segunda-feira, 31 de maio de 2021

A passagem do rio Jordão

 Texto de referência: Josué 3


Após a morte de Moisés, Josué toma a liderança do povo de Deus para conquistar a Terra Prometida.  Era chegada a hora deles alcançarem a promessa dita desde o patriarca Abraão. Essa missão não seria fácil, mas a vitória já estava garantida, pois ao lado deles estava o Senhor.

Um dos primeiros obstáculos enfrentados no limiar da terra foi a passagem pelo rio Jordão. Eles precisavam atravessá-lo para conseguirem chegar até a cidade de Jericó, o primeiro território a ser enfrentado. O problema é que o rio estava cheio. Eles já haviam passado por uma situação semelhante, no episódio do Mar Vermelho. Naquela ocasião, eles se desesperaram achando que morreriam, mas Deus ordenou a Moisés que estendesse o seu cajado sobre o mar, para que ele se abrisse.

E agora novamente Deus vem ao encontro daquele povo. Dessa vez a ordem do Senhor foi para que a Arca da Aliança fosse na frente, e quando os sacerdotes que carregavam a arca tocassem os pés no rio, ele também se abriria. Ao obedecerem a ordem de Deus o rio se abriu e todos passaram. Os sacerdotes ficaram dentro do rio Jordão até que todo o povo passasse.

A passagem do povo de Israel pelo rio Jordão nos ensina muitas coisas acerca do agir de Deus. As batalhas da nossa vida podem até serem semelhantes, mas jamais serão as mesmas. Em cada situação o Senhor nos conduz de uma maneira. Mas uma coisa é igual para todos os que crêem: a vitória. Se confiarmos em Deus, não importa o tamanho ou o tipo da batalha, Deus nos conduz em vitória perante todas elas.

Além disso, cada batalha é uma oportunidade que temos de amadurecer a nossa fé. Sem dúvida, na passagem do rio Jordão aquele povo já tinha a experiência do Mar Vermelho e se sentiam mais seguros para enfrentar aquela situação.

Por fim, a forma como o rio se abriu nos mostra acerca da autoridade de Deus em nós para vencermos as batalhas. Da mesma forma como a presença de Deus - representada pela arca - ia adiante do povo e os pés dos sacerdotes abriram o rio assim que os tocaram, o Senhor, através da Sua presença em nós já nos revestiu da autoridade necessária para superarmos os obstáculos que se colocam em nosso caminho.

O rio Jordão não foi páreo para o povo de Deus, pois o Senhor estava ao lado deles. Os obstáculos que surgirem diante de nós para tentar nos impedir de alcançar o que Deus tem para nós também serão destruídos, pois o Senhor está conosco.

sábado, 29 de maio de 2021

Seu lugar é em Canaã, não se contente com Harã

 Texto de referência: Gênesis 11:31-32


Quando ouvimos a palavra Canaã logo fazemos referência à terra prometida. Esse povoado surgiu a partir de Cam, descendente de Noé. Houve um episódio em que Noé se embriagou e ficou nu. Seu filho Cam ao invés de ajudá-lo, zombou dele. Quando Noé se restabeleceu e ficou sabendo, pronunciou uma maldição sobre Cam, também denominado Canaã, de que ele seria servo de Sem, outro filho de Noé (Gênesis 9:26). Na linhagem de Sem, o povo de Deus seria estabelecido. 

Muitas anos depois, um homem da geração de Sem, chamado Tera, partiu da terra de Ur dos Caldeus em direção a terra de Canaã. Ele vai com seu filho Abrão e sua a esposa, e com seu neto Ló. Todavia, eles não chegam até Canaã. Quando eles chegam até um povoado chamado Harã, eles se estabelecem ali.

Após a morte de Tera, Deus chama seu filho Abrão para sair de Harã e partir em direção a um terra até então desconhecida, mas que depois seria revelada por Deus de que seria Canaã.

Não se sabe os motivos os quais levaram Tera a sair de Ur em direção a Canaã, mas diante da maldição proferida sobre Cam, sabemos que em algum momento aquele povoado seria ocupado pelos descendentes de Sem. 

Também não se sabe por que Tera não completou a sua jornada até Canaã, tendo ficado em Harã, entretanto, pelo chamado de Deus a Abrão, sabemos que seria a partir da linhagem de Tera que o povo de Deus seria estabelecido.

Essa história nos chama a atenção ao percebermos que um homem parte em direção ao cumprimento de uma promessa, mas decide parar no meio do caminho. Mas, como os desígnios de Deus não podem ser frustrados, Abrão seu filho segue o caminho que o seu pai iniciou, mas não concluiu.

Como Tera, muitas vezes estamos caminhando em direção às promessas de Deus, mas por diversos motivos paramos no meio do caminho. Alguns elementos podem nos fazer retroceder: o cansaço, o desânimo, o medo ou o pecado. Tudo isso nos distancia dos propósitos de Deus para nós. Tera poderia ter chegado até Canaã e iniciado a geração do povo de Deus. Mas por ter permanecido em Harã, essa geração acabou sendo passada para seu filho Abrão.

Se Deus nos chama à terra da promessa, temos que acreditar que Ele já nos capacitou para chegarmos até lá. Não podemos parar no meio do caminho e nos contentarmos com Harã. Se Deus nos chamou para Canaã, lá é o nosso lugar.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Força x Coragem

 Texto de referência: "Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais." Josué 1:6


Para muitos, força e coragem são sinônimos, mas a palavra do Senhor nos mostra um sentido diferente a esses dois substantivos. Quando Deus chamou Josué para assumir o seu posto de líder do povo de Israel, Ele adiantou que era preciso que Josué fosse forte e corajoso. Isso nos faz refletir sobre as diferenças que existem em cada um desses atributos.

A força é o contrário da fraqueza. Ser forte não necessariamente significa não termos fraquezas, mas implica em não nos rendermos a elas, isto é, não deixar que elas nos dominem.

Paulo fez um relato em sua carta aos Coríntios que nos faz entendermos um pouco sobre o que é a fraqueza. Ao relatar sobre o espinho na carne o qual ele convivia para que não se ensoberbece diante das revelações que lhes foram dadas, Paulo diz que era nos momentos de fraqueza que o poder de Deus se manifestava em sua vida. E ele relata algumas coisas que o deixava fraco, sendo elas: angústias, necessidades, perseguições e injúrias (2 Coríntios 12:10). A fraqueza é um estado que sobrevém quando estamos diante de elementos que ferem o nosso bem-estar. Diante dessas situações nos sentimos impotentes e desanimados e a fraqueza encontra lugar para se instalar em nós.

Por outro lado, a coragem é o oposto do medo. Quando Deus diz que Ele não nos deu espírito de medo, Ele nos diz que nos deu o espírito de coragem. Da mesma forma que ocorre com a força, ter coragem não significa ausência total de medo, mas a capacidade de não sermos dominados por ele. Ser corajoso é enfrentar as adversidades sem nos deixarmos intimidar por elas. São muitas as palavras do Senhor para não temermos, mesmo diante das mais conflituosas situações.

Força e coragem, dois elementos que o Senhor requereu de Josué quando ele foi assumir o maior desafio da sua vida, ajudar o povo de Deus a entrar na terra prometida. Esses atributos foram necessários para que Josué cumprisse a sua missão. Conosco não é diferente. Para cumprirmos aquilo que o Senhor requer de nós também necessitamos de força e coragem. Por tudo o que conhecemos da Palavra do Senhor, sabemos que esses atributos estão à nossa disposição, basta tomarmos posse.

quinta-feira, 27 de maio de 2021

O poder da palavra de Deus

Texto de referência: Salmos 29:4-9


No antigo testamento eram comuns os relatos acerca de homens que ouviam a voz de Deus de forma audível. Moisés é um dos maiores exemplos de homens que ouviram a voz de Deus da mesma forma como ouvimos a voz de pessoas comuns. Mas ele não é o único. Como Moisés, outros homens também tiveram experiência, os quais podemos citar Abraão, Isaque e Jacó, Josué, Elias e Eliseu.

Mas a partir da nova aliança, representada pela vinda de Jesus a essa terra, o Senhor passou a nos falar pela Palavra, o verbo feito carne. Hoje, quando falamos em ouvir a voz de Deus, não nos referimos mais ao som audível, mas à Sua Palavra.

O Salmos 29 exalta a voz de Deus, mostrando em alguns versículos os atributos da Sua voz. O salmista ressalta o poder e a majestade da voz de Deus (v.4), que também é capaz de destruir coisas muito resistentes, como por exemplo, o cedro (v. 5). Outras características da voz de Deus são a capacidade de queimar (v.7), estremecer estruturas (v. 8), dar a vida e criar coisas ou de destruir elementos já criados (v.9). 

Se em cada expressão "voz de Deus" substituirmos por "Palavra de Deus", podemos ter a noção do poder que há nela. A Palavra do Senhor é cheia de majestade e glória, nela encontramos o que precisamos para que obstáculos sejam removidos, o que não existe possa ser criado e o que é endurecido seja quebrantado.

Entretanto, temos diminuído aos nossos olhos o poder da Palavra, não crendo naquilo que ela pode realizar por nós. Em muitas situações, estamos esperando ouvir de forma audível e sobrenatural a voz de Deus, sendo que temos ela ao nosso dispor, através das Escrituras. A voz de Deus é a Sua Palavra, é por meio dela que vamos ser instruídos, repreendidos e fortalecidos. Ao abrir a Palavra, que possamos entendê-la como o falar extraordinário de Deus conosco.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Os caminhos da obediência

 Texto de referência: Deuteronômio 30:15-20


Dentre os livros do pentateuco o livro de Deuteronômio se destaca por um assunto: a obediência a Deus. Enquanto Gênesis retrata a história dos patriarcas, Êxodo e Números relatam a saída do povo do Egito e a caminhada pelo deserto, Levítico aborda sobre as leis de Deus, Deuteronômio faz uma síntese acerca do povo no deserto e das leis, mas dedica seus últimos capítulos a convocar o povo de Deus à obediência.

Em toda a caminhada do povo pelo deserto, Deus foi lhes dando as suas leis de forma escrita. Eram muitas leis e todas, sem exceção, deveriam ser guardadas. Cada lei, decreto e ordem tinha o seu propósito, tanto em refletir o amor pelo próximo, quanto em refletir a adoração do povo ao Senhor.

A obediência do povo os levaria a uma abundância inexorável, eles seriam abençoados em tudo e essa bênção de Deus seria notória a todos os povos. Por outro lado, a desobediência traria consequências terríveis, inimagináveis, e aquele povo seria envergonhado em tudo o que fizesse.

O Senhor ainda alerta que o povo não teria desculpas para não cumprir a lei alegando estar ela longe deles, pois ela havia sido dada pelo próprio Deus através de Moisés. Todas as palavras foram escritas em pedras para que não se perdessem, então não apenas o povo, mas a sua descendência a conheceria. 

Por fim, Moisés faz um paralelo entre a obediência e a desobediência, comparando-as com a vida e a morte, respectivamente. Ele alerta ao povo de que estava sendo colocado diante deles esses dois caminhos, e que eles eram livres para escolherem aquilo que eles quisessem, conscientes de que ambos lhes trariam consequências, positivas ou negativas.

Apesar de Deuteronômio ser um livro da velha aliança, no tempo da lei, os seus ensinamentos continuam válidos entre nós cristãos. A obediência a Deus não fica ultrapassada e ela é exigida de nós diariamente, nas pequenas coisas.

Se formos notar as leis de Deus descritas em Levíticos há ordenanças acerca de grandes coisas, mas também acerca de pequenas.

Os crimes graves foram citados, mas as práticas cotidianas também. Obedecer a Deus vai além de não matar, roubar, adulterar ou coisas nesse sentido. Implica também em ações do nosso dia a dia, quando por exemplo não entramos em uma roda de conversa que envolve fofoca, não aceitamos "pequenas mentiras" ou deixamos de lado a internet para nos conectarmos mais a Deus.

Obedecer a Deus é uma escolha diária. Todos os dias temos à nossa disposição duas alternativas, o mal e o bem, a vida e a morte. Que possamos escolher sempre o bem e a vida, e assim colheremos todas as bênçãos que o Senhor nos promete através da obediência.


segunda-feira, 24 de maio de 2021

Batalha espiritual: preparando-se para vencer

 Texto de referência: Josué 6


Após o povo de Israel peregrinar por quarenta anos no deserto chegou o momento mais esperado por eles, entrar na terra prometida. Mas até chegar a essa terra, era preciso primeiro desapossar os moradores das terras vizinhas. Um desses territórios era denominado Ai.

Após terem destruído a cidade de Jericó, os israelitas estavam confiantes. Sem muito preparo eles saem à peleja contra Ai. Não estudam com profundidade o território inimigo e enviam apenas uns poucos homens. O resultado foi a derrota dos israelitas.

Após consultarem o Senhor, Este lhes revela que a derrota ocorreu porque um homem, chamado Acã, havia pegado coisas consagradas de Jericó, o que foi proibido pelo Senhor. Após matarem Acã e se redimirem perante o Senhor, eles elaboram uma nova estratégia para vencerem Ai.

Dessa vez, por ordem do Senhor, eles enviam para a guerra cerca de trinta mil homens, cercam a cidade de emboscadas e se colocam em posição de alerta. Ainda, eles elaboram a estratégia de retirar todos os moradores da cidade, a fim de os tirarem do seu lugar seguro. Dessa vez Israel prevaleceu e todos os moradores de Ai foram destruídos.

A batalha de Ai nos traz algumas lições. O desejo contínuo do Senhor é nos dar vitória, mas Ele não compactua com o pecado. Enquanto há coisas erradas não podemos obter vitória. É preciso primeiro nos santificarmos. Além disso, toda batalha requer de nós preparo e vigilância. Não podemos sair para a guerra de qualquer forma. É preciso planejar as nossas estratégias. E por fim, enquanto estamos no território inimigo ele prevalecerá. Quando o tiramos do seu lugar e passamos a batalhar no nosso território espiritual, cobertos pela oração e pela Palavra, nós venceremos.

Santificação, estratégia e cobertura espiritual são armas que o Senhor nos ensina para guerrearmos. O final da batalha contra Ai nós já sabemos, não ficou nenhum adversário. Seguindo as orientações do Senhor também venceremos, para a glória Dele.

domingo, 23 de maio de 2021

A nova aliança

  Texto de referência: Jeremias 31:31-33;40


O povo de Deus foi marcado por alianças com o criador. Com Abraão, o Senhor fez aliança com aquele homem sobre ser o seu único Deus. Tudo isso diante de um cenário de idolatria, pois os povos das nações adoravam diversos deuses ao mesmo tempo. Essa aliança foi renovada com Isaque e Jacó. Posteriormente, quando o povo já estava no deserto e quando entraram com Josué na terra prometida, o Senhor também fez aliança com eles.

Em geral, o pacto da aliança era marcado por sacrifícios de animais, que selavam o compromisso do povo com Deus. Mas aquele povo frequentemente quebrava essa aliança, se inclinando às práticas pagãs dos povos ao redor e adorando outros deuses. Após muitos anos de altos e baixos e muitos períodos de rebeldia o povo vai ao exílio babilônico e ali fica por quarenta anos.

No exílio, Deus envia profetas que denunciavam os pecados do povo, mas que também lhes pregavam palavras de esperança, de que aquele exílio um dia chegaria ao fim. Em uma dessas profecias de esperança, o Senhor usa o profeta Jeremias para anunciar àquele povo um novo tempo, onde uma nova aliança seria firmada com eles.

Mas o Senhor alerta de que aquela não seria mais uma aliança como aquela feita com o povo no deserto. A aliança agora consistia na lei do Senhor estar na mente e no coração deles. As leis dadas ao povo pelo Senhor não consistiriam mais em práticas externas, mas em uma atitude interior de um coração temente a Deus, que o adoraria de todo o coração.

Ao final o profeta ressalta que esse povo não seria mais desarraigado ou destruído.

O povo estava tão acostumado às ordenanças da lei que achavam que essa era a essência da vida com Deus. Agora o Senhor estava lhes preparando para o tempo do Messias, onde a graça superava a lei e onde a obediência transcendia a necessidade do sacrifício.

Quando vivemos apegados às normas, a uma liturgia pronta, a uma adoração formalizada, aos poucos vamos perdendo a essência da intimidade com Deus, que está acima de tudo isso e que exige de nós apenas um requisito: que o nosso coração seja totalmente do Senhor. E quando estamos nesse nível, não há como sermos destruídos, pois as nossas raízes estão em Deus. Um povo que vive inteiramente para Deus não é exilado, pois o Senhor é a sua morada. Era esse nível de espiritualidade que Deus esperava daquele povo. É essa comunhão que Deus também espera de nós.