida com o trigo, essa é a sua principal característica. A diferença entre eles só fica evidente quando as espigas de ambos já estão maduras, pois elas ficam com cores diferentes. Além disso, o joio não resiste a altas temperaturas e se ingerido, prejudica a saúde por conter toxinas.

Conforme a explicação de Jesus, o trigo são os filhos do Reino e o joio são os filhos do maligno (v. 38). Quem semeou a boa semente foi Jesus, mas por um descuido dos que guardavam o campo, o joio foi semeado também. Mas, apesar de se infiltrar no campo, fingindo ser trigo, uma hora o joio será arrancado, pois ele não fica encoberto para sempre.

O joio é descoberto na maturidade da plantação, quando esta dá os seus frutos. A Bíblia diz que conheceremos se uma árvore é boa ou má pelos seus frutos. Podemos diferenciar um joio de um trigo no reino de Deus quando eles derem os seus frutos. O fruto do trigo alimenta, o do joio intoxica. Nenhum joio consegue fingir de trigo a vida toda.

Outro aspecto que neutraliza o joio no reino de Deus é o fogo. O trigo se jogado ao fogo assa ou cozinha suas espigas, enquanto o joio perde suas toxinas. Quando um servo de Deus enfrenta as tribulações da vida, ele não perde a sua essência. Quando o perverso enfrenta dificuldades, o desespero toma conta de si, e ele mostra a sua verdadeira face.

O joio existe, ele está infiltrado em muitos lugares do Reino, mas um dia ele será descoberto e arrancado da plantação, enquanto o trigo resplandecerá como o sol (v. 43). É o dono do campo quem nos garantiu.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

O que significa deixar tudo para seguir Jesus?

 "E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna." Mateus 19:29


Certa vez, Jesus utilizando a passagem de um jovem rico, que não quis vender tudo o que tinha e dar aos pobres para segui-Lo, Jesus falou aos seus discípulos que aqueles que deixam tudo para segui-Lo herdariam a vida eterna.

Esse "deixar tudo" dito por Jesus inclui casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, cônjuges, filhos ou campos. Não podemos negar que essas palavras são fortes e nos estremecem ao nos confrontar com a responsabilidade que é seguir a Jesus. Mas o que realmente significa deixar tudo para seguir a Jesus?

Os discípulos alegaram terem deixado tudo para seguir a Jesus. Realmente, a Bíblia relata que Pedro, André, Tiago e João deixaram seus postos de pescadores e donos de barcos para seguirem Jesus. Mateus também deixou a coletoria de impostos para seguir a Jesus. Temos outros casos de pessoas que deixaram seus trabalhos para seguirem a Cristo, mas isso não significa que eles viviam sem necessidades financeiras.

Acredita-se que alguns deles não exerciam mais suas profissões, mas conseguiam retirar o seu sustento de algum lugar. Além disso, apesar de dizerem que largaram tudo para seguir a Jesus, eles continuavam tendo laços familiares, pois há relatos bíblicos acerca da sogra de Pedro e da mãe de Tiago e João.

Dessa forma, presume-se que apesar de terem largado tudo, eles ainda tinham esse tudo que haviam largado. Como pode ser isso? Isso só é possível porque quando Jesus nos convida a largar tudo para servi-Lo, ele não se refere a vivermos sem trabalho ou vínculos familiares, mas a não permitir que essas coisas roubem o lugar d'Ele no nosso coração.

Jesus pode até nos pedir para renunciar um posto de trabalho para segui-Lo, mas sem dúvida Ele nos dará outra oportunidade de renda, pois todas as pessoas possuem necessidades financeiras básicas que carecem ser supridas. Quanto à família, Jesus não nos pedirá para abandonarmos nossos pais, irmãos, cônjuges ou filhos, pois a família é parte do Seu projeto para nós. Servimos a Ele enquanto cuidamos da nossa família. O que Ele nos pede é que, apesar do nosso amor e cuidado pelos nossos familiares, que eles não se tornem ídolos para nós. Apesar da extrema importância da família para nós, por mais que a amemos, a nossa convivência com ela é transitória, pois limita-se a essa vida. Quanto ao nosso relacionamento com Deus, Ele é eterno, para além dessa vida.

Esse é o real sentido de largar tudo por Jesus. Não é abandonar, mas reposicionar as coisas, não permitindo que elas ocupem o lugar d'Ele em nosso coração.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Se livre do exibicionismo espiritual

Texto de referência: Mateus 6:1-18


Um dos ensinamentos ministrados por Jesus no sermão do monte foi acerca de algo que eu vou denominar de "exibicionismo espiritual". Foram três aspectos apontados por Jesus, os quais são: esmolas, oração e jejum.

Sobre a esmola, Jesus orientou os seus discípulos a não darem esmola anunciando a todos o que fizeram, com a finalidade de serem honrados pelas pessoas. A orientação foi dar esmolas sem que ninguém o soubesse, e a honra viria da parte de Deus.

Sobre a oração, Jesus orientou os discípulos a não orarem de pé como os fariseus, que só oravam para serem vistos. A orientação foi orar em secreto, e Deus ouviria a oração.

Por fim, quando fizessem o jejum, eles deveriam jejuar em secreto, e não como os fariseus que deixavam seus rostos pálidos, para mostrar aos outros que jejuavam.

Aqui Jesus aborda sobre práticas espirituais que eram muito comuns aos religiosos da época. Todas essas práticas foram ordenanças de Deus ao povo, mas com o passar do tempo elas foram transformadas pelos religiosos em instrumentos de religiosidade, para mostrar o quão espiritual uma pessoa era.

Essas práticas não eram comuns apenas nos tempos de Jesus. Também hoje vemos pessoas que fazem determinadas coisas não para se conectar a Deus ou amar o próximo, mas para comparar o seu nível de espiritualidade com o irmão. Atitudes assim enfraquecem tanto o corpo de Cristo quanto a nossa comunhão com Deus, que conhece as nossas intenções em todas as práticas. Se fazemos algo só para sermos vistos pelas pessoas, receberemos o elogio das pessoas, mas para Deus não valerá. Se fazemos algo para o Senhor, receberemos d'Ele o galardão.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Os dois caminhos

 Texto de referência: Mateus 7:13-14


Um caminho é um local por onde você irá passar para chegar até um outro lugar. No sermão do monte Jesus nos apresenta dois caminhos, um largo e outro estreito. Para entrar por ambos os caminhos, é preciso passar por duas portas, uma larga e outra estreita.

A porta larga é aquela que dá para um caminho espaçoso. Por essa porta entram muitos, mas infelizmente o fim dela é a perdição. A porta estreita é a porta sugerida por Jesus. Ela conduz a um caminho apertado, são poucos os que entram por ela, mas ela conduz à vida.

Essas duas comparações representam a salvação e a perdição. Para acessar a ambos existe uma porta, que é a forma de acesso, e um caminho, que representa o percurso. 

Quem caminha pelo percurso largo, entrará também por um acesso largo. Esse caminho representa uma vida de facilidades, sem renúncias, onde tudo é permitido. Quem escolher esse caminho não terá dificuldades para prosseguir, mas encontrará a morte no final. Dessa forma, percebemos que este é um caminho enganoso, que parece bom, mas na verdade não é.

Quem escolhe o caminho estreito já encontra dificuldades logo no acesso a ele, que é por uma porta também estreita. Esse percurso é apertado, pois exige renúncias de quem o escolhe, mas o fim dele é a vida. E assim percebemos que, apesar de ser um caminho difícil de percorrer, é gratificante no final.

O caminho estreito representa a salvação em Cristo, e o caminho largo a perdição eterna. Para alcançarmos a salvação, precisamos da forma de acesso, que é receber Jesus em nosso coração como único Senhor. E assim, passamos a andar no caminho estreito, que é um viver com Ele. Se formos analisar, Jesus é a porta e também é o Caminho. É tudo sobre Ele, mas a escolha de entrar por essa porta e andar nesse caminho é nossa.

Se hoje você está trilhando o caminho largo, saia desse percurso enquanto é tempo, e entre pela porta estreita. Se você já está no caminho estreito, não olhe para as dificuldades do percurso, fixe seus olhos no final dele, que a vida eterna com Jesus.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Ser discípulo é ser sal e luz

 Texto de referência: Mateus 5:13-16


Durante o sermão do monte, Jesus caracteriza os seus discípulos utilizando duas coisas muito comuns ao nosso cotidiano: o sal e a luz.

Primeiro Ele diz que os discípulos são como o sal da terra. A função do sal é dar sabor ao alimento. Uma refeição pode ser muito saborosa, mas se esquecermos de colocar sal, ela perderá completamente o sabor. Jesus enfatiza que se um sal não der o sabor ele perde totalmente a sua utilidade.

Como discípulos de Jesus nós somos como o sal. Fomos criados para fazer a diferença por onde passarmos. Entretanto, muitas vezes estamos querendo viver de forma insípida, sem sermos percebidos neste mundo. Se assim vivermos, não estamos cumprindo o propósito para o qual fomos chamados.

Jesus ainda nos caracteriza como a luz do mundo e ressalta que assim como ninguém consegue esconder uma cidade que foi edificada sobre um monte, nós também não poderemos viver escondidos. Em um outro exemplo, Jesus diz que ninguém acende uma candeia para colocá-la debaixo da cama, mas em um local onde todos possam ver.

Da mesma forma que o sal, novamente Jesus enfatiza o nosso papel de sermos vistos enquanto discípulos. Nenhum discípulo verdadeiro vive escondido, mas é visto pelas pessoas desta Terra. 

Jesus não está incentivando ninguém ao exibicionismo, pois o próprio Jesus fugiu dessa atitude enquanto viveu na Terra, mas Ele está nos encorajando a não escondermos a nossa fé. Ser discípulo de Jesus é fazer a diferença por onde passa, através de uma vida de atitudes corretas. É também brilhar a luz de Jesus por onde passar, afastando as trevas.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

O verdadeiro propósito dos milagres: a cura da sogra de Pedro

Texto de referência: Mateus 8:14-15


Todos os milagres de Jesus nos ensinam verdades, e o principal propósito de todos eles é ativar a nossa fé em Deus. Mas existem ensinamentos particulares em cada episódio de milagre. E na cura da sogra de Pedro podemos aprender alguns ensinamentos preciosos.

Para Deus não importa o tamanho do problema, Ele resolve a todos. Jesus efetuou diversas curas em Sua passagem à Terra, desde cura de doenças impossíveis de solução humana, como cegueira e paralisia, até a cura de uma simples febre, como foi o caso da sogra de Pedro. Se precisamos de um agir de Deus, seja para coisas grandes ou pequenas, podemos crer que Ele pode e quer nos curar.

Mas o que mais me chama a atenção nesse milagre é que após a cura, a sogra de Pedro tomou duas atitudes importantes, ela se levantou e passou a servir a Jesus.

Após a cura, ela não permaneceu no estado de prostração, mas ela se levantou. Há muitas pessoas que, mesmo recebendo o milagre, não conseguem sair da frustração constante em que vivem. O milagre vem para nos levantar e nos fazer viver o melhor de Deus para nós.

Após se levantar, ela passou a servir a Jesus. Este também é um propósito de todo milagre, nos trazer para mais perto de Deus. Acontece que muitas pessoas têm seguido o caminho inverso, ao invés de se aproximarem de Deus após receber a bênção, elas se afastam de Deus.

A sogra de Pedro entendeu o propósito do milagre que ela recebeu. Será que temos entendido também o propósito dos milagres que Deus tem operado em nossas vidas?