quinta-feira, 10 de junho de 2021

Somos fortes porque cremos no Deus Forte

Texto de referência: Josué 17:14-18


Após a entrada dos israelitas na terra prometida, o próximo desafio do líder Josué era dividir as terras conquistadas. Todas as tribos receberam a sua parte. Quando foi a hora da divisão para as tribos de Efraim e Manassés, elas refutaram a Josué dizendo que, haja vista eles serem um povo grande, haviam recebido uma herança pequena.

Josué então os adverte que, se eles se consideravam um grande povo, deveriam tomar uma parte do bosque para eles e também desapossarem os moradores do lugar. As duas tribos então dizem a Josué que os moradores daquele lugar eram fortes e utilizavam carros de ferro, uma arma muito potente para as batalhas da época.

Nesse momento, Josué reforçou a eles de que as duas tribos realmente eram um povo forte e ressalta que eles conseguiriam tomar posse de toda a região montanhosa, apesar do local ser um bosque e os habitantes de lá serem fortes e utilizarem carros de ferro.

Essa história nos apresenta um fato importante acerca das tribos de Efraim e Manassés. Diante do seu crescimento, eles perceberam a necessidade de se expandirem, mas ao perceberem as dificuldades para obterem essa expansão, se sentiram desanimados.

Ao perceberem que eles teriam que desbravar um bosque e lutar contra fortes adversários, eles desanimaram. Eles queriam ampliar seus limites e se consideravam grandes, mas no momento em que passaram a olhar para os obstáculos a serem vencidos para alcançarem esse feito, não acreditaram na força que havia neles.

Em muitas situações em nossa vida também enfrentamos situações como essas, em que queremos algo e nos sentimos capazes de conseguir, mas ao olharmos as dificuldades do caminho a percorrer, desanimamos. O bosque e os adversários, bem equipados com carros de ferro, eram os empecilhos que afastavam o povo da terra que almejavam. Apesar de serem um grande povo, não se sentiam fortes o suficiente para enfrentar os adversários, e se deixaram levar pelo medo. 

A força dos israelitas vinha do Senhor, bem como a nossa força. Não importam o tamanho das dificuldades, em Deus poderemos vencê-las. Somos fortes porque temos um Deus Forte ao nosso lado (Isaías 9:6).

terça-feira, 8 de junho de 2021

Os passos para a caminhada da nossa libertação

 Texto de referência: Salmos 40:1-3


O Salmos 40, de autoria de Davi, é um hino de libertação. No início do texto, o salmista relata que esperou pacientemente no Senhor e que o Senhor o ouviu, quando ele clamou por socorro. Ele então relata sobre a situação na qual se encontrava, antes de receber o livramento: em um poço de perdição e em um ambiente de sujeira. Após a sua libertação, o Senhor o coloca sobre uma Rocha e lhe firma os passos. Por fim, o salmista foi revestido de atitudes de louvor e as pessoas ao seu redor que viram tudo o que aconteceu com ele, passaram a temer e confiar no Senhor.

Os três primeiros versículos deste salmo nos apresenta de uma maneira bastante sintetizada o caminho da libertação pelo qual muitas vezes percorremos.

O contexto do problema do salmista não é relatado, mas sem dúvida, a comparação da sua aflição a um poço de perdição e tremedal de lama revela que era algo bastante sério e incômodo. Para se ver livre do seu problema, o salmista toma algumas decisões.

A primeira atitude do salmista foi a de esperar com confiança no Senhor. A atitude de espera é uma demonstração de fé da nossa parte, pois revela que cremos que no momento certo Deus irá agir.

Ao esperar em Deus e também clamar por socorro, ele foi ouvido e liberto da sua situação dramática. A partir de então, ele experimenta um novo tempo, onde os seus pés são colocados sobre uma Rocha e os seus passos são firmados. Em geral, o processo de libertação não é restrito apenas ao livramento daquilo que nos aprisiona, mas sempre vem acompanhado de ensinamentos e situações permitidas pelo Senhor para nos fortalecer, a fim de que não sejamos aprisionados novamente. Ter os pés sobre a Rocha indica a confiança de que há alguém que nos guarda, e ter os passos firmes significa que não andaremos mais tropeçando.

Após esse processo, o louvor flui dos nossos lábios de uma maneira espontânea. A libertação tem o poder de despertar em nós atitudes e palavras de gratidão. Se fomos realmente libertos, haverá o reconhecimento da grandeza do Senhor, o nosso Libertador.

E por fim, a nossa libertação deve gerar o fruto do testemunho a fim de que outras pessoas vejam aquilo que o Senhor fez por nós, e sejam tocadas a servir ao Senhor e confiar n'Ele também nas suas adversidades. Isso significa que aquilo que vivemos não pode ficar só para nós, mas deve ser levado a outros que estão passando por problemas semelhantes aos nossos. Quando somos libertos e outras vidas não são edificadas a partir do nosso testemunho, o processo não gerou os devidos frutos.

O Salmos 40 é um hino de encorajamento. Mesmo enfrentando uma situação desesperadora, o salmista colocou sua confiança em Deus, que lhe deu o livramento. A partir de então, a sua vida foi mudada e frutos foram gerados na vida de outras pessoas. Diante das nossas mais terríveis aflições, também podemos agir como o salmista, esperando em Deus e experimentando o trabalhar d'Ele por nós.

domingo, 6 de junho de 2021

Não podemos ser remissos: a Terra Prometida está à nossa disposição

Texto de referência: Josué 18:2-3


Após muitos anos vivendo no deserto, finalmente o povo de Israel entrou na Terra Prometida. Quarenta anos se passaram com aquele povo no deserto, mas em todo o tempo o Senhor cuidou de cada um deles. Mas agora havia chegado a hora tão esperada hora de habitarem na terra da promessa. Cinco tribos já haviam conquistado a terra, mas sete tribos ainda não haviam tomado posse das suas terras.

Josué, o líder daquele povo, então chama a atenção dessas tribos, repreendendo-os por serem remissos e não apossarem das terras que Deus havia lhes dado. Quando Josué os repreende, eles então tomam uma atitude e vão em busca das suas terras. Não se sabe ao certo como o povo estava vivendo, mas talvez eles estivessem em locais improvisados e desconfortáveis, enquanto terras férteis e deleitosas estavam à disposição deles.

Essa história nos chama a atenção pela falta de iniciativa daquele povo de receber aquilo que já havia sido dado a eles. E por isso foram chamados por Josué de remissos, isto é, negligentes.

Muitas situações em nossa vida se assemelham a essa história do povo de Israel. Temos à nossa disposição promessas dadas por Deus a nós, mas muitas vezes não as recebemos. Os motivos podem ser diversos, seja por medo do novo ou por comodismo, por estarmos há tanto tempo na situação do desconforto, que acabamos nos acomodando com aquela situação e já não vamos atrás do melhor que Deus já nos concedeu.

O maior presente que recebemos foi o sacrifício de Jesus na cruz por nós, que nos trouxe remissão e redenção. Somos perdoados por Deus e libertos do poder das potestades infernais. Essa é a maior dádiva que podemos ter, mas muitas vezes ainda nos comportamos de forma remissa e não tomamos posse dessa riqueza. Ainda vivemos presos pelo pecado e ainda tememos as forças das trevas, já derrotadas por Cristo na cruz (Colossenses 2:15).

Mas como Josué chamou aquele povo a sair daquela vida remissa, Deus também nos chama a sairmos da posição de remissos e assumirmos a nossa posição de livres e tomarmos posse daquilo que Ele nos deu.


Leia também: Redenção e remissão: os dois presentes que nos foram dados por Jesus http://santidadenapalavra.blogspot.com/2021/01/redencao-e-remissao-os-dois-presentes.html?m=1

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Calebe: um exemplo de fé, vigor e ousadia

 Texto de referência: Josué 14:6-15; 15:13-17


Calebe foi um homem da tribo de Judá que participou da caminhada do povo de Deus no deserto rumo à Terra Prometida. Ele estava entre os doze espias enviados a Canaã para ver como era a terra. Dentre os doze, apenas ele e Josué encorajaram o povo a entrar naquela terra. Como punição aos rebeldes, Deus determinou que toda aquela geração morreria sem entrar em Canaã e que apenas Josué e Calebe poderiam fazê-lo por terem perseverado em crer em Deus.

Após quarenta e cinco anos, quando é feita a divisão da terra prometida aos israelitas, Calebe toma posse da sua herança na terra. Ao pedir a sua parte na distribuição da terra, Calebe reforça que o seu vigor não diminuiu com o passar dos anos. Pelo contrário, ele continuava com o mesmo vigor para as batalhas como há quarenta e cinco anos atrás.

Como pode um homem de oitenta e cinco anos ter o mesmo vigor de um homem de quarenta anos? Isso só é possível pelo Espírito de Deus. É Ele quem nos renova diariamente para enfrentarmos as batalhas, sem nos deixarmos desanimar por elas.

Mas ainda havia um desafio para Calebe na conquista de sua terra, ele teria que desapossar a família de gigantes que habitavam lá. Uma luta entre homens comuns já seria árdua, mas esse desafio se tornava maior por se tratar de homens fortes e de estatura muito mais elevada do que os padrões normais.

Calebe também não se intimidou diante dessa questão, pois Ele sabia que o Senhor era quem pelejaria por ele. Por fim, Calebe destruiu essa descendência de gigantes, deu um novo nome àquela terra, simbolizando que o domínio daquela família de gigantes havia terminado e agora se instalaria um novo tempo.

Ao final, Calebe ainda conquistou uma outra parte que não estava no plano inicial. Através de uma ideia ousada de dar a mão de sua filha a quem conquistasse a terra, Calebe aumentou ainda mais as suas possessões.

Calebe é para nós um exemplo de um homem de fé, de vigor e de visão. Nenhuma dificuldade foi párea diante dele, pois Ele confiava no Senhor em todas as suas batalhas. O Senhor quer encontrar em nós as mesmas atitudes de Calebe. Que Deus nos revista do Seu Espírito para que possamos viver essa vida vitoriosa, à semelhança de Calebe.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

O perigo de tomarmos decisões sem consultarmos a Deus

Texto de referência: Josué 9:14


A vida é feita de decisões. Tomamos decisões desde o momento que acordamos até o momento que nos deitamos. Diariamente nos deparamos com escolhas simples, como por exemplo, o que vamos alimentar, se vamos praticar exercício, qual roupa iremos vestir, qual horário iremos dormir. Quando somos crianças, as pessoas decidem muitas coisas por nós. À medida que crescemos, passamos a tomar as nossas próprias decisões. De início, são coisas pequenas, como a roupa que iremos vestir ou o que comeremos. Conforme vamos amadurecendo, somos impelidos a tomarmos decisões mais importantes, que poderão impactar todo o curso da nossa vida.

Mas como cristãos, temos algo a nosso favor nos momentos de tomarmos decisões, podemos consultar  o Senhor, a fim de não decidirmos nada de forma precipitada. Nos tempos bíblicos, quando o povo de Israel se preparava para entrar na Terra Prometida, eles se depararam com um povo que veio buscando se aliançar com eles, dizendo ser de uma terra distante. Sem consultar ao Senhor, eles fizeram aliança com eles. Poucos dias depois, descobrem que na verdade aquelas pessoas eram vizinhos do lado, que mentiram para não serem mortos pelos israelitas.

Foi uma coisa simples, mas eles tiveram consequências pelo fato de não terem pedido conselho ao Senhor. Devemos consultar ao Senhor pelas nossas decisões não apenas diante de fatos impactantes para nós, como a escolha do nosso cônjuge, da nossa profissão ou do lugar onde iremos fixar residência. Mas também devemos consultar o Senhor diante de decisões pequenas, diárias e corriqueiras, que muitas vezes passam batidas diante de nós, mas que futuramente irão trazer consequências caso as tomemos de forma errada.

Naquele dia os israelitas não pediram conselho ao Senhor e fizeram aliança com alguém que eles não conheciam. Quando lemos sobre o rei Davi, percebemos que aquele homem estava sempre consultando ao Senhor para tomar as suas decisões. Davi não saía à guerra sem antes consultar ao Senhor se deveria batalhar e quais estratégias utilizar. O Senhor sempre o dirigia e Davi saía sempre vitorioso.

Deus é o nosso Pai e quer participar da nossa vida. Decisões pequenas não incluem realizar coisas óbvias, como por exemplo, se devo ou não tomar banho. Mas está relacionado a atitudes do nosso cotidiano que afetam a nossa vida em várias áreas, mas que muitas vezes preferimos decidir sozinhos, seja porque não percebemos que consultando ao Senhor podemos agir de forma mais apropriada, seja por não querermos envolver o Senhor nas nossas decisões por medo d'Ele nos pedir algo que vai contra a nossa vontade.

Mas temos que entender que colocar Deus à frente das nossas decisões só nos trará benefícios, como a direção correta do caminho a seguir e principalmente a certeza de que o que estamos fazendo será a melhor escolha para nós. 


quarta-feira, 2 de junho de 2021

O segredo dos gibeonitas

 Texto de referência: Josué 9


Durante o tempo em que Josué comandou o povo de Israel, chegaram a ele um povo um tanto estranho. Uma caravana de homens com roupas velhas, com pães embolorados, dizendo que vieram de uma terra distante e gostariam de fazer aliança com Israel. A ordem de Deus era que todas as nações ao redor de Israel fossem destruídas, mas como aquele povo era de terras distantes, eles resolveram se aliançar com eles. Acontece que na verdade aquele povo era de Gibeão, um território vizinho a Israel. 

Quando Josué fica sabendo desse fato e interroga os gibeonitas, eles reconhecem que mentiram por temerem o povo de Deus, pois sabiam que Deus estava ao lado de Israel e já havia decretado a vitória deles. Eles acreditavam que era melhor estar ao lado do povo de Deus, mesmo como escravos, mas estarem vivos, do que estarem na terra deles, com seus deuses, mas serem derrotados. O interessante é que os gibeonitas não eram um povo fraco, mas eles foram relatados como uma nação grande e de homens valentes (Josué 10:2). Embora tivessem características humanas favoráveis à guerra, eles sabiam que seriam derrotados, pois reconheceram que Deus estava com os israelitas.

Como punição aos gibeonitas, os israelitas lhes deram a função de tiradores de água e rachadores de lenha para o povo de Israel e para o serviço do altar de Deus. Aquele povo, outrora estranho, agora estava com o povo de Deus e servindo na casa do Senhor.

O povo de Gibeão se tornou tão especial para o Senhor que, ao serem atacados logo após a aliança deles com Israel, eles pediram socorro aos israelitas que foram ajudá-los. Nessa batalha, o sol e a lua pararam, até que o povo de Deus vencesse. Muito tempo depois, quando o rei Saul matou alguns gibeonitas, o Senhor castigou o território israelita, até que a justiça fosse feita àquele povo (2 Samuel 21:1-6).

A história dos gibeonitas demonstra o cuidado de Deus para com aqueles que têm fé n'Ele e trabalham para a Sua obra, independentemente de sua origem. Mesmo tendo construído a história daquele reino longe do Senhor, os gibeonitas decidiram viver uma nova vida, agora junto ao povo de Deus e trabalhando para a Sua obra. Eles foram honrados nas batalhas e reconhecidos pelo Senhor.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Raabe: de uma vida no pecado à descendência do Messias

 Texto de referência: Josué 2; 6:22


Raabe, uma prostituta e moradora da cidade de Jericó tem sua trajetória nos relatos bíblicos iniciada quando o povo de Israel está no limite da terra prometida e planejam um ataque à sua cidade. Quando Josué enviou espias até Jericó, eles encontraram Raabe na entrada da cidade, e ela lhes ofereceu abrigo.

Na verdade, Raabe sabia que em poucos dias Jericó seria atacada e utilizou a estratégia de acolher os espias como uma forma de salvar a si e à sua família. E realmente Raabe foi salva, pois no ataque a Jericó, ela e seus familiares foram salvos da morte. A história de Raabe na Bíblia poderia ter se findado aí, mas não se findou. Raabe foi descrita mais adiante em duas passagens; a primeira quando há a descrição da genealogia de Jesus e a segunda na passagem que fala acerca dos heróis da fé. Isso nos faz refletir que a fé de Raabe não se limitou apenas a estratégia para fugir da morte, mas ela verdadeiramente cria em Deus.

Quando os espias foram até a casa de Raabe, ela os acolheu e os escondeu para não serem pegos pelo rei de Jericó. Ao conversar com eles, Raabe fez a sua confissão de fé, dizendo crer que Deus havia dado diversas vitórias ao povo de Israel e que Ele era o único Deus. Apesar de Raabe viver em um território idólatra, tudo o que ela ouviu de Deus foi o suficiente para ela crer n'Ele. Isso a colocava à frente de muitos israelitas, que não apenas ouviam, mas viam as maravilhas de Deus e mesmo assim continuavam a duvidar da Sua capacidade em livrá-los dos seus inimigos. Essa atitude de Raabe a colocou nos relatos de fé ao lado de grandes homens de Deus.

Quando Deus concedeu a Raabe a oportunidade de sair viva de Jericó, Ele não apenas lhe concedeu a oportunidade de viver fisicamente, mas de viver com Ele. Os relatos bíblicos não apontam com clareza, mas provavelmente Raabe se converteu ao povo de Deus e saiu da vida de prostituição, pois no território israelita essa prática era passível de pena de morte. Raabe se casou com um homem israelita, que gerou a quarta geração antecessora do rei Davi, e principalmente a descendência de Jesus.

Raabe, uma mulher que viveu na prostituição, ouviu falar do Senhor, creu n'Ele e viu sua vida ser transformada. O que definiu o futuro daquela mulher foi a graça, sem dúvida, mas ela precisou ter fé Naquele que concede a graça. Ela precisou tomar uma decisão, abandonar os falsos deuses e acreditar no Deus verdadeiro. A partir dessa atitude, a vida de Raabe foi transformada. 

Ainda hoje, Deus procura as Raabe's da nossa geração. Mulheres que estão no pecado, desacreditadas pela sociedade, mas que ouviram sobre o Senhor, e têm a oportunidade de escolher entre permanecer no pecado que lhes trará a morte, ou sair de Jericó, abraçar a santidade e escrever uma nova página da sua história.