sexta-feira, 30 de julho de 2021

O Deus dos montes e dos vales

"Porque os siros disseram: O Senhor é Deus dos montes e não dos vales, toda esta grande multidão entregarei nas tuas mãos, e assim sabereis que eu sou o Senhor." 1 Reis 20:28


Em uma guerra travada entre Israel e Síria, quando Israel era governado pelo perverso rei Acabe, o poder de vitória estava nas mãos da Síria. Esse império, governado pelo rei Ben-Hadade, era forte, com grande número de combatentes e com um grande aparato de carros e cavalos. Nessa batalha, estavam ajudando Ben-Hadade cerca de trinta e dois reinos, todos investidos contra Israel. Diante disso, as chances humanas de vitória do povo israelita eram mínimas.

Mas ao lado do povo estava o Invencível, o Imparável, o Senhor da Guerra. Deus estava naquela peleja, e mesmo Acabe sendo tão perverso e o exército israelita tão pequeno, Deus concedeu a ele a vitória.

Mas os siros não desistiram. Eles sabiam que aquela vitória havia sido dada ao povo por Deus, pois humanamente falando, não havia chances de vitória do povo de Israel. Então eles formulam uma teoria de que Deus havia ajudado o Seu povo porque Ele era um deus dos montes, e sendo assim, eles teriam que pelejar com aquele povo em um lugar mais baixo, ou seja nas planícies ou nos vales.

E com essa teoria, os siros novamente formam batalha contra o povo de Israel, e saem a peleja, agora nas planícies. Novamente eles vêm com todo aparato de guerra e muitos combatentes, enquanto Israel sai com um exército muito pequeno. Mas o Senhor revelou a Acabe, que porque os siros acreditaram que o Senhor era apenas um deus dos montes e não dos vales, Deus entregaria aquele grande exército nas mãos de Israel. E assim ocorreu, pois naquele dia foram feridos mais de cem mil siros.

Essa história nos demonstra o grande poder de Deus, que não pode ser medido e nem comparado. Os siros estavam acostumados com seus falsos deuses, que escolhem lugares ou que parecem agir diante de determinadas circunstâncias. Mas o Deus de Israel é diferente. Deus não se limita a espaços geográficos, pois toda a Terra pertence a Ele. Deus também não escolhe circunstâncias, pois Ele tem o controle de tudo em suas mãos.

Seja nos vales ou nos montes, de perto ou de longe, com um exército pequeno ou grande, Deus não precisa de elementos humanos para agir ou de condições favoráveis para atuar. A guerra pertence a Ele, e a vitória também. Quando Ele libera a ordem de vitória, podemos crer que o mal não prevalecerá.



quarta-feira, 28 de julho de 2021

Elias: um homem comum com uma fé extraordinária

 Textos de referência: 1 Reis 17:1-7; 18:36-40; 19:3-14; 2 Reis 1:9-13: 2:9-11


O profeta Elias é um dos homens mais excêntricos das escrituras sagradas. A começar pelas suas vestes, que eram de pêlos de animais, e não de tecidos, como era o costume da época. Mas a excentricidade de Elias é mais destacada em seu ministério, pois os milagres que Deus fazia por meio de Elias eram bastante fortes.

Por algum tempo ele foi alimentado por corvos que diariamente lhe traziam pão e carne para ele comer. Já imaginou você estar em um lugar e de repente ver uma ave trazendo para você um pedaço de pão e uma porção de carne?

Através da palavra de Elias e permissão do Senhor, não choveu sobre a terra durante três anos. E através da oração de Elias, Deus enviou chuva sobre a terra. Nesse mesmo episódio, Elias orou ao Senhor e fogo desceu do céu sobre o altar, desmistificando o falso poder de Baal entre o povo.

Outra ocasião em que se nota uma unção na vida de Elias, foi quando o rei Acazias lhe enviou cinquenta homens e um capitão para prendê-lo, mas Elias orou e caiu fogo do céu consumindo aqueles homens. A mesma cena se repetiu novamente, e só não houve um terceiro morticínio porque o capitão pediu clemência por ele e pelos seus capitães.

Por fim, em uma ocasião em que Elias e seus discípulos estavam passando pelo rio Jordão, ao ver que o rio estava cheio e não poderiam passar, Elias naturalmente enrolou o seu manto, fazendo as águas se dividirem e eles passassem a seco.

Até a morte de Elias não foi algo natural, pois Elias não morreu como as demais pessoas, mas foi elevado ao céu em um carro de fogo, puxado por cavalos de fogo, através de um redemoinho.

A história de Elias demonstra que havia algo especial naquele homem. O poder de Deus que repousava sobre ele era algo surpreendente. Parecia que nenhum obstáculo era grande demais para ele. Mas Elias não era nenhum super-herói. Pelo contrário, o apóstolo Tiago, ao encorajar seus discípulos à oração, nos relata que Elias era um homem comum, sujeito às mesmas paixões que nós (Tiago 5:17). E a própria história de Elias relata isso, ao descrever um período de esgotamento emocional pelo qual ele passou após matar quatrocentos e cinquenta profetas de Baal. Após esse momento, Elias redescobriu o Senhor, percebendo que Deus não era apenas um Deus de fogo, mas também se manifestava através da calmaria.

Elias era um homem comum, que chorava, entristecia, sentia solidão e duvidava. Mas Elias deixava ser conduzido pelo Espírito. Não há nenhuma fórmula mágica, o segredo de Elias era a sua ousadia em servir ao Senhor, não temendo denunciar o pecado, o que demonstrava a sua total entrega ao Senhor e renúncia ao pecado, o que demonstrava a sua santidade.

Assim como Elias impactou a sua época, o Senhor chama também em nossa geração homens como Elias, que se deixem ser usados por Ele para impactar a nossa geração. Ele quer usar homens de fé e que se esforcem por viver em santidade.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

As bênçãos que recebemos pelo Salmos 91

 Texto de referência: Salmos 91


O Salmos 91 é um salmo conhecido por muitas pessoas, inclusive pessoas que não são adeptas ao cristianismo, mas que o consideram como um "amuleto" de proteção. Mas essa atitude é um terrível erro, pois a Palavra de Deus jamais pode ser reduzida a um amuleto ou um mantra, na qual manuseamos ou invocamos de qualquer forma, para somente atender às nossas necessidades. 

Voltando ao Salmos 91, é importante ressaltar que todas as promessas contidas nele são direcionadas àquele que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente. Se você deseja saber o que fazem esse tipo de indivíduo, leia o texto O verdadeiro sentido do Salmos 91. Mas hoje quero ressaltar as bênçãos recebidas através deste salmo.

Proteção de um Deus que tem poder sobre terríveis adversários (v. 3): ser livre de elementos amedrontadores, pestes, pragas e armadilhas são promessas de proteção que encontramos nesse salmo. Inclusive, são essas promessas que fazem ele ser tão invocado, pois em um mundo de tantos perigos, nada melhor do que saber que temos um ser Onipotente que nos protege.

Cuidado de um Pai que guarda seus filhos (v. 4): cobrir com as penas e nos guardar debaixo das asas nos remete à figura da galinha que coloca seus filhotes sob a sua proteção. Deus não apenas nos protege como um guerreiro em meio a uma batalha. O Seu cuidado por nós é como o cuidado de um pai, que deseja ver seus filhos sempre seguros.

Segurança para a nossa família (v. 10): a proteção do Senhor não se limita apenas a nós, mas se estende a toda a nossa casa, à nossa família e a tudo o que é nosso.

Proteção e direção durante a nossa caminhada (v. 11): Deus não apenas nos protege, mas envia anjos que nos guardem durante a nossa caminhada, a fim de que não venhamos a tropeçar. Isso pode ser entendido como uma direção a seguirmos, a fim de não tomarmos decisões que venham a nos prejudicar.

Autoridade sobre o mal (v. 13): por fim, Deus nos concede através das palavras deste salmo autoridade sobre os nossos adversários. Pisar leões e serpentes indica que o mal está debaixo dos nossos pés. Deus não apenas luta por nós, mas Ele também nos capacita a lutarmos e prevalecermos contra o mal.

Definitivamente, o Salmos 91 não pode mais ser para nós apenas um texto que a gente estampa a parede da casa ou carrega no chaveiro do carro. Precisamos vivê-lo e tomar posse das bênçãos que o Senhor nos concede através dele.

sábado, 24 de julho de 2021

Um Deus que quer nos perdoar

 Texto de referência: I Reis 8:46-50


O mundo jaz no maligno (1 João 5:19). Essa é a informação que nos traz a Palavra do Senhor, e isso explica o porquê de tanto sofrimento nesta terra. O pecado é a causa do nosso afastamento de Deus, e ele assola todas as pessoas, quer sejam cristãs ou não.

É isso que Salomão constatou em seu tempo de reinado. Ele reconheceu que o povo de Deus, mesmo conhecendo a Deus, poderia pecar, pois não existe ninguém que não peque.

Ele também reconheceu que o pecado gera consequências, e que após pecarem o povo poderia ser levado a um cativeiro em terras adversárias. Mas caso isso ocorresse, se ali o povo caísse em si e se convertesse de todo o coração e pedissem perdão ao Senhor, o Senhor os perdoaria e os tiraria do cativeiro.

Salomão fez essa oração durante o período da velha aliança, onde não se conhecia formalmente a graça. Hoje sabemos que o sacrifício de Jesus nos redimiu de todo o pecado e que não somos mais escravos do mal. Todavia, por mais que o pecado não tenha poder sobre aqueles que crêem em Jesus, ele ainda existe e somos diariamente tentados por ele.

Mas assim como Salomão entendeu, sabemos que se pecarmos, podemos clamar as misericórdias do Senhor e se o nosso arrependimento for sincero, obteremos perdão. Mesmo que estejamos sofrendo as consequências do pecado, podemos ter a certeza que seremos perdoados e seremos libertados do cativeiro ao qual caímos quando cedemos ao pecado.

Deus é o mesmo, Ele não mudou e a sua misericórdia também continua a mesma. Enquanto vivermos nesta terra, sabemos que estamos suscetíveis a sermos tentados ao pecado, mas apesar disso, não somos escravos dele. O ideal é não pecar, mas se pecarmos, temos um Deus que tem prazer no perdão.


sexta-feira, 23 de julho de 2021

Primeiro para Deus

 Texto de referência: I Reis 17:8-16


Em um período de fome enfrentado pela nação israelita, o profeta Elias sai dos limites de Israel para ir à região de Sidom, na cidade de Sarepta. Enviado por Deus, ele vai até a casa de uma viúva, que foi divinamente ordenada a lhe sustentar. Elias lhe pede água e logo em seguida, pão. A viúva rebate seu pedido, dizendo que não tinha como lhe oferecer pão, pois só tinha em sua casa um pouco de farinha e azeite para fazer uma comida para si e seu filho, e depois eles esperariam a morte.

Elias então lhe faz um pedido surpreendente, ele pede à viúva que faça um bolo pequeno para ele, e depois ela faria para si e para seu filho. E profetiza que não faltaria mais a ela comida, enquanto durasse o período de fome. A viúva então obedeceu o pedido de Elias, e o que o profeta disse se cumpriu, pois aquele restinho de azeite e farinha nunca mais acabaram. Assim, eles puderam enfrentar o período de fome, sem perecerem.

Nessa história nos surpreende o pedido ousado de Elias à viúva, que lhe pediu para que ela fizesse um bolo primeiro para ele. A fé da viúva também foi ousada, pois ela confiou na palavra do Senhor, dita pelo profeta. E pela sua obediência, não faltou o alimento para ela e seu filho.

Jesus nos disse que quando nós buscamos o Reino de Deus em primeiro lugar, todas as outras coisas da vida nos seriam acrescentadas (Mateus 6:33). Essa prioridade a Deus foi dada por aquela viúva, quando ela primeiro fez o bolo para Elias. Não que Elias fosse Deus, mas ela se rendeu à obediência à ordenança do Senhor e por esse motivo Ele lhe concedeu aquilo que ela necessitava.

Quando fazemos de Deus a nossa prioridade, podemos ter a certeza que Ele cuida do nosso entorno, provendo as demais coisas que necessitamos em nossa vida. Primeiro para Deus e as demais coisas virão.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Salomão: um rei idólatra

 Texto de referência: I Reis 11:1-11


Salomão era filho de Davi e sucedeu ao seu pai no trono de Israel. Davi teve um reinado incrível, não porque não tenha cometido erros enquanto rei, mas porque buscou a Deus em todo o tempo, e quando errou, soube reconhecer suas falhas e procurou se consertar perante o Senhor.

Seu filho Salomão iniciou o seu reinado de uma forma próspera. Davi havia deixado o reino de uma maneira estável. Mesmo com toda a riqueza do reino, Deus concedeu a Salomão ainda mais riqueza e glória, por ter ele pedido a Deus sabedoria para governar (I Reis 3:13).

Sobre Salomão também havia uma ordenança, ele seria o responsável por construir o templo do Senhor. Davi já havia deixado quase tudo pronto, desde a planta do templo aos materiais necessários. Cabia a Salomão gerenciar tudo isso e recrutar a mão de obra. Para que ele conseguisse construir o templo, Deus afastou os inimigos de Salomão e lhe deu paz.

Mas Salomão não soube desfrutar de todas essas bênçãos. Apesar de iniciar com sabedoria o seu reinado, ele cometeu alguns erros que o Senhor já havia descrito nos tempos de Moisés que não deveriam ser cometidos (Deuteronômio 17:16). Ele acumulou para si muita força humana, ao comprar muitos cavalos e acumular muita riqueza, o que lhe ensoberbeceu o coração (I Reis 10:26-28).

Mas o principal erro de Salomão foi o de ter muitas mulheres, cerca de mil. Essas mulheres, em sua maioria estrangeiras, perverteram o coração de Salomão, levando-o a cultuar deuses que eram originários das terras delas. A idolatria de Salomão a esses deuses e consequentemente, o desprezo dele ao Senhor que lhe havia dado tudo, o levou a perder o reino.

Ele não perdeu imediatamente o reino, mas Deus lhe fez conhecer quem seria o sucessor, que não era apenas o seu filho, mas um homem de outra linhagem, pois o reino de Israel seria dividido. A partir dos pecados cometidos, Deus levantou adversários sobre Israel e a paz que por tantos anos existiu, acabou.

O reinado de Salomão tinha tudo para ser próspero e abençoado, pois ele tinha o Senhor ao seu lado. Entretanto, Salomão não soube desfrutar dessa presença e desprezou ao Senhor. Quando nos curvamos diante de outros deuses, como o dinheiro, o sexo, o poder, o corpo ou as tradicionais estátuas que são reverenciadas, estamos fazendo delas os nossos senhores. Isso nos leva a esquecer de Deus e a desprezar o sacrifício que Cristo fez por nós, pois estamos publicamente declarando que existe algo em nosso coração mais importante que o Senhor Deus. 

A idolatria de Salomão lhe fez perder o reino. A inclinação do nosso coração a tudo o que não é de Deus faz com que percamos tudo o que Ele tem nos dado. A vigilância constante é o segredo para nos mantermos firmes, sem sair da posição que Deus nos confiou.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Vivendo no propósito para o qual Deus nos chamou

 Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. I Coríntios 10:31


Todos nós nascemos com um propósito. Ninguém veio a essa Terra para passar o tempo, vivendo de qualquer jeito. Todavia, diferente do que muitos passamos a vida toda acreditando, o nosso maior propósito não é formar uma bela família, ser um grande profissional ou ter uma vida próspera. Apesar de tudo isso contribuir para o nosso maior propósito, fomos criados para servir e adorar ao nosso Criador.

A nossa existência veio a partir de Deus e é para Ele que devemos viver toda a nossa vida. Tudo o que fizermos nessa terra deve glorificá-Lo, e é nessa parte que entra a família, o trabalho e os nossos relacionamentos. Apesar de sermos criados para Deus, não somos anjos ou seres celestiais. Somos seres humanos, que vivem nesta Terra como humanos, mas que glorificam a Deus em tudo o que fazem.

Entretanto, vivemos boa parte das nossas vidas enganados quanto ao nosso propósito. E por esse motivo nos esforçamos e corremos atrás das coisas desta Terra, mas sem glorificar ao Senhor com elas, e por isso a impressão que temos é que nunca estamos satisfeitos. Isso acontece porque não estamos no verdadeiro foco, servir e adorar a Deus.

Outras vezes começamos a andar no nosso verdadeiro propósito, quando somos tentados a olhar para as coisas desta Terra e acabamos nos desviando dele. Ao iniciarmos o nosso chamado, o inimigo tentará voltar a nossa atenção para outras coisas, a fim de ocuparmos a nossa mente e o nosso tempo com outras finalidades, e nos desviarmos do propósito para o qual fomos chamados por Deus.

A finalidade da nossa existência foi dada por Deus e é linda. Deus não nos quer frustrados e infelizes, pelo contrário, como sal e luz nesta Terra, o Senhor quer que sejamos pessoas vitoriosas e abençoadas em todas as áreas da nossa vida, seja na família, no trabalho ou nos demais relacionamentos. Mas ele também nos quer dentro da esfera para o qual Ele nos criou. 

A nossa relação com Deus é como o sol com a lua. Apesar de linda, a lua não tem luz própria. A sua luz vem do sol. Da mesma forma acontece entre nós e Deus. Deus nos quer brilhando, mas Ele quer que reconheçamos que o nosso brilho vem d'Ele, é para a glória d'Ele que vivemos. Esse é o real propósito da nossa existência.