quinta-feira, 4 de julho de 2024

O mar estava revolto, entretanto, Jesus dormia.


Então, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia. Mas os discípulos vieram acordá-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos! Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança. Mateus 8:23‭-‬26 


O relato de uma tempestade narrado por Mateus nos conta que os discípulos estavam no barco com Jesus quando de repente uma grande tempestade se levantou. Uma tempestade é algo terrivelmente assombroso, entretanto, Jesus dormia. É esse o advérbio que Mateus utiliza para descrever a atitude de Jesus em meio ao caos: entretanto.

O advérbio entretanto dá uma conotação de contraste ou divergência com a ideia anterior. O fato anterior à palavra é a narrativa de que uma grande tempestade se levantou. Mateus utilizou esse advérbio porque certamente dormir em um barco no meio de uma tempestade não é algo que se espera de alguém. Entretanto, Jesus dormiu.

Descansar em meio às intempéries da vida é o que Jesus requer de nós. Enquanto o mundo desespera, espera-se que o crente tenha uma atitude de calma, sabendo que se Jesus está à frente de sua vida, nada está fora do controle d'Ele.

Jesus tinha total controle sobre aquela tempestade, por isso Ele dormia. 

Todavia, os discípulos não entendiam dessa forma. Ao verem Jesus dormindo os discípulos O acordaram e questionaram a atitude do Mestre, chegando a dizer que eles estavam perecendo. Para a atitude dos discípulos, Mateus utiliza o advérbio Mas, que tem significado semelhante a entretanto e também indica oposição à ideia anterior. Isso significa que os discípulos se opunham ao fato de Jesus dormir, não porque eles não queriam que Jesus dormisse, mas porque eles não entendiam como Jesus podia ficar tão tranquilo em meio a uma situação aparentemente tão desesperadora.

Todas as vezes que enfrentamos uma tempestade em nossa vida, podemos ter a certeza que Jesus não está no céu preocupado e sem saber o que fazer. Ele está tranquilo, pois não perdeu e jamais perderá o controle sobre qualquer acontecimento.

Como Jesus disse aos discípulos ao ser acordado, Ele também quer saber de nós onde está a nossa fé. Ele não nos quer tímidos, mas crentes. Quando esta for a nossa atitude, podemos estar certos de que os ventos serão acalmados, a tempestade desaparecerá e virá grande bonança. Ele continua o mesmo e jamais desampara aqueles que são seus.


segunda-feira, 1 de julho de 2024

É tempo de nos lembrar da misericórdia do Senhor


Texto de referência: Jeremias 3:1-40


O texto de hoje nos fala sobre o profeta Jeremias e um grande tempo de aflição em que ele estava vivendo. Entre os versículos 1 ao 19, o profeta apenas lamenta a situação em que estava vivendo. No versículo 20, ele relata que continuamente se recordava dos seus sofrimentos, e que a cada vez que isso acontecia, ele se abatia ainda mais.

Mas, surpreendentemente, a partir do versículo 21 o profeta demonstra uma atitude diferente. Talvez ele tenha entendido que viver olhando para o sofrimento do passado só aumentava a sua dor, então ele começa a trazer à sua mente apenas o que lhe podia trazer alguma esperança em meio aquela difícil situação.

E assim, nos próximos versículos o profeta começa a contemplar as misericórdias de Deus. Jeremias começa a entender que Deus tem para cada um de nós grande porção de misericórdia (v.22), fidelidade (v.23) e bondade (v.25).

Ele também começa a enxergar que o melhor é esperar no Senhor, descansar, em silêncio, isto é, sem murmurar ou questionar o porquê das aflições que lhe sobrevinham. Ele entende que o Senhor permite provações (v.28 e v.38), mas que essa condição não será para sempre, pois em algum momento o Senhor mudará essa situação.

Ele também percebe que as provações são parte da vida de todo ser humano (v. 27), mas que Deus não vê o sofrimento humano com alegria e que murmurar ou questionar não chega a nenhuma resposta (v.39).

Talvez em sua vida não tenha sido diferente, você tem vivido de passado, se lamentando pelas suas aflições e questionando continuamente a Deus. Mas, como o profeta, é preciso ter uma atitude diferente. É preciso se levantar, e ao invés de murmurar, começar a colocar esperança em sua mente e palavras, aprender a verdadeiramente descansar e crer que em algum momento o Senhor agirá. Quando aprendemos a descansar em Deus, suportamos com mais leveza as dificuldades, e quando vemos, o tempo da provação acaba. Saímos dela mais fortes, menos temerosos e mais próximos de Deus.


quarta-feira, 26 de junho de 2024

Seja visto, mas não se exiba


Texto de referência: Mateus 5:14-16; 6:1-18


No sermão do monte, um dos maiores ensinamentos de Jesus, Ele mostrou aos seus seguidores as atitudes que Deus espera de nós frente a diversas situações. Em suas palavras, Jesus alertou sobre o perigo do exibicionismo dos seus discípulos.

Ele alertou sobre evitar praticar atos apenas para ser visto pelos homens. Esses conselhos incluíam dar esmolas, orar e jejuar. Tudo isso deveria ser feito de forma discreta, com o coração voltado para Deus, não com a intenção de ser visto pelos homens.

Entretanto, pouco antes desses ensinamentos, Jesus disse aos seus discípulos que eles eram a luz do mundo, e que essa luz não poderia ser escondida, mas deveria brilhar diante de todos os homens.

Parece contraditório Jesus dizer aos seus seguidores que eles não deveriam se exibir, mas ao mesmo tempo dizer que não deveriam se esconder. Na verdade, o que Jesus queria dizer é que eles deveriam brilhar a luz de Deus existente dentro deles e não tentar mostrar os seus próprios atos.

Muitas vezes queremos agir por conta própria, mostrando nossos próprios atos de justiça, pensando que assim poderemos mudar o coração de alguém. Outras vezes a intenção é a autopromoção, buscando chamar a atenção das pessoas para nós mesmos, utilizando para isso o Evangelho.

Não podemos nos esconder, mas também não podemos nos exibir. Precisamos mostrar ao mundo aquilo que eles precisam ver, o Evangelho da Salvação, afinal, não é nada sobre nós, é tudo sobre o poder de Deus

domingo, 9 de junho de 2024

O que você está disposto a deixar por Jesus?

Texto de referência: Mateus 4:18-22


Quatro dentre os doze discípulos de Jesus trabalhavam com pesca. Enquanto Pedro e André eram pescadores, Tiago e João trabalhavam junto com o pai em uma empresa de pescaria.

O chamado de Jesus para que eles fossem seus discípulos é relatado em três evangelhos: Mateus, Marcos e João. Para Pedro e André, Jesus os chamou enquanto pescavam e prometeu-lhes que eles seriam pescadores de homens.

Para Tiago e João, não há descrição de detalhes acerca deste chamado. Entretanto, ambos os irmãos deixaram tudo e seguiram Jesus. Pedro e André largaram as redes, Tiago e João largaram o barco e o pai e foram após Jesus. Os primeiros largaram a profissão, os dois últimos deixaram para trás a empresa de pesca e a família. Isso não significa que eles pararam de trabalhar ou desprezaram seus familiares, mas o intuito do texto ao dizer que largaram algo é no sentido de dizer que eles deixaram para trás os sonhos deles para se dedicarem ao propósito de Jesus.

O texto de hoje, relatado em Mateus, tem por título "A vocação dos discípulos". A partir do que meditamos fica mais nítido o motivo desse título. De fato, a nossa vocação enquanto discípulos é abandonar o nosso ego para viver o chamado do Evangelho.

Não se trata exclusivamente de abandonar coisas materiais, mas de abandonar o nosso próprio "eu", renunciar a nós mesmos e diariamente segui-Lo.

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Como o fogo do ourives e o sabão das lavadeiras

Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros. Malaquias 3:2


Embora nada se compare ao Senhor Jesus, existem muitas formas relacionadas que são atribuídas ao Senhor em Sua Palavra. Em uma delas o profeta Malaquias assemelha o Senhor a um fogo do ourives ou a um sabão (potassa em outras traduções) de lavadeiros.

Para compreendermos a primeira expressão, precisamos entender como funciona o trabalho do ourives. Um ourives é alguém que trabalha na confecção de joias a partir de metais nobres, como prata e ouro.  A grosso modo, o ourives precisa purificar a prata ou o ouro submetendo-o a altas temperaturas, a fim de extrair o metal e retirar as impurezas.

Agora podemos compreender com mais facilidade o motivo de Jesus ser relacionado a um fogo do ourives, pois Ele veio para nos purificar a fim de que em nós reste apenas aquilo que é bom, e que toda impureza seja retirada.

De semelhante modo, o sabão é o item que a lavadeira usa para alvejar as roupas. A água é muito importante, mas sozinha não tem a capacidade de retirar a sujeira. Essa função é do sabão que possui as propriedades químicas necessárias para quebrar as moléculas da água e penetrar na roupa, realizando o processo de lavagem.

Assim como o sabão na mão do lavadeiro, Jesus veio para limpar o nosso interior de toda sujeira. Esse ato foi consumado através da cruz do Calvário, pois ali Ele pagou o preço por nossos pecados, rasgou a nossa dívida e passamos a ser justificados. Foi pelo sacrifício de Jesus que fomos perdoados, ficando, dessa forma, limpos da sujeira que o pecado causava em nós.



quarta-feira, 5 de junho de 2024

Não é castigo, é treinamento


Em algum momento da nossa vida as provas vêm. Seja qual for o indivíduo, não importa a classe social, a religião, o partido político, a idade, as crises sempre surgem. O deserto é inevitável. Mas junto com as adversidades, costumam vir também os questionamentos sobre os motivos pelos quais as enfrentamos.

E uma das principais suposições acerca do porquê enfrentarmos crises é o castigo de Deus. É um dos primeiros pensamentos que temos é que estamos sendo castigados por Deus por termos feito algo errado. Esse julgamento pode vir tanto dos outros quanto de nós mesmos.

Talvez essa ideia surge porque é muito popular a noção de um Deus irado e vingador. E essa falsa ideia é advinda de contos e histórias lúdicas sobre deuses da mitologia grega, que agiam exatamente dessa forma. Acontece que o nosso Deus não é o retrato desses deuses mitológicos. Deus é amor, e, claro, isso não o isenta de ser um Deus vingador ou que permita as consequências dos nossos erros. Ele mesmo diz isso em Sua Palavra.

Entretanto, mesmo através do castigo, Deus te age com amor, exercendo um propósito que irá contribuir em algo para nós. O castigo na maioria das vezes produz em nós frutos de arrependimento e de crescimento. E assim ousamos dizer que aquilo que chamamos de castigo na verdade é um treinamento.

Deus não nos pune, Ele nos ensina. Se estamos enfrentando qualquer problema e estamos achando que isso é um castigo de Deus, hoje podemos descansar na certeza de que Ele não deixou de nos amar, e que ainda que Ele permita que enfrentemos consequências de qualquer dos nossos erros, isso não é para nossa destruição, mas para o nosso crescimento. Quando aprendemos com os erros nos tornamos mais fortes, mais resilientes, mais crentes.



segunda-feira, 27 de maio de 2024

O que temos levado ao altar do Senhor?


Texto de referência: Malaquias 1:6-14


O livro de Malaquias traz em um de seus trechos uma repreensão severa aos sacerdotes. Escrito após o período do exílio, já na existência do templo novo, os sacerdotes não estavam reverenciando da forma correta o Templo do Senhor.

O profeta denuncia esse pecado, dizendo que os sacerdotes estavam considerando a mesa do Senhor como algo desprezível, pois mesmo tendo animais sadios em seus rebanhos ofereciam animais deficientes, uma prática proibida pela Lei. 

Apesar disso, viviam a suplicar ao Senhor o favor e a graça d'Ele. Deus, entretanto, salienta que as ofertas que eles faziam eram em vão, e que na verdade, não era eles que desprezavam ao Senhor, mas Ele é que desprezava aquelas ofertas.

O altar do Senhor é santo. Como o próprio nome diz, ele pertence ao Senhor e por isso o que nele for oferecido deve ser objeto de culto e reverência a Deus. Quando isso não é feito, traz-se maldição sobre aquele que oferece.

Dessa forma, convém refletirmos sobre o que temos colocado ou como estamos nos portando no altar do Senhor, a fim de não corrermos o risco de dar a Ele sacrifícios impuros, atitude que demonstra desprezo e apatia por Deus. Ele nos dá o melhor, portanto, importa que ofereçamos a Ele também o nosso melhor.