terça-feira, 6 de abril de 2021

Tire os olhos dos problemas e comece a louvar

 Texto-base: Gênesis 29:30-35


O patriarca Jacó teve uma família com muitos problemas. Por ter sido enganado pelo seu sogro Labão, Jacó teve que se casar a contragosto com Lia. Na verdade, ele amava a irmã dela, Raquel, com quem se casou depois.

Lia então viveu uma vida toda desprezada. Ela competia o tempo todo com sua irmã pelo amor do seu marido, mas sem sucesso.

Por ser desprezada, o Senhor deu a Lia a fecundidade. Ela começou a gerar filhos para Jacó, enquanto Raquel era estéril. Lia teve três filhos, Rúben, Simeão e Levi. Em todos estes três filhos, Lia deu a eles nomes que remetiam ao desejo dela de que Jacó a amasse. Na verdade, a cada filho que Lia gerava, ela aumentava a esperança de ser desejada pelo esposo.

Mas após ela ter dado três filhos a Jacó e perceber que continuava sendo desprezada como esposa, Lia tem um quarto filho, chamado por ela de Judá, que significa "Louvado", remetendo ao louvor ao Senhor. No nascimento de Judá, Lia então declara que agora ela louvaria ao Senhor. Lia estava tão obcecada pelo amor de Jacó que ela estava vivendo em função disso. Três filhos foram gerados na esperança desse amor. Mas o nascimento de Judá representou na vida de Lia um passo rumo à sua maturidade espiritual, onde ela parou de olhar para o seu problema e passou a adorar ao Senhor.

A história de Lia representa o que acontece muitas vezes conosco. Diante de determinadas dificuldades, nos tornamos tão obcecados em resolver aquela situação que nos esquecemos de louvar ao Senhor. Só nos importa ficar livres dos problemas e nessa ânsia não adoramos mais Àquele que é por si só suficiente para nos dar a vitória. E assim nos esquecemos de que, enquanto louvamos ao Senhor, Ele está cuidando das nossas causas. Ainda, o ato de louvá-Lo demonstra fé e gratidão da nossa parte.

As muitas opressões pelas quais passamos nos fazem clamarmos ao Senhor por socorro. Mas mesmo diante delas, o nosso egocentrismo muitas vezes nos impede de louvarmos ao Senhor e reconhecermos a Sua grandeza (Jó 35:9-11). 

O Senhor é digno do nosso louvor. Apesar de não precisar dele para ser grande, Deus se agrada quando O exaltamos. Que venhamos a louvá-Lo em todo o tempo, seja na aflição ou na bonança.


sábado, 3 de abril de 2021

Mesmo sem vermos, Ele está trabalhando

 Texto-base: Jó 35:14


O justo viverá da fé (Hebreus 10:38), essa é uma verdade incontestável, entretanto, em um mundo com tantos problemas, essa verdade nem sempre é fácil de ser vivida.

Jó foi um homem que enfrentou muitos desafios. Em um único dia viu sua família e todos os seus bens sendo destruídos. Não foram alguns bens, foram todos. O homem mais rico do Oriente agora não tinha nada.

Por não entender tudo o que se passava com ele, Jó pôs-se a clamar a Deus, buscando Nele respostas que justificassem tamanha tragédia em sua vida. Após três amigos apenas condenarem Jó, surge Eliú, que traz palavras de consolo àquele homem arruinado.

Ele diz a Jó que ainda que ele não estivesse vendo o Senhor, Ele estava agindo sobre a causa dele, então bastava a Jó apenas confiar.

Essas sábias palavras devem ser referências para nós em tempos de dificuldades. Sempre que surge um grande período de provação questionamos onde está a mão de Deus em meio àquela situação. Mas como Eliú, temos que confiar que, apesar de aparentemente não estarmos vendo o agir do Senhor, isso não significa que Ele não está agindo. Mesmo não vendo o Senhor, isso não quer dizer que Ele não está conosco.

O apóstolo Paulo nos diz que nós não vivemos por vista, mas por fé. Se temos as promessas de Deus conosco, não precisamos de fatos para nos certificarmos de que elas se cumprirão. Precisamos apenas crer.  Em muitas situações enfrentadas, as circunstâncias a princípio parecem totalmente desfavoráveis, mas quando cremos que Deus está no controle, não as tememos. 

Deus trabalha também no silêncio. As coisas encobertas pertencem a Ele (Deuteronômio 29:29). Muitas vezes Ele está trabalhando em áreas que a princípio não percebemos, mas que com o passar do tempo, vamos enxergando aos poucos o trabalhar do Senhor em nosso favor. Outras vezes, Ele quer se manifestar a nós, mas os nossos medos e dúvidas nos impedem de vê-Lo. 

Não importa o tamanho da dificuldade, se temos o Senhor ao nosso lado, podemos ter certeza que Ele está trabalhando para o nosso bem. Mesmo que no momento não estejamos enxergando, temos que colocar a nossa confiança em Deus, que nunca falha.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

O perigo de tomarmos decisões sem consultarmos a Deus

 Texto-base: 2 Reis 3:4-20


Em um tempo onde reinava em Israel Jorão, filho de Acabe, o reino moabita que era escravo de Israel se rebelou contra ele. O rei Jorão então perguntou ao rei de Judá (nesse tempo havia amizade entre as duas tribos) se ele poderia ajudá-lo naquela guerra. Josafá, rei de Judá, se prontifica a batalhar com ele.

Jorão então questiona a Josafá por qual caminho eles subiriam para a peleja. Josafá, sem nenhum tipo de consulta a Deus, sugere que eles fossem pelo deserto de Edom, outro território, que se une com eles nessa batalha.

E assim, esses três reis saem à peleja pelo caminho do deserto. Mas após sete dias de caminhada, eles não encontram água para os homens e nem para os animais, motivo que os fazem se desesperar e acreditar que a guerra estava perdida, afinal, com o corpo desidratado pela falta de água eles não teriam disposição para guerrear.

Neste momento, Josafá se lembra de pedir ajuda a algum profeta que tenha a palavra do Senhor. No meio deles estava o profeta Eliseu, que foi consultado por eles, e profetizou que águas surgiriam milagrosamente naquele lugar. Ainda, ele profetizou que Israel derrotaria os moabitas.

Ao final, tudo ocorreu exatamente conforme a palavra do Senhor dita por intermédio do profeta. No outro dia, o território onde eles estavam ficou cheio de águas e eles derrotaram os moabitas.

Essa história é importante quando percebemos que ao ser questionado sobre o caminho pelo qual deveriam sair à guerra, Josafá, rei de Judá, não consultou ao Senhor. Quando eles saíram pelo caminho que eles denominavam estratégico, eles acabaram quase sendo derrotados.

Após esse deslize, Josafá se lembra de consultar ao Senhor. Nessa batalha, eles foram socorridos e no final tudo acabou bem. Todavia, nem sempre termina assim. Andar por caminhos que consideramos estratégicos, mas sem consultar ao Senhor pode nos levar a desertos onde não encontramos água e acabamos desfalecendo.

É importante que todas as nossas decisões sejam pautadas na vontade do Senhor, pois ela é sempre boa, perfeita e agradável (Romanos 12:2).

Frequentemente temos tomado decisões importantes sem sequer perguntarmos a Deus sobre a Sua vontade acerca daquilo. E muitas vezes nos damos mal.

Essa história nos mostra a importância de antes de sairmos à guerra, consultarmos ao Senhor sobre qual será o caminho a ser percorrido. Ao final, teremos vitória, pois o que Ele tem para nós é sempre o melhor.


quarta-feira, 31 de março de 2021

A escolha de Rebeca e o que Deus espera de nós enquanto esposas

Texto-base: Gênesis 24


A história de Isaque e Rebeca é uma das histórias de amor entre casais que a Bíblia relata. Isaque ainda não havia casado e seu pai, Abraão, pede a um servo de sua confiança para ir até a Mesopotâmia, a terra onde morava seu irmão Naor, a fim de buscar uma esposa para Isaque dentre os seus parentes.

O servo aceita a missão apreensivo, com receio de não conseguir encontrar a esposa ideal. Ele então entrega essa missão aos pés do Senhor, que começa a agir. Além disso, o servo de Abraão elabora uma estratégia bastante perspicaz a fim de encontrar a esposa certa para Isaque. Ele vai até o poço da cidade, onde as mulheres costumavam tirar água.

Antes de encontrar-se com Rebeca, aquela que seria a escolhida como esposa de Isaque, o servo de Abraão faz um voto a Deus de que a mulher que ele pedisse água e lhe desse, e se oferecesse também a dar aos seus camelos, fosse essa a esposa que o Senhor tinha para Isaque.

O fato do servo de Abraão ir ao poço onde as mulheres tiravam água indica que ele estava à procura de uma mulher que fosse diligente em trabalhar e cuidar do lar. Ainda, sua atitude em buscar alguém que se oferecesse para dar água também aos seus camelos demonstra que ele estava à procura de uma mulher cordial e disposta a servir.

Quando ele pede água a Rebeca e ela lhe diz exatamente como ele pediu ao Senhor, ele se alegra. Mas a sua surpresa maior é ao saber que ela era neta de Naor, irmão de Abraão. Ali ele se assegura de que Rebeca era a escolhida por Deus para ser a amada de Isaque.

Apesar de Rebeca no futuro ter falhado como esposa e mãe, o início de sua vida conjugal a partir de sua escolha como esposa, demonstra o que o Senhor espera de nós como esposas. Uma mulher que cuida da casa e das coisas do lar, não se rendendo à preguiça. Uma mulher também disposta a servir ao próximo.

Essa não é a única referência de esposa que há na Bíblia. A carta de Pedro 3:3-4 nos relata que as esposas devem ser revestidas de atitudes interiores, cheias de tranquilidade e mansidão. A epístola de Tito 2:5 nos ensina que, como esposas, devemos ser boas donas de casa e bondosas, atitudes que certamente o servo de Abraão viu em Rebeca. Por fim, a mulher virtuosa descrita em Provérbios 31:20 e 31:27 nos aponta uma mulher que olha para as causas do próximo e que não se rende à preguiça.

Sem dúvida, tais virtudes são elementos que exigem de nós esforço e dedicação para cumprirmos. Enquanto esposas, que o Senhor encontre em nós essas qualidades, que certamente trarão prosperidade e grandeza ao nosso lar.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Andar sem domínio próprio é viver desprotegido

Texto-base: Provérbios 25:28 "Como a cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio."


O domínio próprio é citado algumas vezes na Bíblia. Em uma dessas passagens, é colocado como um fruto do Espírito, qualidades que só tem aqueles que andam com o Espírito Santo ao seu lado (Gálatas 5:22-23).

O livro de Provérbios também cita o domínio próprio, dessa vez fazendo analogias com aquele que não tem essa atribuição. Para o autor, aquele que não tem domínio próprio é semelhante a uma cidade derrubada, sem muros. Nos tempos bíblicos, era comum as cidades terem muros ao redor, os quais tinham a função de proteção. Quanto mais alto e resistente o muro, mais protegida estava a cidade.

Assim como os muros de uma cidade revelam proteção à ela, o domínio próprio é instrumento de proteção àquele que o cultiva. Ele não é uma característica eterna, mas deve ser cultivado diariamente, afinal somos frequentemente tentados a servir os prazeres do mundo.

Precisamos desse atributo em diversas situações.

Precisamos de domínio próprio nas nossas relações: em momentos onde somos afrontados por outras pessoas, precisamos saber controlar nossas palavras e emoções, a fim de não revidarmos com a mesma afronta recebida.

Precisamos de domínio próprio no nosso corpo. Como templo do Espírito, o nosso corpo é santo e por isso as nossas paixões carnais não podem nos dominar.

Precisamos de domínio próprio na nossa língua, que não pode ser instrumento para ferir, caluniar ou maldizer o nosso próximo. Saber usar a língua de forma sábia é um dos conselhos mais vistos no livro de Provérbios, tamanha a importância dessa atitude.

E por tudo o que foi dito o domínio próprio é um fator de proteção. Quem o tem não se deixa ser levado pela ira, pelas paixões ou por um falar descontrolado. Cultivar o domínio próprio é proteger suas emoções, suas atitudes, sua língua. É não se expor demais, para depois se curvar ao remorso de agir baseando-se apenas na emoção.

domingo, 28 de março de 2021

Agar: a mulher que se encontrou com Deus no deserto

 Textos-base: Gênesis 16; 21:8-21


Agar era uma mulher egípcia e serva de Sara, esposa de Abraão. A sua história na Bíblia começa quando Sara, através de uma atitude imprudente, aconselha seu esposo Abraão a se deitar com Agar. O intuito era que ela gerasse um filho para Abraão, uma vez que ele não tinha filhos com Sara. Todavia, Deus já havia prometido um filho a Abraão.

A relação consumada entre Agar e Abraão resultou em um filho. Quando isso ocorreu, ela foi tomada pelo orgulho e começou a desprezar Sara, que revidou a afronta e a humilhou de tal forma que ela fugiu para o deserto. Ali foi encontrada pelo Anjo do Senhor que lhe mandou voltar e humilhar-se perante Sara.

O Anjo lembrou a Agar as suas origens e a sua responsabilidade enquanto serva de Sara. Agar não poderia encobrir isso. Naquele momento, o orgulho de Agar dava lugar a um passo importante de fé na sua vida: a obediência a Deus.

Ela obedeceu a ordem do Anjo e no deserto ela compreendeu que o Senhor é um Deus que vê. Agar concebeu e deu o nome à criança de Ismael, também obedecendo a Deus e se recordando de que Deus a havia visto em sua aflição.

Mas Sara também concebeu. E após o nascimento de Isaque, filho de Abraão com Sara, esta expulsa Ismael e Agar de sua casa. 

Agar volta novamente ao deserto, e ali, após quase ver seu filho morrer sem água e comida, ela experimenta a provisão de Deus. Um Anjo novamente vem até Agar, lhe ordena que levante a si mesma e ao seu filho. Os olhos dela então se abrem e ela vê um poço de água ao seu lado.

Ali no deserto Agar viveu com Ismael, cuja descendência gerou doze príncipes e foi relatada na Bíblia quando o profeta relata a glória da nova Jerusalém (Isaías 60:7)

A história de Agar nos mostra uma mulher escrava, que foi submetida à humilhação de deitar-se com alguém que ela não queria. Humilhada por Sara, teve que se refugiar por duas vezes no deserto. Mas naquele lugar ela encontrou refúgio no Senhor. No deserto, ela encontrou o Deus que vê e que provê.

Agar é o exemplo da mulher solteira, que é jogada pela sociedade à própria sorte para cuidar dos filhos, mas que encontra em Deus amparo e forças para manter sua casa de pé.

Como Agar, encontramos um Deus que faz os nossos olhos se abrirem para enxergarmos poços de água que estão do nosso lado e que até então não víamos.

Agar é exemplo da misericórdia de Deus. Uma escrava egípcia, que não tinha em sua cultura o Deus verdadeiro, pôde experimentar da Sua providência e do Seu amor, disponível não apenas àquela mulher, mas a todos nós.

sexta-feira, 26 de março de 2021

As três etapas no percurso de fé de Abraão

 Textos-base: Gênesis 12:1-4; 16:1-4; 17:23; 


A história de Abraão é muito interessante de se estudar. Um homem que não tinha referências sobre Deus em sua geração, mas que foi chamado amigo Dele, e pai da fé. Para entendermos melhor o percurso de Abraão com Deus,  dividimos a sua história em três etapas.

A primeira etapa é aos setenta e cinco anos, quando Deus lhe chama para sair de sua terra, onde estava próximo à sua família, e ir para uma terra desconhecida. Deus promete dar-lhe uma descendência e uma terra por possessão. Neste momento Abraão crê em Deus de uma forma incrível e lhe obedece instantaneamente, deixando tudo para trás.

Mas com o passar dos anos Abraão retrocede na fé, e começa uma segunda etapa, aos oitenta e cinco anos. Ele acaba tendo um relacionamento com uma escrava, de onde nasceu um filho, chamado Ismael, que não fazia parte dos planos de Deus para Abraão, mas que foi uma tentativa frustrada de cumprir a seu modo a promessa do filho. O diálogo de Deus com Abraão, anos depois do nascimento de Ismael, revela que ele não cria mais na promessa de Deus acerca de lhe dar um filho. 

Aos noventa e nove anos Deus chama Abraão a voltar à Sua presença e viver em retidão. A partir desse momento, começa a terceira etapa dessa caminhada, onde Deus renova a Sua promessa com Abraão, faz uma aliança com ele ordenando a circuncisão, um sinal físico da aliança entre eles. A prontidão de Abraão em obedecer a Deus e no mesmo dia circuncidar a si próprio e a todos da sua casa, revelam que ele havia retornado ao caminho da obediência a Deus. E então, um ano após essa aliança, nasce Isaque e a promessa de Deus é cumprida.

Como Abraão, também temos essas etapas em nossa caminhada de fé. Muitas vezes quando Deus nos chama e nos faz promessas, ficamos em êxtase. Buscamos, oramos e cremos. Mas nem sempre a promessa se cumpre rapidamente. E nesses momentos se não estivermos firmados, começamos a retroceder. Mas Ele não falha. Se Ele falou, não importa o tempo que se passe, sua promessa se cumprirá.

Não podemos afirmar que se Abraão tivesse obedecido a Deus com mais veemência, Isaque teria nascido antes. O que importa é que esse período foi importante para o amadurecimento de Abraão, que viu o Senhor agir diante do impossível. A fé que Abraão conquistou durante essas três etapas lhe ajudaram mais à frente, quando Deus lhe pediu para sacrificar Isaque. Caminhar com Deus é seguir avançando, crescendo, superando cada etapa, rompendo em fé.