sábado, 11 de outubro de 2025

O Apocalipse em Isaías

 Textos de referência: Isaías 65 e 66


Não somente o livro do apocalipse relata visões sobre o fim dos tempos. Toda a Bíblia está cheia de trechos que relatam o que ocorrerá nos últimos dias. Entretanto, alguns livros são mais dotados de profecias apocalípticas, como é o caso, por exemplo do livro de Isaías que em seus capítulos finais, a saber, os capítulos 65 e 66 retratam um pouco sobre os últimos dias.

Em algumas partes do capítulo 65 o profeta relata sobre o castigo dos ímpios e a recompensa dos fiéis. Aqueles que escolheram desobedecer a Deus estarão destinados à matança mas os que buscaram a Deus encontrarão repouso (v.9-12).

Ainda no capítulo 65 o profeta Isaías relata que haverá novos céus e nova terra, com total semelhança a referência de João em Apocalipse 21:1. Uma terra onde não haverá choro e nem clamor. A longevidade estará presente, os animais ferozes serão mansos e o mal não se achará.

No capítulo 66, a partir do versículo 10 o profeta retrata como haverá paz, abundância e glória na nova Jerusalém. Também salienta como o Senhor virá com fogo e ira para trazer juízo aos homens.

E continua relatando como muitos povos serão salvos, pessoas que nunca ouviram falar do Senhor, que estão nas mais longínquas terras e que se converterão ao Senhor. E será um grande tempo de adoração, onde povos de todas as nações se prostrarão diante do Senhor.

Mas o fechamento do livro fala sobre a morte dos prevaricadores, daqueles que não serviram a Deus e estarão em um lugar onde o sofrimento será eterno, onde haverá verme, fogo e muito horror.

Esses capítulos são uma lição para nós de que o fim é certo, um dia toda essa terra passará e será recriada como Deus planejou. Eu quero estar nesse novo céu e terra, e você, onde deseja estar quando tudo terminar? A decisão para onde iremos no fim dos tempos é diária, só depende de nós obedecermos ou não ao Senhor.



sexta-feira, 3 de outubro de 2025

O anseio de um pecador

 Alguns salmos na Bíblia retratam as agruras do pecado. Os salmos são orações e em muitos deles vemos o clamor de um aflito. O Salmos 130 é um deles, pois retrata o clamor de um homem que pecou e estava nas profundezas do pecado.

“Das profundezas clamo a ti, Senhor.” v. 1

O pecado tem esse poder de nos deixar nas profundezas. Quando cedemos a ele, aos poucos vamos nos afundando. A expressão desse salmista indica o quanto ele se afastou de Deus.

Mas ele crê no perdão de Deus, ele acredita que a misericórdia de Deus é tão extensa que permite ele não observar profundamente os nossos pecados, pois uma vez que o Senhor colocar nossas faltas em análise profunda, todos seríamos aniquilados.

“Se observares, Senhor, iniquidades, quem, Senhor, subsistirá?” v. 3

A sua confiança no perdão de Deus é algo tão grande que ele anseia por esse perdão e por adentrar novamente na presença do Pai. Ele crê na misericórdia e no grande poder remidor que o Senhor tem, para perdoar não somente alguns pecados, mas todos, não importa a sua gravidade.

“ A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã, espere Israel no Senhor, pois no Senhor há misericórdia; nele, copiosa redenção. É ele quem redime a Israel de todas as suas iniquidades.” v. 6, 7 e 8.

O perdão de Deus é gratuito, mas para alcançá-lo precisamos ser como o salmista, buscar, esperar e confiar. Quando nos abrimos ao perdão ele é estendido a nós.



quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Nunca é tarde para buscar ao Senhor: meditando sobre o rei Josias

 Texto de referência: 2 Crônicas 34


Dentre os reis de Judá, Josias foi o último rei que a Bíblia relata que serviu ao Senhor. Todos os que vieram após ele fizeram o que era mau diante de Deus e a partir daí começaram os períodos de exílio dos judeus.

Mas a devoção de Josias ao Senhor não começou logo no início do seu reinado, até porque Josias tinha apenas oito anos quando começou a reinar.

Ele também não teve referências familiares para o temor do Senhor, pois seu pai e avô, Amom e Manassés, respectivamente, foram talvez os piores reis que Judá já teve.

Josias tinha tudo para seguir o exemplo dos seus pais, e consequentemente fracassar, mas ele resolveu seguir outra direção. A Bíblia diz que aos 16 anos ele começou a buscar ao Senhor, e quatro anos depois ele começou uma restauração espiritual no território de Judá, destruindo todos os altares idólatras que haviam sido construídos nos reinados anteriores. Inclusive ele destruiu um altar feito no período do rei Jeroboão, centenas de anos antes do seu reinado.

Aos 26 anos, Josias renova a aliança do povo com o Senhor e realiza a celebração da maior Páscoa feita por reis desde que Israel virou uma monarquia.

A vida de Josias nos mostra que nunca é tarde para o nosso despertar para Deus. Josias não tinha referências para buscar a Deus, mesmo assim ele o fez. Ele não iniciou sua trajetória servindo ao Senhor, mas um dia seus olhos foram abertos e aquele homem passou a servir a Deus de todo coração, se santificado e buscando a santificação do povo de Judá.

E por isso, o seu reinado durou trinta e um anos, vivendo em paz com as nações ao redor, porque o seu coração se converteu de verdade ao Senhor.


domingo, 28 de setembro de 2025

Você tem dado ouvidos a conselhos imprudentes?

 Texto de referência: 1 Crônicas 19


A história que nós vamos meditar nesse texto fala sobre prudência ao ouvir conselhos e gratidão com aqueles que nos fazem o bem. Ela está narrada na Bíblia no contexto da história do rei Davi.

O local onde a história se passa é entre o reino de Israel e de Amom. Os amonitas eram descendentes de e estrangeiros, todavia, o rei Davi tinha amizade com Naás, o rei de Amom. Quando este morreu, Davi enviou mensageiros até Hanum, filho do falecido rei, para consolá-lo acerca da morte do seu pai. 

O jovem, ouvindo conselhos dos príncipes do reino, começaram a dizer falácias a Hanum, dizendo que aqueles mensageiros de Davi não queriam senão espiar a terra para depois guerrear contra eles. Hanum acreditou na história e humilhou os mensageiros de Davi, raspando seus cabelos e barbas e cortando suas roupas.

Quando os homens, envergonhados, chegam até o território de Israel, Davi se enfurece contra Hanum e vai pelejar contra os amonitas. 

Em uma guerra travada, Davi vence e derrota os amonitas que fogem diante de Israel.

Toda essa guerra poderia ser evitada se Hanum agisse com prudência, não dando ouvidos a homens tolos, que o aconselharam para o mal. Muitas vezes nós também agimos dessa forma, ouvindo conselhos imprudentes e acreditando que aquilo é o melhor para nós.

O livro de provérbios 22:17 nos orienta: “Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração ao meu conhecimento.” Nós devemos nos esforçar para ouvir os sábios. Aquilo que os tolos aconselham, não pode servir de base para a nossa conduta.

A posição de Hanum frente a Davi deveria ser de gratidão, haja vista toda a amizade dele com o seu pai, Naás. Aqueles que nos fazem bem devemos retribuir de semelhante modo. Quando pagamos o bem com o mal, estamos atraindo a guerra sobre a nossa casa. “Quanto àquele que paga o bem com o mal, não se apartará o mal da sua casa”. Provérbios 17:13.




sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Não olhe as circunstâncias

 Se Jairo tivesse olhado as circunstâncias e desse ouvidos às pessoas ao seu redor que lhe desanimavam, sua filha não teria ressuscitado.

Se a viúva de Sarepta tivesse olhado as circunstâncias da fome severa em sua região e não tivesse dado ouvidos às palavras de Deus, ditas por meio de Elias, provavelmente ela e seu filho teriam morrido em decorrência da fome.

Se Davi tivesse olhado para o tamanho do gigante Golias ou tivesse dado ouvidos às palavras de Eliabe que tentava desencorajá-lo, certamente não teria vencido o gigante.

Se Josué olhasse para as muralhas de Jericó, grandes e bem fechadas, não teria pelejado e aquelas muralhas não teriam caído.

Pedro olhou as circunstâncias, observou a força do vento e da tempestade, e começou a afundar no mar. Ele só não submergiu porque Jesus lhe segurou pela mão.

Somos frequentemente tentados a olhar as circunstâncias ao invés de olhar para o Senhor e para o Seu poder. O medo frequentemente nos faz esquecer como é grande o Deus ao qual servimos.

Mas não devemos olhar as circunstâncias e não devemos dar ouvidos àqueles que nos dizem que é impossível. Como Jesus disse a Jairo, não devemos temer, somente crer.

Deus está acima de toda circunstância. Ele é maior do que a morte e a fome, é maior do que o gigante, as muralhas e o vento. Ele é Deus e, sem dúvida, pode nos ajudar.


sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Quem foram Zorobabel e Josué

 Após ficarem exilados por setenta anos na terra da Babilônia o povo judeu tem a oportunidade de voltar para Jerusalém a fim de reconstruí-la. A ordem foi dada pelos próprios reis persas, local onde se encontravam os cativos.

Ao retornarem do exílio o povo passou a reconstruir os muros de Jerusalém e o templo do Senhor. Para esse propósito, elegeram Zorobabel como governador e Josué como sumo sacerdote.

Apenas os livros pós-exílicos de Esdras, Neemias, Ageu e Zacarias mencionam Zorobabel. Ele era da linhagem de Judá e a sua principal missão foi reconstruir o Templo. Nesse período, Zorobabel desanimou após alguns adversários se levantarem contra a reconstrução. Mas fortalecido pelas palavras proféticas de Ageu e Zacarias, Zorobabel se levanta para continuar a construção.

Zorobabel é um símbolo do reinado de Jesus, pois ele fazia parte da descendência de Davi. Como governador do povo, Zorobabel foi o último líder da linhagem antes da chegada de Jesus, o eterno Rei de Israel.

Com relação a Josué, ele era da linhagem de Levi e tinha a função de exercer o sacerdócio no novo templo. Os livros de Ageu e Zacarias os quais mencionam Josué não relatam detalhes sobre a continuidade do seu ministério sacerdócio, mas sabe-se que Josué era uma prefiguração do sacerdócio perfeito vindo através de Jesus.

Tanto que ele é chamado também de Renovo (Zacarias 6:9-13), mesma palavra utilizada para se referir a Jesus em outra parte das Escrituras, no livro do profeta Isaías (Isaías 11:1).


segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Neemias: de copeiro do rei a governador de Jerusalém

 Neemias foi um personagem bíblico dos tempos durante e pós-exílio. Ele provavelmente nasceu durante o exílio no império babilônico (que depois virou o império medo-persa) e trabalhava como copeiro do rei. Após se revoltar com a situação de pobreza e desamparo de Jerusalém, ele pediu ao rei para voltar à terra dos seus pais para reconstruir os muros, e foi prontamente atendido pelo rei. A partir de então passou a ser governador de Jerusalém.

Alguns aspectos sobre Neemias nos chamam a atenção:

Era um homem extremamente alegre. O rei nunca havia visto Neemias triste e no dia que isso aconteceu, o rei se preocupou. Imagina uma pessoa ser vista como alguém que nunca ficou triste no trabalho.

Não se intimidava diante dos adversários. Por algumas vezes os adversários dos judeus tentaram paralisar a reconstrução dos muros e até mesmo matar Neemias, mas ele colocou as suas armas e continuou o seu trabalho.

Confiava plenamente em Deus. Neemias se mostrou um homem muito temente a Deus e em várias situações demonstrou a sua confiança nele. Ao pedir ao rei para ir a Jerusalém e ao confiar que Deus iria protegê-lo e continuar a obra, apesar dos adversários.

Teve uma firme posição como governador. Neemias soube liderar os judeus durante a reconstrução, convocando o povo para a obra, não se intimidando com as ameaças adversárias e reestabelecendo o culto em Jerusalém, bem como as funções eclesiásticas.

Era justo e temente a Deus. Neemias não apenas liderou o povo, mas cuidou da espiritualidade também. Ele reestabeleceu o sacerdócio em Jerusalém, trouxe aos judeus a leitura da Lei, convocou o povo ao arrependimento, não cobrou o salário de governador, devido a pobreza extrema do povo, e eliminou a exploração financeira existente. 

Neemias foi uma referência para o seu tempo, uma vez que ele agiu de forma ética e temente a Deus em um dos períodos mais difíceis para os judeus, que foi a reestruturação de Jerusalém. Devido ao seu grande exemplo, a sua história está nas páginas das Escrituras, para nos inspirar.