terça-feira, 13 de junho de 2023

Quem foi o profeta Isaías?


O profeta Isaías foi um profeta da Bíblia que viveu antes do exílio babilônico. O seu ministério abrangeu os reinados de Uzias, Ezequias e Manassés. 

Nas suas profecias vemos palavras de exortação, denúncia ao pecado, mas também de esperança. Além destas, vemos muitas mensagens messiânicas, que profetizam a chegada de Jesus, tanto que ele é chamado profeta messiânico. Nas suas mensagens, o Messias é algumas vezes denominado Servo do Senhor (Cap. 42, 49, 53).

A vida do profeta, como de qualquer outro, não foi fácil. Isaías denunciou o pecado de Judá e também das demais nações, como Moabe, Babilônia, Edom, dentre outras (Cap. 13-23). Mas ele focou principalmente nos pecados de Judá, mostrando ao povo que se não se arrependessem o juízo seria iminente.

Ele se casou com uma mulher denominada profetisa, com quem teve dois filhos, ambos com nomes proféticos, que denunciavam os pecados do povo (Cap. 7:3 e 8:3).

Mas Isaías também trouxe palavras de esperança ao povo. Apesar de não esconder deles acerca do exílio que viria aos desobedientes, o profeta também declarou que Deus os tiraria de lá, e que haveria um novo tempo para aqueles que se arrependessem.



quarta-feira, 7 de junho de 2023

As nossas aflições são leves e momentâneas

Texto base: 2 Coríntios 4:17-18


Aflições todos nós enfrentamos. A Bíblia diz em Romanos 8:22-23 que não somente a criação suporta angústias, mas mesmo aqueles que possuem o Espírito Santo ao seu lado também enfrentam aflições. Por isso nesse dia não se questione mais pelas suas aflições, erga a sua cabeça e medite nesse texto que vamos falar.

O texto de hoje diz que a nossa tribulação é leve e momentânea. Paulo entendeu que, apesar de tudo o que ele estava vivendo ser tão terrível, o Senhor já tinha lhe dado forças suficientes para suportar, fazendo com que sua tribulação ficasse leve. Também entendeu que o Senhor tinha algo melhor para ele mais à frente, ele não passaria toda a sua vida naquela tribulação, portanto esta era momentânea.

Que tremenda essa revelação! Se Deus está conosco, o nosso fardo fica leve, pois quem nos ajuda a carregar é o Senhor. Além disso, se Deus está conosco, a prova vai passar, não vai durar para sempre. Vamos nos lembrar que Salmos 30:5 diz que o choro pode até durar uma noite, mas a alegria vem quando amanhece o dia!

Ainda, ele diz que aquela tribulação que era leve e momentânea tinha um propósito: produzir eterno peso de glória, acima de toda comparação. Isto nos leva a crer que, as nossas aflições não são por acaso, são maneiras que Deus usa para intervir em nossas vidas. E após a tribulação podemos esperar a glória do Senhor (não a glória humana) se manifestando em nós.

Isso implica dizer que ainda que as nossas provas sejam grandes, aquilo de bom que Deus tem preparado para as nossas vidas é ainda maior, algo que não se poderá comparar. Mas é preciso crer, pois o texto também diz que ele não se atentava para o que ele estava vendo, mas para aquilo que ele não via, pois o que ele estava enfrentando era temporal, isto é, passageiro, mas o que estava por vir seria eterno.

Por fim, no início do texto diz que não podemos desanimar. Paulo não desanimava porque ele sabia de tudo isso que acabamos de meditar. Mas ele afirma que ainda que o nosso exterior sofra com as tribulações, o nosso interior permanece forte, renovado diariamente. Se renove no Senhor hoje, deixe Ele te ajudar a carregar seu fardo!

Temos enfrentado dias difíceis, mas podemos ter a certeza de que o que Deus tem para nós é muito maior e incomparavelmente melhor. Mas a nossa atenção tem que estar naquilo que não se vê, isto é, a nossa fé tem que ser fortalecida, pois é através da fé que poderemos alcançar o melhor de Deus!

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Quem foi o profeta Isaías?


O profeta Isaías foi um profeta da Bíblia que viveu antes do exílio babilônico. O seu ministério abrangeu os reinados de Uzias, Ezequias e Manassés. 

Nas suas profecias vemos palavras de exortação, denúncia ao pecado, mas também de esperança. Além destas, vemos muitas mensagens messiânicas, que profetizam a chegada de Jesus, tanto que ele é chamado profeta messiânico. Nas suas mensagens, o Messias é algumas vezes denominado Servo do Senhor (Cap. 42, 49, 53).

A vida do profeta, como de qualquer outro, não foi fácil. Isaías denunciou o pecado de Judá e também das demais nações, como Moabe, Babilônia, Edom, dentre outras (Cap. 13-23). Mas ele focou principalmente nos pecados de Judá, mostrando ao povo que se não se arrependessem o juízo seria iminente.

Ele se casou com uma mulher denominada profetisa, com quem teve dois filhos, ambos com nomes proféticos, que denunciavam os pecados do povo (Cap. 7:3 e 8:3).

Mas Isaías também trouxe palavras de esperança ao povo. Apesar de não esconder deles acerca do exílio que viria aos desobedientes, o profeta também declarou que Deus os tiraria de lá, e que haveria um novo tempo para aqueles que se arrependessem.

segunda-feira, 29 de maio de 2023

A viúva de Naim e o seu filho


Texto de referência: Lucas 7:11-17


Episódios de cura de doenças nos evangelhos são comuns, diferente de episódios onde Jesus ressuscitou alguém, que são poucos os relatados, mais precisamente três: a ressurreição da filha de Jairo, do amigo de Jesus chamado Lázaro e do filho da viúva de Naim, este último o qual iremos falar neste post.

A primeira curiosidade desse milagre é que ele é relatado apenas no evangelho de Lucas. Jesus ia caminhando até uma cidade chamada Naim. Com Ele ia uma numerosa multidão, ouvindo seus ensinamentos e aguardando pelo próximo milagre. Foi quando Jesus se deparou com um cortejo fúnebre, que ia realizar o enterro do filho único de uma mulher viúva. Nesse cortejo também ia uma grande multidão, o que sugere que um dos dois personagens (a viúva ou o seu filho) era alguém muito conhecido e querido na cidade.

Duas multidões se encontram. De um lado está a vida, do outro lado da multidão está a morte. Jesus veio para a vida, e podemos crer que do seu lado sempre a vida estará.

Mas Jesus mudaria rapidamente essa situação de morte, pois ao ver a viúva chorando a morte do seu único filho, Jesus teve compaixão dela, pediu para que ela não chorasse e, tocando no esquife (tipo de caixão da época), ordenou a vida ao jovem que imediatamente se levantou.

A Bíblia diz que Jesus o restituiu à sua mãe, dando a ideia de que ela havia perdido algo, mas Jesus lhe devolveu. Jesus é aquele que restitui. Ele devolve a alegria onde ela foi perdida, devolve a paz onde não há mais, devolve a segurança onde só há medo. 

Mas ele também devolve filhos de volta às suas mães. Filhos que estão perdidos, filhos que estão mortos, filhos que se foram para não voltar. Ele é aquele que se compadece da mãe aflita, que já não sabe o que fazer pelo seu filho.

A viúva não pediu nada a Jesus, Ele se compadeceu dela pela sua condição. Jesus sempre irá olhar para o aflito com olhar de misericórdia, pois ela faz parte do seu caráter. A ressurreição do filho da viúva nos mostra o lado misericordioso de Jesus, pelos aflitos, pelos desamparados e pelas mães que choram por seus filhos.


quinta-feira, 25 de maio de 2023

O chamado de Deus para Moisés


Moisés foi um homem extraordinário, que foi chamado como libertador do povo de Deus. A vida de Moisés se dividiu em três fases, coincidentemente, todas divididas por intervalos de quarenta anos.

Até os quarenta anos de vida, Moisés viveu como príncipe no palácio do Egito, vivendo como filho adotivo da filha de Faraó. Durante esse tempo, em algum momento da sua vida, ele sentiu o chamado de Deus para libertar o seu povo de origem - os hebreus - da escravidão dos egípcios.

Tentando agir pela sua própria força, Moisés defendeu um hebreu e matou um egípcio. Ao saber desse fato, Faraó tenta matá-lo e Moisés foge para o território de Midiã. Ali inicia-se outro processo de quarenta anos, onde ele aparentemente se esquece daquilo que considerou ser seu chamado e passa a viver como pastor de ovelhas. Na verdade, ele havia esquecido do seu chamado em libertar o seu povo, mas Deus estava treinando-o enquanto pastor para cuidar dos israelitas, que futuramente seriam suas ovelhas, bem rebeldes por sinal.

Ao fim desse "treinamento" de quarenta anos como pastor, Deus chama Moisés e claramente lhe esclarece sobre o seu chamado em libertar o povo hebreu. Moisés, que aos quarenta anos estava tão animado com esse chamado, agora tenta esquivar-se como pode, de todas as maneiras, até ser repreendido pelo Senhor.

Me chama a atenção nessa história o esfriamento do chamado por parte de Moisés. Ao fugir para Midiã, ele abandona o sonho de ser o libertador do seu povo. Mas os sonhos de Deus não morrem, os planos de Deus não podem ser frustrados. Deus já havia destinado Moisés para ser o libertador do Seu povo.

Muitas vezes também temos esfriado no propósito para o qual Deus nos chamou. Ao primeiro sinal de adversidade, achamos difícil demais continuar e desistimos. Mas se Deus nos chamou a um propósito, não é questão de escolha, devemos obedecer pois Ele nos dará todas as ferramentas necessárias para cumprir esse propósito.

Se Moisés tivesse se recusado, não teria visto e vivido tudo o que viveu, e hoje não seria o profeta considerado o mais importante da antiga aliança. Não podemos recusar o chamado de Deus para nós. Ainda que venham as dificuldades, Deus é fiel para nos sustentar e nos usar para a glória d'Ele.


terça-feira, 23 de maio de 2023

O amor tudo suporta

Texto base: I Coríntios 13:7


Certa vez passando por dificuldades eu orei ao Senhor para que Ele me livrasse daquela situação. Abri a Bíblia esperando ouvir uma palavra de “vitória” e o Senhor me deu esse versículo de hoje: O amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. Eu entendi que muitas vezes as provações vem para nos provar no nosso amor a Deus e na nossa capacidade de suportar tudo por amor a Ele.

As tribulações da vida vem para provar em nós algumas capacidades:

Capacidade de adorar a Deus mesmo quando não obtemos resposta: Quando Jó passou as suas lutas e perdeu tudo ele disse: “O Senhor o deu e o Senhor o tomou. Bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1:21). A provação vem para testar nossa capacidade de adorar a Deus mesmo em meio as dificuldades e reconhecer que mesmo se Ele não resolver nosso problema hoje como estamos pedindo vamos continuar a adorá-lo pelo que Ele já fez por nós e por quem Ele é.

Capacidade de não murmurar: O salmista Davi diz no Salmos 34:1 “Bendirei ao Senhor em todo o tempo. O seu louvor estará sempre nos meus lábios.” Louvar e bendizer a Deus não é somente quando tudo vai bem, é preciso louvar em todos os momentos. Quando louvamos não deixamos espaço para a murmuração entrar em nossos lábios.

A nossa alegria e contentamento mesmo em meio as dificuldades: Ainda, no Salmos 34:2 o salmista diz: “Gloriar-se-á (alegrará) no Senhor a minha alma.” O apóstolo Paulo, após ter passado tanto dificuldades disse em sua carta aos Filipenses 4:11 que ele sabia viver contente em toda e qualquer situação, porque a força dele não vinha das circunstâncias, mas de Deus. E em Deus ele tudo podia (Fp 4:13).

Bem, voltando a minha história. Quando eu li esse versículo eu entendi que Deus estava ciente e no controle daquela situação, mas que no momento Ele queria de mim que eu suportasse tudo aquilo. Que o meu amor por Ele falasse mais alto pois assim eu poderia vencer. É isso que muitas vezes Deus quer de nós. Que saibamos suportar as dificuldades por amor a Ele, pois na cruz Jesus tudo já venceu.

quarta-feira, 17 de maio de 2023

José: o homem que se permitiu ser curado

Texto de referência: Gênesis 50:15-21


José, filho de Jacó, foi um homem que sofreu duros golpes na vida. Aos dezessete anos, por inveja dos seus irmãos, foi vendido ao Egito como escravo pelos próprios irmãos. Ali no Egito, trabalhou por alguns anos como funcionário de Potifar, um oficial do rei, até ser acusado injustamente de assédio a mulher deste e ficar preso por mais alguns anos.

Todo esse período durou treze anos, até que aos trinta anos, após decifrar um sonho do Faraó, rei do Egito, José é elevado ao mais alto escalão da corte e se torna governador do Egito, sendo a segunda maior autoridade do país. Todavia, apesar de agora viver como um homem livre, rico, reconhecido e admirado pelas pessoas, o passado de José ainda estava ali, em sua memória. Quando nasceu seu primeiro filho, Manassés, José disse que Deus o havia feito esquecer o sofrimento vivido na casa do seu pai (Gênesis 41:51). Na verdade, ele não havia sido curado, mas havia apenas esquecido.

Quando José reencontra seus irmãos, que vão até o governador do Egito sem saber que na verdade o homem era José, ali inicia o processo de cura pelo qual ele passaria. A princípio, vem à sua mente todas as maldades feitas pelos seus irmãos, mas depois, o Senhor começa a mostrar a José que na verdade tudo o que ele havia enfrentado era parte de um propósito de Deus para que seus irmãos fossem ao Egito e sobrevivessem ao grave período de fome pelo qual o mundo estava passando.

E nesse momento, José não relutou contra o que o Senhor estava lhe revelando. Ele poderia rebelar-se e preferir vingar-se dos seus irmãos a ser curado, ele tinha poder como governador para fazer isso, mas ele preferiu se deixar curar.

José abriu seu coração, perdoou os seus irmãos e os alentou acerca do propósito para o qual tudo aquilo havia acontecido. E a prova de que agora, José não havia esquecido seu sofrimento, ele havia superado o seu sofrimento, é que, quando Jacó morre e seus irmãos temem que ele faça algo contra eles, José os consola.

Somente uma pessoa curada é capaz de consolar outra. 

Apesar de tudo o que José viveu, ele superou as suas dores e ao abrir seu coração ao Senhor e permitir que Ele trabalhasse nele, José experimentou a alegria de um espírito livre e curado. Que a vida de José nos seja exemplo para que também nós possamos nos abrir à cura do Senhor nas nossas vidas. As marcas do nosso passado não podem mais nos trazer dor, elas devem nos trazer propósito.