sexta-feira, 9 de abril de 2021

Lições bíblicas que extraímos do comportamento dos animais

 Texto-base: Provérbios 30:24-28


A natureza é sábia, não precisamos ser cristãos para reconhecer isso. Mas, enquanto cristãos, entendemos que a sabedoria existente por trás da natureza advém do seu criador, Deus, que é a própria sabedoria. Sintetizando, a natureza é sábia porque o seu criador é sábio.

A Bíblia nos fornece muitos exemplos de como aprender com a natureza. No texto de hoje, quero ressaltar como podemos aprender com a vida dos animais. O livro de Provérbios nos fala sobre quatro animais que nos ensinam com seu modo de vida, a saber: as formigas, os arganazes , os gafanhotos e as lagartixas. 

As formigas, apesar de serem animais sem força alguma, não passam fome, pois no verão, apanhando folha por folha, conseguem estocar toda a comida que utilizarão no inverno. Qual o segredo delas? Elas não tem preguiça e são pacientes.

Os arganazes (uma espécie de roedor, semelhante a esquilos), não tem poder algum, entretanto fazem suas casas nas rochas, pois sabem que ali estarão protegidos dos seus predadores e de outros perigos.

Os gafanhotos não têm rei para articular estratégias, todavia, eles andam sempre em bandos, pois sabem que sozinhos eles serão fracos, mas unidos eles podem ser imbatíveis.

As lagartixas, apesar de serem animais tão pequenos, vivem nos palácios dos reis. Qual o segredo delas? Andam sempre nos lugares altos e assim, são difíceis de serem capturadas.

Todos esses animais vencem suas dificuldades, apesar de terem seus pontos fracos. Eles nos ensinam que a despeito de qualquer dificuldade em nossa formação, podemos vencer. Eles nos ensinam a sermos ativos, espertos, pacientes e sábios. Com eles aprendemos que viver sozinhos e isolados não é uma boa estratégia de guerra e que para desfrutar do melhor desta terra, precisamos andar em lugares altos.

A natureza tem muito o que nos ensinar. Para aqueles que desejam viver em Deus, há sempre algo a aprender, ainda que seja com as coisas mais simples e naturais da vida.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

José: o funcionário que todo chefe gostaria de ter

 


Texto-base: Gênesis 39:3-6; 21-23


A história de José é até difícil de ler algumas vezes, devido ao fato dele ter sido tão injustiçado e maltratado no decorrer de sua vida. Entretanto, mesmo diante de tanto sofrimento, José se destacava por onde passava. 

Após ter sido vendido como escravo pelos próprios irmãos, José vai para a casa de Potifar, o oficial de Faraó. Mesmo na condição de escravo, José prosperou. Ao ver esse fato tão impressionante, afinal pensar em um escravo próspero é algo bastante incomum, Potifar tenta descobrir o motivo da prosperidade de José, e entende que isso vinha pelo fato de José servir a Deus.

E assim José foi promovido a mordomo de Potifar. Ele tomava conta de tudo na casa de Potifar e este não se preocupava com nada. Não apenas José era abençoado, mas por amor a José, o Senhor prosperou também os negócios de Potifar.

Entretanto, novamente José foi injustiçado e acabou indo parar na prisão. Mas ali na prisão, José foi visto com benignidade pelo carcereiro, que lhe confiou todos os presos que estavam sob sua responsabilidade. E na prisão José cumpria com fidelidade todas as suas obrigações, de tal forma que o carcereiro não tinha que se preocupar com nada no cárcere.

Anos depois, ao interpretar o sonho de Faraó, e lhe dar conselhos sobre como administrar o Egito nos tempos de fartura e fome que viriam sobre a terra, José é elevado a governador do Egito, cargo que alcançou por ter sido considerado por Faraó como um homem ajuizado, sábio e em quem havia o Espírito de Deus.

Nos três lugares por onde José passou ele prosperou. Em todos eles, a mão do senhor estava sobre ele. E em todos os lugares, José se comportava como um homem de confiança diante dos seus superiores, fazendo com que estes deixassem tudo em suas mãos.

O fato dos seus superiores saberem que José servia a Deus, demonstrava que a devoção dele a Deus era visível. José demonstrava publicamente o seu amor por Deus, que lhe recompensava, dando-lhe prosperidade. Ainda, José sempre agia com fidelidade diante das suas responsabilidades, fazendo com que seus superiores não tivessem que se preocupar com nada que eles confiavam nas mãos dele.

Por fim, a presença do Espírito Santo na vida de José lhe dava a direção necessária nas suas atribuições, fazendo dele um homem sábio.

Honrar a Deus, ser fiel às suas responsabilidades e ser cheio do Espírito, essas características fizeram de José um funcionário respeitado e próspero por onde quer que ele andasse. 

A história de José não pode nos servir apenas como uma história a ser lida, mas deve nos servir de exemplo sobre como devemos nos comportar enquanto trabalhadores nesta terra, sujeitos a chefias e a responsabilidades. O Senhor deseja encontrar homens como José em nossa geração.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Tire os olhos dos problemas e comece a louvar

 Texto-base: Gênesis 29:30-35


O patriarca Jacó teve uma família com muitos problemas. Por ter sido enganado pelo seu sogro Labão, Jacó teve que se casar a contragosto com Lia. Na verdade, ele amava a irmã dela, Raquel, com quem se casou depois.

Lia então viveu uma vida toda desprezada. Ela competia o tempo todo com sua irmã pelo amor do seu marido, mas sem sucesso.

Por ser desprezada, o Senhor deu a Lia a fecundidade. Ela começou a gerar filhos para Jacó, enquanto Raquel era estéril. Lia teve três filhos, Rúben, Simeão e Levi. Em todos estes três filhos, Lia deu a eles nomes que remetiam ao desejo dela de que Jacó a amasse. Na verdade, a cada filho que Lia gerava, ela aumentava a esperança de ser desejada pelo esposo.

Mas após ela ter dado três filhos a Jacó e perceber que continuava sendo desprezada como esposa, Lia tem um quarto filho, chamado por ela de Judá, que significa "Louvado", remetendo ao louvor ao Senhor. No nascimento de Judá, Lia então declara que agora ela louvaria ao Senhor. Lia estava tão obcecada pelo amor de Jacó que ela estava vivendo em função disso. Três filhos foram gerados na esperança desse amor. Mas o nascimento de Judá representou na vida de Lia um passo rumo à sua maturidade espiritual, onde ela parou de olhar para o seu problema e passou a adorar ao Senhor.

A história de Lia representa o que acontece muitas vezes conosco. Diante de determinadas dificuldades, nos tornamos tão obcecados em resolver aquela situação que nos esquecemos de louvar ao Senhor. Só nos importa ficar livres dos problemas e nessa ânsia não adoramos mais Àquele que é por si só suficiente para nos dar a vitória. E assim nos esquecemos de que, enquanto louvamos ao Senhor, Ele está cuidando das nossas causas. Ainda, o ato de louvá-Lo demonstra fé e gratidão da nossa parte.

As muitas opressões pelas quais passamos nos fazem clamarmos ao Senhor por socorro. Mas mesmo diante delas, o nosso egocentrismo muitas vezes nos impede de louvarmos ao Senhor e reconhecermos a Sua grandeza (Jó 35:9-11). 

O Senhor é digno do nosso louvor. Apesar de não precisar dele para ser grande, Deus se agrada quando O exaltamos. Que venhamos a louvá-Lo em todo o tempo, seja na aflição ou na bonança.


sábado, 3 de abril de 2021

Mesmo sem vermos, Ele está trabalhando

 Texto-base: Jó 35:14


O justo viverá da fé (Hebreus 10:38), essa é uma verdade incontestável, entretanto, em um mundo com tantos problemas, essa verdade nem sempre é fácil de ser vivida.

Jó foi um homem que enfrentou muitos desafios. Em um único dia viu sua família e todos os seus bens sendo destruídos. Não foram alguns bens, foram todos. O homem mais rico do Oriente agora não tinha nada.

Por não entender tudo o que se passava com ele, Jó pôs-se a clamar a Deus, buscando Nele respostas que justificassem tamanha tragédia em sua vida. Após três amigos apenas condenarem Jó, surge Eliú, que traz palavras de consolo àquele homem arruinado.

Ele diz a Jó que ainda que ele não estivesse vendo o Senhor, Ele estava agindo sobre a causa dele, então bastava a Jó apenas confiar.

Essas sábias palavras devem ser referências para nós em tempos de dificuldades. Sempre que surge um grande período de provação questionamos onde está a mão de Deus em meio àquela situação. Mas como Eliú, temos que confiar que, apesar de aparentemente não estarmos vendo o agir do Senhor, isso não significa que Ele não está agindo. Mesmo não vendo o Senhor, isso não quer dizer que Ele não está conosco.

O apóstolo Paulo nos diz que nós não vivemos por vista, mas por fé. Se temos as promessas de Deus conosco, não precisamos de fatos para nos certificarmos de que elas se cumprirão. Precisamos apenas crer.  Em muitas situações enfrentadas, as circunstâncias a princípio parecem totalmente desfavoráveis, mas quando cremos que Deus está no controle, não as tememos. 

Deus trabalha também no silêncio. As coisas encobertas pertencem a Ele (Deuteronômio 29:29). Muitas vezes Ele está trabalhando em áreas que a princípio não percebemos, mas que com o passar do tempo, vamos enxergando aos poucos o trabalhar do Senhor em nosso favor. Outras vezes, Ele quer se manifestar a nós, mas os nossos medos e dúvidas nos impedem de vê-Lo. 

Não importa o tamanho da dificuldade, se temos o Senhor ao nosso lado, podemos ter certeza que Ele está trabalhando para o nosso bem. Mesmo que no momento não estejamos enxergando, temos que colocar a nossa confiança em Deus, que nunca falha.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

O perigo de tomarmos decisões sem consultarmos a Deus

 Texto-base: 2 Reis 3:4-20


Em um tempo onde reinava em Israel Jorão, filho de Acabe, o reino moabita que era escravo de Israel se rebelou contra ele. O rei Jorão então perguntou ao rei de Judá (nesse tempo havia amizade entre as duas tribos) se ele poderia ajudá-lo naquela guerra. Josafá, rei de Judá, se prontifica a batalhar com ele.

Jorão então questiona a Josafá por qual caminho eles subiriam para a peleja. Josafá, sem nenhum tipo de consulta a Deus, sugere que eles fossem pelo deserto de Edom, outro território, que se une com eles nessa batalha.

E assim, esses três reis saem à peleja pelo caminho do deserto. Mas após sete dias de caminhada, eles não encontram água para os homens e nem para os animais, motivo que os fazem se desesperar e acreditar que a guerra estava perdida, afinal, com o corpo desidratado pela falta de água eles não teriam disposição para guerrear.

Neste momento, Josafá se lembra de pedir ajuda a algum profeta que tenha a palavra do Senhor. No meio deles estava o profeta Eliseu, que foi consultado por eles, e profetizou que águas surgiriam milagrosamente naquele lugar. Ainda, ele profetizou que Israel derrotaria os moabitas.

Ao final, tudo ocorreu exatamente conforme a palavra do Senhor dita por intermédio do profeta. No outro dia, o território onde eles estavam ficou cheio de águas e eles derrotaram os moabitas.

Essa história é importante quando percebemos que ao ser questionado sobre o caminho pelo qual deveriam sair à guerra, Josafá, rei de Judá, não consultou ao Senhor. Quando eles saíram pelo caminho que eles denominavam estratégico, eles acabaram quase sendo derrotados.

Após esse deslize, Josafá se lembra de consultar ao Senhor. Nessa batalha, eles foram socorridos e no final tudo acabou bem. Todavia, nem sempre termina assim. Andar por caminhos que consideramos estratégicos, mas sem consultar ao Senhor pode nos levar a desertos onde não encontramos água e acabamos desfalecendo.

É importante que todas as nossas decisões sejam pautadas na vontade do Senhor, pois ela é sempre boa, perfeita e agradável (Romanos 12:2).

Frequentemente temos tomado decisões importantes sem sequer perguntarmos a Deus sobre a Sua vontade acerca daquilo. E muitas vezes nos damos mal.

Essa história nos mostra a importância de antes de sairmos à guerra, consultarmos ao Senhor sobre qual será o caminho a ser percorrido. Ao final, teremos vitória, pois o que Ele tem para nós é sempre o melhor.


quarta-feira, 31 de março de 2021

A escolha de Rebeca e o que Deus espera de nós enquanto esposas

Texto-base: Gênesis 24


A história de Isaque e Rebeca é uma das histórias de amor entre casais que a Bíblia relata. Isaque ainda não havia casado e seu pai, Abraão, pede a um servo de sua confiança para ir até a Mesopotâmia, a terra onde morava seu irmão Naor, a fim de buscar uma esposa para Isaque dentre os seus parentes.

O servo aceita a missão apreensivo, com receio de não conseguir encontrar a esposa ideal. Ele então entrega essa missão aos pés do Senhor, que começa a agir. Além disso, o servo de Abraão elabora uma estratégia bastante perspicaz a fim de encontrar a esposa certa para Isaque. Ele vai até o poço da cidade, onde as mulheres costumavam tirar água.

Antes de encontrar-se com Rebeca, aquela que seria a escolhida como esposa de Isaque, o servo de Abraão faz um voto a Deus de que a mulher que ele pedisse água e lhe desse, e se oferecesse também a dar aos seus camelos, fosse essa a esposa que o Senhor tinha para Isaque.

O fato do servo de Abraão ir ao poço onde as mulheres tiravam água indica que ele estava à procura de uma mulher que fosse diligente em trabalhar e cuidar do lar. Ainda, sua atitude em buscar alguém que se oferecesse para dar água também aos seus camelos demonstra que ele estava à procura de uma mulher cordial e disposta a servir.

Quando ele pede água a Rebeca e ela lhe diz exatamente como ele pediu ao Senhor, ele se alegra. Mas a sua surpresa maior é ao saber que ela era neta de Naor, irmão de Abraão. Ali ele se assegura de que Rebeca era a escolhida por Deus para ser a amada de Isaque.

Apesar de Rebeca no futuro ter falhado como esposa e mãe, o início de sua vida conjugal a partir de sua escolha como esposa, demonstra o que o Senhor espera de nós como esposas. Uma mulher que cuida da casa e das coisas do lar, não se rendendo à preguiça. Uma mulher também disposta a servir ao próximo.

Essa não é a única referência de esposa que há na Bíblia. A carta de Pedro 3:3-4 nos relata que as esposas devem ser revestidas de atitudes interiores, cheias de tranquilidade e mansidão. A epístola de Tito 2:5 nos ensina que, como esposas, devemos ser boas donas de casa e bondosas, atitudes que certamente o servo de Abraão viu em Rebeca. Por fim, a mulher virtuosa descrita em Provérbios 31:20 e 31:27 nos aponta uma mulher que olha para as causas do próximo e que não se rende à preguiça.

Sem dúvida, tais virtudes são elementos que exigem de nós esforço e dedicação para cumprirmos. Enquanto esposas, que o Senhor encontre em nós essas qualidades, que certamente trarão prosperidade e grandeza ao nosso lar.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Andar sem domínio próprio é viver desprotegido

Texto-base: Provérbios 25:28 "Como a cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio."


O domínio próprio é citado algumas vezes na Bíblia. Em uma dessas passagens, é colocado como um fruto do Espírito, qualidades que só tem aqueles que andam com o Espírito Santo ao seu lado (Gálatas 5:22-23).

O livro de Provérbios também cita o domínio próprio, dessa vez fazendo analogias com aquele que não tem essa atribuição. Para o autor, aquele que não tem domínio próprio é semelhante a uma cidade derrubada, sem muros. Nos tempos bíblicos, era comum as cidades terem muros ao redor, os quais tinham a função de proteção. Quanto mais alto e resistente o muro, mais protegida estava a cidade.

Assim como os muros de uma cidade revelam proteção à ela, o domínio próprio é instrumento de proteção àquele que o cultiva. Ele não é uma característica eterna, mas deve ser cultivado diariamente, afinal somos frequentemente tentados a servir os prazeres do mundo.

Precisamos desse atributo em diversas situações.

Precisamos de domínio próprio nas nossas relações: em momentos onde somos afrontados por outras pessoas, precisamos saber controlar nossas palavras e emoções, a fim de não revidarmos com a mesma afronta recebida.

Precisamos de domínio próprio no nosso corpo. Como templo do Espírito, o nosso corpo é santo e por isso as nossas paixões carnais não podem nos dominar.

Precisamos de domínio próprio na nossa língua, que não pode ser instrumento para ferir, caluniar ou maldizer o nosso próximo. Saber usar a língua de forma sábia é um dos conselhos mais vistos no livro de Provérbios, tamanha a importância dessa atitude.

E por tudo o que foi dito o domínio próprio é um fator de proteção. Quem o tem não se deixa ser levado pela ira, pelas paixões ou por um falar descontrolado. Cultivar o domínio próprio é proteger suas emoções, suas atitudes, sua língua. É não se expor demais, para depois se curvar ao remorso de agir baseando-se apenas na emoção.