sábado, 14 de maio de 2022

Aprenda a se alegrar na esperança.

Regozijai-vos na esperança. Romanos 12:12a


Em Romanos 12:12 encontramos uma advertência que tem algo valioso a nos ensinar. O primeiro ensinamento refere-se a se alegrar. Em que? Na esperança. Isso significa que deve ser para nós motivo de alegria o fato de esperarmos algo em Deus.

A Bíblia diz em Romanos 8:24 que se esperamos por algo é porque ainda não temos esse algo. De fato, esperar é a forma que Deus usa para nos ensinar a confiar n'Ele. Nós frequentemente estamos esperando por algo. Jamais viveremos nesta vida tendo tudo o que queremos.

Dessa forma, o Senhor nos ensina que devemos nos alegrar na esperança, isto é, o fato de esperarmos algo de Deus para nós deve trazer alegria ao nosso coração. Algo só pode nos alegrar se de alguma forma contribuir para o nosso bem. Isso nos leva a crer que a esperança em Deus nos traz benefícios. Vejamos alguns deles:

A esperança nos ensina quem Deus é, e quem Ele quer que sejamos: enquanto estamos esperando de Deus o cumprimento das Suas promessas, estamos aprendendo alguns atributos d'Ele, como paciência e paz (Romanos 8:25, 15:13).

A esperança nos traz confiança em Deus: quando estamos de fato com esperança no que Deus fará por nós, aprendemos a confiar n'Ele. Esperar com alegria por algo que ainda não chegou, revela que acreditamos que a bênção certamente virá (Isaías 26:3, Romanos 4:18).

A esperança traz certeza: a esperança é fruto da experiência e não nos traz nenhuma confusão. Quando temos uma caminhada com Deus sabemos que muitas vezes teremos que esperar n'Ele, mas que em todas elas não seremos envergonhados. Andamos na certeza de que Deus nos ama e sempre tem o melhor para nós (Romanos 5:5).

Essa é a esperança. Uma característica que vem de Deus para nos ensinar a viver com abundância nesta Terra. Deus é a nossa esperança em um futuro melhor. Alegrar-se na esperança é ter alegria também em Deus.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

A vida que só o Espírito Santo pode dar

 Texto de referência: Ezequiel 37:1-14


Quando pensamos em Deus, pensamos na vida. Deus é Deus de vivos, a vida está n'Ele pois Ele é a vida. O texto de Ezequiel 37, que aborda sobre o vale de ossos secos nos fala muito acerca disso.

Era um grande vale cheio de numerosos ossos, todos muito secos. O profeta foi questionado pelo Senhor se aqueles ossos poderiam viver, mas ele não tinha muitas esperanças, devido ao estado em que se encontravam.

Mas Deus começou a trazer vida aos ossos. Através do ato profético de Ezequiel, os ossos começaram a se juntar, e os tendões e a carne se formaram. Mas não havia fôlego de vida. Existia um corpo, mas não havia vida.

Apenas quando veio um vento dos quatro cantos da terra e soprou sobre eles, o fôlego de vida veio sobre os ossos e eles começaram a viver, e se tornaram um grande exército. Esse vento é descrito pelo Senhor como o próprio Espírito (37:14).

Esse texto não nos fala apenas sobre a vida, mas sobre a vida que o Espírito nos dá. Da mesma forma como a vida só entrou naqueles ossos pelo sopro do Espírito, só temos vida de fato quando o Espírito habita em nós. Sem a presença do Espírito Santo, somos corpos vagantes, que até aparentam viver, mas que não tem fôlego por dentro.

E assim como Ezequiel profetizou e o Espírito soprou como um vento sobre os ossos, podemos profetizar e clamar para que o Espírito sopre sobre nós, e recebamos a vida que só Ele pode nos proporcionar.


quarta-feira, 4 de maio de 2022

O evangelho da transformação

Texto de referência: Isaías 61:1-3


O trecho bíblico de Isaías 61:1-3 é uma palavra que podemos denominar de esperança. O profeta começa dizendo que o Espírito do Senhor está sobre o Ungido de Deus para pregar as boas novas. Essa é a essência do evangelho, dar boas notícias.

E esse evangelho das boas novas, pregado pela unção do Espírito, traz transformação. Esses três versículos trazem diversas situações contrastantes, as quais são superadas por aqueles que têm o evangelho. 

Primeiramente, as boas novas do evangelho trazem cura àquele que está ferido. Ferido na alma, mas também no corpo.

Traz também liberdade ao que está cativo e abre as cadeias àquele que está preso. Perceba que temos aqui dois tipos de cerceamento da liberdade. Em um tipo, a pessoa está escrava de alguém e na outra ela está dentro de uma prisão. O evangelho tem poder para nos trazer liberdade acerca de ambas as situações, tanto para nos tirar de qualquer opressão do inimigo, quanto para nos livrar de cadeias que nos aprisionam.

Por fim, o evangelho nos traz beleza em lugar de cinzas, alegria em lugar de pranto, louvor em lugar de opressão, tudo isso para que sejamos reconhecidos como povo de Deus e o nome d'Ele seja glorificado em nós.

Isaías não fala acerca de si mesmo, mas prenuncia a vinda de Jesus. Esse Ungido sobre quem repousa o Espírito para trazer tudo isso a nós é o Senhor Jesus, é ele mesmo quem diz isso (Lucas 4:18-21). Ele veio para que o Evangelho das boas novas fosse vivido. Através de Jesus temos essa transformação que o Evangelho pode nos trazer.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

O tabernáculo de Deus somos nós

Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Apocalipse 21:3


A palavra tabernáculo em hebraico significa moradia. O tabernáculo nos tempos bíblicos era um local onde eram guardados os utensílios sagrados, como por exemplo, a arca da Aliança. Ele era portátil, portanto, poderia ser transportado para onde o povo fosse.

Em Êxodo 25 Deus ordena a Moisés que levantasse ofertas do povo para construir um santuário, para que Deus habitasse no meio deles. Esse santuário foi denominado tabernáculo. Para a edificação do santuário havia um modelo que deveria ser rigidamente seguido.

Séculos à frente, o rei Davi conservou aquele tabernáculo, sempre adorando a Deus. Mas o seu coração se inquietou e ele desejou fazer para Deus uma morada maior. Apesar de ter dito a Davi que Ele não precisava de nenhuma casa, afinal, o próprio céu é pequeno para Ele, Deus disse a Davi que o seu filho Salomão lhe construiria um templo.

Quando Salomão assumiu o reino, construiu um grande templo para Deus. No dia em que o templo foi inaugurado, a glória de Deus se manifestou de uma forma maravilhosa naquele lugar. Mas, com o passar dos anos, o coração do povo se desviou do Senhor, e aquele grande templo foi destruído pelos exércitos inimigos.

Foi quando Deus revelou aos seus profetas que agora, o templo não seria mais feito de estruturas físicas. O tabernáculo seria o próprio povo. Deus habitaria no meio do povo, através de Jesus encarnado e dentro de cada um, por meio do Espírito Santo.

E agora, podemos afirmar, que o templo de Deus somos nós. Somos morada d'Ele. Quando recebemos o Senhor em nossas vidas, passamos a ser habitação d'Ele. O problema é que Deus não coabita com o pecado. Se desejamos ser a morada d'Ele, importa que vivamos uma vida de santidade e consagração diária. O tabernáculo de Deus agora somos nós.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Os problemas enfrentados pela igreja primitiva

O livro de Atos representa o marco da igreja cristã. É através dos relatos do livro que entendemos como se deu os primeiros ajuntamentos cristãos que então se transformaram na igreja que temos hoje.

E assim como nas igrejas atuais temos dificuldades, na igreja primitiva não foi diferente. Os cristãos também enfrentavam seus dilemas, alguns dos quais eu busquei relatar nos tópicos a seguir.

Divisões entre membros: discípulos helenistas estavam contendendo com os discípulos hebreus por causa de problemas com a distribuição de alimentos às viúvas. Com sabedoria os apóstolos conseguiram resolver a situação (Atos 6:1).

Falsidades, mentiras e dissimulações: Ananias e Safira foram um casal que mentiram aos apóstolos acerca da quantia de venda de um terreno. Eles entregaram aos apóstolos um valor, alegando ser o total, quando na verdade estavam guardando um pouco para si. No fim, acabaram mortos como juízo de Deus (Atos 5:1-11).

Barganha: Simão foi um mágico que tentou comprar a autoridade do Espírito Santo que ele viu nos apóstolos. Ele agiu como alguém que acreditou que o dinheiro compraria as coisas de Deus (Atos 8:18-21).

Confrontos entre a igreja e as autoridades: por diversas vezes os discípulos tiveram que enfrentar as autoridades locais, que buscavam impedi-los de pregar a Palavra. Também hoje muitas autoridades se opõem ao cristianismo (Atos 4:1-22; 23:1-10; 25:1-12; 26:1-23).

Perseguições de religiosos: a igreja sofreu muito com as perseguições de fariseus e líderes de sinagogas judaicas. Muitas vezes a igreja é perseguida por pessoas que também se dizem de Deus, mas que na verdade só vivem uma religião (Atos 5:17-32; 8:1).

O retrato da igreja primitiva descrito em Atos é um simbolismo das coisas que a igreja deve ser. Assim como queremos o avivamento que essa igreja vivenciou, também devemos estar preparados para enfrentar as dificuldades que ela também enfrentou.


segunda-feira, 25 de abril de 2022

Os três assuntos que amedrontaram Félix

 "Dissertando ele acerca da justiça, do domínio próprio e do Juízo vindouro, ficou Félix amedrontado e disse: Por agora, podes retirar-te, e, quando eu tiver vagar, chamar-te-ei;" Atos 24:25


Paulo foi um grande homem de Deus. Muito eloquente, discursou diante de muitas pessoas, inclusive grandes autoridades. Em um de seus discursos, ele falou perante Félix, governador da Judéia. Durante algum tempo, ele o ouviu de bom grado, mas quando Paulo dissertou acerca da justiça, do domínio próprio e do juízo, ele ficou amedrontado e não quis ouvi-lo mais.

Como ocorreu com Félix, muitas coisas acerca das verdades de Deus têm nos amedrontado, e eu gostaria de abordar sobre elas e o porquê elas nos amedrontam.

A justiça de Deus: certamente de um governante esperamos atos justos, mas eles nem sempre agem assim. Muitas vezes, tendo a oportunidade de agirem com justiça, preferem os caminhos da facilidade, do oportunismo ou dos favoritismos, e ao invés de agirem justamente, atuam de forma contrária. Mas Deus não age assim. A todos ele trata com a justiça a que merecem, seja pelo bem ou pelo mal que praticam. Esse fato pode ter causado temor em Félix.

Domínio próprio: essa qualidade é intrínseca ao caráter cristão, e nos é concedida pela presença do Espírito Santo em nós. Ter domínio próprio significa ter autocontrole e não nos deixar ser dominados pela nossa própria carne. Infelizmente, o domínio próprio também é algo que assusta muitos cristãos, afinal, abrir mão de si mesmo não é um assunto tão pertinente aos dias atuais, que nos ensinam tanto sobre o "eu" em primeiro lugar. 

Juízo vindouro: esse último é o assunto que mais assusta as pessoas, principalmente os não cristãos. Quando se fala em juízo vindouro, estamos falando sobre Deus julgar todas as pessoas pelos seus atos, bons ou maus, praticados nesta Terra. Certamente se a nossa vida não está reta diante de Deus e dos homens, saber que seremos julgados nos trará temor, e foi o que aconteceu com Félix.

Na verdade, Félix aqui foi apenas um personagem para indicar o quanto temos nos atemorizado diante de assuntos dos quais deveríamos nos alegrar, e não temer. A palavra de Deus a nós deve nos trazer paz, e não medo.


quinta-feira, 21 de abril de 2022

A verdadeira expressão da adoração

 Texto de referência: Atos 16:23-26


Muito se tem questionado dentro do cristianismo sobre o que é a adoração. Apesar dessa palavra estar muito relacionada a louvores e músicas cristãs, apenas isso não a representa. Muitos personagens na Bíblia nos ensinam sobre o que é adoração, mas hoje eu gostaria de abordar acerca de dois homens, Paulo e Silas.

Em certa viagem missionária que eles faziam, eles acabaram presos por terem expulsado um espírito de adivinhação de uma jovem. Mas não apenas presos, eles foram também açoitados e covardemente amarrados a um tronco. Paulo e Silas tinham muitos motivos para ficarem tristes, desanimados e até murmurarem, mas ao invés disso, à meia-noite, na prisão, eles cantavam louvores e oravam a Deus.

Será que, se estivéssemos no lugar deles, teríamos motivação para orar ou louvar em meio a essas circunstâncias? Qual o louvor poderia ser entoado em meio àquela dor? Paulo e Silas não se calaram. Na verdade, eles não louvaram ou oraram porque estavam felizes com o que estavam passando, mas porque o coração deles estava totalmente entregue ao Senhor e um coração entregue a Deus O louvará em todo tempo, mediante qualquer situação.

Essa é a verdadeira expressão da adoração, darmos a Deus tudo de nós, mesmo que ainda não tenhamos recebido tudo o que queremos d'Ele. Mas naquele momento, a adoração encheu aquele lugar de tal forma que as cadeias que prendiam Paulo e Silas foram quebradas. Eles só saíram da prisão física no outro dia, mas isso não importa, pois a alma deles nunca esteve presa.