sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Você tem dado brechas para o inimigo?

 Vendo, pois, Ezequias que Senaqueribe vinha e que estava resolvido a pelejar contra Jerusalém, resolveu, de acordo com os seus príncipes e os seus homens valentes, tapar as fontes das águas que havia fora da cidade; e eles o ajudaram.

2Crônicas 32:2‭-‬3


É maravilhoso como somos ensinados em tudo pela Palavra de Deus. Nos tempos do rei Ezequias, Judá enfrentou uma guerra contra um reino muito potente, o reino da Assíria, governado pelo idólatra e perverso Senaqueribe. Nesse período, a Assíria vinha conquistando muitos reinos, e quando investiu contra Judá, todo o povo temeu.

Ao ter certeza que a Assíria estava verdadeiramente disposta a investir contra eles, o rei Ezequias resolveu tapar todas as fontes de água que havia nos arredores do reino, a fim de que os adversários não encontrassem águas ao cercá-los.  A intenção de Ezequias era enfraquecer o seu adversário no cerco, impedindo que o próprio território de Judá servisse de auxílio para eles.

Ao tapar essas fontes de água, Ezequias se animou em fazer também outras coisas, como restaurar partes quebradas do muro, edificar torres de vigia, fortificar cidades e construir armas e escudos. A história dessa batalha é longa, mas ao final, Deus deu a vitória ao seu povo, por terem confiado n'Ele (2Crônicas 32:21-22).

Esse pequeno trecho da história nos ensina como Ezequias bloqueou os espaços que haviam nos arredores de Judá que favoreciam a entrada do inimigo em seu território. De forma semelhante, muitas vezes temos dado brechas para o inimigo atuar em nossas vidas. São atitudes pequenas que fazem com que o mal se aproxime de nós e encontre espaço para nos atacar.

O segredo para evitarmos essas "brechas" é andar com o Senhor, pois dessa forma teremos sabedoria para identificar aquilo que tem feito o inimigo crescer ao nosso redor. Quando tomamos algumas atitudes para bloquear esses espaços, o inimigo perde a força e já não consegue atuar. Ezequias foi sábio e tapou as fontes de água que poderiam nutrir os seus adversários. Que possamos ter sabedoria para exterminar qualquer brecha que favoreça a entrada do inimigo em nossas vidas.

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Uzias, o rei derrotado pelo orgulho

 "Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso." 2Crônicas 26:16


O rei Uzias tinha apenas dezesseis anos quando começou a reinar, e reinou por cinquenta e dois anos. Durante o tempo do seu reinado, Judá experimentou um dos períodos de maior prosperidade após se separar das demais tribos de Israel. Tudo isso ocorreu porque ele se propôs a buscar a Deus.

Durante o reinado de Uzias, ele obteve diversas vitórias sobre adversários já conhecidos de Judá.  Ele também utilizou a prosperidade da nação para edificar torres e cavar cisternas, em busca de água, para manter as propriedades agrícolas que tinha adquirido.

Uzias também aumentou o seu poderio bélico, capacitando seus combatentes com diversos armamentos de guerra. À sua disposição, Uzias tinha mais de trezentos mil soldados, e mais de dois mil chefes de exército. A força de Uzias era tão grande que ele se tornou famoso até grandes distâncias, de forma que até mesmo inimigos de Judá, como os amonitas, deram a ele presentes.

Entretanto, Uzias não soube desfrutar de forma correta dessa prosperidade e notoriedade que o Senhor havia lhe concedido. Em vez de se humilhar perante o Senhor e reconhecer que Ele havia lhe concedido tudo, Uzias se encheu de orgulho, acreditando que era santo demais e que poderia entrar no templo do Senhor para queimar incenso a Ele, atribuição dada apenas aos sacerdotes.

Ao ser repreendido pelos sacerdotes, ao invés de se arrepender, Uzias se encheu de fúria. Neste momento, o seu corpo foi tomado pela lepra, e ele foi expulso imediatamente do templo, por ter se tornado imundo, segundo as leis judaicas. Uzias então teve que se isolar em uma casa longe das pessoas, não pôde mais governar, e transferiu precocemente o reino ao seu filho Jotão.

E assim termina a história do rei Uzias, um homem que teve tudo para findar o seu reinado de forma próspera, mas que perdeu tudo por ter se deixado levar pelo orgulho. Uzias não perdeu as riquezas, mas por ser leproso, não conseguiu mais desfrutar delas. O orgulho é um sentimento traiçoeiro, pois ele transforma a prosperidade, instrumento de bênção dada por Deus, em um motivo de queda e ruína.

Prosperidade é bênção de Deus, mas o crescimento em qualquer área deve vir acompanhado da humildade necessária para reconhecermos que de nós mesmos não conseguimos nada. É preciso também maturidade para saber administrar aquilo que nos foi confiado, a fim de não haja desperdícios ou decisões erradas.

A história de Uzias nos ensina que Deus é poderoso para engrandecer o homem que O busca, mas também nos alerta de que Ele é poderoso para nos tirar tudo o que nos deu, se não tivermos gratidão o suficiente e deixarmos o orgulho tomar conta de nós.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Amazias, o rei que não serviu a Deus de coração inteiro

Texto de referência: 2 Crônicas 25


O rei Amazias assumiu o trono de Judá após a morte do seu pai, Joás. Mas no início da sua história, o relato bíblico afirma que ele serviu a Deus, mas não de coração inteiro. Esse é um dos maiores perigos que a humanidade tem sofrido. Se formos avaliar a quantidade de cristãos no mundo, são muitos, mas se formos analisar quais desses servem a Deus com integridade de coração, o número será muito menor.

Não servir a Deus de coração inteiro, significa servi-lo, mas ter o coração também voltado a práticas pecaminosas. Muitas vezes queremos ser de Deus, mas não estamos dispostos a abandonar práticas que O desagradam, achando que "não tem nada a ver". O fato é que ninguém pode servir a dois senhores (Mateus 6:24), e quando isso ocorre, o perigo de se cair e acabar servindo ao senhor do mal é muito grande.

O fato de Amazias não ter um coração íntegro a Deus fez com que ele se ensoberbecesse após uma vitória contra os edomitas, achando que a força do seu braço tinha lhe dado vitória. Além disso, o coração corrompido de Amazias o fez adorar os deuses edomitas, o que acendeu a ira do Senhor contra ele. 

Quando não reconhecemos a Deus como Senhor absoluto das nossas vidas, diminuímos para nós quem Ele verdadeiramente é, e começamos a pensar que somos mais do que realmente somos. Amazias começou a se achar forte demais, e isso o fez iniciar por conta própria uma guerra contra Israel, o que o levou a uma grande derrota.

No final do reinado de Amazias, conspiraram contra ele, que teve que fugir para Laquis, mas ali foi encontrado e morto. Mesmo tendo visto o braço do Senhor operar em favor dele na guerra contra Edom, Amazias não reconheceu o senhorio de Deus, o que fez com que ele passasse a caminhar sozinho no seu reinado. Quando nos submetemos a Deus de todo coração, Ele cuida de tudo o que é nosso. Quando queremos servi-Lo do nosso jeito, acabamos caminhando sozinhos, o que nos traz consequências que muitas vezes são irreversíveis.

sábado, 4 de setembro de 2021

Joás, o rei que não conseguiu reinar sozinho

 Texto de referência: 2 Crônicas 23-24


A vida do rei Joás começou agitada. Quando ainda era um bebê, sua avó Atalia planejou a morte de todos os integrantes da família real, mas a sua tia, irmã do seu pai que era rei, o pegou e o escondeu no templo do Senhor. Ali Joás foi criado por seis anos, por sua tia e pelo esposo dela, o sacerdote Joiada. Nesse tempo, Judá vivia nos caminhos da idolatria, governado pela perversa Atalia.

No sétimo ano de Joás, o sacerdote Joiada planeja a retomada do reino das mãos de Atalia, e obtém sucesso. O pequeno Joás, com sete anos, começa a reinar. Como ainda era uma criança, Joiada tomou as rédeas do reino, e foi bem sucedido, pois temia ao Senhor.

Quando atingiu a maioridade, Joás passou a reinar, mas sempre dirigido por Joiada, e assim Judá tinha êxito. O sacerdote Joiada faleceu aos cento e trinta anos, e foi sepultado no sepulcro dos reis, devido a todo o bem que havia feito ao reino de Judá. Mas quando Joiada morreu, Joás começou a seguir os conselhos dos perversos e levou o povo novamente à idolatria.

Muitos profetas enviados do Senhor vieram ao rei para alertá-lo, mas ele não ouviu. Um desses profetas foi Zacarias, filho de Joiada, o qual o rei mandou matar. Esse ato de ingratidão de Joás fez com que o seu reino entrasse em derrocada. No mesmo ano da morte de Zacarias, Deus permitiu que os siros derrotassem a Joás, e logo vieram alguns servos dele e o mataram à conspiração. Por causa desses pecados, Joás não foi sepultado no sepulcro dos reis.

Joás, o homem que tinha tudo para continuar o seu reino de forma próspera, desperdiçou tudo isso, pois não soube manter tudo aquilo que havia aprendido do sacerdote Joiada. Em poucas palavras, podemos dizer que Joás não soube caminhar sozinho. Todos nós precisamos de mentores, líderes espirituais que nos ajudam e nos orientam em nossa caminhada cristã. Mas não podemos viver eternamente na dependência deles, pelo contrário, precisamos de independência para que na ausência deles nós não percamos aquilo que juntos construímos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

O perigo das alianças erradas: a história de Josafá

 Textos para consulta: 2 Crônicas 18:1-3, 19:1-3, 21:1-20, 22:10-12


As alianças fazem parte da história do povo de Deus. Ele é conhecido como um Deus de aliança, justamente porque fez aliança com o Seu povo de que se eles temessem e adorassem a Ele, estaria sempre com eles. Deus fez aliança com Abraão, com Jacó, com Moisés, e também quer fazer uma aliança conosco. Uma aliança é um compromisso, um acordo, um pacto, que se quebrado gera consequências.

Uma aliança é algo sério e por isso, deve-se avaliar bem a outra parte antes de fazê-la. A Bíblia conta a história de um rei, chamado Josafá, que fez uma aliança errada e teve muitas consequências por causa disso. No tempo do reinado de Josafá, o reino de Israel estava dividido. Na parte de Israel, chamado reino do Norte, governava o rei Acabe, que era perverso e idólatra. Na parte de Judá, chamado reino do Sul, governava Josafá, o qual temia a Deus.

Todavia, mesmo sendo um homem reto, Josafá fez aliança com Acabe, dando seu filho Jeorão para se casar com Atalia, filha de Acabe. Essa aliança foi feita quando Acabe percebeu que Josafá tinha grande prosperidade em seu reino. O que Acabe realmente queria era ver a sua linhagem governando todo o território de Israel.

Mas quando Josafá morreu, seu filho Jeorão que assumiu o reino, não foi um bom rei. Logo no início do reinado, ele matou todos os seus seis irmãos. Apenas esse fato demonstra o desequilíbrio de Jeorão. Ele também levou todo o Judá a praticar a idolatria que Israel praticava. Deus então executou juízo sobre Jeorão, fazendo com que seus filhos e bens fossem levados pelos estrangeiros e ele tivesse uma doença horrível, que o fez sofrer muito. Por tudo isso, Jeorão não foi sepultado no sepulcro dos reis.

Seu filho Acazias então começa a reinar, mas também, incentivado pela família de Acabe, pratica idolatria e coisas perversas entre o povo. Um homem chamado Jeú, que tinha a tarefa dada por Deus de exterminar a descendência de Acabe, matou a Acazias. Quando sua mãe Atalia viu que em Israel a descendência de Acabe estava se acabando, e em Judá também, ela mesma se encarregou de matar o restante da descendência, a saber, seus próprios netos, para se tornar rainha.

Neste intervalo, uma filha de Jeorão que não havia sido morta com os irmãos, pegou o seu sobrinho, o bebê Joás, filho de Acazias, e o escondeu para não ser morto. Esse menino ficou por seis anos escondido no templo, até que com sete anos, foi apresentado ao povo como o novo rei de Israel. A partir do reino de Joás, as coisas melhoraram no território de Judá.

Toda essa história é a demonstração do que alianças erradas podem causar na nossa vida. Sobre a casa de Acabe, havia uma maldição de que toda a sua descendência seria exterminada. Quando Josafá se aparentou com Acabe, ele trouxe essa maldição para a sua própria família. Como dito no início, aliança é um compromisso e deve ser feito com aqueles que andam com o Senhor, pois não há comunhão entre luz e trevas (2 Coríntios 6:14). Que a história de Josafá seja para nós um exemplo para nos alertar e assim evitarmos nos aliançar com pessoas erradas.

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Uma guerra vencida através do louvor

"Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados."

2Crônicas 20:22


O texto de hoje nos conta a história de Josafá, um rei de Judá que estava diante de uma batalha muito difícil. Três reinos investiram contra o reino de Judá com uma grande multidão de soldados. Apesar de servir ao Senhor, diante dessa situação aterrorizante, Josafá temeu.

Mas Ele sabia quem era o Deus que ele servia. Ele buscou o Senhor e conclamou todos os moradores de Judá para jejuarem e também buscarem ao Senhor, que lhes respondeu favoravelmente, dizendo para não temerem os inimigos, pois o Senhor lhes daria a vitória. Na verdade, a ordem do Senhor era um tanto estranha, pois Ele ordenou que eles não fizessem nada, apenas observassem o agir d'Ele.

O povo de Judá então, liderados por Josafá e pelos levitas, começaram a entoar louvores ao Senhor, dizendo: "Rendei graças ao Senhor porque a sua misericórdia dura para sempre." Enquanto eles entoavam louvores ao Senhor, Ele colocou emboscadas e os adversários começaram a ser derrotados, destruindo a si próprios.

Quando o povo de Judá foi a um lugar alto ver os inimigos, eles estavam todos mortos. Foram necessários três dias para o povo pegar todas as riquezas que os adversários deixaram no campo de batalha. Porque o povo confiou em Deus, eles tiveram vitória.

Essa vitória do rei Josafá nos ensina a importância do louvor ao Senhor. Em todos os momentos que o povo de Israel murmurou, eles foram derrotados. Mas nessa guerra, eles agiram de modo diferente, pois escolheram louvar a Deus. O relato bíblico destaca que enquanto eles louvavam, o Senhor derrotou os adversários.

Mas eles não louvaram apenas durante a batalha, mas continuaram a louvar após terem obtido a vitória. Nem sempre é fácil louvar quando estamos diante de um inimigo mais forte, que vem contra nós para nos derrotar. Todavia, o louvor a Deus não se limita a momentos de alegria. Louvamos a Deus por quem Ele é, e o seu caráter não muda porque estamos enfrentando adversidades. Judá louvou a Deus pela sua bondade e misericórdia, que não mudam.

Enquanto alguns não louvam durante a prova, outros se esquecem de louvá-lo também após a vitória. Assim como Judá, Deus requer de nós o louvor em todos os momentos da nossa caminhada, quando tudo vai mal ou bem. Ele se agrada do nosso louvor, não podemos nos omitir.


sábado, 28 de agosto de 2021

Utilizando as armas do adversário para o nosso crescimento

 "Então, o rei Asa tomou todo o Judá, e trouxeram as pedras de Ramá e a sua madeira com que Baasa a edificara; com elas edificou Asa a Geba e a Mispa." 2Crônicas 16:6


A história abaixo se passa nos tempos do rei Asa, o rei de Judá que se viu perseguido pelo exército de Baasa, rei de Israel. Nesse período, Judá e Israel estavam separados como um reino, e possuíam reis diferentes. Esses reinos estavam em guerra entre si, e o reino de Israel era visivelmente mais forte do que Judá.

Como forma de enfraquecer e em seguida derrotar o reino de Judá, Baasa ordena a construção de uma cidade chamada Ramá, que serviria como obstáculo a Judá, para que ninguém chegasse até eles. Da mesma forma, eles estariam impedidos de sair da cidade. Estando isolados, com o passar do tempo seriam derrotados.

O rei Asa, se vendo em apuros, faz uma aliança com o rei da Síria, dando os tesouros da casa do Senhor para que ele lutasse contra o reino de Israel. O rei da Síria entra em guerra contra Israel, que ao se ver ameaçado, desiste de construir Ramá e pelejar contra Judá. A aliança feita entre Asa e o rei da Síria não foi agradável ao Senhor, pois o povo de Deus deveria sempre confiar n'Ele nas suas guerras e não se submeter a alianças com povos pagãos. Apesar disso, a estratégia de Asa deu certo, e é nesse aspecto que iremos focar.

Quando Baasa desiste de construir Ramá, Asa ordena ao povo de Judá que pegassem as pedras e a madeira que estavam sendo utilizadas na construção e trouxessem para o território de Judá. Com esses materiais, Asa construiu duas cidades (ou povoados) denominados Geba e Mispa.

No final dessa história, aquilo que os adversários de Judá utilizaram para derrotá-los acabou sendo usado para aumentar o território de Judá. Da mesma forma, muitas vezes somos atacados pelo inimigo. Cercados por ele, muitas vezes pensamos em desistir. Mas ao invés de nos desesperar, temos que crer que aquilo que o inimigo trama para nos derrotar, será usado pelo Senhor para nos fazer crescer.

O apóstolo Paulo foi preso diversas vezes, mas ele enxergava a prisão não como uma forma de calar a sua voz, mas uma ferramenta para evangelizar a população carcerária. Até mesmo reis ouviram a Palavra de Deus por meio de Paulo na prisão. Nós não estamos desamparados nesta Terra. O Senhor batalha por cada um de nós, e por esse motivo, aquilo que vem do inimigo para nos destruir será a ferramenta usada por Deus para nos fazer crescer.